Meus guardiões - entre o bem e o mal

15 Como não entrar em pânico?


Notas iniciais
Boa Leitura

– Pobrezinha de minha amiga – lastimou Ino abraçada Naruto, ela ainda chorava pelos acontecimentos do dia.

Os amigos de Sakura estavam reunidos na casa de Naruto desde as seis horas da tarde quando se espalhou a noticia do assassinato do pai da rosada. A polícia ainda não tinha noticias do desaparecimento de Sakura nem do assassinato do seu pai. Todos tinham uma opinião sobre o assunto, mas o que todos queriam saber era “o que aconteceu com a Sakura”.

– E você Sasuke que acha que aconteceu? – perguntou Naruto que não parava de especular

– O que aconteceu – disse o moreno em um fio de voz que só foi ouvido por Hinata que estava ao seu lado. Sasuke tinha uma vaga ideia do que poderia ter acontecido.

→ Flashback on ←

Sakura estava em perigo presa no banheiro, embora chamassem por ela ninguém respondia após vários minutos ouviram um grito e uma explosão então ele deixou de lado as regras escolares e deu um chute na porta derrubando-a de vez. Os espelhos estavam quebrados e uma das pias foi arrancado e jogado contra a parede, não havia ninguém no lugar.

– Que aconteceu aqui? – perguntou uma professora furiosa

Depois de horas de explicações inúteis sobre o que havia acontecido – vários alunos confirmaram que Sakura e Sasuke discutiram no corredor antes dela se trancar no banheiro e desaparecer – chamaram a policia. Shirou e Sasuke tiveram que explicar várias vezes o que havia acontecido no caminho da escola e o que havia acontecido depois que ela se trancou no banheiro.

...

Horas mais tarde caminhava pensando como informaria Itachi que ela havia desaparecido, se disponibilizou a proteger a garota e ela desapareceu no banheiro da escola. Caminhou distraído e foi parar próximo á casa de Sakura.

Ia fazer a volta quando viu as criaturas do inferno se aproximando da casa dos Haruno. Correu em direção a casa e quando entrou encontrou policiais e seguranças mortos. Shirou estava caído semi-inconsciente próximo à porta do escritório. Um grupo de demônios se amontoava próximo à escada onde brigavam contra alguém que ele não conseguiu ver, foi ajudar.

Quanto mais das criaturas — que pareciam uma mistura de cachorro com dragão de komodo – matavam mais deles apareciam. Ficou ao lado de quem lutava contra as criaturas e deu um passo involuntário para trás, era um demônio.

Continuaram em silêncio sem que ele perdesse o demônio de vista. Estava exausto e o demônio mal conseguia ficar em pé, Sasuke estava curioso para saber o porquê ele estava defendendo a casa pensava nos motivos quando ouviu tiros vindos do escritório. O demônio gritou irritado e passou pelas criaturas em velocidade inimaginável abrindo a porta, o pai da Sakura estava morto. Ouviu sirenes da policia não muito distante.

– Sempre atrasados – resmungou o demônio antes de sumir assim como as criaturas do inferno, Sasuke se aproximou de Shirou, havia morrido. Deu um suspiro e também sumiu.

Uma hora e meia depois Naruto ligou para dizer que o pai de Sakura foi assassinado.

→ Flashback off ←

Continuaram reunidos por um tempo até que o grupo foi dispersando, aos poucos estavam apenas cinco amigos – Naruto, Ino, Sai, Hinata e Sasuke – cada um absorto em seus próprios pensamentos. Ino deitou a cabeça no ombro de Sai e ficou olhando para Sasuke que estava abraçado Hinata que estava com os olhos vermelhos de tanto chorar.

Repentinamente Sasuke se levantou ficando na frente de Hinata de forma protetora olhando para a rua.

– Que foi? – perguntou Sai se colocando em pé

– Vão para dentro – mandou Sasuke

Então um carro preto virou a esquina e parou na frente deles, desceram um garoto ruivo de aparência cansada e um mais velho de cabelos castanho espetado.

