Notas iniciais
Oi gente, esse capítulo ficou meio grande mas foi feito de coração! Obrigada a JuliaDS por favoritar a fanfic já no 1º capítulo!! Espero que gostem.

Pov Lynn

–Minha sobrinha vai para Hogwarts! – disse tia Agatha animada.

–Eu vou para onde? – perguntei confusa.

–Preciso contar a Miranda! Venho te buscar para comprarmos o material uma semana antes! Tchau querida! – disse ela indo para a porta.

–Espera! Quem é Miranda?! – perguntei.

–Uma semana antes do que? – perguntou a meu pai.

–Eu não sei! – respondi nervosa.

–Bom... Acho melhor abrimos essa carta afinal. – falou minha mãe pegando a carta das minhas mãos – Que tipo de maluco envia cartas por corujas? – murmurou enquanto voltava à mesa da cozinha.

Sentei-me na frente dela, que me devolveu a carta rapidamente, sorrindo animada. Olhei para a carta meio assustada. Não só porque uma coruja acabou de entrar na minha cozinha – e eu continuo com fome, só para constar –, ou porque a minha tia entrou dizendo que eu ia para Ho... Para algum lugar que eu nunca ouvi falar e logo após saiu para falar com tal de Miranda.

Era mais pelo fato que, aquela carta – ao contrário de uma carta normal – tinha até onde ficava o meu quarto! Tem algum maluco psicopata me observando? Não. Isso seria impossível. Deve ser uma carta de algum pai de um amigo meu que já veio aqui. Se for, ele deve ser bem estranho.

–Abra logo! – falou minha mãe.

–Calma. – respondi.

Abri com cuidado a carta, com a certeza de que a minha tia só era louca – e ainda não fazendo a menor ideia do que é... O lugar que ela falou – ,e a carta era de algum conhecido... Eu espero.

A carta tinha um tipo de brasão estranho, com um leão, uma cobra, um texugo e uma águia, com algo estranho escrito em latim em baixo.

Dentro da carta, estava o que eu – aparentemente – deveria comprar coisas estranhas, como um livro sobre fungos mágicos, e um caldeirão. E eu não estava entendendo absolutamente nada do que estava escrito na carta. Sem brincadeira, porque alguém levaria um sapo para a escola? E para que eu vou usar uma vassoura? Vão me obrigar a varrer o chão?!

– Ok. Isso só pode ser brincadeira. – falei assim que terminei de ler a carta.

–Escola de Magia e Bruxaria? – falou meu pai caindo na gargalhada, junto com a minha mãe.

– Eu disse a você, Lynn, que Agatha não batia muito bem da cabeça. – falou minha mãe rindo.

– Ela que mandou a carta? – perguntei.

–Provavelmente, você já ouviu falar de alguma tal de Hogwarts por acaso? – falou meu pai, neguei com a cabeça – Então tudo bem. Esqueça, vamos tomar o café da manhã... Ou almoço, já é meio-dia.

–FINALMENTE! – falei animada, estava morrendo de fome, e não estou exagerando!

&&&

Ainda faltava uma semana para o mês de Agosto terminar, e eu tinha quase esquecido a carta que Agatha escreveu, ainda não estou muito certa disso. Mas, eu não duvido muito, não depois que ela me apareceu na minha casa com aquela roupa estranha de fada. E ainda por cima não me trouxe o presente! Que tipo de tia ela é?!

Tinha acabado de almoçar, era um final de semana, e eu estava entediada sentada na frente da televisão enquanto passava um desenho qualquer que eu não estava prestando atenção. Meu pai estava lendo algum livro novo, enquanto a minha mãe estava pintando um novo quadro.

Fora o barulho do programa da televisão estava tudo silencioso. Não entrou mais nenhuma coruja dentro de graça – ainda bem -, e não tive mais notícias da tal escola de magia, ou seja eu estava entediada e com sono.

– Ainda não se arrumou?! Vamos Lynn! Precisamos sair agora! – disse minha tia entrando na sala, novamente com a sua roupa de fada.

–Como entrou aqui, Agatha? – perguntou meu pai tirando os olhos do livro.

–Não temos tempo de explicar! Lynn! Troque esse pijama e vamos para o Beco Diagonal! – disse ela me empurrando para o meu quarto.

– Beco Diagonal é um novo parque de diversões? – perguntei confusa.

–Não leu a carta?! Vamos comprar seus materiais! – respondeu ela.

Agatha abriu o meu armário e jogou para mim uma blusa branca, um jeans preto, e um all stars vermelho. Depois disso saiu gritando pela casa, a procura da minha mãe. Ainda confusa eu me troquei correndo e fui atrás da tia Agatha, que estava na frente da lareira.

– Pronta? Vamos! – falou ela colocando um pouco de um pó estranho na minha mão.

– O que é isso? – perguntei confusa, ela apenas me empurrou na lareira.

–Jogue o pó na lareira e diga com alto, Beco Diagonal. – falou ela.

–Mas...

–Não dá tempo! – respondeu.

