Meu vizinho?

6 Estão comigo ou não?


Não tinha passado nem vinte minutos da detenção e acabamos por pedir para deixar a gente somente ficar conversando, então fomos todos sentar em uma roda no fundo da sala, minha cadeira estava do lado de Julian, fazendo colocar minha cabeça em seu ombro e fechar os olhos, enquanto ouvia eles discutirem sobre algum plano.

— Já fizemos várias coisas e ainda tudo continua na mesma, não é melhor apenas esquecermos? – Falou uma garota ao meu lado, nunca me importei em lembrar seu nome, mas ela fazia parte do grupo desde o começo do ano.

— Esquecermos? Você lembra o que eles fizeram para você? — Disse Freddie em tom baixo, de um modo que o professor que estava em sua mesa conversando com os outros alunos não ouvisse. – Eles espalharam boatos de você, disseram que você era uma viciada em drogas e todos acreditaram inclusive o diretor, você quase foi expulsa, Suzanne.

Suzanne, esse era o nome dela, merda, preciso me lembrar do nome das pessoas.

— Isso, pequena Suzanne, ouve o que ele esta falando. – Falei em um tom sarcástico, enquanto continuava na mesma posição e com os meus olhos ainda fechado. – Ou você acha que não foram eles que implantaram drogas em seu armário? Se for assim, eu vou pensar que você é uma drogada.

Logo sentia Julian apertando meu braço, desse modo acabei por abrir meus olhos e ver seu olhar reprovador em minha direção.

— Não me venha com esse olhar, Julian.

— Que olhar, Mad?

Sim, acho que ele esta pedindo para morrer.

— O olhar que comeu e não gostou. – Falei revirando os enquanto sentava direito na cadeira. — Não me venha esperar que eu concorde com o que ela esta dizendo, ela esta pedindo para desistirmos de quase dois anos e pouco de brigas.

Eu entendo que ela deveria estar preocupada, eu sei que as brigas nunca acabavam bem, mas não poderíamos deixar que as coisas saíssem do controle.

— Eu não entendo você, Madelyn. – Falou ela se levantando e ficando na minha frente, desse modo eu tinha que erguer minha cabeça para olhar ela melhor. – Você fala que não podemos parar com essas brigas, mas se for pensar, você pode ser pior que eles, não acha? Por acaso você acha que ficar menosprezando as pessoas faz de você melhor que os outros? – Suzanne estava nervosa, isso dava para perceber muito bem, principalmente quando ela falava apontando o dedo em meu rosto. – Me diz, o que eles fizeram pra você? Porque até agora eu só sei que foi você que organizou todos para entrar nesse grupo contra eles.

Eu nunca tinha falado para ninguém o que tinha acontecido com Cindy no banheiro, só eu e Julian sabíamos disso, porem esse sempre foi o motivo para eu juntar todos contra eles....vingança. Eles não poderiam mexer com ela, não poderiam continuar a fazer algo tão cruel. Mas será que ela estava certa, eu sou igual a eles? Eu sou pior? Ou eu sou indefinida?

— Vai ficar calada agora? – Solto um breve suspiro, enquanto olhava em direção ao que estavam na roda, que era Julian e o casal de preto, ambos se mantinham calado só observando o que ela falava. – Me diz por que você é diferente deles? Me diz porque temos que continuar com isso? Ou vai simplesmente continuar calada.

Eu sei por que sou diferente deles? Sim, eu sei.

Logo me levantava da cadeira que eu estava sentada, fazendo eu ficar na sua altura e isso fez ela se afastar um passo de perto de mim, eu entendo, eu dava medo nas pessoas e eu gostava dessa sensação.

— Pode ficar tranquila, não irei bater em você, você tem direito de expressar a sua opinião. – Disse em um tom sarcástico, enquanto me aproximava mais dela. – Porem não tem o direito de apontar esse dedo no meu rosto, porque eu posso ensinar mil maneiras de como quebra-lo.

