Meu querido sonâmbulo 2

3 Meu querido vizinho


Notas iniciais
Demorei (eu admito e peço desculpas, meus docinhos de coco), mas aqui estou com um capítulo que irá recompensá-los pela espera, prometo. Boa leitura!

Para Kim Shinhye, observar as pessoas dormindo já tinha deixado de ser um hobby — estranho e um pouco assustador, talvez, mas um hobby — e passara a ser a sua fonte de renda. Formada e especializada na psicologia do sono, a Kim gerenciava uma famosa clínica de terapia do sono no centro de Seul, geralmente frequentada apenas por aqueles que tinham tempo e condições financeiras para se importar com o porquê não dormiam bem, interessados em como tratar paralisias e outros distúrbios do sono, sonâmbulos...

Ah, os sonâmbulos. Aquela era, definitivamente, a sua categoria favorita. Shinhye era fascinada pelo modo como as pessoas, ainda dormindo, levantavam de suas camas para fazer todos os tipos de coisas. Certa vez, tratou um paciente que saía todas as noites, sentava num bar, bebia meia garrafa de um uísque barato e voltava para casa como se nada tivesse acontecido, tudo isso dormindo. No dia seguinte, o homem acordava com uma bela de uma ressaca e um notável bafo de bebida alcóolica sem entender o porquê, até a Kim, ao longo de suas sessões terapêuticas, descobrir que se tratava de um caso de alcoolismos, digamos assim, enrustido. Filho de pais alcoólatras, o paciente se negava a colocar sequer uma única gota de bebida em sua boca quando estava acordado, mas não era exatamente isso que o seu subconsciente desejava. Custou-lhe mais de um ano de trabalho, contudo, Shinhye conseguiu ajudar o homem no fim das contas e livrá-lo daquela sina.

Assim, a Kim já estava habituada a tratar os mais peculiares e bizarros casos de sonambulismo, mas aquela era a sua primeira vez se deparando com um sonâmbulo ensanguentado no meio da rua, num beco justamente ao lado do seu apartamento. O quão surreal era tudo aquilo? Além disso, apesar de não saber o nome do rapaz, já tinha o visto antes e ele, bem, já tinha a encontrado em um estado nada favorável — chorando no meio da rua, mais especificamente. Talvez fosse o destino dos dois se encontrarem sempre em situações nada convencionais pelas ruas, mas aquilo não vinha ao caso no momento. Observando o rapaz dormindo profundamente no seu sofá, ela se perguntava o que diabos teria acontecido com ele.

Na verdade, quando eu digo que Kim Shinhye não era uma mulher convencional, vocês deveriam levar as minhas palavras ao pé da letra. Uma pessoa normal, no lugar dela, teria ligado para alguma autoridade ao encontrar um homem coberto de sangue e desacordado no meio da rua, mas a Kim? Ela tinha o levado para dentro do seu apartamento. Nada de polícia, bombeiros, ambulância... O que lhe soava mais certo em sua cabeça era acolher o desconhecido, limpá-lo, procurar por alguma ferida — afinal de contas, havia sangue por quase todo o seu corpo, em especial no seu tronco e braços — e, ao constatar que aquele sangue realmente não pertencia ao mesmo, simplesmente deitá-lo em seu sofá e esperar para que despertasse por conta própria. Ou seja, em suma, Shinhye tinha alguns bons parafusos soltos em sua cabeça e eu me sinto na obrigação de frisar que vocês, leitores, devem sempre manter isso em mente ao longo dessa história que, por si só, já não é nada convencional.

Quando Kim Namjoon — bem, ela não sabia o seu nome, mas nós já, então não iremos tratá-lo como um completo desconhecido — deu os primeiros sinais de que estava acordando, Shinhye apertou ainda mais a frigideira que tinha em mãos. Ah, sim, eu me esqueci desse detalhe. Apesar da curiosidade e do instinto de doutora do sono, a Kim não era completamente louca das ideias e, surpreendentemente, tinha consciência de que não fazia ideia de quem tinha colocado dentro de sua casa. Por isso, ela sacou mão daquilo que mais lhe parecia com um objeto de defesa dentro do seu apartamento: uma frigideira.

