Midnight
5 5. Impossible
A reação dele foi choque atrás de choque. Olhou para mim com os seus olhos sem expressão.
– De quem é este teste Elena?
– É meu Damon!
– Impossível. – Murmurou.
– Eu também achava, mas não sei como, oh… tenho medo Damon. – Só reparei que estava a chorar quando a sua mão se esticou para me limpar as lagrimas.
Ele meteu o carro a trabalhar e pregou a fundo, nunca o vi conduzir com tanta ferocidade, a velocidade com que ele dirigia assustava-me. As minhas emoções estavam completamente baralhadas. Eu, vampira, estava grávida aos 18 anos de um vampiro. Mas como? Quando era humana sempre tomei a pilula, mas quando me tornei vampira pensei ser desnecessário visto que vampiros não podem engravidar, pelo menos era o que se pensava. Desde que me tornei vampira só dormi com uma pessoa, Damon. Mas como é possível? Como?
Chegamos a casa dele, e dirigimo-nos para a sala de estar para nos sentarmos no sofá.
– Estás bem Elena? – Perguntou-me preocupado, as minhas lágrimas ainda não pararam.
– Não Damon, não estou. Como é possível?
– Não sei Elena. Nunca em toda a minha existência conheci ou ouvi um caso como este. Nunca nenhuma vampira ficou grávida. Nunca. – A voz dele era nervosa.
– O que vamos fazer Damon? – Perguntei entre lágrimas.
– Primeiro vamos tentar pesquisar tudo o que conseguimos sobre isto, falamos com a Bonnie para ver se ela nos pode ajudar.
– E depois?
– Depois, se a gravidez não te magoar, ou se o feto for viável para sobreviver como qualquer outro bebé… Bem, depende, querias ficar com ele? – Persenti uma pequena mudança na sua voz, quase que paternal.
– Tu querias Damon? – Perguntei.
– Nunca esteve nos meus planos ser pai porque nunca foi possível Elena.
– Eu compreendo Damon. – Disse tristemente.
– Mas quando penso no bebé, no nosso bebé, na nossa família, feita por nós… Elena, tu és o amor da minha vida, e eu não me imagino sem ti, e quando olho para ti e vejo-te como a mãe do meu filho, é como se fosse o meu maior sonho tornado realidade. Mas tu tens 18 anos, queres passar por isto tudo?
– Desde que me tornei vampira que a idade deixou de ter importância Damon. Esta é a nossa família. – Disse emocionada.
– Mas primeiro temos trabalho a fazer.
– Certo. Ligo á Bonnie?
– Liga, diz-lhe para ela vir ter connosco.
Telefonei-lhe enquanto eu e o Damon nos dirigíamos para o escritório, aquele espaço para mim, parecia mais uma biblioteca. Sentei-me numa cadeira que se encontrava atrás da secretária e observei-o enquanto ele fazia um pilha de livros cuidadosamente escolhidos, a fim de encontrar algo que ajudasse na minha misteriosa gravidez. A Bonnie chegou 15 minutos depois do meu telefonema e quando encontrou o Damon naquele desespero no meio de livros e a minha cara de quem estivera a chorar, entrou em pânico.
– O que se passa Elena? – Perguntou-me preocupada.
– Nós temos um problema Bonnie. – Respondi. – Vamos precisar de toda a tua ajuda.
– Claro Elena, o que se passa?
– A Elena está grávida Bonnie. – Respondeu o Damon.
– Impossível! – Exclamou a Bonnie. – Oh meu Deus, como estás Elena?
– Bem, acho eu. – Respondi.
– O que é que querem que eu faça? – Perguntou a Bonnie pronta para meter as mãos ao trabalho.
– Ajuda-me aqui com estes livros, temos de encontrar casos idênticos ao da Elena, temos de saber o máximo que podemos.
Eles os dois embrenharam-se entre livros á procura de soluções, dirigi-me para a cozinha para beber um copo de sangue, estava especialmente esfomeada. Assim que bebi a primeira golada, vomitei violentamente. Senti alguém atrás de mim e soube que era o Damon. Ele agarrou-me no cabelo enquanto vomitava no lavatório da cozinha. A Bonnie estava ao meu lado com uma expressão preocupada.
– Experimenta comer comida Elena, vamos pensar que esse bebé é um bebé normal. Come alguma coisa para além de sangue. – Disse a Bonnie.
