Notas iniciais

Eei galera!!

Me levantei um pouco mais cedo hoje. Tomei um banho quente, e me sentei um pouco na cama, raciocinando o que havia acontecido mais cedo.

(Pensamento ON) > Um dia atrás (sexta-feira) — 18 hrs da noite.

- Pai? — gritei assim que cheguei em casa, e joguei as chaves em cima da mesa, e a casa continuava num total silêncio — Pai?! — repeti, e logo ignorei.

Talvez chegaria mais tarde por causa do trabalho, então seria como um dia normal. Se não fosse...

Subi para o meu quarto e me joguei na cama. Estava morta. Aula nos dois períodos do dia (de manhã e de tarde) e trabalhos a fazer nos intervalos, e tudo isso, porque teria que me adiantar na escola, caso quisesse arranjar, pelo menos, notas suficientes para passar de ano, já que no ano anterior, e até a metade desse ano, eu não teria me esforçado o bastante para isso.

Poucos minutos depois, quando me afundava na cama, com preguiça de ir tomar um bom banho, minha mãe chegou e me olhou pela porta, e ficou um bom tempo, antes, de chegar ao meu lado, e falar que meu pai queria me encontrar no estacionamento do Delphic Seaport. Bom, encontra-lo, no parque de diversões Delphic, e noite, não era muito comum, ainda mais, ele pedir através da minha mãe, para eu ir encontra-lo.

Tirei toda a dúvida — ou curiosidade — da minha cabeça, e me levantei indo direto para o banho. Provavelmente meu pai saberia do meu dia corrido, e queria me dar um tempo livre.

Saí do banho, e encontrei um pequeno bilhete em cima do meu travesseiro. Da minha mãe? Pra que se ela acabou de sair daqui? Me aproximei um pouco, ainda enrolada na toalha, e abri o pequeno cartão. A letra um pouco embolada e escrita ás pressas, me indicava que não era a principal suspeita (minha mãe), e sim um completo desconhecido.

Não vá! Ignore o pedido! Não foi a sua mãe e nem seu pai que o-fez!

Li o cartão e senti minhas pernas temerem um pouco. Ignorei o cartão, talvez fosse só alguém brincando com a minha cara, talvez até Marcie ( minha meio-inimiga), ou até mesmo Vee (minha melhor amiga).

Me dirigi até o guarda roupas, e escolhi uma calça jeans clara, meio rasgada, e uma bata branca com três botões na parte de cima central, e escolhi minhas típicas sapatilhas azuis escura com alguns detalhes prateados. Fui até a minha bolsa escolar e me ajoelhei do lado dela, a procura do meu celular e meu tipico caderno de anotações. Meu caderno estava aberto com uma folha de papel A4 por cima rasgada ás pressas ao meio. Fechei meu caderno e achei o pedaço guardado. Um vento forte que atravessou a janela, fez cair a folha voar para cima do meu travesseiro, ficando em cima do bilhete. Peguei a folha e percebi outra coisa: o papel fora cortado agora e usado para o bilhete. Larguei os papeis em cima da cama, e peguei meu celular. Havia duas chamadas perdidas da minha mãe, e uma mensagem dela, e outra de Vee.

Olhei a mensagem de Vee primeiro:

Amiga, sei que vai ser difícil pra você amanhã, mas... pode contar comigo, qualquer coisa, me ligue!

Deixei para responder depois. Fui ler a mensagem da minha mãe:

Nora querida?

Desculpe, vou ter que chegar mais tarde hoje!

Beijos, mamãe te ama!

O quê? Minha mãe? Até mais tarde no trabalho?

-Mãe?! — gritei por impulso, e ouvi um pequeno ranger de rodas de carro na rua. Olhei pela janela, que dava na lateral da casa, e vi um carro saindo, não deu para reconhecer qual era, mais a cor não era como as outras. A pouco iluminação da rua realçava a cor prateada brilhante, mas um pouco fosca.

Desespero? Talvez! Medo? Com certeza!

