Meu Último Desejo
9 Capítulo 9 - That Our Moment
Notas iniciais
Capítulo 9 – That Our Moment
A semana havia passado normal, e finalmente chegara sábado.
Oliver tinha cancelado nossos planos, pois teria um encontro da banda com uma gravadora.
Estava parada em meu closet pensando o que iria vestir. Havia me decidido ir à casa de Cameron.
— Vai com aquela blusa estampada, você fica bonita com ela – falou Liam parado na porta do closet.
— Tem certeza? Acho-a muito chamativa.
Liam riu, pegou a blusa e a jogou para eu vestir.
— E desde quando se importa para o que as pessoas pensam sobre o que você veste? – perguntou fazendo uma careta. – Ah, é. Desde que se trata de Cameron – respondeu sua própria pergunta.
Não fiz nada, apenas fiquei quieta.
— Tá legal, me desculpa – se desculpou pela maneira que agiu. – Mas, Maya, por que vai nesse tal almoço? Se ainda tá com dúvida, não dê esperanças. Só não quero ver você sofrendo de novo por esse idiota – disse e então saiu, me deixando sozinha.
Não sabia o que fazer. Emily havia aproveitado o fim de semana para levar Allison a Filadélfia. Oliver, no entanto, havia ido na reunião da gravadora.
Acabei de me vestir e então desci. Liam e Patrick estavam sentados no sofá assistindo a um filme de terror. Enquanto ia para a porta, meu irmão ficou me encarando, me sentindo como se estivesse fazendo a pior coisa do mundo.
Estava na porta da casa de Cameron, uma parte de mim queria apertar a campainha, e a outra queria sair correndo. Alguém abriu a porta.
— Olá Maya, que bom de ter aqui – disse.
— Sra. Reyes, quanto tempo – falei a cumprimentando. Vanessa Reyes era a mãe de Cameron.
— Sim. Entre Maya, não fique aí na porta parada.
Entrei e havia muita gente na casa. Estava envergonhada.
Metade das pessoas não me conhecia. A outra metade me encarava e devia estar se perguntando “O que ela está fazendo aqui?” ou “Ela e Cameron reataram?”. Uma ou duas pessoas vieram me cumprimentar.
— Olha só quem apareceu – disse Cameron, do último degrau da escada, dando um sorriso lindo.
[x]
— E aí? Como se sente? – perguntei ao lado de Cameron. Estávamos sentados no telhado, em frente ao quarto dele. Quando estávamos na escada, ele havia me perguntado se eu gostaria de ver algo e então o acompanhei até aqui.
— Eu sempre tive essa vontade de ter um lugar pra pensar, então pedi ajuda a meu pai a deixar o telhado reto, para que eu pudesse sentar e pensar – explicou, assim que me mostrou.
Era linda a vista que dava para ver do telhado da casa de Cameron, eu sentia como se pudesse fazer qualquer coisa.
— Não sei dizer, Maya – disse respondendo minha pergunta. – É complicado.
— Nada é complicado Cameron, você que acha.
— Você e suas frases “filosóficas” – zombou, rindo.
Ficamos por um tempo olhando a paisagem. O Sol já estava se pondo e em alguns minutos a lua ocuparia seu lugar.
Nem percebera o quanto o tempo passou. Vimos pessoas chegando e outras indo embora, carros passando pela rua e crianças correndo para lá e pra cá.
— É lindo – falei me referindo ao Pôr-do-Sol.
— Sim, realmente. Gosto de vir aqui, me sentar e ficar observando-o
— E o que ocupa tanto sua mente? Você só gosta de fazer isso quando algo está o incomodando – falei por fim.
— Essa não é a questão – falou passando a mão pelo seu cabelo.
— E qual é então, Cameron? – perguntei me virando a ele – O que está acontecendo com você?
— A questão é que eu não consigo tirar você da minha cabeça Maya – falou erguendo seu tom de voz. – Sinto que estou enlouquecendo. Penso em você o tempo inteiro, e quando não estou pensando, estou me lamentando por ter te perdido. Eu quis acreditar em você, Maya, mas uma voz em minha cabeça pedia para abandoná-la. Eu a ouvi, ouvi a voz em minha cabeça. Me arrependo cada segundo de ter feito isso. Me arrependo de não ter passado cada minuto da minha vida com você. Me perdoa Maya, mas eu ainda te amo – falou com seus olhos cheio de lágrima. – Eu sinto muito mesmo, por tudo – e colocou seu rosto sob suas pernas.
Coloquei a mão em seu ombro e a deslizei para seu queixo. Virei seu rosto de encontro ao meu. Ele estava chorando.
— Não precisa se desculpar por nada, eu também te amo e nunca deixei de amar – falei, beijando-o.
Foi um beijo lento e demorado. Havia paixão, misturado com amor e saudade. Saudade do tempo que não iria voltar, saudade daquele beijo, saudade de Cameron.
O beijo parou, ele me olhou no fundo de meus olhos e sussurrou “eu te amo, Maya”. Não pude respondê-lo pois ele havia me beijado novamente, só que desta vez com mais amor e paixão. Tudo que eu queria, era olhar no olho dele e dizer que também o amava, mas parte de mim não queria acabar com o momento.
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