Midas

34 Capítulo 34


Capítulo 34

Victória olhava assustada para o empresário, temendo pelo que iria lhe acontecer, porque ela não tinha dúvida alguma de que indiferente do que acontecesse com certeza não seria algo prazeroso ou sutil, pois a fúria que Edward tinha em seu rosto era de dar medo em qualquer um. Desesperada, tentou buscar rapidamente em seu cérebro alguma coisa que pudesse lhe livrar daquela situação, no entanto nada vinha em seu auxilio, nem mesmo uma misera ideia ou um truque brilhante, nada parecia ser bom ou convincente o sufuciente para livra-lhe da ira do poderoso Midas. Victória suspeitava que nem mesmo se Jesus Cristo volta-se há Terra como seu advogado a tiraria daquela delicada e praticamente irreversível situação.

— O quê foi Victória? Um gato comeu sua maldita língua? Porque há poucos segundo atrás você falava com uma soberba impressionante, principalmente para alguém que começou a trabalhar aqui somente hoje de amanhã, e tem tinha pretenções de ocupar um cargo que não lhe dá poder algum sobre nada ou ninguém. E o pior, usando de uma fodida autoridade que nunca foi lhe dado. – desdenhou Edward, cujo tom da sua voz ficava mais severo à medida que cada palavra era pronunciada por ele, o que apenas fez a ruiva ficar mais pálida e lhe olhar como um animal acuado. Pela raiva que o empresário sentia dentro de si era bom que ela realmente teme-se, porque depois de ouvir as barbaridades que Victória tinha dito a Bella, e ver a maneira amendontrada que Emmett segurava as pernas de sua noiva, claramente demonstranto medo da gritaria e da agressividade que daquela louca infeliz, fazia seu sangue correr mais rápido por suas veias espalhando sua uma ira quase incontrolável por seu corpo todo. – Vamos Victória apresse-se, quero que me explique o porquê está gritando com a minha mulher dessa forma, antes que lhe ponha na rua.

— Me desculpe senhor Masen, jamais me passou pela minha cabeça que ela podeira ser sua noiva, pois não a trataria dessa forma se soubesse de quem se tratava. – disse Victória começando a se justificar por sua falha. – Tudo o que estava tentando fazer era cumprir suas ordens de não ser interrompido.

— Então você está me dizendo que a culpa é minha por não ter lhe explicado literalmente como deveria executar seu trabalho? – indagou Edward, se aproximando cada vez da assistente que tremia mais a cada minuto. – Porque o mínimo que se espera de alguém que tenha a pretensão de trabalhar como assistente na minha empresa ou em qualquer outra empresa é saber tratar as pessoas com educação. Mas parece que cometi o mesmo erro que o funcionário que a selecionou pensando que seria capaz de fazer essa simples tarefa.

— Por favor, senhor perdoe-me por falha, nunca tive a intenção de distratar sua noiva e muito menos de culpa-lo por algo, somente disse isso para lembra-lo que como sou nova aqui não tinha como conhecê-la. – justifucou Victória, tão baixo, que parecia estar sussurrando.

— Quer dizer que você se apresentou para trabalhar em uma empresa de grande porte como a Manse’s, onde somente são esperados apenas os melhores profissionais do mercado, sem fazer nenhuma pesquisa prêvia para se preparar adequadamente. E pior, e para mim, e o que faz de você mais incompetente e amadora ainda, é que o cargo que estaria pleteando está diretamente ligado a mim, o que faz dessa pesquisa algo indispensável para quem pretendia conseguir o cargo, correto? – perguntou Edward debochadamente.

— Sim senhor. – disse Victória confirmando as palavras ásperas que tinha acabado de ouvir do empresário. A falta de palavras e argumentos só a deixava cada vez mais atordoada e com mais raiva da mulher a sua frente, pois por culpa era dela dos seus planos estarem ruindo, como um simples castelo de areia. – Me perdoe, por mais essa falha senhor.

— Para alguém que há pouco tempo atrás se negava a ouvir qualquer informação vinda da minha noiva, afirmando ter conhecimento de tudo que era necessário para fazer seu maldito trabalho, você Victória não sabe de muitas coisas e comete muitas falhas. – desdenhou Edward, vendo a dificuldade da mulher a sua frente em manter a voz doce e postura arrenpendida que tinha adotado desde que ele tinha a surpreendido seu rompante de raiva, mas nada naquele teatro mal encenado dela o tinha convecido de sua inocência ou arrenpedimento. – E agora que já constatamos a sua total falta de competência para ocupar esse cargo ou qualquer outro na minha empresa, gostaria que juntasse suas coisas de deixe esse prédio o mais rápido possível.