Peguei minha bolsa, fechei a janela, e desci os degraus correndo, fazendo alguns deles ranger. Um vento forte passou por mim, e tentei seguir a direção, vinha da cozinha. Andei com passos curtos até lá. A porta dos fundos estava aberta.

Belo! — pensei.

Fechei-a rapidamente, peguei as chaves do Ford Spider, e fui em direção ao carro, recém-estacionado na garagem. Me joguei dentro do Spider, e apoiei minha cabeça no volante, respirei fundo e dei ré no Spider.

Menos que meia-hora depois, estacionei o Spider á um quarteirão do Delphic. Precisava de ar, respirar.

Andei pelas ruas pouco iluminadas do quarteirão até que eu ouvi um grito. No susto me inclinei sobre a parede, meu coração acelerou um pouco. Coloquei a mão sobre o coração e respirei um pouco. Outro grito. De dor. O Delphic estava vazia, tirando o fato das poucas pessoas que chegavam. Olhei em volta, e ninguém parecia ter escutado. Fechei os olhos... e outro grito! Disparei para a parte de trás do estacionamento, e a-alcancei em incrivelmente menos de dois minutos.

Outro grito. Agora a voz masculina era mais forte, e um pouco mais rígida. A voz soou um pouco familiar. A voz um pouco mais rouca agora gemeu baixo. Dor!

Pai.

Aquela voz. O grito. Era do meu pai!

- Pai? — chamei baixinho, que vou seguido por um outro grito.

O grito vinha mais do fundo, de um antigo bar, no qual fora incendiado pouco antes do Chesvan do ano passado (um evento do calendário judeu). Andei em passos curtos até lá. A entrada estava cheias de escombro restante, e aos fundos vozes soavam rígidas e decididas. Um tiro. Tive que me segurar para não gritar, ou sair correndo dali. Tirei alguns escombro da frente, e segui enquanto pude. Logo fui impedida com a mesa de sinuca central, pelo o que me lembre, a que todos queriam. Me apoiei nela, e respirei um pouco. O cheiro me deixava um pouco nauseada.

As vozes soaram mais alta, e olhei diretamente na direção que vinha. A porta dos fundos deixava uma greta por baixo e dos lados, deixando um pouco da iluminação passar. Me ajoelhei, ficando um pouco menor do que a mesa de sinuca. Fechei e os olhos, e tentei não inalar muito. Fiz uma conta básica, de quanto tempo eu conseguiria respirar pouco, e no máximo cinco respirações me ajudaria a não espirrar, e não deixar claro que eu estava ali.

- Eu a quero! — uma voz grossa falou um pouco mais alto. Meus olhos a arregalaram, e eu precisaria ouvir mais. O bar estaria perto da porta. Agachada, me dirigi até lá, sem fazer o mínimo barulho possível.

- Você não vai a ter! — meu... pai disse. Se eu estava desesperada, agora eu estava desesperada, apavorada, com medo! Me levantei, em busca de sair o mais rápido o possível, mas fui interrompida pelo barulho da porta se abrindo.

Me agachei mais um pouco, e alguém surgiu na porta, a-abrindo, e três homens saíram. Eram um pouco alto, forte o suficientemente com que um soco me tirasse dali, me atirando muito longe.

Fiquei agachada ali durante uns dois minutos, respirando, e pensando em tudo o que aconteceu, e foi quando um grito me despertou. Meu pai, gritou. De dor. Eu sabia.

Me levantei, olhando para o lado, e abri a porta um pouco. Era uma pequena sala, com uma mesa central, e pouca iluminação, mas foi a suficiente para eu ver meu pai, jogado no canto da sala.

- Pai?! — gritei e corri até ele. Minha bolsa caiu dos meus braços, e eu me ajoelhei ao lado dele. Meus olhos começaram a lagrimejar. Meu pai estava com um tiro no braço esquerdo, alguns roxos e vermelhos pintavam o seu braço, e um arranhão decorava seu rosto. Ele estava um pouco inconsciente.

- Nora? — perguntou com a voz falha — O que... você.. — ela não conseguiu falar, e tossiu um pouco, que logo deixou entrar barulho de passos vindo em nossa direção. Gelei. Voltaram. Os caras altos voltaram. Fechei os olhos tempo suficiente para que uma mão masculina segurasse meus braços, e me levantasse ferozmente.

