Meu paquera em Hogwarts
13 Problemas no paraíso
Notas iniciais

❤ achei esse gif muito bonito, então resolvi colocá-lo aqui ❤
Pov Lynn
E agora? O que eu faço?
Eu estava mesmo evitando o Castiel?
Sim... Eu estava.
É fato que nessa semana que se passou, eu sempre estava fugindo. Nos corredores, eu me escondia e esperava o Castiel passar. Depois das aulas, eu imediatamente saía correndo da sala...
Eu tinha muita vergonha de encarar o garoto que havia me beijado!
Mas eu tinha de falar alguma coisa, nem que fosse a última coisa que eu fizesse!
– O-oi – respondi, com muita dificuldade. Só de olhar para ele eu já ficava corada. – E-e-eu... n-não é o que vo-você pensa... – eu já estava muito vermelha. – E-eu tenho que...
É como se o vislumbre de um sorriso tivesse passado pelo rosto dele, em questão de milissegundos.
Castiel olhou para o alto e balançou a cabeça.
– Tudo bem, eu vou te deixar sozinha. Com licença – ele foi direto e educado ao mesmo tempo. O que será que ele estava pensando?
Querer entender a cabeça do Castiel é como tentar montar um quebra cabeça de 1000 pecinhas, as quais não tem nenhum encaixe umas com as outras. Ele se virou, jogou o cabelo para trás (isso mexeu um pouco comigo, eu admito) e foi em direção ao Lysandre, que havia acabado de chegar com seu irmão Leigh. Melody veio junto com eles, já que ela tamém era da Corvinal, e foi rapidamente se juntar a Iris, sua melhor amiga. Eu fiquei paralisada por um tempo. É, Lynn, não foi dessa vez... “Você tem que parar de ser trouxa”, eu falei pra mim mesma.
– LEIGH, MEU AMORRRRRRRRR! – Rosa saiu correndo na direção do Leigh e literalmente se jogou nos braços dele. “Eles formam um lindo casal”, pensei. Será que um dia terei alguém assim pra mim?
Logo James e Sirius chegaram com vários pacotes repletos de guloseimas e uma toalha de mesa, de acordo com eles, emprestada dos elfos domésticos da cozinha de Hogwarts. Logo nos reunimos em torno deles e ficamos espantados com a quantidade absurda de doces.
– Eles insistiram em nos dar um pouco da comida da cozinha, mas não pudemos aceitar, já que trouxemos tudo isso de nossa viagem particular à Dedosdemel ontem. – Sirius nos contou. – Além do mais não queríamos abusar dos pobres elfos.
– Se bem que eles foram muito simpáticos – disse James, estendendo a toalha de mesa na grama.
– Como é que vocês...? – Iris começou, e hesitou por um momento antes de continuar sua pergunta. – Como vocês conseguiram ir a Hogsmeade sem permissão, sozinhos? – Todos estávamos curiosos, ainda bem que Iris perguntou.
– É, queremos saber! Conta, vai! – Melody pediu.
– Sinto muito, garotas, é segredo! Não podemos revelar as manhas dos Marotos. – James e Sirius piscaram um para o outro.
Marlenne, Dorcas e Remo também já estavam ali. Parecia que todo o pessoal tinha vindo, menos uma pessoa: o Nathaniel. Por que será que ele ainda não tinha chegado? Será que ele não havia sido convidado? Éramos todos amigos, e eu sabia que ele era relativamente próximo do Lysandre e da Melody. Por que ele não veio com eles?
– Então, vamos comer gente...? – Rosa perguntou à galera.
– Sim! – respondemos todos juntos. Já era em torno de umas 07h40, nossa segunda aula começava às 09h. Ainda tínhamos bastante tempo para aproveitar.
Começamos a desempacotar os doces. Havia várias varinhas de alcaçuz, sapos de chocolate, sapos de creme de menta, feijõezinhos de todos os sabores, alguns bombons explosivos, delícias gasosas, e também caramelos e chocolates. Eles haviam trazido inclusive algumas garrafas de cerveja amanteigada!
– Isso é incrível! Vocês dois são malucos – exclamou Armin. Ele parecia impressionado.
– Ah, não foi nada demais – James estava se gabando um pouco, mas ele parecia feliz com a nossa reação, e Sirius não conseguia tirar a expressão gratificante de “dever cumprido” que havia em seu rosto.
– Podem comer, é tudo para vocês! – Sirius nos ofereceu, acenando para os doces. Logo um bolinho se formou ao redor da toalha.
De repente eu ouvi uma voz um pouco aguda e também arrogante que me era muito familiar.
– Eu não podia esperar mais de uma ralé como vocês. Realmente não têm modo algum à mesa!