– O que querem? – perguntou Sasuke.

Não responderam em vez disso o ruivo abriu a porta do carro, deitada no banco estava Sakura. Ino foi a primeira que se moveu entrando no carro. Depois Naruto se aproximou também, Hinata se mexeu, mas Sasuke não a deixou sair de trás dele.

– Que você fez com ela? – perguntou ele para o ruivo

– O seu trabalho, pelo que me consta – respondeu rudemente dando as costas para o grupo.

Sakura acordou assim que a dupla virou a esquina e desapareceu.

Sakura

Minha cabeça estava doendo muito, quando abri os olhos Ino deu um grito que quase me deixou surda, desci do carro meio tonta, a ultima coisa que me lembro é de Gaara me abraçando e sussurrando alguma coisa estranha.

– Como cheguei aqui? – perguntei olhando para a casa do Naruto

– Um ruivo gatinho e outro carinha te deixaram aqui, aliás, foram embora e deixaram o carro – respondeu Ino me levando para dentro de sua casa.

– Onde você esteve? – perguntou Naruto impaciente – metade da escola e da policia esta atrás de você e também sua casa foi...

Sai colocou a mão na boca de Naruto o mandando ficar quieto. Minha casa.

– Meu pai, ele esta bem não está? – perguntei me lembrando da minha ultima conversa com Gaara.

Não precisei de resposta, Hinata e Ino me abraçaram, Naruto sentou olhando para os pés, Sai e Sasuke trocaram um olhar que dizia exatamente “conta você ou conto eu?”. Comecei a chorar, meu pai estava mesmo morto.

O pai de Naruto ligou para tio Kabuto informando de meu reaparecimento. Passei as horas seguintes respondendo perguntas policiais sobre o que havia acontecido. Fui obrigada a mentir que eu deveria dizer? Fui levada para o inferno por que uma garota demônio queria me matar ou tenho um amigo demônio que tentou me proteger dos outros demônios e por isso meus pais estão mortos e minha vida virou um filme de terror mal escrito?

Dormi na casa de Ino, Hinata também dormiu lá para que eu não me sentisse sozinha, mas mesmo assim eu me sentia abandonada.

...

Após colocar as cinzas de meu pai – desejo dele em vida – com os restos de minha mãe voltei para a casa da Ino. Pedi ao meu tio, único parente vivo que me restou, permissão para viver com os Uzumaki por um tempo.

– Anjos e demônios, que tenho haver com eles? Por que querem me matar? – perguntei ao Sasuke.

Estávamos na praça em frente a casa da Ino no inicio da noite.

– São os demônios que te querem morta, não os anjos e acho que seria melhor deixar esse assunto para outro dia – me respondeu o moreno olhando para as nuvens que cobriam a lua.

Gaara é um demônio e me protegeu Sasuke não é um demônio, mas me protegeu também.

– Não. Meu pai foi assassinado ontem por demônios que estavam atrás de mim. Você disse que seu dever é me manter segura, mas não trabalha para meu pai, não caça demônios e com certeza não é um deles, você é um anjo não é?

Ele concordou com a cabeça. Eu quase tive um ataque de risos, um anjo, um garoto da minha escola, da minha turma, amigo de meus amigos era um anjo, meu anjo da guarda. E eu precisava dele por que estava em perigo.

– Temari o nome da demônio do leque que tentou me matar, quem me salvou foi Gaara, mas ele não salvou meu pai deixou ele morrer.

– O ruivo de tatuagem na testa?

– Sim ele mesmo o conhece?

– Foi ele quem te trouxe para a casa da Ino ontem à noite. A demônio do leque é perigosa Sakura, se a mandaram atrás de você é por que querem que você morra. Responda-me a verdade por que o Garra te salvou dela?

– É Gaara e... Eu não sei por que ele me salvou apenas fez isso – mentira.