- Me largue! — indaguei me sacudindo e tentando soar corajosa, só que não soou muito.

O cara me colocou de frente para si. Um pouco mais alto, mas alto o suficiente para eu achar que tem um metro e noventa, ou por aí!

Ele jogou a cabeça para trás e riu, numa gargalhada um pouco irônica.

- Vem comigo! — disse.

- Não!

Ele me olhou com um olhar um pouco inofensivo, que logo se tornou feroz, e eu me senti um pouco tonta. Minhas pernas ficaram bambas, e por pouco, eu não parei no chão, mas sim, nos seus braços. Ele sorriu irônico, e me pegou pelo braço de novo. Uma mulher e um homem agora estava agachado ao lado do meu pai.

- O que eles vão fazer com meu pai? — perguntei tentando não o-deixar me carregar.

- Vem comigo! — disse severo.

Eu não ia temer agora. Bolei um plano rápido.

- Me diz quem você é! — pedi e ele me olhou friamente.

- Vem comigo! — seus olhos se tornaram frio e severo junto com a sua voz, e eu senti a tontura novamente. Coloquei a mão na cabeça e ele me pegou no braço. Me balancei, me escapando e continuei ereta — Garota... não me encha a paciência! Só vem comigo! — pediu batendo a mão na perna.

- Eu já disse que não! — falei tentando soar decidida, e me virei para meu pai — soltei ele! — disse indo em direção ao homem, um pouco alto também, e ele simplesmente gargalhou, e se levantou.

- Você sabe que isso não me atinge? — o cara disse com uma voz rígida e severa, que eu tremi um pouco.

- Larga o meu pai! — mandei e comecei a far vários tapas nele. Ele se aproximou e jogou uma mecha do meu cabelo pra trás.

- Ah, querida... você não sabe o que você está fazendo! — indagou rindo.

- Sei muito bem! — gritei e levantei meu joelho. Pelo o que parece, o-acertei em cheio, já que ele se contorceu um pouco e deu alguns passos pra trás, até se encostar na parede.

Ele me olhou com um olhar frio e caminhou duro até mim, e me segurou pelos braços, me fazendo balançar um pouco.

- Me larga! — gritei e fechei os olhos. A mão firme me soltou e um som abafado ecoou na pequena sala. Fechei os olhos, e a tontura me veio novamente, e eu cai. Tudo começou a ficar escuro. Talvez nem tão escuro assim. O mesmo cara do início se aproximou de mim, e me puxou pela mão.

- Você está bem? — perguntou. Senti um tom de sinceridade na pergunta.

- Ah não cara! — o rapaz no fundo murmurou, e ele se virou.

- Scott, não! — ele disse severamente, e me pegou pelo braço, eu me soltei quando ele soltou um pouco.

Eu tentei o olhar frio, mas tenho certeza que soou suave.

- Vem comigo que eu respondo tudo o que você quer saber! Você precisa sair daqui! — ele disse a mim, e algo me fez acreditar nele. Algo me fez querer estar com ele. Ele se virou para o 'Scott' e a mulher e gritou — Eles estão voltando! — exclamou e pegou meu braço — Vamos! — ordenou me deixando um pouco confusa, mas o-deixei me guiar.

Ele suspirou fundo. O passo dele era rápido e largo, o que me deixou quase cair algumas vezes. A iluminação me deixou o-ver um pouco melhor. Moreno, alto, um pouco forte, mas com os músculos definidos, o que me deu um sensação de segurança.

- Meu nome é Bruno! — começou e eu resmunguei um "o quê?!" — as perguntas que você quer saber! — falou.

- Pode começar! — disse e ele suspirou.

O parque começava a ficar cheio.

- Você consegue pular o muro? — perguntou apontando para o muro que dava ao Delphic. Já tinha feito algumas vez aquilo.

- Não! — menti.

