Meu paquera em Hogwarts
22 Descobrindo a verdade? - parte 2
Notas iniciais
❤ Lynn e Ambre socializando? ❤
POV Lynn
– O quê? – perguntei. Não conseguia acreditar no que havia acabado de ouvir!
Se aquilo fosse verdade, Ambre havia acabado de destruir todos os sonhos e planos que eu tinha com o Castiel. E não, não era por ele não ter me salvado! Quem liga para quem me salvou? O importante é que eu estou viva! Não, não era por isso. Era por algo bem pior.
Por ter mentido.
Mentir acaba com a confiança, e quando não se tem confiança, o amor morre pouco a pouco.
– É isso mesmo que você ouviu, boneca. Foi o Armin que te salvou, e não o Castiel. Ele até tirou a camisa pra pular na água, mas não foi rápido o suficiente. – ela falou, e não parecia estar mentindo. Apesar de ser péssima mentirosa, posso ver nos olhos quando alguém mente ou fala a verdade.
E ela estava falando a verdade.
– Mas... Mas... Não pode ser – falei. Isso significava que todos meus amigos, incluindo o Armin, Rosa, Violette e Kim, haviam mentido também. E o pior é que eu não entendia o porquê.
– Pode ser sim. Não esqueça que eu estava lá, e vi tudo. Pode usar o Legilimens em mim se você não acredita. – ela estava sendo sincera. E pela primeira vez na vida, Ambre foi prestativa comigo, apesar de continuar me chateando.
Nesse momento, eu me dei conta de uma coisa.
Apesar de me fazer cair dentro do lago, Ambre era a única que foi verdadeira comigo durante todo esse tempo. E definitivamente isso era algo que eu tinha que agradecer.
– Obrigada Ambre, por ter me dito a verdade. Eu sei que você não liga nem um pouco para mim, mas eu realmente precisava saber disso. – falei, tirando um peso das minhas costas. – E eu também proponho uma trégua entre a gente. O que você acha? Já está na hora da gente parar com essas brigas sem sentido.
Ela hesitou por um momento antes de responder, como se estivesse avaliando os prós e contras da proposta. É verdade que um dos passatempos preferidos da Ambre era implicar comigo, mas não brincando, como o Castiel. As coisas que ela fazia comigo eram realmente maldosas, e eu não aguentava mais.
Ela mexeu no cabelo com as mãos, bagunçando-o. Olhou para cima, fechou os olhos e respirou fundo. Depois de um tempo, abaixou a cabeça e abriu um sorrisinho, e finalmente voltou a olhar para mim. Mas o que havia em seus olhos era algo muito diferente de compaixão.
Eu sabia que a resposta dela não iria ser nada gentil.
– Você está brincando, não está? O dia em que nós duas fizermos as pazes será o dia em que os trouxas invadirem Hogwarts, ou seja, nunca! – ela riu. – Agora com licença, se me virem por aqui com você, minha reputação vai por água abaixo. – ela piscou para mim e estava indo embora, quando eu a segurei pelas costas.
– O que foi? Você vai rasgar minha roupa, sua maluca! Me solta, que isso aí eu comprei na melhor boutique do Beco Diagonal. – ela falou, tentando se desprender das minhas mãos.
– Onde? Na Loja de Lixo? Ou na Loja dos Sacos de Batata? – respondi, no mesmo nível dela, e não pude segurar o riso.
– Você acha engraçado? Vamos ver se você também vai achar engraçado quando eu tirar o Castiel de você. – ela falou, em tom de desafio.
Eu soltei suas vestes, mas ela permaneceu parada. Algo me dizia que aquela conversa ainda não tinha acabado, então aproveitei para fazer uma última tentativa e confirmar uma coisa.
– Então, só por que gostamos do mesmo garoto, nunca poderemos ser amigas? – perguntei, esperançosa que ela ainda voltasse atrás e aceitasse a nossa trégua.
– Amigas? – ela perguntou, virando em minha direção. Ela abriu outro sorriso, mas este sorriso era sincero e não tinha nem um pingo de maldade.
Ela parou e ficamos nos encarando por um momento.
– Você quis dizer... Rivais? – ela riu, e finalmente saiu dali.
Eu não sabia se ficava triste ou aliviada.
POV Castiel
Eu estava sentado debaixo da minha árvore preferida do jardim do castelo, imaginando o dia em que tudo aquilo aconteceu entre Ambre e Lynn. Foi logo ali, perto do lago, onde a garota mais especial da minha vida poderia ter morrido. Ao contrário do que muitos pensam, eu não sou um emo gótico que fica só pensando em trevas e solidão o dia inteiro, muito pelo contrário.
Naqueles últimos dias, meus pensamentos estiveram todos voltados para uma única pessoa: Lynn Delacour. Lynn era uma cachoeira de emoções, sentimentos e coisas boas que faziam transbordar felicidade dentro de mim quando eu estava com ela. Apesar de ser uma tábua um pouco teimosa às vezes, eu realmente gostava dela, e gostaria de achar uma forma não muito melosa de demonstrar o que eu sentia por ela.
– Pensando nela de novo? – Lysandre havia chegado de mansinho, e eu nem percebi que ele estava ali.
– Depende. Você está? – falei, tentando fugir da pergunta.
Lysandre ficou surpreso. Eu nunca havia falado a ele que sabia de seus sentimentos por Lynn. Mas isso é algo que eu sempre guardei para mim mesmo, e que já não fazia mais sentido esconder. No piquenique, isso só ficou mais evidente, quando ele começou a falar dela daquela maneira e imediatamente ficou todo vermelho. Eu achei engraçado, por isso fingi que não tinha entendido nada. Mas ao mesmo tempo, fiquei com pena do meu amigo. Não continuei a falar sobre Lynn com ele desde então, exatamente por esse motivo.
A expressão no rosto do Lysandre já dizia tudo. Eu sabia que ele gostava da Lynn desde o 1º ano. Como eu nunca havia reparado nela dessa forma, eu acabei deixando isso de lado, e até hoje sinto um enorme peso na consciência por não ter ajudado meu melhor amigo enquanto ainda não era apaixonado pela mesma garota que ele. Depois, veio a Debrah, e Lynn foi a pessoa que me ajudou a superar o que aconteceu entre nós, uma tentativa frustrada de um relacionamento que eu sabia que nunca iria dar certo. Aos poucos, comecei a sentir algo a mais por ela, mas minha amizade com Lysandre nunca foi afetada por isso, independente de eu falar com ele sobre ela ou de ele sentir o mesmo que eu. Somos como irmãos, e não é uma garota que vai quebrar o elo que existe entre nós. Mesmo que essa garota seja a pessoa mais incrível de toda Hogwarts.
– Sim, mas isso não importa. – ele começou a corar, porque Lysandre que não cora não é Lysandre. – Mas... Como você sabe?
– Até parece que eu não te conheço. Você é meu melhor amigo. – falei, rindo.
– Fico feliz em ver que você está bem – ele disse, sorrindo.
Ficamos sentados naquele lugar por um tempo, em silêncio, apenas sentindo o vento bater em nossos rostos e bagunçar nossos cabelos. Até que eu enxerguei, ao longe, uma garota vindo em nossa direção. Meu coração começou a bater mais forte, e certamente o do Lysandre também.
Era a Lynn.
Fale com o autor