— Senhor Masen, eu preciso desse emprego, o senhor não pode me mandar embora sem ao menos, me ouvir. Por favor, deixe-me explicar melhor esse grande mal ententido. – pediu Victória desmostrando todo o seu desespero.

— Basicamente você está me pedindo para ter calma e ouvi-lá, vamos usar a palavra pedindo para não dizer implorando. Então você quer que eu lhe dê o mesmo beneficio que você negou tão rudimente a minha noiva? Engraçado como essa situação fica cada vez mais irônica, não é mesmo? Mas como já havia lhe dito, não há necessidade de mais explicações, tudo está bastante claro para mim, por favor, reúna seus pertences e saia. – disse Edward continuando a usar todo o seu sarcasmo, a fim de terminar de destabilizar Victória. O que parece ter funcionado, pois a forma com que a assistente reagiu logo após suas palavras surpreendeu até mesmo ele, que já esperava o pior de alguém como ela.

— Não, você não pode me dispensar assim! – disse Victória inracionalmente, dando um foda-se a todos seus planos e estrátegias, se ela ia sair dali sem conseguir alcançar nenhum dos seus objetivos, pelo menos diria exatamente o que estava pensando de toda aquela palhaçada.

— Estou com problema de audição ou acabou de ouvir você dizer que o que fodidamente eu não posso fazer? – perguntou Edward sombriamente, ainda não acreditando no que tinha ouvido e na audácia daquela mulher a sua frente que não tinha mais nenhum resquisio de doçura ou arrependimento em sua face ou em sua voz.

— Você me ouviu muito bem, eu não posso ser despedida por simplesmente tentar fazer o meu trabalho, não fiz nada de tão grave que justifique ser tratata dessa forma. Somente estava cumprindo suas ordens de não deixar ninguém lhe atrapar. Como eu poderia imaginar que um homem poderoso como você poderia estar noivo de mulher tão simplória que tem cara de morta de fome e anda por aí com esse fedelho morimbundo. O quê mais eu poderia ter imagino, a não ser que eles estavam aqui mendigando sua ajuda? – disse Victória dominada pelo ódio de toda aquela humilhação, praticamente gritando tudo o que realmente pensava.

Irado pelo que tinha acabado de ouvir Edward deu dois passos em direção a Victória assim que ela terminou seu discurso odioso, querendo fazê-la engolir todas aquelas palavras crueis, mas seu corpo parou surpreso ao ouvir a voz de sua noiva, pois nunca tinha ouvido tanta raiva vinda dela antes.

— Cale sua boca, e nunca mais ouse se referir ao meu filho dessa forma, ou vou ter que fazê-la engolir cada uma dessas suas malditas palavras. – disse Bella com a mesma ferocidade de uma leoa, espantando tanto Victória como Edward. Bella tinha assistido a tudo calada, tentando a todo custo não chamar atenção para si mesma, no intuito de não deixar aquela situação já tão desagradável, ainda pior, esqueceu-se de qualquer sentimento bom e reagiu motivada pelo poderoso extinto protetor, de forma rápida e impetuosa em defesa do seu filho.

Até aquele momento Bella conseguia sentir uma mistura de emoções em relação àquela mulher, ao mesmo tempo que tinha ficado chateada pela forma rude que Victória havia lhe tratado e não a queria trabalhando lado a lado de seu noivo, pois já havia entendido que ela queria ser mais do que apenas sua assistente, mais ainda conseguia sentir empatia pelo seu desespero, pois via claramente o medo de perder uma oportunidade de um emprego incrível como aquele, estampado em seu rosto. No entanto tudo foi esquecido em segundos ao ouvi-la se referir a Emmett como “fedelho morimbundo”.

— Filho? Quer dizer que além de ser pobre e sem sal, a noivinha do poderoso Midas ainda vem com bagagem, e pelo visto uma bagagem defeituosa. Agora é que eu tenho certeza que esse casamento não sai mesmo, assim que Edward cair em si e conseguir enxergar o completo nada que você e esse aí são, vai largar-los antes do que eu pensava. – desdenhou Victória usando toda a maldade que possuía.

— Não fale assim com a minha mãe, VOCÊ É BULA E NÃO SABE DE NADA! EDWDAD NÃO VAI NUNCA LAGA A GENTE, POQUE ELE É O MEU PAI, E A GENTE É UMA FAMÍLIA DE VEDADE! – gritou Emmett para Victória. O pequeno menino esqueceu-se do medo que estava sentindo com toda aquela gritaria e se colocou na frente de Bella, querendo defende-la. Para ele tudo era muito confuso, mas quando ouviu Victória dizer que Edward os deixaria, Emmett gritou com toda convicção a força de seus pulmões que aquilo era uma grande mentira, pois eles se amavam e eram uma família, e ficariam juntos para sempre, Edward disse isso várias vezes, e seu pai nunca mentia para ele.

