Miguel - a História de Um Anjo
15 Capítulo 15 - O Final
Notas iniciais
Na verdade, ele não deixa de ser parte integrante do "14" que como muitos outros teve de ser partido ao meio.
Espero que gostem deste "final feliz" que dei à história.
Enquanto ele falava, Miguel sentiu suas feridas sendo curadas, suas dores desaparecerem e por fim, suas asas se desprenderam de suas costas e desapareceram. Miguel agradeceu.
-Não há pelo quê, respondeu o ente celeste. Apenas seja feliz.
A luz começava a enfraquecer e aquele que a carregava consigo começava a ir em direção ao céu.
-Posso só saber seu nome?- perguntou Miguel. Não houve resposta mas, com a luz desvanecendo, ele conseguiu identificar o rosto do mensageiro de luz, então sussurrou para si mesmo:
-Obrigado, Lucas.
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-Deixe-me ir, Luno!- pedia Marina insistentemente ao Dark Angel.
Ele segurava sua mão e dizia:
- Para onde você quer ir?
- Já vai amanhecer, preciso voltar para casa. Desfaça o que você fez comigo!
Luno puxou-a pelo braço e encarando-a, disse entredentes:
-Nem que eu soubesse como fazer isso!
Marina deu-lhe um soco e afastou-se.
-Nunca vou te perdoar por isso, falou Luno furioso.
Marina correu em direção à porta mas, quando ia passar por ela, Luno usou seus poderes para fechá-la.
-Maldito!
-Fique comigo, Marina. Juntos podemos ter tudo o que quisermos, fazer o que quisermos e sermos quem quisermos.
-Não, obrigada!- respondeu ela com tom sarcástico enquanto tentava escapar. Luno usava seus poderes para mover objetos e móveis daquele lugar, tentando atingir Marina.
-Se você pode fazer isso, eu também posso!- Ela tentava mover objetos como Luno.
-Você ficará para sempre comigo!
-Porque você consegue e eu não?
Luno riu e disse:
-Eu posso te ensinar.- neste momento, ele se tornou invisível e reapareceu perto de Marina.
Esta, implorou assustada:
-Deixe-me ir, por favor.
-O que eu posso fazer para te convencer a ficar comigo? Quer que eu volte a ser o Lucas?- neste momento Luno transformou seu rosto no rosto de Lucas, o amigo de Marina.
Ela sentiu ódio, por ele brincar com seus sentimentos em relação à memória do amigo, então gritou:
-VOCÊ NÃO É O LUCAAAAAASS!!!
Uma poderosa energia saiu de seu corpo, atingindo Luno. Este foi lançado a vários metros de distância, imóvel, inconsciente, morto.
Marina assustou-se com o que havia feito. Mas o pesadelo estava acabado.
Como Luno estava morto, seu corpo começou a desaparecer. Junto com ele, as asas de Marina também se foram. Luno desapareceu e com ele a parte Dark Angel de Marina e todas as suas lembranças sobre o acontecimento.
Ela saiu daquele lugar, voltou para casa exausta, pouco antes do sol nascer. Caiu na cama e dormiu profundamente.
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Miguel foi até o depósito, o lugar em quee vira Marina pela última vez. Ele tinha quase certeza que a encontraria lá salva e os dois poderiam finalmente ficar juntos. Mal podia esperar para dizê-la que agora era um humano como ela.
Mas não havia ninguém lá. "Lógico, ela voltou pra casa", pensou.
Miguel sentiu-se cansado, muito cansado e como Marina deveria estar dormindo, ele resolveu descansar um pouco naquele lugar. Acomodou-se em um canto do depósito e dormiu. Algumas horas depois foi até a casa de Marina, tocou a campainha e a mãe da garota foi quem atendeu a porta.
-Bom dia, senhora, a Marina está?
A mulher olhou Miguel de cima a baixo e disse:
-Você acredita se eu disser que ela ainda está dormindo? Mas entre, vou lhe servir um pedaço de bolo.
Carla foi até a cozinha e voltou trazendo um pedaço de bolo de chocolate com suco de laranja e perguntou:
- Você é amigo da Marina? Ela nunca me falou de você. Entre uma mordida e outra, ele respondeu:
- Siim, sou amigo dela. Meu nome é Miguel.
