Meu Último Desejo

12 Capítulo 12 - An Unexpected Destination


Notas iniciais
finaaalmente eu voltei :)

Capítulo 12 – An Unexpected Destination

Cameron... Esse nome não queria sair da minha mente. Esse nome tomava por mim. Aonde é que você está? Perguntava a mim mesma.

Uma semana havia se passado. Estava enlouquecendo. Precisava dele e ninguém se importara.

Naquela mesma manhã, Oliver havia me ligado. Precisávamos conversar e esclarecer as coisas, precisava lhe contar a ele que não o amava. E então esperei por Oliver em meu quarto após o almoço.

Meia hora depois, alguém batera em minha porta. Me levantei e segui até a mesma, abrindo-a.

— Olá, seu irmão me deixou entrar – não falei nada, apenas dei passagem para que Oliver entrasse, e fechei-a novamente.

Sentei em minha cama esperando ele dizer algo, mas ele sentou a minha frente esperando pelo mesmo.

O clima estava completamente estranho e chato. Estávamos tão quietos, repensando nossa vida. Já não aguentava mais aquele silêncio.

— Me desculpa, mas não posso mais fazer isso – falei quebrando aquele clima horrível.

Ele continuou quieto, apenas colocou seu rosto sob suas mãos e então fui até a janela e fiquei fitando o nada, pensando em muitas coisas.

Era como se estivéssemos num clipe, chegava até ser clichê. Mas, infelizmente , era a realidade diante de nossos olhos, de nossa vida. Já não podíamos mais muda-la.

Talvez, esse fosse o destino.

— Você pode me odiar, mas não o odeie, por favor – falei, ainda fitando a vista pela janela de meu quarto. Ele não tem culpa disso, sou eu quem você deve odiar – e naquele momento, minha garganta ardia com vontade de chorar.

— Eu não a odeio – falou e me virei ao ouvir sua voz, estava rouca e percebi que também segurara o choro.

Odiava ver as pessoas chorando na minha frente, não importava quem. A sensação de dor e tristeza invadia meu corpo e dali me tomava o desejo de solidariedade.

A minha infância inteira eu cresci querendo ajudar as pessoas, animais e qualquer outra coisa.

Aos meus 8 anos de idade, encontrara um homem batendo em um filhote de Rottweiler e naquele mesmo instante havia começado a chorar e gritar. A minha vontade era de correr na direção dos dois e bater naquele homem.

Depois de termos chamado à polícia e termos resgatado Lilly – havia dado esse nome a ela –, a levamos para um veterinário e a adotamos.

Dois anos depois, Lilly morrera de câncer. Eu sofri por meses e mais meses. E daquele dia de superação, prometi a mim mesmo de ajudar a qualquer um.

— Você o ama – começou, me tirando dos devaneios. – Eu sei. Sempre soube – e se levantou, me olhando. – Eu sabia de todos os riscos quando escolhi me aproximar de você, só achei que poderia ser diferente.

— E foi, eu fui verdadeira com você no começo e estou sendo no final – falei segurando seu rosto para que olhasse em meus olhos e então eu percebi que tive que fazer um esforço para eu ser forte.

Estava doendo, não só por Oliver. Mas por Cameron também. Eu enlouquecia a cada dia que passava e não percebera.

— Então esse vai ser nosso final? – perguntou.

— Sim... – murmurei baixinho, mas ele ouviu.

— Eu amo você, se cuida – depositou um beijo em minha testa e saiu, me deixando sozinha.

Há certo ponto já havia me distanciado de tudo e de todos, mas sentia falta. Sentia falta de Emily, que certamente mandara mais de dez mensagens, porém não respondidas. Eu sentia falta de Cameron, que supostamente, se escondera sem motivo algum.

Assim, deitei em minha cama e escondi o rosto na curvatura do braço. Havia passado essa última semana trancada em meu quarto e então percebi o quanto tudo isso era fútil e egoísta

Peguei meu celular e disquei o primeiro número que viera a minha cabeça.

Não atendera.

“A caixa de mensagens já está cheia”. Dizia uma voz eletrônica, assim que tentei deixar uma mensagem a Cameron.

Uma batida na porta me fez soltar da cama. Fui até a porta na ponta dos pés e a abri, Liam. Ele estava com uma bandeja, e na mesma havia dois chocolates quente e uma tigela com morangos e calda de chocolate.

— Achei que estivesse com fome e podemos assistir a um filme para distrair – disse.

— Mas e seus planos com Patrick? – perguntei.

— Maya, você é minha irmãzinha, minha prioridade. Ele vai entender – sorri de lado e ele entrou.

Estávamos deitados em minha cama e ele me perguntou como estava passando por tudo aquilo.

— Eu não sei – respondi, não mentindo. – Só estou confusa com o que está acontecendo. Cameron não seria capaz de fazer isso comigo.

— Não deixe isso dominar você – disse. – Fale com Emily, ela está preocupada com você meu amor.

Ouvi mais uma batida na porta e Liam se levantou para abrir. De onde eu estava, não tinha visão e não pude ver quem era. Liam saiu, mas antes ouvi ele dizer algo.

— Pega leve, ela está muito sensível.

Liam não mentiu. Eu realmente estava sensível. Não só emocionalmente, mas também mentalmente e fisicamente.

Não me sentia completamente bem depois de ter recebido alta e saído do hospital no dia seguinte. Ainda podia sentir tonturas e muitas vezes minha visão ficava desfocada.

Recebi meus exames três dias depois, no mesmo dizia que tive um leve mal estar e estava fraca, por isso desmaiei. Não me preocupei.

A porta se fechou e ela estava ali parada.

Emily...

Levantei depressa para abraça-la. Mas, ao levantar, perdi o controle das minhas pernas e então caí de joelhos no chão.

— Meu Deus, Maya!! – gritou Emily assim que me viu caindo. – você está bem? O que aconteceu?

Notas finais
leitores fantasmas, comentem, por favor ♥ amo vocês!