Edward e Bella olharam atônitos para Emmett, surpresos não só pela sua reação, mas principalmente por ser a primeira vez que ele os chamava de pai e mãe, afinal isso era algo que eles desejavam desde que tinham conversado sobre a sua adoção, na casa deles. Sabiam que mais cedo ou mais tarde Emmett se sentiria totalmente avontade para aceita-los definitivamente naquele papel, mas essa certeza não era capaz de diminuir a ansiedade deles por aquele momento. Por isso ouvir seu pequeno e amado menino dizer aquelas palavras, os chamando assim com tanta convicção significou muito mais do que eles idealizaram.

— SUA BUXA FEIA!!! – concluiu Emmett chutando o calcanhar da assistente, com a mesma coragem que o xerife Woody enfrentava os vilões para defender seus amigos em suas aventuras.

— Ahhh seu fedelho morimbundo, vou ter ensinar à... – Victória não conseguiu concluir sua ameaça, pois o punho de Bella não só a silenciou ao acertar em cheio o seu rosto, como também a fez cair no chão segurando seu nariz sangrando. – Você quebrou o meu nariz sua louca!

— Eu lhe avise que se você ousa-se a se referir o meu filho dessa forma, há faria engolir cada maldita palavra. E quanto a ter quebrado o seu fodido nariz, eu acho ótimo, assim você fecha de vez por todoas essa sua boca, e nos poupa de continuar a falar tantas besteiras. Agora junte suas coisas e faça exatamente o que Edward, MEU NOIVO, lhe disse, e suma daqui, antes que eu termine de quebrar o que sobrou dessa sua cara horrorosa. – ameaçou Bella.

— Sim!!! Isso foi muito manelo mamãe!!! – vibrou Emmett levantando seus bracinhos, depois de ver o belo golpe que Bella tinha dado naquela bruxa malvada, o que fez a raiva de Victória e avançar para cima das duas pessoas por todo o drama que estava lhe acontecendo.

— Chega Victória, se você tiver um pingo de inteligência ou sensatez debaixo dessa sua fodida cabeleira vermelha, você não dará mais nenhum passo em direção a minha família ou dirá mais alguma coisa a MINHA MULHER e do MEU FILHO, ou então providenciarei uma viagem só de ida inferno. – disse Edward tomando a frente de Bella assim que viu a clara intenção de Victória em revidar o belo soco que tinha levado, algo que jamais permitiria. – Bella, leve Emmett para minha sala e me aguardem lá, por favor, só preciso de alguns minutos para que eu possa terminar de resolver essa desagradável situação com Victória, de uma vez por todas.

— Vamos Emm. – disse Bella antes de deixarem a recepção de mãos dadas em direção à sala do empresário. O casal trocou olhares cheios de significados, como se tivessem tendo uma conversa silenciosa, Bella estava apreensiva com o que Edward poderia vir a fazer com Victória, pois a última vez que tinha visto com uma expressão tão coleria em seu rosto, foi quando Jasper tinha tentado separa-los.

— Mas o papai num vai com a gente? – perguntou Emmett olhando para trás, com os olhos presos no empresário.

— Não se preocupe, logo ele estará conosco. – afirmou Bella de forma incisiva, deixando claro que aquela resposta era mais um aviso para Edward do que qualquer outra coisa.

— Mas a gente ainda nem pode gita “SUPESA” po papai ainda. – disse Emmett num tom chateado, o que apenas fez a raiva do empresário aumentar.

Edward esperou somente que as duas mais importantes em sua vida entrarem em seu escritório para voltar sua irá para cima de Victória. Ainda que estivesse sentindo-se mais do que satisfeito por presenciar o belo soco que Bella havia dado naquela mulher odiosa, pois nada poderia ser mais sexy do que ver sua noiva nocautear aquela fodida mulher, com certeza a noite ele faria questão de lhe mostrar, das mais diversas formas possíveis, na cama deles, o quanto ele estava encantado com seu feroz extinto protetor. Que Bella não precisava dele para acabar se defender, era obvio, principalmente tendo como exemplo todo o sangue que jorava do nariz quebrado de Victória, mas Edward tinha que colocar um fim a todo aquele absurdo, pois aquela situação já tinha chegado ao limite, e bastava apenas mais uma palavra dita por Victória a sua família, para Edward esquecer-se de tudo e matar aquela puta com suas próprias mãos.

