O professor permaneceu calado durante a ida ate sua casa, ele parou de frente a uma bela casa no meio do mato, a casa era toda de vidro com alguns detalhes de madeira que parecia amarela, dentro da casa havia um sofá vermelho e um piano imenso o maior que já vi, quer dizer eu só via piano na TV, havia escada feita de vidro também,uma parede cheia de obras de artes, e uma lareira de frente ao sofá vermelha, a cima da lareira havia um quadro muito antigo, o chão era estranha parecia de madeira e as vezes não, subindo as escadas havia um quarto cheio de livros, outro com uma bela cama de casal, outro com uma imensa janela de vidro que batia ate o chão, uma cama de solteiro, uma TV, livros e filmes em uma estante esse era com certeza meu quarto, a cozinha tinha um balcão cinza e bancos, as panelas iam das cores vermelha ao preto todas bem arrumadas, o fogão era limpo, era tudo arrumado para casa de um homem, me ousei em perguntar:
–O senhor é casado?
Ele me olhou e suspirou.
–Eu era!
–O que aconteceu?-pergunto curiosa.
–Ela morreu a muito tempo atras com uma doença!-ele olha para baixo-Estava gravida!
–Sinto muito, professor!-digo arrependida da pergunta.
–Tudo bem!-ele fica tão tranquilo quando fala sobre esse assunto, acho que não o abala, mais uma coisa que temos em comum.
–Gostou do seu quarto?-Ele pergunta sorrindo.
–È maravilhoso,obrigado!-digo agradecida.
Ele sorri e balança a cabeça, parece ser uma boa pessoa, acho que vamos nos dar bem.
A noite chega com uma chuva forte de açoite, me deito na cama olhando a agua cair abundantemente pelo vidro, eu queria ser como a chuva e cair sem dor em qualquer lugar, o professor interrompe meus pensamentos batendo na porta ele diz:
–Esta com fome?
–Sim!-digo baixo.
–Fiz Waffles, estão uma delicia!-Ele diz fazendo uma careta. Waffles?a noite? Ele desce as escadas primeiro, eu logo em seguida, vamos ate a cozinha e ele coloca Waffles no meu prato, ele não colocou waffles para ele e nem arrumou o prato dele, então pergunto:
–Você não vai comer?
–Não, vou tomar suco!
Tomar suco? Ele tira um suco vermelho de dentro da geladeira, fecho meus olhos e me lembro do sangue nas minhas mãos, abro novamente os olhos e olho para aquele jarro, um suco? Da cor de sangue?
–De que é esse suco?-pergunto sem pensar.
–Tomate!-ele responde estranho.
Um homem que diz ser comum tomando suco de tomate? E onde ele encontrou tomates tão vermelhos?
Comi meus waffles rapidamente e fui para o quarto, dei boa noite para o professor e deitei como uma criança na cama que eu posso chamar de minha agora, dormi rapidamente.
Fale com o autor