Miguel e Davi

29 Capítulo 29 – Accidentally in Love – 21/11


Notas iniciais
Gente, tá acabando mesmo, hein? Depois de todo o sufoco que eu passe por ter aceitado esse desafio e conseguir escrever tudo isso... Ufa! Mas foi tão legal! hahaha Sério, a correria compensa... Acho que conseguia algumas coisas muito boas :D

Quando Davi abriu os olhos naquela manhã, precisou de cinco minutos para lembrar onde estava. E, quase caiu quando tentou se levantar da cama estreita de solteiro de Miguel.

Mas tudo bem.

Levantou-se, aproveitando do sono profundo do namorado, e foi para a cozinha, quase dançando enquanto andava, feliz com o motivo que o levara a passar a noite ali.

Ah, quem diria que chegaria naquele ponto, depois de todo o ano conturbado que eles tinham passado!

Começou então a preparar um café da manhã, mesmo que a cozinha não fosse sua. Não era nada mais, não sabia cozinhar quase nada, mas sabia fazer chocolate quente e café e aquelas não eram as bebidas favoritas deles? Pelo menos era o que sempre tomavam no café do shopping…

Enquanto procurava as coisas que precisava pela cozinha e tentava não estragar nada, Davi pensava em como fora totalmente sem querer que houvessem chegado ali. Tudo começara por acaso e continuou também por acaso. Nunca planejara nada daquilo. Mas lá estava agora.

Quando ele terminou o café e o chocolate quente, sorriu para si mesmo, admirando seu trabalho. Apenas esperava que Miguel gostasse. Tomou ambas as xícaras em mãos e foi em direção ao quarto do namorado.

**Well I didn't mean to do it/ But there's no escaping your love**

Miguel acordou com o cheiro de café. Fazia tanto tempo desde a última vez que acordara com cheiro de café…

Podia odiar o gosto da bebida mais do que qualquer coisa. Mas adorava o cheiro. O cheiro de café forte sempre lhe fora agradável, mesmo quando morava com a mãe e a irmã, tinha que admitir.

Mesmo assim, não se levantou de imediato. Sua cama era tão macia… E previa que logo sua insônia devia ataca-lo de novo, então queria aproveitar o tempo que tinha para dormir. Ele ainda ficou um bom tempo lá, deitado nu entre os lençóis, até que alguém abriu a porta bruscamente.

Miguel se sentou, ainda enrolado na coberta.

– Bom dia! – Davi cumprimentou-o enquanto entrava, sentando na cama e tomando cuidado para não derrubar as duas xícaras que segurava. Ele lhe estendeu uma delas – Fiz pra você.

Ele ficou surpreso quando percebeu o que era.

– Você fez chocolate quente?

– E café. – Ele levantou a própria xícara, em um brinde, e bebeu. – Espero que não se importe de eu ter bagunçado um pouco a cozinha…

– Tudo bem. – ele deu um gole em seu chocolate quente. Não era tão bom quanto os que estava acostumado a tomar, mas era gostoso. E admirava Davi por ter se esforçado. – Só espero que não tinha feito uma bagunça grande o bastante para Bia ficar brava.

Porque, afinal, Miguel não morava sozinho. E, porque, Bia estava no apartamento.

E foi nem mencioná-la direito e a menina irrompeu pelo quarto, como um jato.

– Bom dia, p’ssoas! – Exclamou, pulando na cama, os cachos saltando para todos os lados. – O que é isso? Uma reunião e nem me chamam?

Miguel sorriu para a amiga. Davi também sorriu para ela. Afinal, Bia estava apenas agindo como Bia.

Antes, Davi teria se irritado com ela, metendo-se no meio dele e do namorado. Mas aprendera que era impossível odiar Bia.

– Viu que o Davi fez café e chocolate quente? – Miguel apontou com a xícara para o outro.

– Verdade? – a menina olhou para o de cabelos arrepiados. – Ei, e não fez nada pra mim? Como assim?

– Hum… – Davi continuou, engolindo mais um gole de café. – Quer um pouco? – ele ofereceu a própria xícara.

– Que isso? – ela se esticou para ver o que ele tinha em mãos e fez uma careta. – Café? Odeio café.

Davi olhou de Bia para Miguel. Suspirou e negou, como se os dois fossem uma desonra.

– Por que vocês não dão as mãos e vão pro inferno? – perguntou. – Café é vida caramba!

Os três riram.

E, naquela conversa sem importância, passaram o resto da manhã. Mas, a verdade, era que tudo aquilo parecia besteira. Davi apenas conseguia olhar para Miguel e pensar em como tudo aquilo – toda a felicidade e as emoções que sentia – haviam começado por acidente.

E como gostava de acidentes.

Notas finais
Comentários? *-*