Eu não estava brava por causa disso, ao contrario, admiro a coragem dela, agora entendi porque eles a coloram no nosso grupo, ela não abaixava a cabeça para ninguém e isso foi comprovado que mesmo depois de ter dito aquela simples palavras, ela ainda mantinha seu olhar serio em minha direção, mesmo eu conseguindo reparar que no fundo, ela estava nervosa e provavelmente com medo.

— Já que você fez as perguntas, irei responder você, querida. – Respiro fundo ao mesmo tempo em que expressava tudo o que eu achava, nunca fui de mentir e não será agora que farei isso. — O motivo por eu odiá-los tantos é que ninguém tomava atitude, eles já faziam isso, sempre teve esses trouxas na escola, mas as pessoas tinha medo de falar, porque eles tinham medo que eles fizessem pior, esse grupo que eu tanto odeio, você sabe o que eles faziam?

Meus olhos estavam transbordando raiva, meus olhos azuis claros deveriam estar escuro, por que agora eu percebia o quanto eu estava furiosa, porque ela tinha me comparado a eles, eu nunca faria aquilo que eles faziam, jamais.

— Eles batiam nas pessoas mais inteligentes quando eles não queriam fazer as lições deles, eles batiam de um modo que as pessoas tinham que se humilhar para parar, mas não era só isso, quem me dera se fosse, eles eram mais cruéis, as humilhações não eram simplesmente na escola, eles iam nas casas dos outros, eles assustavam não só eles, como os irmãos que estivessem na casa também. – Eu falava tudo em um tom rápido, minha respiração já estava abalada e meus olhos voltaram para Libby, ela estava olhando para mim atentamente, ela sabia do que eu estava falando, ela sabia que eles precisavam pagar por tudo que fizeram. – Sabe o que eles fizeram com a Libby? Bem, eles invadiram a casa dela, fingindo que era um assalto, ela estava com o irmãozinho dela de apenas um ano e eles não se importaram, chegaram até a empurrar uma vez a criança no chão porque chorava demais, mas o que ela poderia fazer, ela estava sozinha...Sozinha igual todos da escola e eu simplesmente tentei fazer que isso parasse.

Observo Suzanne olhar em direção a Libby de um modo que ela perguntava silenciosamente se isso era verdade, provavelmente ela não tinha contado toda a historia para ela, ela deveria ter falado simplesmente o básico, que eles zoavam ela porque ela gostava de andar de preto.

— Eu sei que não sou boazinha, mas eu nunca vou ser igual eles, eu vou continuar sendo essa Madelyn, mas minha implicância com os novatos ou com os nerd nunca vai ser com violência. – Disse apontando o dedo em sua direção, sim, vou apontar porque ela tem que aprender a nunca apontar para mim, vamos ver se ela gosta que isso aconteça com ela. – Então eu sou diferente deles, porque de vez deles fazerem essa palhaçada com a escola inteira, eles só fazem com alguns....e esses alguns são aqueles que eu chamo para entrar no nosso grupo, são os novatos ou os nerd que eu fico aloprando...porque se eles reagirem, eles servem para tentar mudar a escola, serve para participar do grupo.

" Mas isso sempre foi para defender Cindy, para ninguém passar pelo que ela passou." – Completei em meus pensamentos, ao mesmo tempo que mantinha um olhar severo em meu rosto, todos me encaravam, mas ninguém falava nada, fazendo-me xingar todos mentalmente.

— Vai acontecer uma briga aqui? – Perguntou professor Alan que andava em nossa direção.

— Não professor, estamos simplesmente debatendo nossas opiniões. – Disse voltando meus olhos em sua direção e dando de ombros ao mesmo tempo. – Mas eu sei que você iria adorar uma briga, mas aqui não é luta livre, certo?

— Concordo, aqui não é luta livre, mas de você pirralha, eu espero tudo, de qualquer modo, não seria a primeira vez que você bateria em alguém.