— Senhor Masen... – começou Victória retomando seu tom de voz suave, o medo voltou forte tomando conta do seu corpo, assim que se viu sozinha sobre o olhar colérico do poderoso empresário. Victória arrependia-se amargamente pelo rompante de raiva, ela sabia que pagaria muito caro por ter se deixado levar por aquele momento de fúria, sabia que não poderia estar mais fodida do que estava agora.

— Cale-se Victória, você já falou besteira o suficiente para uma vida toda, apenas fodidamente feche sua boca e escute o que vou lhe falar. Apesar da imensa vontade de continuar com o excelente trabalho que minha mulher começou na sua cara, vou apenas tentar ser um homem gentil e resolver isso de uma forma branda. O que faz de você é uma pessoa de muita sorte, pois essa é uma atitude totalmente fora do meu comum, porque nunca despenso esse tipo de cortesia a ninguém, principalmente para uma pessoa que se atreveu a mexer com as duas pessoas que são o que tenho de mais importante na minha vida. É irônico como o único motivo de você ainda estar respirando na minha frente é graças o meu desejo de me tornar um homem melhor e digno de estar ao lado daquela fantástica mulher e do meu lindo filho, exatamente, as mesmas pessoas que acabou de desdenhar de forma tão mesquinha e odiosa, você não acha? – disse Edward fazendo lhe uma pergunta retorica, algo que fez Victória se encolher e desejar ardentemente sumir por usa gigantesca burrice.

— Bem... eu... é... eu... – balbuciou Victória, mas foi imediatamente cortada pelo empresário.

— Por tudo isso que acabei de lhe explicar, espero que use toda essa sua “esperteza” e valorize esse meu momento de extrema generosidade e fazendo exatamente tudo o que vou lhe dizer, caso contrario você vai realmente entender o porquê me chamam de Midas. – afirmou Edward de forma áspera e fria, o que fez Victória começar a acentir rapidamente com a cabeça antes mesmo de ter ouvido qualquer uma de suas condições, no entanto a assistente parou assustada assim que as hostis palavras do empresário começaram a ecoar na recepção. – Saia imediatamente da minha empresa, esqueça-se da Masen, faça de conta que minha empresa não existe em seu miserável mundo, não a quero passando nem na calçada do meu prédio, ou a esmagarei como um inseto. Procure outra profissão porque depois de tudo o que fez aqui, garanto que não existe mais lugar para você no mercado de trabalho como assistente, principalmente para alguém que somente está nesse ramo a caça de algum otário rico para um marido. Dito isso, você tem exatamente dez minutos para recolher suas merdas e sair daqui, ou meus advogados abriram tantos processos contra você, que até a terceira geração da sua família pagará por cada fodida ofença que disse a minha família.

O silêncio imperou na recepção depois de Edward pronunciar a última palavra, o som da sua respiração era o único a ser ouvido, pois o empresário estava ofegante por conta de tuda à intensidade que tinha usado no seu mordaz discurso, enquanto seu corpo estava próximo ao de Victória praticamente a encurralando contra a mesa, com sua postura rígida e olhar frio. Victória ouvio a tudo calada e com os olhos arregalados pelo intenso medo que o empresário a fez sentir, ela tinha receio de que qualquer som emitido por ela fosse o suficiente para ele explodir todo aquele ódio que emanava dele. Mas o silêncio foi quebrado por um som que não tinha vindo de nenhum dos dois, chamando-lhes a atenção para a entrada da sala.

Ângela que tinha acabado de voltar, ainda chegou a tempo de ouvir boa parte da conversa do seu chefe com a nova funcionaria, como o conhecia muito bem para saber que aquelas não eram apenas ameaças, ele faria cumpriria exatamente tudo o que tinha falado. No entanto o que a fez ofegar, foi à intensidade do ódio que o empresário dirigia a assistente, sendo que até ela sair para resolver as pendencias do seu novo cargo Edward nem ao menos tinha cido apresentado a ela.

— Fico feliz que tenha finalmente voltado Ângela, quero essa mulher fora do meu prédio o mais rápido possível, nem que para isso tenha que acionar a equipe de segurança do prédio para varrer sua existecia daqui, e avise a todos que a sua entrada está terminantemente proibida. – disse Edward dando ordens energicamente, seguindo para sua sala, sem esperar ao qualquer tipo de indagação. – E Ângela, dessa vez, não quero, falhas ou enganos.

