Meus Contos

1 Nosso Futuro


O relógio parou às dezenove horas e treze minutos de um dia aparentemente normal, igual a tantos outros. De repente uma estranha calma se abateu sobre a cidade e nem os animais tiveram tempo de pressentir o que se seguiu.

Após a morte da terra, dos homens e dos animais; os que sobreviveram, passaram a vaguear sem rumo, numa luta diária e constante pelas coisas mais simples que um ser humano nem percebe da importância que têm nem do quanto delas necessita para se manter vivo no seu dia a dia. A água ainda corria pelos rios embora tivesse perdido a sua aparência cristalina e passasse a ser barrenta. Os mares também já não eram de tom azul, agora eram pardos, da cor das nuvens que os cobriam e que haviam tomado o lugar do céu, antes, radiosamente azul. O sol, não mais se viu...

A busca incessante pela comida não lhes dava descanso e parar onde quer que fosse, por mais tempo do que o necessário para revolver o interior das casas abandonadas em busca de algo que se pudesse trincar os dentes e enganar a fome, seria a morte certa.

Havia grupos organizados de gente sem qualquer tipo de compaixão, que se dedicavam a caçar outros sobreviventes dos poucos que se tinham recusado a suicidar-se. E uma vez capturados, teriam como destino a morte, para servir de alimento dos mais fortes.

As estradas desertas eram caminhos para solitários. Porque não havia mais nada a não ser fome, frio, medo, cansaço, desesperança e, é claro, morte.

Fico cada vez mais sem esperanças, num futuro cada vez mais próximo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.