Meu vizinho?
3 Despertador maldito.
It was a thousand to one and a million to two
Time to go down in flame and I'm taking You
Música — Closer to the Edge
O som do despertador tocava bem alta, fazendo-me despertar do sono incrível que estava tendo, sinto meu corpo cansada, era o efeito da bebida no dia seguinte, minha cabeça estava explodindo, parecia que alguém tinha dado um soco, merda, odeio quando isso acontece, depois de eu ter conversando com o garoto nerd, voltei para baixo e bebi toda as bebidas que tinham me oferecido, porem não lembro de muito que tinha acontecido, me lembro de ver Julian me oferecendo uma bebida ao me ver descendo as escadas, também lembro-me de ver Cinty se pegando com um cara da escola que não me lembro o nome, mas ele era bonito, sei que minha amiga teve uma noite mágica.
No I'm not saying I'm sorry
One day, maybe We'll meet again
No I'm not saying I'm sorry
One day, maybe We'll meet again
No No No No
— Da para desligar o despertador, tem alguém tentando dormir. – Estou ficando maluca, ou estou ouvindo uma voz do meu lado, bem, pode ser algum fantasma vindo atrás de mim querendo me possuir, bosta, tenho que parar de assistir sobrenatural. – Mady, por favor, desliga isso antes que jogo esse celular pela janela. – O fantasma me conhece?
Abro meus olhos e me levanto rapidamente da cama, mas ao fazer esses movimentos, acabo vendo tudo em minha volta girar – Um dia essa bebida vai me matar....Se não estiver já matando.
— Se a bebida não fazer isso, pode deixar que eu faço, com muito prazer, agora desligada a porra do despertador.
Viro meu rosto em direção a pessoa que não parava de falar, ele não percebeu que estou tentando me socializar com o mundo, mas ao ver quem era, acabo por revirar os olhos e olhava para minha situação, primeiro, estou com roupa, amém, segundo, estou com uma dor infernal de cabeça e terceiro. – Como vim parar aqui? – Falei alto, quer dizer, meio que gritei em direção ao garoto esparramado pela cama.
— Você não vai parar de falar mesmo, menina? – Disse ele levanto o rosto que estava sendo esmagado pelo travesseiro em minha direção, seus olhos estavam vermelhos e sua voz saiu um pouco falha. – Você bebeu todas depois que te dei um pouco de tequila, então parei de beber para cuidar de você, alcoólatra.
— Você não fez nada que era sua obrigação, idiota. – Ao ver sua cara de indignado, esboço um breve sorriso irônico em sua direção, se ele pensava que eu iria pedir obrigada para ele, estava enganado, pois foi ele que começou me embebedando dando aquela tequila.
— Como você é gentil em plena manha. – Ele disse manha? Merda, que horas são, levanto rapidamente da cama e corro em direção ao som que ainda tocava do meu celular, mas tropeço em algumas roupas espalhada pelo chão e acabo quase caindo de cara no chão, mas sorte que sou uma ótima malabarista e seguro firme no móvel de madeira. – Merda. – Esbravejo ao mesmo tempo em que pegava o celular em minha mão e desligava, ao ouvir um som alto de gargalhada, olhava em direção a cama. – Julian, seu idiota, para de rir, eu poderia ter morrido, sabia? – Eu sei, sou muito dramática, mais fazer o que né.
— Como você cai....desse jeito. – Sua gargalhada era alta, fazendo-me rir junto com ele, tenho que concordar, o modo que eu tropecei foi muito besta.
— Como eu te aguento, hein? – Ao olhar para meu celular, vejo a horas que era, não acredito, primeiro dia de aula e eu estou completamente atrasada, não só atrasada, como já tinha começado a primeira aula, que se eu me lembro, era química, menos mal, não queria essa aula mesmo. – Julian, se quisermos ir para a escola ainda, temos que correr, para pelo menos tentarmos chegar na terceira aula.
— Você esta brincando, né Mad? – Ao ver Julian levantar e correr em minha direção, solto uma breve gargalhada ao ver seu nervosismo, até parece que nunca tínhamos chegado atrasados na escola, mas ao rir sinto uma pontada em minha cabeça.