— Só bato quando é preciso. – Falei enquanto pegava minha bolsa que estava no chão ao lado da cadeira que eu estava sentada, ao pegar voltava meus olhos para Suzanne, porem falava para todos. – Ou estão comigo ou não estão? Simples assim.

Não esperei ninguém falar, porque eu tinha que sair com classe, mesmo eu sabendo que depois teria que esperar Julian porque ele me daria carona, mas naquele momento eu só sai da sala de detenção que faltava dois minutos para acabar.

...

Mais um dia na escola, seria muito voltar férias novamente?

Solto um leve suspiro enquanto ia em direção ao carro parado na frente da minha casa, eu não tinha comido nada, pois meus pais tinham ido viajar fazia algumas semanas, eu não me lembro direito o que eles tinham falado, mas provavelmente era a segunda lua de mel deles e eu admito, estava gostando de ter a casa só para mim, porem nunca tomava café porque eu só saio atrasada.

— Minha mãe mandou te trazer alguns bolinhos. – Disse Cindy jogando uma vasilha em minha direção quando sentei na frente.

— Oi para você também, sim, eu tive uma noite ótima e você? – Comentei com ironia enquanto abria a vasilha e devorava aqueles incríveis bolinhos e abria um sorriso largo. – Já disse que amo sua mãe? Os bolinhos dela é perfeito.

— Vocês duas tem uma educação incrível. – Ao dizer isso Julian soltou uma breve risada alta, enquanto aumentava o som da radio. – Mas agora calem a boca e curte a musica e Mad volte a devorar seus bolinhos.

— Para de ser chato, isso tudo é porque você não ganho bolinhos?

Ele ignorou o que eu tinha dito e começou a dirigir em direção a escola e no caminho fomos planejando algumas brincadeiras para fazer com o grupo rival, claro, porque eu e o Julian nunca desistiremos da nossa vingança, mas Cindy ignorava o que a gente dizia e devorava algum livro de filosofia.

Depois de alguns minutos chegamos na escola ao mesmo tempo em que eu terminava de comer aquelas coisas gostosas do paraíso chamada bolinhos, devolvi a vasilha para Cindy educadamente, fazendo ela revirar os olhos, enquanto eu saia da carro de Julian.

— Me diz como é chegar cedo na escola, Mad?

— Nossa amiga é a coisa mais incrível do mundo, estou me sentindo realizada. – Soltei uma breve gargalhada ao dizer aquilo enquanto nos três íamos para a nossa sala.

Dessa vez tínhamos chegado muito cedo, ainda faltavam uns vinte minutos para começar a aula e da minha casa para a escola era muito rápido, só que eu tinha uma pequena preguiça para vir andando, mas pra que vir andando se eu tinha um motorista particular? Isso me fez lembrar que eu nunca agradeci o Julian por isso.

— A próxima aula é de quem? – Perguntei jogando minha mochila em cima da minha carteira enquanto ia para a porta esperar as pessoas chegarem.

— É historia, por quê? – Perguntou Cindy sentando em sua carteira e voltando a ler o mesmo livro que estava no carro.

— Cindy, para de ler só um pouquinho. – Falou Julian enquanto vinha em minha direção ao receber um dedo do meio como resposta. – Nas férias ela fica toda liberal, quando chega as aulas ela volta a estudar loucamente, vai entender?

— Até parece que você não conhece ela, ela sempre foi assim e você sabe disso. – Disse me encostando na porta enquanto visualizava o corredor e as pessoas que começava a chegar.

— Deveríamos mandar interna-la, estudar muito trás problemas. – Ele estava provocando ela e ela sabia disso, pois ele falava alto para ela ouvir da onde ela estava sentada.

— Concordo, ou poderíamos tranca-la em um quarto sem qualquer tipo de informação ou livros de filosofia. — Disse com um sorriso perverso e fazendo o Julian abrir um da mesma maneira.

— Ou eu chamo a policia e falo que tenho amigos que deveriam estar no hospício ou escola especial para retardados.

