Notas iniciais
Olá meus amores, como estão??? Olhaa eu aquiiii ♪ Olhaa eu aqui ♪ Hihihihi Genteeeem aqui vai mais um capítulo cheinho de carinho e surpresas para vocês ♥ Espero do fundo coração que gostem, e obrigada de verdade amores, pelo amor que colocam nos comentários e favoritos, que lindo lindo lindo ♥ ♥ ♥ Beijinhos e beijinhos ♥

Só quando cheguei no quarto que lembrei de olhar meu celular para checar as mensagens, era surreal como eu esquecia das coisas quando estava ao lado dele.

Vi uma chamada perdida da mamãe, e uma mensagem dela dizendo que precisávamos conversar... Pois é, minha suspeita se confirmou, ela estava estranha e eu estava prestes a descobrir o que era.

Como ia embora no dia seguinte, respondi que conversávamos depois, pluguei o celular no carregador, e voei pro banho quente, sonhando com aquele dia incrível.

Sai do banho e admirei meu reflexo no espelho embaçado, era assim que minha vida amorosa se encontrava naquele momento, era assim que o Cebola me conhecia, totalmente desfocada, sem sequer perceber uma lágrima escorreu e se juntou a toalha que enrolava meu corpo, limpei com uma das mãos a outra lágrima que insistiu em cair logo em seguida. Eu sabia o que tinha que fazer, mas o medo me impedia de tomar qualquer decisão naquele momento.

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Acordei melancólica no dia seguinte, embalada pelo choro da noite anterior que me custou a madrugada acordada. Era dia de ir embora, e consequentemente deixar meu pai e o Cebola para trás, o que tornava tudo ainda mais difícil.

Tentei ao máximo não demonstrar meu mau humor durante a manhã, arrumei minhas coisas meio calada, dei um beijão no Monicão, me despedi do Titi a nossa maneira e entrei no carro com meu fone de ouvido. Voltamos o caminho quase todo em silencio, meu pai parecia estranho, também não puxou assunto, muito menos me perguntou o que tinha achado de toda a viagem o que era até preocupante pois ele sempre me perguntava. Pos alguns segundo imaginei se teria a ver com a mensagem da mamãe. Será que eles tinham descoberto tudo?

Respirei fundo pensando em quão louca eu estava para achar que tinha alguma chance deles descobrirem que não fosse pela boca do Titi, mas logo descartei essa possibilidade, porque caso isso tivesse acontecido, meu irmão já teria me matado, então não havia com o que me preocupar. Não nesse sentido.

Chegamos em casa e meu pai se despediu sem ao menos descer do carro, foi embora, sem deixar recados para mamãe, ou sequer pedir para eu chama-lá o que aumentava o grau da minha curiosidade que envolvia todo esse mistério.

Entrei em casa decidida a descobrir o que estava acontecendo, mas nem precisei caçar o assunto, ele veio até mim no momento em que adentrei a sala.

— Filha, que saudade – Minha mãe me abraçou assim que me viu.

— Oi Mami, está tudo bem? – Perguntei retribuindo o abraço receosa – Também estou com muita saudade.

— Tudo filha, senta aqui, me conta como foi com a vovó? Eles estão bem? – Ela perguntou me levando até o sofá para sentarmos.

— Eles estão ótimos, mãe, foi muito legal, até o Titi estava menos insuportável, comi muito lá – Respondi fazendo com que nos duas ríssemos instantaneamente.

— Que bom filha, como sempre né? Sua avó me lotava de coisas para comer também, saudade daquele tempo! E trouxe o queijinho? – Ela perguntou sorrindo, sabia que sempre que eu ia para lá trazia o melhor queijo que existia.

— Sim, claro, e doce de leite também – Respondi indo até a bolsa e tirando uma malinha térmica de lá.

— Ótimo – Ela respondeu apreensiva.

— Mãe, o que está acontecendo? Porque você está impaciente desde quando sai para viajar?! – Perguntei me sentando novamente no sofá.

— ... – Ela emudeceu.

— Porque se for ciúme, você sabe que não tem nada a ver – A cortei assimq eu ela abriu a boca.

— Não, não é ciúme – Ela falou calmamente.

— Ah bom... Então o que é? – Perguntei estralando os dedos – Porque o papai também está super estranho, não deu um pio a viagem toda, ao menos desceu pra te ver, vocês brigaram de novo? Não, já sei, você arranjou um namorado?

— Não Monica, você sabe que na minha área de trabalho tem oportunidades que não podemos perder não é? – Ela me perguntou segurando minhas mãos, senti com um susto que estava fria e suada, sinal de ansiedade ou nervosismo.

— Hum...

— Então, recebi uma proposta, e claro não aceitei de cara, queria conversar com vocês antes, já falei com seu pai e o Titi... – Ela continuou apreensiva.

— Ah, os dois já sabiam, como sempre eu fico por último – Comentei surpresa.