Não uma faca ou o taco de baseball esquecido em cima do seu guarda-roupas, mas sim uma frigideira.

Bem, voltando ao Namjoon, o mesmo sentia uma estranha pressão em sua cabeça e, por isso, demorou alguns segundos até que finalmente conseguisse abrir seus olhos. Já eram seis e tantas da manhã e, por isso, os raios de sol que entravam pela janela da sala não facilitavam muito na sua tarefa de manter-se acordado, mas ele era persistente o suficiente para conseguir fixar os olhos na posição de abertos. A primeira coisa que viu foi um teto tingido de marfim, o que estranhou.

— Yoongi-hyung! — chamou, ainda confuso e com a voz rouca de quem acabara de acordar, pelo amigo com quem dividia o apartamento num bairro mais afastado e barato do centro de Seul. — Você pintou o apartamento sem falar comigo?

Feito uma criança inocente, Namjoon ainda não tinha se dado conta da sua atual situação e, atualmente, do risco que corria diante da poderosa frigideira de Shinhye.

— Não, ele já era dessa cor quando eu o comprei. — a Kim lhe respondeu naturalmente.

Diante da voz feminina, Namjoon se esqueceu de toda a claridade da manhã e arregalou os olhos como se seus globos oculares fossem saltar do seu rosto a qualquer momento. Virou a cabeça lentamente para o lado e, quando finalmente se deparou com Shinhye, deu um pulo do sofá acompanhado de um berro assustado, o que também fez com que ela se assustasse. Namjoon caiu com um pé sobre o sofá e o outro no chão, ao passo que Shinhye saltou para cima da pequena e aveludada poltrona vermelha que decorava o canto da sala de estar.

— Quem é você?! — o atendente da cafeteria perguntou aos berros e, num ato impensado, ele inutilmente alcançou uma almofada e a posicionou diante de si, em sua defesa.

— Eu lhe tiro da rua e é isso que eu ganho em troca?! — ela exclamou de volta, com a frigideira erguida um pouco acima de sua cabeça. — Eu que deveria estar perguntando quem diabos é você!

Num estalo, Namjoon olhou ao seu redor e, percebendo que não estava no seu apartamento, desceu o pé que estava sobre o sofá e encolheu os ombros, em seguida devolvendo a almofada para o seu devido lugar. Teve que olhar para cima para poder encarar Shinhye, já que a mesma ainda estava em cima da poltrona. Viu a frigideira na mão dela, mas preferiu ignorar o objeto que não era o maior dos seus problemas naquele momento.

— Onde... — iniciou, agora parecendo um gato desconfiado. — nós estamos?

— Banpo-dong, Seul. No meu apartamento, mais especificamente. — Shinhye respondeu sem recuar. — Você se lembra de como chegou aqui?

— Banpo-dong? Do lado de Dongjak-dong? — o rapaz indagou ainda mais confuso e a Kim balançou a cabeça positivamente. — Não faço ideia, eu nunca estive aqui antes.

O que significava que, se Shinhye não contasse logo toda a história e lhe explicasse pelo menos o que sabia, eles continuariam naquele empasse de quem diabos é você.

— Você é sonâmbulo, não é? — ela perguntou logo de cara, o que o pegou desprevenido e o fez arregalar os olhos novamente, já imaginando o tamanho da besteira que deveria ter feito enquanto dormia. — Não se preocupe, eu sei disso porque sou especialista em sono. Meu nome é Kim Shinhye, muito prazer, se é que eu posso dizer isso...

Ainda confuso, Namjoon chegou a cogitar estender a mão para cumprimentá-la, mas achou melhor não correr o risco de levar uma frigideiradana mão. Curvou-se por um breve momento, um jeito mais seguro.

— Eu me chamo Kim Namjoon. — sim, se tratava de um par de Kim’s. — Você poderia me explicar o que aconteceu? Eu realmente não lembro de nada.

Shinhye suspirou e, ao invés de se perguntar se estava fazendo a coisa certa, bufou internamente sobre como aquela conversa provavelmente seria longa.