Abro um sorriso grande ao ver a fisionomia da minha melhor amiga, Cindy poderia falar a pior coisa do mundo, mas nunca saíra como uma ameaça ou parecia briga porque ela sempre estava com um sorriso meigo ao dizer qualquer coisa.

— Ui, que mancada, estou até triste, só não vou embora porque hoje tem historia. – Falei lembrando o que ela disse quando eu tinha perguntando que aula iriamos ter e historia é uma das melhores aulas.

Quando tiro meus olhos do corredor, acabo olhando para o Julian que dava uma risada alta, provavelmente era do que a Cindy tinha falado, fazendo eu acabar por revirar os olhos para o jeito exagerado do mesmo.

— Vocês viraram porteiro agora? – Falou um aluno da nossa sala ao entrar enquanto passava por mim e o idiota que continuava rindo.

— Somos porteiro só para as pessoas lindas. — Disse piscando em sua direção, enquanto voltava meus olhos para a porta e dava de cara com o garoto que tinha me feito levar a detenção, ao ver que ele estava indo passar pela porta coloquei rapidamente minha mão em sua frente, tampando a passagem.

— Vai dizer que eu não sou bonito e não posso passar? – Perguntou ele em um tom baixo enquanto arrumava o óculo no seu rosto, fazendo-me esboçar um breve sorriso irônico em minha face, ao mesmo tempo em que me aproximava mais dele.

— Na verdade não, mas fico surpresa que você saiba falar algo. – Falei enquanto revirava os olhos ao ver que ele tinha dado um passo para trás quando eu tinha me aproximado. – Ei, calma, não vou fazer nada, mas na verdade estava esperando que você pedisse desculpa por ter me colocado na detenção ontem.

Eu tinha falado por falar, porque eu sei que foi minha culpa, tirando que detenção já era como se fosse uma aula normal para mim.

— Desculpa, não esperava que o professor fizesse aquilo com você.

Serio? Esse menino é idiota? Como ele pode estar pedindo desculpa se ele estava com a razão, eu peguei a merda do caderno dele, eu tenho culpa.

— Serio que você esta pedindo desculpa? – Solto um breve suspiro enquanto abria espaço para ele passar. – Passa logo, antes que eu perca o pouco de paciência que me resta.

Enquanto eu olhava para seu rosto, dava para perceber que ele não gostava da situação, mas cada vez que eu falava para ele, ele era algo que eu não conseguia entender, mas ele era diferente.

— Menino. – Falei enquanto ele ia em direção a sua mesa e ao olhar para mim ele demonstrava desconfiança e do seu lado minha amiga mandava um olhar reprovador, merda, eu não iria aprontar de novo, só queria saber algo importante e acabei por fazer minha pergunta. – Você ainda não me disse seu nome.

— Meu nome é Christian Lewis. – Ao dizer isso ele voltou a andar para sua cadeira, me fazendo abrir um breve sorriso descontraído para minha amiga.

— Fico me perguntando o que você esta aprontando, esquentadinha. – Sinto o trouxa do Julian sussurrar em meu ouvido enquanto me abraçava por trás.

— Acho que teremos que invadir a escola, porque precisamos descobrir algumas coisas sobre esse novato. — Precisava ensina-lo a como responder as pessoas, se não qualquer um da escola vai subir em cima dele.

— Porque esta tão interessado nele, ele é igual a qualquer um dessa escola, mais um que não sabe retrucar quando alguém fala algo com ele. – Dava para ver o tom entediado em sua voz e isso fez eu acabar por soltar um breve suspiro.

— Mas nunca teve alguém do nível dele, merda, ele não retruca nada, você viu, ele me pediu desculpa. – Meu tom era baixo de um modo que ninguém poderia ouvir e logo sai do abraço do Julian e me virava para olhar para ele. – Só vamos invadir, já fizemos isso uma vez, mas vai ser só na ultima aula.

— Porque não no intervalo?