— Sim, queria te contar pessoalmente então pedi para não te falarem nada, me convidaram para cobrir todos os eventos da Fashion W. ano que vem, e eles acontecerão em Paris – Ela contou rápido como se isso lhe desse mais coragem.

— Que? – Perguntei tentando digerir rapidamente toda a informação passada.

— Um ano de milhares de eventos da Fashion W., todos em Paris, a empresa selecionou dois assessores para fazerem todas as coberturas, e um deles sou eu. É uma ótima oportunidade, o salário triplica e a vivencia com o inglês ajuda muito para aperfeiçoar o idioma, mas tem que morar lá por um ano – Ela explicou mais calma.

— Tá, ok! Perai, mãe, isso é maravilhoso, você não pode perder essa oportunidade – Respondi antes mesmo de pensar – Mas em contra partida como vou morar sozinha aqui? Quer dizer, você não quer que eu vá junto né? Não que eu não queira, Paris é lindo, claro que eu gostaria, mas tenho uma vida toda aqui.

— Calma, respira! Então, essa é a parte que eu peço pra você não surtar filha, conversei com o seu pai e achamos melhor você ir morar com ele nesse tempo – Ela contou apertando minhas mãos.

Rapidamente as puxei para mim e me levantei em pânico, passei exatamente tudo que mudaria com esse acontecimento na cabeça, o colégio, o voley, a Magali, minha mãe, minha casa, o risco com o Cebola, cocei a cabeça pensando até que ponto seria egoísmo meu pedir para ela não ir.

— Mãe, mas e todas minhas coisas? O Colégio, é o último ano, lembra o quanto suamos para eu entrar lá?! Sou titular no time de voley, treinei esse final de ano inteiro para o campeonato do ano que vem, e tem a Maga como vou ficar um ano longe dela? E nossa casa? Eu gosto daqui, do meu quarto – Tagarelei andando de um lado para o outro – Não posso ficar morando com a Cilene?

— Filha, você só tem 17 anos, não posso deixar você morando sozinha, a Cilene tem família também, não pode morar aqui pra cuidar de você, além do mais lá no bairro do seu pai tem colégios ótimos, inclusive uma filial do seu, e a Magali quando vocês quiserem se ver, pode ir te visitar, é um ano só e não toda a vida – Ela concluiu. – Você tem amigos em São Paulo também.

— Você quer muito isso né? – Perguntei sentando novamente, tentando me acalmar.

— Quero filha, mas se você me afirmar que não se sente bem com isso, eu não vou – Ela respondeu sorridente.

— Não seria capaz disso mãe, sei o quanto é importante pra você, seria egoísmo meu pedir pra ficar, vai ser difícil, mas passa rapidinho, promete que traz várias coisas pra mim de lá? – Tentei anima-lá, sabia o quanto aquilo alavancaria sua carreira. – Mostra minha foto para os agenciadores, vai que eles gostam e me chamam pra desfilar.

— Prometo que farei isso – Ela riu me abraçando — Obrigada por entender filha, te amo.

— Também te amo mã, agora me fala, quando você vai? – Questionei tentando não desanimar.

— Em janeiro, enquanto isso, vou resolver todos os tramites de transferência do seu colégio, do meu visto e do passaporte – Concluiu se levantando.

— Fico orgulhosa de você mami, sei o quanto luta para nos manter aqui, me manter no melhor colégio, sou muito grata por isso – Comentei seguindo para subir a escada.

— Você merece filha, e tudo isso que estou fazendo é por você e pelo seu irmão, com o dinheiro posso até mesmo ajudar na faculdade, em um curso, te ajudar a tirar a carta.

— Eu sei mami, não se preocupa, te esperarei cheia de saudade – Respondi entrando no corredor de cima.

Fui para o meu quarto e me joguei na cama, um nó apertou na minha garganta e a vontade de chorar invadiu como fogo, claro que eu amava meu pai, e morar em São Paulo não seria de todo ruim, mas deixar minha vida aqui de repente para trás seria doloroso. Sei que eu não teria escolha, por um ano ainda era menor de idade e por um ano minha mãe estaria fora e eu sob os cuidados do meu pai, então o que restava era começar a arrumar tudo que queria levar, afinal Dezembro já estava chegando ao fim.

Peguei o celular e liguei para a Magali, disquei com o coração na mão, sabia que seria difícil dar a noticia, assim que ouvi a voz dela atender animada, respirei fundo, aquela seria apenas a primeira de muitas conversas tristes que eu teria no decorrer do mês.

Notas finais
Bom pessoal, espero que tenham gostado ♥ ♥ ♥ Simmm, quem chutou que a mudança da sinopse era o que aconteceria, acertou em cheio! Como será que a Mo vai lidar com essa mudança??!!! Se puderem deixem seus comentários, são super bem vindos, e lidos com muito carinho ♥ Beijãooo e até o próximo capítulo ♥