Meu professor é um vampiro.
17 Capitulo 15
O professor me agarrou pelo braço e me jogou no sofá, Sthefanny correu para a cozinha pegou um saco e jogou três maçãs, três goiabas, três peras, Kate correu la para cima, O professor parecia estressado e gritou:
–Como esse diabo de vidro veio parar aqui?
Ninguem respondeu sua pergunta, Kate veio de la de cima com minhas roupas dentro de uma bolsa, o professor pegou a chave do carro e voltou a me esticar pelo braço.
–Você come muito?-Sthefanny perguntou.
neguei com a cabeça e gritei para o professor:
–Me solta, eu sinto dor sabia?
Ele largou meu braço, estava com a marca da sua mão, tão bruto.
Entramos todos no carro, e o professor começou a dirigir.
–Tenho que avisar a Luke!-Gritei pegando o celular de Kate.
–Não é tempo de avisar a seu amiguinho cachorro!-o professor gritou de volta para mim.
Liguei para Luke varias vezes e ele não atendeu, o professor pega uma estrada diferente limpa, vazia, sem nenhum carro. continuei a ligar para Luke, ele não atendia, mas justo agora ele tem que sumir?
Sthefanny parece nervosa, estressada e brava. Suas pupilas estão dilatas e ela fica fazendo um barulho como se tirasse algo da garganta.
–Você esta bem?-O professor pergunta.
–Sim, sim!-Ela responde-Eu estou!
Ele concorda com a cabeça e olha para mim do retrovisor do centro do carro, seus olhos azuis estão fixos em mim e eu estou fixa nele, é como uma hipnose, é como se seus olhos penetrassem na minha alma e conhecesse cada parte de mim, cada sentimento, Sthefanny passa para o banco do passageiro, fazendo o professor olhar de volta para a estrada.
–Conseguiu ligar para Luke?-Kate pergunta.
–Não!-Digo gaguejando.
O professor atravessa a fronteira da cidade, ele me olha de vez em quando pelo retrovisor, mas não encara. Kate dormiu com a cabeça na janela, Sthefanny passa a mão esquerda no braço do professor e depois na perna, ele tira a mão do volante e empurra a mão dela.
Fico olhando do vidro a paisagem, uma placa enorme aparece dizendo:
''Bem vindo a Stone Hill, população 600 habitantes"
Me dei conta que já esta bem tarde, pego celular de Kate e olho para o relógio, são "02:00" horas da madrugada, passou tão rápido, olho para meu braço que rasgou e me surpreendo: ESTA CURADO. Não a nenhuma cicatriz, esta curado como se nada tivesse acontecido.
Sthefanny esta olhando para a paisagem la fora, ela parece vazia, sem sentimentos. Fico olhando para o professor e ele se sente incomodado.
–Para onde vamos?-pergunto.
–Vamos para o final desta cidade!-Ele disse-Tenho uma casa aqui, não conseguiu falar com seu amigo?
–Não!-Respondi triste-Estou preocupada!
–Você gosta dele?-ele me pergunta.
–Sim!-respondo-Muito!
Ele balança a cabeça, e olha para frente.
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atravessamos a cidade e paramos em uma casa pequena, um chalé. Kate acorda e todos nos saímos do quarto, entramos. é bem bonito e confortável, tem uma TV, um sofá cor de creme combinando com a cor das paredes, uma estante cheia de livros e um corredor que leva para três quartos, a cozinha é bem pequena, tudo bem arrumado em seu devido lugar, na cozinha tem uma porta que leva para o quintal, vou ate la e sento em uma pedra que esta no chão, fico olhando para o céu pensando:
''Eu tenho tanto medo, medo de tudo da errado, de tudo mudar, mas não é isso que esta me deixando perturbada, mas sim o que eu estou sentindo no coração, algo estranho e diferente que eu nunca sentir antes, aqueles olhos azuis do professor vasculhando a minha alma, a sua pele fria, meu Deus o que eu estou pensando? não pode ser, o que acho que é, deve ser apenas algo da minha cabeça..."
Alguém interrompe meus pensamentos tocando no meu ombro, pele fria, olho para trás, é o professor ele diz:
–Posso fazer companhia? quero conversar!
–Claro!-Respondo.
–Eu não quero que me chame mais de professor, me incomoda-Ele sorrir- Sinto muito, pela vida bagunçada!
–Tudo bem!-Digo sem encarar.
–Sabe, eu estava pensando se, não sei, talvez pudêssemos ser mais, sei la-Ele gagueja.
–Esta parecendo um adolescente tentando chamar uma garota para sair!-Eu digo rindo pelo canto da boca.
–Eu não levo jeito para essas coisas-Ele se abaixa do meu lado e eu olho para ele, cara a cara, olho no olho, nariz na mesma direção do meu, e boca também.
–Eu não sei se é certo!-Ele diz.
–Eu também não!-Coloco a mão no rosto dele e o beijo como se nada estivesse acontecendo, como se todos os problemas estivessem desaparecido.
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