Notas iniciais
Olááá meus amores, tudo bem? Aqui vai mais um capítulo cheinho de amor, espero que gostem ♥ Obrigadaaaa por todo carinho de verdade pessoal, vocês são incríveis *---* ♥ Espero que gostem ♥

— Cebola eu não paguei, quanto ficou? – Perguntei observando o tanto de coisas que tínhamos pedido.

— Não ficou nada, essa foi em homenagem aos velhos tempos – Ele respondeu saindo do local.

Balancei a cabeça dando risada, e o segui para fora, não sabia até onde seria uma boa ideia pegar carona com ele, mas tinha que confessar que estava ansiosa para chegar em casa o mais rápido possível, e que a companhia dele havia sido agradabilíssima, não tinha do que reclamar.

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— Vamos? – Ele perguntou já sentado em seu lugar, com a porta do lado do carona entre aberta.

— Acho que sim – Respondi, um pouco receosa olhando para os lados.

— Eu não mordo não, vamos Mo, já são quase meia noite e eu sei que já está com sono, seus olhos estão pequenininhos – Ele encostou no banco tamborilando no volante.

— Ok, ok vamos – Concordei sentando ao seu lado.

Seguimos quase o caminho inteiro em silencio, a única voz que podia ser escutada era a do GPS dele indicando o caminho da minha casa. Parecia que toda a coragem e conversa de antes no PUB, havia ficado lá. Por vezes nos encaramos durantes alguns segundos, mas rapidamente virávamos a direção dos olhos, olhando para o outro lado.

Era estranho depois de tanto tempo andarmos novamente juntos em um carro, uma nostalgia perambulou pelo ar quando o vi dirigindo exatamente do mesmo jeito que antigamente, com as mesmas manias que eu tanto gostei um dia, ainda escutava a mesma rádio bem baixinho, acompanhando a música com suas batidas e ajeitava o cabelo toda vez que o farol fechava.

Nossos perfumes se fundiam no ar e eu sinceramente não conseguia diferenciar qual era o melhor. Ainda estava com frio, o cair da noite abaixou a temperatura bruscamente, o calafrio da roupa molhada voltou sorrateiramente e eu desejei ainda com mais força, nunca tirar aquele casaco.

Coloquei o cabelo para trás da orelha, olhando pela janela as gotas escorrerem para o final do vidro, alguns casais animados se encontravam encolhidos sob os lugares cobertos, ou sentados em mesinhas dos bares, aos sorrisos e risadas.
Observei quieta cada um deles, buscando na memória qual a última vez que havia feito aquilo com o DC, e lembrando mesmo sob protestos de todas as vezes que fiz com o Cebola.

Era um pensamento inevitável, que eu fiz questão de espantar rapidamente, e desviar totalmente a atenção assim que a voz dele cortou o ar pela primeira vez me indicando com um sorriso onde era sua nova casa.

Para falar a verdade os dois únicos momentos em que falamos, foram esse no qual passamos em frente a sua casa e quando chegamos na minha.

— Está entregue – Ele estacionou em frente ao meu prédio.

— Ah... Obrigada Cebola, eu... Obrigada! Vou lavar seu casaco, depois te devolvo. – Me embaralhei dando um beijo em sua bochecha.

— Sem problemas, ficou mais bonito em você do que em mim, foi um prazer a noite de hoje – Ele concluiu piscando, dando partida no carro e sumindo de vista.

Olhei para baixo analisando o tamanho daquela blusa em mim, seu comprimento ia até o meu joelho, e as grandes mangas ultrapassavam meus pulsos, me deixando aconchegante. Senti uma ternura ao me analisar daquele jeito.

Entrei no prédio sorrindo, chamei o elevador e esperei por aproximadamente cinco minutos até ele chegar, estava exausta, naquele momento a minha bolsa parecia ter o dobro do peso.

Abri a porta o mais silenciosamente possível, acendi a luz do corredor para conseguir caminhar até o quarto, e com um susto vi a TV ligada e dois rostinhos me olhando por cima do sofá.

Arregalei os olhos para a Magali e o Cascão que me observavam atenciosos.

— Ah... Oi casal feliz, vou tomar um banho, fui! – Tentei sair, mas a Magali me fez voltar.

— Opa opa, por que está toda molhada hein, por onde andou dona sumida? – Ela perguntou curiosa.

— Peguei chuva na rua, o mundo estava parado eu não tive como vir de taxi – Respondi rapidamente forçando um sorriso amigável, torcendo muito para que ela entendesse nas entrelinhas que eu não queria ter aquela conversa naquele momento.

— Hum, podia ter nos ligado Mo, iriamos te buscar quando melhorasse o transito – Cascão falou analisando minha roupa desconfiado – Não precisava ter vindo a pé.

— Ah não, eu não vim a pé – Contei desejando correr para me trocar, eu tinha certeza que ele reconheceria aquela blusa.