— Porque no intervalo eu vou tentar colocar em pratica um plano que eu acabei de criar contra nossos inimigos. – Falei com um tom animado, pois se meu plano dar certo, seria muito engraçado. – Vamos sentar, vai começar a aula. – Disse isso ao reparar que todos já estavam sentados.

Dessa vez as três aulas se passaram rapidamente e eu não estava me importando em arranjar brigas ou ficar discutindo porque eu queria que tudo desse certo, logo ouço o sinal bater e desse modo sai correndo da sala e fui em direção ao Grêmio estudantil, uma sala que ficava perto da diretoria, tinha ficado sabendo pelas pessoas da classe que foi aberta a vaga para presidente do grêmio e todo o ano ninguém participava com medo da Amber, por isso a mesma sempre ganharva, tirando que todo o grêmio era composto pelo grupo rival, então nada melhor como eu concorrer ao lado da minha maior inimiga e principalmente, vou poder vigiar eles de perto.

— Querida, porque não esta no intervalo. – Disse uma moça que provavelmente estaria por volta dos seus trinta anos com uma aparência cansada sentada em uma mesa arrumando alguns papeis.

— Vim me inscrever para ser presidente do grêmio. – Falei me aproximando dela, ela aparentava surpresa com o que eu tinha falado, fazendo-me abrir um pequeno sorriso em minha face.

— Fazia tempo que eu não via alguém tentando concorrer com a Amber, fico feliz que vamos ter uma competição de verdade. – Ela me entregou um papel que estava escrito o nome da Amber e logo peguei a caneta que ela tinha me oferecido e coloquei meu nome e minha serie,

— Esta na hora de deixar a escola escolher, não é mesmo? Obrigada. – Ao dizer isso, vou saindo da sala e acabo por soltar uma gargalhada baixa.

Daria tudo para ver como a Amber vai ficar ao saber que alguém esta tentando roubar seu trono e que essa pessoa é Madelyn Evans, é, essa sou eu.

Ainda faltavam alguns minutos para dar o sinal do intervalo e ainda dava tempo para eu contar para todos o que eu tinha planejado, enquanto eu andava pelos corredores da escola acabei avistando Suzanne com o grupo que ela costumava andar, mas dessa vez tinha um integrante novo, o garoto do CPU, ou melhor, Christian Lewis. Suzanne ainda não tinha falado comigo sobre se continuaria no grupo ou não, mas acabo por resolver perguntar depois, mas ao passar ao seu lado eu sinto alguém segurar meu braço, fazendo-me olhar para a mesma.

— Eu vou continuar no grupo... Pode contar comigo. – Ela disse com um semblante serio, enquanto continuava me encarando. – Você estava certa.

— Ainda bem que você esta com a gente. – Acabo voltando meu olhar para o grupo dela que olhava para nos sem entender, principalmente Christian, ele deveria achar estranho eu não estar agredindo ela com palavras ofensivas iguais eu tinha feito com ele, principalmente porque ela era uma da mais inteligente da escola, porem ela era do meu grupo e ele não sabia disso. – Eu tenho algo para contar, mas melhor conversamos depois porque eles não podem ouvir o que eu tenho para falar.

Ao dizer isso eu observo ela tirar sua mão do meu braço e acabo por voltar a andar, mas quando estou a alguns metros de distancia dela, me viro e grito em um tom irônico em sua direção.

— Não sabia que estava fazendo caridades, Suzanne. – Comentei apontando em direção ao Christian e logo volto a ir em direção ao refeitório, mas antes ouço a mesma falar para ele não ligar para o que eu dizia.

Acaba por abrir a porta do refeitório e andar em direção ao meu grupo que sempre ficava no meio, onde todos sempre desviavam o olhar para ficar vendo o que eles estavam fazendo ou se eles estariam brigando com alguém, Julian e Cindy já estavam lá conversando com o casal de preto e todos quando me viu ficaram me encarando até eu chegar perto deles e Julian falar.

— O que aprontou Mad?

Aproximo mais perto deles e sussurro para somente eles ouvirem. – Acabei de me inscrever para ser presidente do grêmio.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.