Depois de ele ver que já tinha começado a escola, foi em direção ao banheiro com uma roupa preta que ele tinha pegado pelo caminho, já que ambos ainda estávamos com a roupa da festa, não quero nem saber, vou ir desse jeito mesmo, pego meu celular e o coturno que estava jogado no chão, devo ter tirado ontem quando fui dormir e vou em direção a cozinha, estava no apartamento de Julian, ele morava sozinho, então eu e Cinty costumávamos passar algumas noite dormindo aqui, Julian era como irmão para nós, então não tínhamos problema em dormir na mesma cama, ele sempre tomava conta da gente, era o nosso porto seguro, um anjo sombrio. Ao chegar na cozinha, vou em direção a sua geladeira e começo a pegar presunto e queijo, levo em direção a mesa que estava no centro, onde continha pão de forma e começo a fazer quatro pães, dois para cada, começo a comer rapidamente, ao terminar, vejo o Julian vir em minha direção com uma aparência mais agradável.
— Obrigada por fazer meu café da manha, empregada. – Falou com um semblante descontraído, com aquela cara de idiota que ele sempre tinha.
Ignoro a ladainha que ele falava e vou em direção ao banheiro que ficava em seu quarto, ao chegar lá, olho meu reflexo no espelho e vejo como estou acabada, abro a torneira e jogava um pouco de água em meu rosto e arrumo um pouco o mesmo com maquiagem, para tentar tirar as olheiras enormes e claras, fazendo aquela higiene básica.
....
Com o meu melhor amigo ao meu lado, entro na escola com um semblante descontraído em minha face, estava com saudade da escola, não podia negar isso, era a onde eu mais me divertia, ao olhar para frente, vejo o segurança olhando para nós, ele estava fazendo sua ronda como sempre e balançava a cabeça em nossa direção.
— Quando vão aprender a chegar cedo, pirralhos? – Sua voz era grave, porem ao dizer aquilo dava para ver como ele estava se divertido com a situação.
— Quando vai parar de ser tão ranzinza velhote. – Ao dizer isso, solto uma risada baixa e vou em sua direção, dando um abraço apertado e sento retribuído do mesmo modo. – Sentiu minha falta?
— Não sinto falta de garota bagunceira, só me da trabalho. – Falou ele se afastando de mim, ao mesmo tempo em que dava um abraço no Julian.
— Não exagera Boby, agora nos leva para nossa sala. – Ele era o segurança da escola, ele que tem que levar as pessoas atrasada para sua sala ou cuidar das pessoas que tentava escapar da detenção, foi desse jeito que o conhecemos, no primeiro dia nosso de detenção.
— Uhurum, mas hoje vocês se atrasaram demais, chegando na terceira aula. – Boby disse levando sua mão em meu pescoço e a outra no do Julian ao mesmo em tempo que levava em nossa sala, a mesma a onde ele já tinha decorado, ao chegar lá ele fala em um tom serio, já entrando na pose de segurança, fazendo-me esboçar um sorriso. – Bate na porta pirralha. — Logo fazia o que foi acatado, porem ao levar minha mão em direção a porta, começo a dar vários socos altos, mostrando para aqueles que nós conhecia, que tínhamos chegado.
Ao esperar alguns segundo, vejo a porta sendo aberta por um dos alunos da sala, que nós olhava com um olhar divertido ao mesmo tempo em que balançava a cabeça e voltava em direção a sua carteira, fazendo deixar a vista o querido professor de física, ele era completamente nervoso e serio e me odiava, só porque eu gostava de fazer brincadeira na suas aulas. Boby levo-nos em direção ao mesmo, nós empurrando pelo pescoço, dava para ver que a sala mantinha-se quieta, prestando atenção em todo o nosso movimento.
— Tem dois alunos que acabaram de chegar, só vim trazê-los, vai que eles esquecessem onde ficava a sala. – Boby fala ainda serio, qualquer pessoa que estivesse olhando estaria com medo, já que o mesmo era um homem grande e forte.
— Ei, professorzinho como você esta lindo hein, nossa, se você não estivesse aqui na sala ou fosse velho demais para mim, eu até te pegava. – Dizia em um tom malicioso, ao mesmo em tempo que piscava em direção ao mesmo.