- Eu sei que consegue! — falou e chegamos mais perto do muro — Preciso que pule! — falou e eu coloquei a mão na cintura e ergui uma das sobrancelhas — Tenho uma ano a mais que você! Você precisa de ajuda? — perguntou e eu neguei.

Subi no muro, e pulei do outro lado, e aterrissei ao mesmo tempo que ele.

- Peguei minha mão! — falou e eu ergui de novo a sobrancelha — pegue a minha mão! — repetiu e eu assim fiz, e começamos a caminhar até onde a multidão se formava.

- Meu pai! — falei e ele suspirou.

- Seu pai... é uma longa história! — ele suspirou de novo — preciso te pedir um favor! — pediu e eu parei de o-seguir — Outro favor! — falou e eu comecei a andar de novo — Não conte pra ninguém o que você viu! — pediu e eu ia começar a falar algo e ele me interrompeu — Nem pra sua mãe nem pra Vee! — falou. Como ele sabia que Vee era minha melhor amiga?

- Tá.. só que eu preciso que isso soasse normal pra mim! — indaguei — Tó... confusa!

- Eu sei! — falou.

- Não sabe! — explodi — Você não sabe! Primeiro minha ma~e chega no meu quarto falando para mim vir encontrar meu pai, ai eu descubro que não era ela, e que nem em casa teve. Segundo eu chego ali, com três caras altos e fortes machucando meu pai! — falei e me soltei dele. Ele me olhava com tranquilidade — Agora... aparece você, e mais um cara e uma mulher que aparenta ter a minha idade ou não um pouco mais! E você sabe? Tem certeza? Eu to confusa! — uma lágrima brotou no canto do meu olho e escorregou pelo meu rosto, sendo seguida pelo olhar de.. Bruno! A lágrima começou a parar um pouco, e encontrou a minha blusa, não muito decotada — Você pode tirar os olhos daqui?! — perguntei, e ele suspirou e assim fez.

- Eu... só preciso de mais uma coisa! Por favor! Te prometo resposta! — falou, e eu ergui uma das sobrancelhas — Preciso que você ache Vee! Ela está na lanchonete! Vá até lá, e peça para que a-deixe em casa, e nunca olhe para trás, e nem para momento algum! — ele olhou meio aflito — Vá pra casa, e deixe a janela do seu quarto aberta. Te encontrei e você saberá que eu for! — falou. Ele se aproximou e jogou uma mecha do meu cabelo pra trás. Talvez eu teria batido na mão dele, e saído pisando fundo dali. Mas algo me prendia. Me prendia a ele — Você ficará bem! — falou.

- E meu pai?! — falei com cabeça baixa.

- Ficará bem! — falou e me fez levantar a cabeça — mas, agora o alvo é você! Preciso que você fique bem! Vá, e faça o que te falei! — ele disse, e eu concordei. Ele se aproximou, pegou minha mão, e me deu um beijo na testa — Vá! — mandou, e me largou, correndo na direção oposta.

Apesar das muitas pessoas chegando, consegui me concentrar. Corri passando por algumas pessoas, e senti que alguém tentava me alcançar. Parei o passo um pouco. A minha direita era a sala de jogos, e a minha esquerda era a lanchonete. O sentimento me apertou mais, e fez com que eu seguisse para a direção oposta, a sala de jogos. Rapidamente, cheguei nela, e entrei. Fui para o último brinquedo, passando por vários corredores. Me escondi num dos corredores, e fiquei olhando para os lados.

Eu estava certa. Estava sendo seguida! Respirei fundo, e corri na direção da porta dos fundos. Era como se o mapa aparecesse na minha mente, e eu já soubesse de cor tudo isso.

A porta deu direto para a lanchonete. Corri o mais rápido possível, e encontrei Vee, sentada olhando o cardápio. Corri até ela que me olhou surpresa.

- Me leve pra casa? — pedi.

- Mas.. eu nem cheguei! — ela falou, e respirou fundo — eu te levo! — falou e eu suspirei aliviada.

Notas finais

Bom, gostaram?? é isso!
(prometo fazer cap nem tão grande assim rsrsrs)
Comentem, por favor!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.