–Beco Diagonal. – falei jogando o pó, como ela me mandou.

Agora, por que mesmo eu obedeci a minha tia maluca? Não sei. Só sei que eu acabei parando em uma... Loja? Eu não tenho tanta certeza disso. Tinha um monte de gente fazendo as suas comprar normalmente, como se, do nada alguém sair da lareira – suja – fosse normal!

Eu saí de perto da lareira, tentando tirar o pó das minhas roupas e cabelo. O que, não fez diferença alguma!

As pessoas da loja vestiam capas, chapéus pontudos, algumas carregavam caldeirões ou algo parecido com um pedaço de madeira, nas mãos, junto com os seus filhos. Nas estantes tinham alguns frascos com líquidos coloridos, livros – isso era a coisa mais normal, eu acho -, e o lugar também tinham alguns quadros com as gravuras se mexendo... Espera, o quê?!

– Onde você estava?! Procurei você pela loja inteira! – falou tia Agatha me assustando.

– Que lugar é esse? – perguntei assustada.

Agatha tinha mudado as suas roupas, em vez do vestido de fada madrinha e as asas, ela estava como todos os estranhos da loja. Esse lugar até que combina com ela. São todos estranhos como ela.

– Não leu a carta? – respondeu com uma pergunta enquanto procurava os itens de uma lista que estava em suas mãos.

–Aquela carta estranha. Eu li. Mas é óbvio que não é verdade. – respondi revirando os olhos.

– É melhor começar a acreditar. Porque suas aulas começam daqui uma semana. É bom ler algum livro bruxo, para entender alguma coisa. – respondeu ela me entregando um livro com uma capa de couro, com no mínimo umas mil páginas. Sem brincadeira, era gigante. – Vou te deixar comprando as roupas da escola, enquanto pego as outras coisas. – falou ela mais para si mesma.

– Nós vamos aonde? – perguntei.

Antes de me dar a resposta ela largou os livros me guiando para algum lugar no meio de tanta bagunça, depois de passar por muitas pessoas – eu quase fui esmagada — ,chegamos a uma loja pequena, onde tia Agatha falou com uma mulher, que tirou as minhas medidas e logo após isso me entregou as roupas já prontas.

Tive que seguir minha tia por um monte de lugares, perdida, não entendendo nada, com fome, com sono e cansada. Compramos os materiais, uma coruja muito fofinha pequena, marrom com algumas manchinhas brancas, e eu quase destruí uma loja comprando uma varinha, até achar uma perfeita.

E finalmente voltamos para casa, quando já estava de noite, porque eu obriguei tia Agatha a me levar para comer alguma coisa. Mesmo ela não explicando nada. Apesar de eu ter insistido, ela sempre respondia que estava muito animada e que eu deveria mandar cartas a ela todos os dias.

– Tchau querida, no dia primeiro eu venho te buscar para levar você até a plataforma! –disse ela indo embora e me deixando na frente de casa.

– Mas... — ela já tinha ido.

&&&

Eu passei a semana inteira tentando arrumar o material, porque era muita coisa. Até que minha tia entra na minha casa às nove e meia, dizendo que estávamos atrasadas, ela jogou tudo no carro e dirigiu até a estação de trem.

Chegamos dez minutos antes da “passagem se fechar” como disse Agatha. A única coisa útil que ela me disse foi que eu deveria correr até a coluna que estava entre a plataforma 9 e 10, para chegar na plataforma 9 ¾.

Com medo, eu a obedeci, fechando os olhos com medo de impacto, e acabei parando em frente a um trem, com pessoas vestidas assim como as da loja. Esse povo é estranho. Entrei no trem com um pouco de medo, entrei olhando fixamente para o chão, e procurando uma cabine vazia.

Até que eu me bati com alguém.

–Olha por onde anda. – falou a voz de um garoto.

–M-me desculpe – gaguejei nervosa sem o encarar.

–Não adianta pedir desculpas depois que já me fez derrubar a minha mala. – respondeu o garoto irritado.

–E-eu já pedi desculpas. – falei erguendo a cabeça, vendo um garoto com cabelos escuros, pálido, olhos castanho escuro, e vestia roupas normais, ao lado de outro menino com olhos de duas cores, um amarelo e outro verde, cabelo branco, roupas comuns, e parecia bem mais tranquilo que o outro.

– Castiel pare de implicar com a garota, ela pediu desculpas. – falou o de cabelo branco, o tal Castiel me olhou irritado antes de voltar a sua cabine – Me desculpe por isso. – desculpou-se seguindo o amigo.

– Tudo bem... – sussurrei.

– Não se preocupe. Esse garoto é estranho mesmo. Encontrei com ele mais cedo. – falou um garoto com olhos azul-acinzentado e cabelos escuros compridos – Me chamo Sirius Black. – disse ele sorrindo e me estendendo a mão, com um sorriso um pouco envergonhado repeti o gesto.

–Lynn Delacour. – falei.

Notas finais
Deixem comentários! Beijos de nutella