— O que diabos você fez enquanto eu estava fora? – perguntou Ângela para Victória assim que viu seu chefe entrar em sua sala, querendo entender o que havia se passado naquela recepção.

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Bella estava sentada no felpudo tapete ao lado de Emmett, eles estão usando a requitada mesa de centro espelhada como apoio para fazer desenhos em algumas das folhas de papel que tinha pegado da impressora. Enquanto o o menino estava bastante concentrado em sua arte, e Bella tentava escutar qualquer tipo de som que denunciasse o que estava acontecendo do lado de fora, mas muitos minutos já havia se passado sem que ela tivesse conseguido ouvir nada, e a falta de notícia só a deixava mais apreensiva. Quando ela estava para se levantar e ir ver o que estava aconteceu, a porta se abriu dando passagem para seu noivo.

Edward ainda tinha a postura rígida e a expressão assassina quando passou pela porta, mas assim que viu suas duas pessoas favoritas no mundo todo, seguros e parecendo estarem avontade, desenhando no meio do seu escritório, sentiu a calma e a tranquilidade de tinha desaparecido desde que aquela grotesca situação tinha começado, era como se ele pudesse respirar de novo.

— Olha mamãe, o papai tá aqui! SUPESA! – gritou Emmett, assim que percebeu a presença do empresário, correndo em sua direção. O menino estava animado em finalmente comerçar a realizar o que tinha idealizado com sua mãe. – A gente tá fazendo um monte de desenhos bem maneilos, vem vê papai. – chamou, o puxando pela mão, trazendo o adulto para onde estavam, o fazendo sentar ao lado deles. – Olha! Sou eu, você e a mamãe, a gente tá de mão dada poque tamo passeando no shopping, indo come hambugue e batata fita.

Embora no papel estivesse apenas três gravetos de tamanhos diferentes retratados, o casal acompanhou o pequeno menino descrever uma riqueza de detalhes em seu desenho que somente existia em sua imaginação fértil. Edward olhava encantado para o seu filho, por dois motivos, primeiro ele estava impressionado como a mente de uma criança funcionava, enquanto um adulto leva tanto tempo remoendo a mesma situação e sentindo raiva, eles facilmente esqueciam, guardando para si somente o que realmente tinha importância. Era exatamente isso que Emmett estava fazendo, enquanto Edward estava preocupado como toda aquela briga podia ter mexido com sua cabeça, seu filho lhe mostrava que tudo aquilo merecia apenas o esquecimento, pois haviam coisas mais importantes, como o fato dele continuar a chama-los de papai e mãe, com uma naturalidade de quem fez isso a vida toda.

— Estou vendo filho, não sei como você advinhou mais eu estava morrendo de vontade de comer um delicioso hambúrguer e uma batata frita crocante. Como você sabia disso? – perguntou Edward, buscando a mão se sua noiva por debaixo da mesa, para aperta-lá em seguida. Ele podia ver no rosto de Bella as mesmas emoções que corriam pelo seu corpo cada vez que o pequeno menino pronunciava as doces palavras.

— Poque a gente gosta das mesmas coisas ué! – afirmou Emmett, começando a enumerar em seus dedos cada uma das suas coisas favoritas. – A gente gosta de joga vídeo game e binca com o Will; a gente gosta um muitão da comida gostosa da vovó; a gente gosta de assisti filmes, pincipalmente o Toy Stole; a gente gosta de come doces, mesmo a mamãe dizendo que não faz bem pá baliga; gente adora ficá mexendo no cabelo da mamãe, poque ele é bem macio e cheiloso.

— Nossa você me conhce mesmo. – disse Edward passando a mão pela cabeça de Emmett sentindo a macies dos seus fios de cabelos que tinham voltado a crescer. – E você sabe de mais coisas que nós dois gostamos?

— Eu sabe que você ama muito eu e a mãe, e que sente muita saudade quando tem que fica longe da gente, ingual eu senti quando vocês tem que i po tabalho. Foi po isso que eu disse pá mamãe que a gente podi vi no seu escitolio, e que você ia fica muito feliz de vê nois, poque você já devida tá com a mesma saudade que eu, né! – afirmou Emmett, trazendo orgulho e lágrimás aos olhos de Edward, afinal ele era um homem de sucesso, pois conseguia fazer com que sua família estisse amada por ele.

— Sim você e seu pai são iguaizinhos. Vocês são gentis, inteligentes, carinhosos, protetores e sabem amar intensamente. Eu sou uma mulher de muita sorte por tê-los na minha vida. – afirmou Bella depois de se inclinar e deixar beijos carinhosos no rosto dos dois homens da sua vida. –Tal pai, tal filho.