-Ah! É um prazer conhecê-lo, Miguel.
Os dois conversaram durante algum tempo, Miguel atrapalhava-se em algumas respostas, mas Carla nem percebia.
Ela falou sobre retratos que tinham nas paredes, viagens que fizeram e outros assuntos de família.
Já depois de quase uma hora, ela perguntou:
- Não acha melhor voltar depois, Miguel? Marina não deve estar se sentindo bem... Eu falo à ela que você esteve aqui e peço para ela te ligar.
- Ah... Tá certo. Eu volto mais tarde- respondeu sem graça.
Miguel saiu, não tinha para onde ir, então ficou andando pelas ruas do bairro.
Ironicamente, Marina levantou-se pouco tempo depois que Miguel saiu de lá.
Sua mãe tratou de avisá-la imediatamente:
- Miguel esteve aqui.
-Miguel? Eu não conheço nenhum Miguel.
-Como não? perguntou Carla- ele disse que era seu amigo.
As duas estranharam tudo aquilo, mas, não deram muita importância.
* * * * * *
Algumas horas depois, Miguel voltou à casa de Marina. Ela mesma atendeu a porta:
-Olá Marina, como você está?- ele foi em direção à ela, na intenção de lhe dar um abraço. Ela o evitou e perguntou:
-Quem é você?
-Como assim Marina? Sou eu, Miguel. Sei que estou um pouco diferente, mas ainda sou o mesmo, respondeu assustado.
-Eu não conheço nenhum Miguel. O que é isso? É algum tipo de brincadeira? O que você quer?
Miguel começou a se desesperar, novamente tentou abraçá-la:
-Sou eu. Não lembra de mim, Marina?
Ela o empurrou. Ele caiu no chão.
Carla ouviu a confusão e chegou para ajudar:
-Acho melhor você ir para casa, rapaz.
Miguel só chorava e dizia "Marina, sou eu!"
-Tem certeza que não o conhece, filha?
Carla abriu a porta e pediu que ele saísse, Ele saiu.
Uma hora depois, Carla percebeu que Miguel estava sentado no jardim, ainda chorando. Embora ela pedisse insistentemente para ele ir embora, ele parecia não ouvir. Ela então resolveu tomar uma atitude drástica:
-Marina, vou ligar para polícia!
Marina não discordou pois estava muito assustada. A polícia não demorou a chegar. Dois homens fortes sairam da viatura e começaram a interrogar o pobre garoto. Não obtendo nenhuma resposta, os policiais resolveram levá-lo para delegacia. Cada um dos homens segurou Miguel, este se dabatia e gritava:
-Marina! Não deixe eles me levarem! Marina! Sou eu!
Os gritos de Miguel causaram uma grande aflição à Marina. Ela correu para o quarto lamentando não lembrar dele. Foi quando olhou para seu mural de fotos, no canto, uma pequena foto sua ao lado de um garoto de cabelo castanhos. Era ele! Apesar de parecer mais novo, aquele era Miguel.
Suas lembranças voltaram... Todas! Lembrou de Miguel, seu amigo e amado anjo.
Marina correu para fora, Miguel dava trabalho aos homens da lei. Mas já estavam próximos de jogá-lo dentro da viatura. Miguel chorava desesperado.
-Miguel!- gritou Marina.
Instigado pela voz dela, Miguel escapou dos braços dos braços dos dois fortes homens e abraçou Marina, os dois se beijam.
-Me perdoe, Miguel. Me perdoe.
-Tudo bem, meu amor.
-Você conhece este garoto?- perguntou um dos policiais.
-Sim, ele é meu namorado. Desculpem o engano. Minha mãe não sabia.
-Entendo, respondeu o homem.
Os policiais foram embora.
-Marina, como você explica isso?- perguntou Carla.
-POr favor, mãe, não pergunte nada, depois eu explico. Disse Marina abraçada a seu amado de uma forma que parecia não querer soltá-lo nunca mais.
~~~~FIM~~~~
Notas finais
Finalmente acabei.
Espero que tenham gostado da história e agradeço muito a todos aqueles que leram. Abraços e beijos a todos. Nos vemos por aí.
Pretendo agora, editar a história, transformá-la um pouco e distribuí-la como meu primeiro livro.
Obrigado novamente.
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