Mesmo que não exatamente pelo motivo certo, ela começou a se arrepender de ter levado o tal sonâmbulo para dentro de casa. Ainda assim, resolveu finalmente descer da poltrona e, lentamente, deixou a frigideira sobre a mesinha de centro. Ambos ficaram de pé, sabe-se lá o porquê.

— Bem, eu estava voltando para casa ontem à noite e encontrei você caído no chão no beco ao lado do meu prédio, todo ensanguentado. Você não respondeu quando eu o chamei, foi quando eu percebi que estava dormindo. — Shinhye começou a explicar, mas logo foi interrompida por um Namjoon em choque.

— Eu estava sangrando? — perguntou nervoso, olhando para o próprio corpo e procurando algum ferimento. — Onde?

— Na verdade, o sangue não era seu. — a Kim respondeu com um pouco de delicadeza, tentando não assustar o rapaz com o fato de que ele estava coberto com o sangue de outra pessoa. Bem, poderia ser sangue de algum animal também, ela não sabia. Talvez a coisa não fosse não ruim assim. — Eu precisava saber se você estava machucado, então tirei as suas roupas e o limpei. No fim das contas, não achei nenhum ferimento.

— Você... tirou as minhas roupas? — Namjoon perguntou enquanto sentia suas bochechas queimarem.

Sim, ela tinha o visto praticamente nu.

Quando Shinhye percebeu o que ele estava pensando, suas bochechas logo viraram um par te tomates também.

— Não! Quero dizer, eu tirei, mas não vi nada, eu juro. — ela se embolou com as próprias palavras. — Na verdade eu vi, porque precisava saber se você estava machucado, mas não prestei atenção...

Mentira.

— Bem, pelo menos eu não estou ferido. — o Kim concluiu, ainda meio desconfiado. — Mas, se as minhas roupas estavam sujas de sangue, então de quem é esse pijama?

Em algum momento daquela conversa bizarra, Namjoon tinha reparado que estava vestindo um pijama claramente um ou dois números menores que o seu manequim. A camisa e os shorts de flanela eram azuis e decorados por pequenas estrelas brancas, algo que o Kim obviamente não usaria no seu dia a dia.

— Ah, é do meu irmão. — ela respondeu. — Ele trabalha aqui perto e vez ou outra passa a noite aqui.

Também tinha o detalhe de que o Kim mais novo era policial, mas Shinhye não sabia se seria uma boa ideia citar aquilo naquele momento em específico, então preferiu se ater a uma resposta mais vaga.

E então, os dois permaneceram em silêncio. Namjoon fitou a mulher de escanteio e, só então, percebeu que se tratava da moça que tinha descoberto a traição do namorado no café onde ele trabalhava, no dia anterior. Pensou em comentar algo, contudo, além de se tratar de um assunto delicado, aquela também não era uma das maiores preocupações dele naquele momento. Pigarreou e a encarou, ambos nitidamente desconfortáveis com a situação.

— Então... — ele iniciou, sem jeito. — O que nós fazemos agora?

***

Shinhye ainda estava levemente desnorteada com tudo o que tinha acontecido naquela manhã, contudo, não tinha tempo para ficar parada e refletindo sobre o que diabos estava acontecendo. O que já tinha acontecido era passado, mas, ainda assim, ela precisava descobrir que passado tinha sido esse. Que tipo de pessoa era Kim Namjoon? O atendente de cafeteria atencioso que fez questão de lhe devolver a sua bolsa em um momento difícil, ou um sonâmbulo louco que, por algum motivo ainda desconhecido, estava jogado no meio da rua coberto de um sangue que não era o seu?

Afinal, de quem era todo aquele sangue?

Ela poderia se manter otimista e pensar que era sangue de algum animal — o que era menos bizarro, mas não totalmente. Talvez Namjoon fosse um sonâmbulo caçador, talvez tivesse atropelado algum animalzinho de rua enquanto dormia... Não importava qual teoria formulasse em sua mente, tudo aquilo lhe parecia simples demais. Aquela história tinha um cheiro estranho e a Kim, ao invés de correr na direção oposta, estava mergulhando de cabeça e olhos fechados na mesma. Por que, você me pergunta e eu lhe respondo: nem a própria sabia ao certo. A única coisa da qual tinha certeza era de que algo em Kim Namjoon estava extremamente errado, o suficiente para prender a sua atenção. Ah, também acreditava que não se tratava de uma mera coincidência o fato de ela e justamente ela ter encontrado o Kim na noite passada. Não era exatamente uma devota do destino, contudo, se Namjoon tinha aparecido em seu caminho de tal maneira incomum, deveria existir um motivo.

