Notas iniciais
HEEEEEEEEY, até o próximo. O/ :)

‘ Merda, simplesmente merda – Bem, você deve esta se perguntando o que esta acontecendo comigo nesse exato momento, primeiro, eu não queria falar, mas já que você esta insistindo muito, claro, estou aqui presa na merda de uma casinha de madeira no fundo da casa do meus novos vizinhos, mas deixa eu explicar o porque disso, bem, faz um mês que chegaram vizinhos novos e eu tento investigar quem são eles, porque eu sou uma agente especial, tudo bem que faz exatamente uma hora que eu coloquei esse plano em minha cabeça, mas foda-se. Mas ocorreu um pequeno problema, eu não sabia que teria um monstro protegendo aquela maldita casa, um monstro com dentes afiados e quase do meu tamanho, sim, estou falando de um cachorro, que nesse momento esta tentando invadir o lugar a onde estou escondida.

— Você acha que eu tenho o dia inteiro? – Esbravejou um ser em um tom alto no meu celular, fazendo meu ouvido latejar, essa puta sabia que eu estava com fone de ouvido, de um modo que ficasse mais fácil para eu falar com ela. – Você sabe que se formos pegas estamos fodidas, né? PORRA, ainda tem uma festa para ir hoje.

— Para de gritar no meu ouvido. – Comentei um tom mordaz, aonde revirada os olhos depois de ouvir aquela ladainha exagerada da minha melhor amiga. – Aconteceu um pequeno problema, acabei achando alguém da sua família... Uma cadela, pelo menos eu acho, não parei para ver depois dela mostrar aqueles dentes horríveis em minha direção.

— Não acredito que estou ouvindo isso, a garota mais malvada da escola com medo de uma cachorra? – Ela dava aquela famosa gargalhada exagerada dela, ai como eu queria estar perto dela para poder dar um soco naquela cara. – E você falou que sou cachorra? Bem, espero que consiga se virar sozinha ai, amiguinha.

Não pense em fazer isso, sua... – Acabei não terminando a frase, ao ouvir o som do telefone sendo desligado, bem, quando eu sair dessa situação, se eu sair viva, tenho que me lembrar de arranjar outra melhor amiga.

Logo ouvia aqueles latidos agudos, fazendo-me olhar para os lados a procura de algo para distrair aquele monstro que arranhava a porta como se fosse a ultima coisa que fazia em sua vida, acabo por soltar uma breve gargalhada ao lembrar do chocolate que estava em meu bolso, era a barra que estava comendo a alguns minutos atrás.

— Monstrinho da titia, fica calminho, olha, trouxe um chocolate para você. – Falei com uma voz fina, ao mesmo tempo em que abria a porta levemente. – Ei, pega . – Disse jogando em sua cara e logo sai correndo em direção a porta entreaberta, precisava terminar minha missão.

Ao entrar na casa, acabo por olhar para os lados, reparando que estava na cozinha.

— Essas pessoas de hoje em dia, esquecem até de fechar uma porta, imagina se ladrão invadisse, faria uma festa aqui, essa família Drácula também.

Sim, eu tinha uma leve impressão que essa família era composta por sugadores de sangue, porque eu não conseguia ver o rosto deles, e quando eles saiam, era só de noite, algo muito estranho, mas quem liga, né? Por isso tive que invadir e agora estou eu atrás de qualquer coisa que possa mostrar a fisionomia deles, logo disquei para a cachorra, quer dizer, Cindy, ao mesmo tempo em que via um pacote de doritos em cima da mesa.

— Entrei na casa e é normal, sem caixões ou algo do tipo.

— Não acredito que você pensava que eles eram vampiros mesmo, as vezes me pergunto porque sua mãe não te interno ainda? – Cindy comentou de um modo descontraído.

— Minha mãe estava distraída tentando convencer a sua a te colocar no hospício. Mas vamos admitir, faz um mês que não conseguimos descobrir quem são eles, eles podem ser uns psicopatas, malucos, devoradores de pessoas, sequestradores de pirralhos. – Eu estava sendo dramática, admito, mas fazer o que né.

— Ou pode ser pessoas normais que não querem ninguém tomando conta da suas vidas. – Só eu senti uma indireta nesse momento, acho que não, mas não é só eu que estou curiosa, ela também esta, mas não admite.

Ao continuar andando, acabo chegando em uma sala, era bonita e confortável, a casa em si era igual a minha, não tinha muito diferente, só os moveis.

— Ei, acho alguma coisa?

Esta vendo, sabia que ela também estava curiosa, isso é patético, ao virar vejo um pequeno armário, aonde tem armário — tem fotos — corro em direção ao mesmo prestando atenção em cada detalhe, minha suspeita estava comprovada, tinha algumas fotos espalhadas por todo o armário, fazendo-me soltar gritinhos animados.

— Fala logo o que esta acontecendo, esta tudo bem?

— Eles não são vampiros. – Disse fingindo um tom triste. – Mas a família é composta por quatro elementos, os pais e um casal.

Seus olhos observavam a foto atentamente, a família aparentava ser unida, na foto ambos estavam com um sorriso enorme, mas o que me chamou a atenção foi um garoto, mesmo tendo uma expressão singelo, ele era o mais serio, ele usava um óculos estilo fundo de garrafa, era pequeno e moreno, não dava para ver direito o seus olhos, mas era uma cor clara, ele era estilo aqueles nerd, fazendo ter confirmação ao ver o terno que ele usava, bem, a foto era antiga, dava para ver, mas não tinha nenhuma foto recente deles.

— Abordar missão, vampiros chegando.

Logo sai correndo em direção a porta do fundo, ao mesmo tempo em que ouvia o portão da garagem abrindo, merda, não posso ser pega, ao sair da casa vejo o monstro me olhando, ela ou ele estava calmo, fazendo eu anda rapidamente em direção a minha casa, aonde eu escalei o pequeno muro que separava a minha casa dos novos vizinhos.

— Até quem fim, pensei que iria ser pega. – Cindy disse ao mesmo tempo que estava concentrada na televisão, assistindo algum filme de romance besta que estava passando no mesmo. – O que esta fazendo com esse pacote de doritos?

— Provavelmente vou comer. – Disse em um tom irônico ao mesmo tempo que soltava uma gargalhada descontraída. – Na verdade, peguei emprestado dos vizinhos.

— Você roubou? Você esta louca? – Gritou ela em um tom alto.

— Merda, quer me deixar surda? Grita mais, acho que os vizinhos ainda não ouviram. – Depois ela fala que sou exagerada. – Eles não vão nem reparar, é só um pacote de doritos. – Disse me jogando em cima dela, ao mesmo tempo que abria o mesmo.

— Sai de cima de mim, sua gorda. – Falou ela soltando uma risada alta ao mesmo tempo que pegava um pouco de doritos. – Mas sorte que não foi pega, não aguento mais levar castigo por sua causa.

— Até parece, eu sou Madelyn, ninguém me pega.