— Garota, você nem chegou e já vai começar com essas brincadeiras? – Seu tom era serio, seu rosto começava a ficar vermelho, mostrando que o mesmo já estava ficando bravo, fazendo-me soltar uma leve gargalhada, sendo acompanhado pelo Julian.
— Relaxa professor, ficar bravo assim não leva a nada, isso é falta de sexo? – Meu tom agora era mais serio, ao mesmo tempo que sentia a mão de Boby apertando o meu pescoço, de um modo que tenta-se faze eu parar de fala.
— Ei, professor de física, se quiser eu arranjo umas mulheres para você...sabe, tirar a carência. — Falou Julian indo em sua direção e dando um leves tapas em sua costa, de um modo amigável. – Amigos é para isso.
— Se vocês dois não calarem a boca eu juro que nunca mais entram nas minhas aulas, estão ouvindo? E agora podem parar de falar asneira, não estou necessitado. — Falou ele levantando da cadeira que estava sentado, ao mesmo tempo que Boby me largava e caminhava em direção a porta sem falar nada.
— Não fica assim, professor, ninguém se importa se você falar que esta necessitado, muitos dessa sala devem estar também, esta em família. – Ao falar aquilo, ando em sua direção e dou um abraço, dando levas tapas em sua costa, do mesmo modo que Julian fez. – Ninguém precisa ser punheteiro a vida inteira. – Ao terminar de falar isso, ouço gargalhadas sendo espalhada pela sala inteira, ao mesmo em tempo que voltava meu olhos para Julian que estava rindo loucamente, balançava a cabeça fazendo meus cabelos irem de um lado para outro, olho em direção a sala fazendo uma leve referencia. – Acabou a palhaçada, meus queridos fãs.
Levo meus olhos em direção a carteira que Cinty ficava, ela ainda esta dando risada da situação, abro um sorriso grande em sua direção ao mesmo tempo que caminhava para a carteira vazia atrás da mesma, não olhei para ninguém que estava presente, naquele momento não me importava e quase nunca me importava.
— Nunca chega atrasada, CDF – Disse em um tom calmo, era o modo que eu chamava ela, aquela garota era a pessoa mais inteligente que eu conheci, sempre estudiosa e nunca chegava atrasada na aula.
— Alguém gosta de aprender por aqui, não sou como você, Mad. – Seu tom era calmo, ao mesmo tempo em que ela virava seu corpo para me ver melhor quando eu tinha sentado na cadeira. – Mas agora cala a boca, antes que o professor fique mais bravo com vocês, patetas.
— Não posso prometer nada, você... – Não consigo terminar, pois consigo ouvir Julian ao meu lado falando com alguém atrás de mim, que era o lugar dele.
— Esse lugar é meu, idiota. Espera quem é você mesmo? Bem, não importa, só sai dai agora. – Seu tom era serio, mas eu mantinha meu olhar na Cinty, eu sabia que ela iria falar alguma coisa, eu nunca gostava que ele agisse assim.
— Você chego atrasado Julian, deixa o garoto ai, ele é novo. – Ao ver ela falando de um modo serio com Julian, acabo por olhar para trás e ver alguém que eu não esperava, o garoto do CPU, ele estava arrumando seu material para sair do lugar, ele estava quieto e não falava nada, ele mantinha seu olhar para a mesa, colocando as caneta em sua bolsinha, ele estava com uma roupa normal e simples, uma camiseta xadrez e com o mesmo óculos de ontem.
— Ela esta certa Julian, você não tem moral parar falar aqui, senta em qualquer lugar, mas o garoto vai continuar sentado a onde esta, da próxima vez pensa em chegar no horário certo, mocinho. – Ao ouvir o professor falar, o garoto atrás de mim olhou para o professor, fazendo ele acabar por me olhar também, ao ver que eu estava em sua frente, ele me olhou um pouco assustado, fazendo-me esboçar um sorriso irônico em meus lábios.
— Olá, garoto do CPU. – Falei com um sorriso sarcástico em sua direção.
Fale com o autor