E,bem,descobrirmotivoseraasuaespecialidade.

Para os curiosos de plantão, quando Namjoon lhe perguntou naquela manhã o que deveriam fazer em seguida, eis a resposta da Kim breve e direta: você, nada. Na verdade, era o que costumava dizer para os seus pacientes e, bem, o Kim meio que havia se tornado um deles depois de tudo. Quanto menos fizessem, mais facilitariam o seu trabalho. Quando um paciente tenta se forçar a entender o que está acontecendo consigo mesmo, isso costuma perturbá-lo ainda mais e, consequentemente, atrapalha e muito o trabalho da terapeuta. Por isso, os dois trocaram telefones e, como sabiam onde encontrar um ao outro, preferiram se separar naquela manhã e tentarem seguir com suas rotinas normalmente. No caso, Namjoon que tentasse fazer isso com a sua, pois a de Shinhye a partir daquele dia se resumiria a descobrir o que diabos havia de errado com o Kim.

Quando colocou o primeiro pé na clínica, a Kim sentiu seu celular vibrar no bolso lateral de sua calça de alfaiataria cor de caramelo. Parou onde estava, logo após a imponente porta de vidro da entrada, pescou o aparelho do bolso e se deparou com o nome do irmão mais novo aceso em sua tela.

Kim Taehyung

Chamando

— Quem diabos morreu para você estar me ligando e ainda mais a essa hora da manhã? — ela atendeu com meia ponta de brincadeira, porém outra meia de verdade.

Depois que tinha sido promovido a oficial de polícia de Seul e começado a trabalhar basicamente nas ruas o dia inteiro, Taehyung não tinha tempo sequer para dormir direito, quem dirá tirar alguns minutos do seu dia para procurar a sua única irmã. Por isso, ela já esperava por alguma bomba quando via o nome do mais novo piscar em seu ecrã.

— Exatamente, noona! — Taehyung exclamou do outro lado da linha quase a ensurdecendo. — Eu acabei de começar o meu plantão e sabe qual foi a primeira coisa que eu fiquei sabendo? Que alguém morreu na sua porta!

Shinhye bufou, se perguntando como diabos uma corporação tinha aceitado um policial dramático como o seu irmão. Não que ele estivesse errado em estar preocupado com ela, afinal, alguém realmente tinha morrido na frente do seu prédio, mas ele falava como se tivessem encontrado um corpo dentro do seu apartamento.

— Ninguém morreu na minha porta. — ela rebateu. — Eu moro no sexto andar, não no saguão do prédio.

A propósito, tinha sido uma verdadeira missão impossível subir com Kim Namjoon à tira colo até o seu apartamento sem que ninguém os visse. Por sorte, o porteiro estava ocupado demais em xeretar o porquê de haver tantas sirenes em frente ao seu local de trabalho, então ela conseguiu passar pelo saguão sem ser vista. Depois, foi apenas uma questão de sorte que ninguém tivesse entrado no elevado e flagrado a seguinte cena: Kim Shinhye levando para o seu apartamento, mais especificamente carregando em seu lombo, um homem desacordado e todo manchado de sangue.

Bem, às vezes o santo protetor das desmioladas servia para alguma coisa.

— Você entendeu o que eu quis dizer. — o Kim mais novo resmungou. — Você está bem? Viu alguma coisa?

— Sim, estou bem. — respondeu. — E desculpe desapontá-lo em sua busca por uma testemunha, mas eu não estava em casa quando tudo aconteceu. Quando cheguei, a polícia já tinha cercado o local e eu nem consegui ver nada.

Não que ela quisesse ter visto alguma coisa, obviamente, mas sabia que Taehyung só ficaria completamente tranquilo se tivesse certeza de que ela não tinha presenciado nada do ocorrido. O Kim costumava agir como um irmão mais velho de vez em quando, o que só era bem visto aos olhos da irmã de acordo com o seu humor no dia.