– A Ino está vindo tenho que ir, caso esteja em perigo pense em mim e peça ajuda. É só me chamar que eu venho de onde estiver. Tome cuidado, demônios podem usurpar de corpos humanos e quase sempre não se podem ser percebidos. Fique atenta a todas as pessoas caso se sinta em perigo mesmo não estando me chame.

Ino atravessava a rua quando Sasuke se levantou.

– Espere não me disse o porquê querem me matar.

Sasuke ficou em silêncio olhando para uma pedra.

– Sobre o que conversam em segredo? – perguntou Ino sentando a meu lado.

– Não sei Sakura – me respondeu o moreno – vou tentar descobrir o porquê e te informo, tome cuidado.

Ele saiu me deixando com a Ino. Acabei me esquecendo de perguntar sobre ele e a Hinata, afinal ele não é humano. Ino com malicia e maldade fez questão de perturbar Hinata noite passada sobre o modo com que ele a abraçava. Mas agora o que me interessa saber é por que me querem morta.

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– Olá menininha!

Me virei assustada era a Temari, ela estava com um leque gigante e seu cabelo estava preso em quatro rabos de cavalo.

– O... o que faz aqui?

– vim terminar o que comecei, acho que aqui não terei interferência de nosso querido e intrometido herói.

Temari abriu seu leque gigante se moveu ele com a mesma delicadeza que uma gueixa maneja um leque ornamental, a diferença é que o leque da Temari produziu uma rajada de vento tão forte que eu fui arrancada do chão senti meu corpo chocando contra uma parede.

Ela se aproximou de mim e ergueu minha cabeça pelos cabelos. Eu não podia me mover e mesmo que pudesse que faria? Temari era mais forte e mais rápida, eu não tinha escolha morreria ali em um lugar que nem mesmo conhecia. Sasuke, me lembrei dele disse para chama-lo quando estivesse em perigo.

– Sasuke – sussurrei desejando que fosse o suficiente para ele aparecer

– Quem é Sasuke? – perguntou Temari puxando meu cabelo com mais força

– Sasuke – gritei e me sentei ofegante.

– Sakura que ouve? – perguntou-me Ino se ajoelhando ao meu lado – estava chamando pelo Sasuke que foi?

– Um pesadelo, só um pesadelo.

...

Não foi só mais um pesadelo, soube disso na manhã seguinte quando Sasuke me encontrou na escola.

– Que faz aqui Sakura? – perguntou Rock Lee quando me viu chegar na escola

– Vim estudar não vê?

– Fez bem em vir, é melhor que ficar remoendo tristezas – Sai encerrou o assunto antes mesmo de começar.

Eu olhei para o Sasuke que estava discutindo com Naruto por algum motivo bobo e fui para junto da Ino e das outras garotas.

– Ela te feriu? – perguntou Sasuke me arrastando para dentro da sala de aula

– Ela quem?

– Temari, não era ela quem quase te matou nesta noite?

– Foi só um pesadelo

– Não foi não Sakura, foi real.

– Real? Aquela coisa infernal pode entrar nos meus sonhos? – não entre em pânico, não entre em pânico, não entre em pânico...

Difícil não entrar em pânico olhando para o Sasuke que me olha como se eu fosse um condenado indo para a cadeira elétrica por um crime que eu realmente não cometi.

– Não seria exatamente um sonho, seria uma realidade inversa controlada onde ela poderia te fazer o que quiser, até te matar.

– Mas não seria de verdade não é? Eu acordei.

– Você me chamou na hora certa, se ela tivesse te matado lá seu corpo morreria deste lado também.

Uma informação que realmente me deixou apavorada, agora nem dormir seria mais seguro para mim? Não vou entrar em pânico.

– M-me matar mesmo?

– Que vocês dois tanto falam em segredo?

Olhei para Ino que entrava arrastando Hinata pelo braço, conversar em segredo era a única coisa que eu não conseguia fazer com ela por perto.

– Se é segredo é por que não queremos que outros saibam – respondeu Sasuke de mau humor indo para a carteira dele.

– Que deu nele?

– Nada não Ino, nada de mais – não vou entrar em pânico.