— Eu conheço esse casaco – Ele comentou franzindo o rosto me fazendo lamentar por ter parado para conversar na sala.

— Deve estar confundindo – Cortei a conversa imediatamente.

— Não veio a pé? – A Magali questionou pegando uma toalha na área de serviço e me entregando.

— Obrigada ami – Respondi enxugando meus pés, que estavam úmidos por dentro do salto – Eu peguei uma carona.

— Ah, lembrei de onde conheço essa blusa – Ele deu um pulo do sofá, se colocando a minha frente assustado.

— De onde? – Magali questionou olhando curiosa.

— É do Cebola – Eu contei de uma vez por todas – Ele me deu carona e eu estava com frio, ele só foi gentil.

Os dois permaneceram em silencio se entre olhando, como se buscassem palavras para falarem algo.

— Que que tem? Ele é meu amigo, nos encontramos por acaso, da licença que vou para o meu banho – Virei as costas caminhando decidida para o meu quarto.

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Não demorei muito para deitar, estava totalmente cansada e como não queria pensar em exatamente nada que havia acontecido naquele dia, nem na conversa de instantes atrás, peguei no sono quase que instantaneamente.

O relógio marcava sete da manhã quando acordei assustada, com uma voz que eu conhecia muito bem em meu ouvido.

— Oi amor — Ouvi o Mauricio me chamando.

— DC? – Abri os olhos calmamente, ainda embargada pelo sono.

— Mo, acorda linda, temos um montão de coisas para fazer, inclusive entregar agora pela manhã a lista de músicas para o DJ já ir mixando e montando nossa playlist, estamos atrasados – Ele depositou um beijinho na minha testa.

— A lista de musicas!!! – Levantei de um salto com o coração disparado – Esqueci!

— Como assim esqueceu? – Ele perguntou claramente chateado.

— Eu... Eu sai tarde, cheguei tarde, muito cansada não consegui – Tentei justificar, mas ele atrapalhou.

— Mas não eram nem oito horas quando me avisou que estava vindo embora – Ele comentou encafifado. – Você se comprometeu a fazer.

— Eu sei... É que me atrasei, peguei transito... A cidade estava parada – Tratei de explicar.

— Ok, vou tentar ligar para ele, pedir mais uns dias – Ele aceitou um tanto cabisbaixo – Venho te sentindo um pouco estranha Mo, está acontecendo alguma coisa? Você andava tão empolgada com tudo.

— Eu sei amor, desculpa mesmo! Acho que ando com saudades da minha mãe, eu queria que ela estivesse aqui, ajudando talvez com tudo isso sabe? – Me redimi, lhe dando um beijinho.

— Eu imagino que seja difícil princesa, mas eu estou aqui para te ajudar no que for preciso e não vale fazer esse bico, que eu não resisto – Ele sorriu, se aproximando e retribuindo o beijo. – Como anda seu novo livro em meio a tudo isso?

— Obrigada! Você é um amor – Lhe dei mais beijos — Anda até que bem, quer dar uma olhada? – Perguntei tirando alguns rascunhos de dentro da minha bolsa.

— Quero sim – Ele respondeu, pegando os papeis sorridente.

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POV Cebola

Cheguei em casa ainda com o perfume dela em mente, desci do carro correndo direto para dentro devido ao frio, olhei no relógio se aproximava da uma da manhã.

Tomei um banho demorado, deitei na cama e peguei meu celular para responder algumas mensagens, reparei em duas ligações perdidas da Amanda, mas as apaguei da tela imediatamente, continuando a digitar coisas sem parar para os meus amigos.

Quando finalmente soltei o aparelho, apoiei os braços acima da minha cabeça um pouco dolorido e permiti que meu pensamento vagasse por onde ele quisesse. Era um pouco esperado e eu tinha certeza que ele iria exatamente para alguns anos atrás, quando mesmo difícil, tudo era um pouco mais fácil a respeito da Mel que atualmente.

Nunca achei que nos encontraríamos tanto tempo depois, em situações totalmente opostas e conseguiria ser ainda mais complicado que antigamente, quando aquilo parecia difícil de lidar, mal eu sabia que um dia receberia a notícia que ela estava noiva e muito menos que isso mexeria de alguma forma comigo.

Era realmente crítico assumir para mim o que vinha sentindo, mas eu sabia que toda aquela aflição na boca do estomago, não era devido as brigas frequentes que andava tendo com a Amanda.

Não sabia como, mas nossos caminhos viviam se cruzando, e isso foi suficiente para eu começar a tirar todo o curativo de cima daquele sentimento guardado. E eu sabia que isso era errado, muito mais do que eu gostaria que fosse, ela estava noiva, eu namorava, mas parecia que quando estávamos juntos, nada daquilo importava.

Nem para mim, nem para ela.

Notas finais
Bom pessoal, espero que tenham gostado ♥ ♥ ♥ Se puderem deixem seus comentários, são super bem vindos, e lidos com muito carinho ♥ Beijãooo e até o próximo capítulo ♥