E, bem, naquele momento o seu humor não era lá dos melhores.

— O Jungkook também não estava em casa? — o outro perguntou e, naquele momento, Shinhye sentiu sua saliva azedar em sua boca.

— Jeon Jungkook não pisa nunca mais naquele apartamento. — afirmou quase cuspindo as palavras. — Mas depois eu conto essa história.

Dito isso, Taehyung apenas permaneceu em silêncio. Na verdade, ele não escondia de ninguém que nunca fora com a cara do Jeon, que era dois anos mais novo do que ele e mesmo assim tratava o Kim como se fossem amigos de longa data, então se alguém lhe perguntasse, ele não negaria que estava satisfeito com a aparente separação dos dois. Contudo, dependendo do que Jungkook tivesse aprontado, o Kim seria obrigado a procurá-lo para conversarem um pouco — e era justamente na tentativa de evitar que isso acontecesse que Shinhye não pretendia lhe contar nada. Depois de um par de segundos comemorando silenciosamente a notícia, Taehyung retomou sua fala.

— Sabe, a vítima era um homem e estava sem documentos, mas o pessoal da investigação conseguiu identificá-lo porque ele tinha uma passagem pela polícia da época que era adolescente. — comentou. — Aparentemente, ele se envolveu em uma briga com mais três colegas de escola, mas nunca conseguiram provar nada e deixaram o caso por isso mesmo.

— E por que você está me contando isso, Taehyung–ah? — Shinhye indagou acusadoramente, pois já conhecia o irmão bem o suficiente para saber onde ele estava querendo chegar e, também, enrolando para que não chegasse muito cedo. — Por acaso... eu o conhecia?

— Na verdade... — o mais novo iniciou, receoso. — Ele morava no mesmo prédio que você, noona. Seu nome era Kim Seokjin.

— Kim Seokjin? O advogado do quarto andar? — Shinhye perguntou completamente pega de surpresa.

Na verdade, ela não era exatamente próxima de Seokjin e não sabia muito sobre o mesmo, mas vez ou outra esbarrava com o vizinho pelo prédio. Ele era um homem sério e estava sempre vestido com algum terno elegante, mas costumava abrir um sorriso simpático quando se encontravam no elevador ou no saguão do prédio. Certa vez, ele chegou a comentar que talvez fosse procurá-la em sua clínica por estar roncando demais enquanto dormia, mas acabou não aparecendo de fato.

E, aparentemente, nãoaparecia nuncamais.

— Eu sinto muito, noona. — Taehyung comentou num tom cabisbaixo.

— Bem, nós não éramos muito próximos, mas ainda assim é uma notícia difícil de ser digerida. — a mais velha mencionou, ainda espantada com a notícia. — Vocês já sabem o que aconteceu?

— Não muito bem. Estamos trabalhando com duas hipóteses: latrocínio ou um assassinato disfarçado de um. — o Kim respondeu. — De um jeito ou de outro, a polícia já conseguiu afirmar que ele foi morto por um outro homem.

— Outro homem? — Shinhye indagou com a voz falha e, inevitavelmente, logo a imagem de um certo sonâmbulo lhe veio à mente.

— É o que dizem a força e o ângulo das facadas desferidas no abdômen da vítima. O estranho é que a pessoa que fez isso, pelo certo, deveria ter saído da cena do crime coberta de sangue... Mas ninguém que estava por ali naquele momento viu um homem nessas condições.

Bem, não exatamente ninguém. Finalmente se dando conta do que podia ter feito, Shinhye sentiu as mãos trêmulas fraquejarem e quase deixarem seu celular cair direto no chão. Prendeu a respiração e, assustada, não soube o que dizer.

Afinal, ela poderia ter levado o possível assassino do seu vizinho para dentro do seu apartamento.

Notas finais
E então, o que acharam? Muita coisa pra processar, já espero altos comentários revoltados KKKKKKKK. É Taehyung policial, Jin assassinado e Namjoon... o assassino? Vocês que lutem com essa novela mexicana. Até breve ♥