Ambre? O que ela estava fazendo aqui?
– Não sabem se comportar como gente, não? – ela continuou nos provocando, e para minha surpresa, quando virei para encará-la... Lá estava ele, ao lado dela, um pouco envergonhado e encarando o chão.
Nathaniel!
Ambre estava arrastando o irmão pelo pulso, e a sensação que dava era a de que toda a força da garota estava sendo canalizada para aquele membro do corpo. Parecia que ela segurava o Nathaniel como se sua vida dependesse disso.
– Ambre... Por favor... Isso não é necessário! – Nathaniel estava praticamente implorando para que a irmã parasse com aquilo.
– Ambre querida, eu não sei se alguém já te contou, mas durante um piquenique a gente não usa mesa, a gente usa uma toalha – Marlenne foi irônica e eu achei graça, mas tive de segurar o riso.
– Coitada, será que você acha que me respondendo assim vai parecer menos perdedora? Sinto muito, mas a resposta é não, ok? E você entendeu muito bem o que eu quis dizer.
Meu Deus, que garota insuportável!
– Ambre, para de besteira e fala logo o que você veio fazer aqui. – Lysandre provavelmente estava pensando “isso não é nada vitoriano” quando falou isso.
– Ora, não é óbvio? Eu queria saber por que vocês não convidaram meu querido irmãozinho para a festinha de vocês! Eu não dou a mínima por não ter sido convidada, até porque passar meu tempo com escória como vocês seria desperdício, já que eu tenho coisas bem mais legais para fazer. Mas vocês magoaram os sentimentos do meu maninho, e isso é uma das coisas que eu não admito! Não vou permitir que pessoas tão baixas como vocês façam ele se sentir tão mal. – Ambre começou a fazer um discurso, que surpreendentemente não foi tão inútil assim, já que eu finalmente entendi o porquê de o Nathaniel não ter aparecido antes. E eu fiquei bastante chateada. A desculpa de quem organizou o piquenique teria de ser boa o bastante para que eu perdoasse essa situação!
– Não é óbvio Ambre? Nós não pudemos convidar o Nathaniel porque, se fizéssemos isso, sabíamos que você grudaria nele como um carrapato e não iria deixá-lo em paz para se divertir conosco! Acredite, queríamos muito chamá-lo! O Nath é como um irmãozinho para todos nós! – Sirius se defendeu.
“Isso é verdade”, pensei. Se chamássemos o Nath, com certeza Ambre viria de brinde e tornaria nosso piquenique um desastre. Com certeza foi uma decisão difícil de ser tomada. James e Sirius aprontavam bastante, e eram até meio idiotas quando queriam, mas se tinha uma coisa que eles não faziam, era deixar os amigos de lado.
– Vocês acham mesmo que eu vou engolir uma desculpa tão esfarrapada? Fala sério, Nath não merece amigos como vocês. – Ambre revirou os olhos. O que ela estava falando?
Eu não pude mais me segurar!
– Sinto muito Ambre, mas o seu conceito de amizade é totalmente superficial!
Todos me olharam quando eu falei. Mas essa não era a hora para ficar constrangida. Eu tinha que dar um jeito naquilo tudo.
– “Ser amigo não é estar sempre junto, mas estar separado e nada mudar”. Já ouviu esta frase, Ambre? Pois é, infelizmente por causa de pessoas como você não podemos estar sempre ao lado do Nathaniel, algo que todos nós gostaríamos, não é mesmo gente? – Eu me virei para os outros, que concordaram com a cabeça. – Mas saiba que nosso carinho por ele não tem preço. Ser amigo não é só arrastá-lo para todas as festas e encontros, e sim pensar, acima de tudo, no bem-estar dessa pessoa, em como ela se sentirá em determinada situação, se ela estará realmente feliz ou se infelizmente pessoas como você estarão lá para estragar o momento. Como você acha que o Nathaniel está se sentindo agora?
Nathaniel estava muito pálido e parecia estar suando frio. Ele tremia como uma britadeira e com certeza isso devia estar sendo muito vergonhoso para ele.
Ambre olhou para ele e em seus olhos eu quase vi algo parecido com compaixão. Será que ela havia entendido o verdadeiro significado de amizade?
– Pfff... – ela virou a cabeça para baixo e fechou os olhos. – Vai ser assim, não é? – Ela me encarou por um breve momento. Havia fúria em seu olhar.
Todos estavam em silêncio.
– Então vamos ver quem é seu amigo.
Ela correu na minha direção e me empurrou com força. Eu não havia percebido o quão próxima eu estava das margens do lago...
Um segundo depois, eu estava caindo, e senti a água gelada envolver meu corpo.
Eu não sabia nadar!
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