– Como eu não pensei nisso? – Damon interrogou-se.
Fui ao frigorífico e tirei fiambre para fazer uma sandes. Dei a primeira trincada e o meu estômago aceitou bem. Comi mais 3 sandes e desta vez bebi um copo de sangue á mistura. Não vomitei e senti-me satisfeita.
– Então é isso. – Disse a Bonnie. – Sabemos que o bebé precisa de comida normal mas que também tolera minimamente o sangue.
– Em humana sou Doppelgänger , em vampira estou grávida. Magnífico. – Disse ironicamente.
– É isso! – Exclamou o Damon. – É isso Elena. A razão é mesmo essa. Doppelgänger.
– Como assim? – Perguntei confusa.
– Existe pelo menos uma Doppelgänger a cada 500 anos. Tu és descendente da Katherine Pierce, logo ela deu continuidade á linhagem. Tu és uma Doppelgänger e tens que dar continuidade á linhagem, quer sejas vampira ou não. – Vi na cara de Bonnie o quão feliz estava por ter feito esta afirmação.
– Faz sentido. – Afirmei.
– Mas mesmo assim não explica outra coisa.
– O quê Bonnie? – Pelo canto do olho vi o Damon atento á conversa.
– Quando, er, quando namoravas com o Stefan, nunca engravidaste. – Disse-me murmurando.
– Eu quando era humana sempre tomei a pilula, mesmos quando namorava com o Stefan. Só parei quando me tornei vampira, por razões óbvias. E eu não dormi com Stefan depois de me ter transformado.
– Ah, então faz sentido. – Disse-me, baixando o volume quando viu o Damon a sair da cozinha.
– Isso foi apenas porque o meu irmão não tem calibre para aguentar a Vampira Elena na cama. – Disse o Damon, sorrindo afastando-se de nós.
Comecei a arrumar a cozinha enquanto ouvia as gargalhadas da Bonnie.
– Bonnie, pára.
– Teve piada Elena. – Disse-me, rindo enquanto nos dirigíamos para a sala.
– O Stefan chega daqui a 2 minutos. – Disse o Damon enquanto se sentava ao meu lado no sofá. – E vem acompanhado.
– Por quem? – Perguntei.
– Pela Katherine. – A sua voz era séptica.
– Então se calhar é melhor eu ir embora. – Disse a Bonnie.
– Não! – Eu e o Damon exclamamos em conjunto.
Damon levantou-se para abrir a porta, assim que tocaram á campainha.
– Olá Elena, Bonnie. – Disse o Stefan sentando-se no sofá ao lado de Katherine.
– Olá. – Respondi.
– Olá. – Respondeu a Bonnie enquanto se levantava e se dirigia á cozinha, pressupus que fosse buscar algo para comer, visto que já estava aqui em casa á um bom bocado.
Damon sentou-se ao meu lado e abraçou-me, senti-me protegida desta maneira.
– O que te trás por aqui Katherine? – Perguntou o Damon.
– Vim com o Stefan. E tenciono ficar.
– Vocês estão juntos? – Perguntou incrédulo.
– Se estás a perguntar se fizemos sexo, sim Damon, fizemos. – Disse Katherine com uma cara provocadora. Vi a cara do Stefan contrair devido á sua resposta.
Bonnie entrou na sala, com um prato de comida, e sentou-se no sofá. O cheiro a frango assado, envolveu-me o estômago e eu soube que não ia aguentar mais tempo. Corri para a casa de banho e vomitei. Vi a Bonnie a pousar o prato na cozinha para vir ter comigo.
– Estás bem Elena? – Perguntou-me.
– Sim Bonnie, já passou. – Sorri.
Dirigimo-nos as duas para a sala e sentámo-nos no sofá. A cara do Stefan mostrava-se confusa e vi que tentava perceber o que se tinha passado.
– Uma vampira a vomitar por causa de frango assado? – Perguntou confuso.
Nenhum de nós falou, ficamos a olhar uns para os outros num silêncio aterrador.
– Stefan, a Elena está grávida. – Disse Katherine sorrindo.
– O QUÊ? – A voz de Stefan, era furiosa.
Como a Katherine sabia sobre a minha gravidez? Olhei para a cara do Stefan e preferi nunca o ter feito. Encostei-me ao Damon e rezei, para que o ambiente não piorasse ainda mais.
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