Meu novo amanhecer
7 Meu anjo
Notas iniciais
POV Jacob
Sinceramente não sei como sobrevivi esses quatro anos, agora entendo melhor ao meu pai. Desde que Nessie fora levada de minha vida as nuvens cinzentas de La Push se tornaram negras, o céu a noite sem estrelas, deixei de sair com meus amigos, abandonei tanto a alcateia como todos aqueles que se importavam comigo, tendo somente como ponto seguro de sobrevivência o olhar de compreensão e tristeza do mei pai.
Não tem nem como descrever a dor e o vazio que se encontra em meu ser desde que a minha pequena foi arrancada de meus braços, passava dias e noites em claro somente a olhar as fotos e os videos que foram produzidos quanda a mesma estava entre nós, não ligando mais para a aparência, amizade ou qualquer outra coisa que as pessoas consideram importantes.
***
Mas hoje, não sei como aconteceu ou porque, mas um tipo estranho de ânimo invadiu todo o meu ser e me levantei de minha cama e a arrumei -milagre!-, tomei meu banho e arrumei meu cabelo como a tempos não fazia, escolhi a melhor roupa em meu guarda-roupa quando ouvi a conhecida batida na porta, mas ao invés de responder com uma voz monótona eu lhe abri a porta fazendo ele arregalar os olhos de surpresa.
–Bom dia pai!
–Bbbbbbom dia!- sorri para seu nervosismo.
–Vamos tomar o café, meu velho!- falei levando-o para a cozinha.
Chegando lá eu o ajeitei enquanto Rachel fazia ovos com bacon no fogão.
–Como ele está hoje papai?
–Eu estou muito bem irmanzinha, obrigada por perguntar.- falei fazendo ela derrubar um pouco dos ovos no chão.
–Jjjjjacob?
–Quem mais seria?- respondi com um sorriso. -Então? O café sai ou não?
Ela voltou a fazer o café enquanto meu pai continuava a me encarar como se fosse algum tipo de espírito do outro mundo.
–Por que está de tão bom humor hoje filho?- perguntou finalmente.
–Eu não sei pai, simplesmente uma força que eu não sei explicar me tirou daquela cama, é como se meu lobo interno tivesse finalmente acordado.
Começamos a tomar nosso café e quando terminei levantei apressadamente com uma vontade louca de sair daquele lugar e fui em direção a porta.
–Aonde você vai filho?
–Vou a casa dos Cullen.
–Por que Jacob? Vai voltar lá para reavivar suas mágoas?
Suspirei intensamente, ele tinha razão é claro, mas meu instinto era mais forte.
–Eu tenho que ir pai.- disse e subi na moto.
Durante todo o trajeto fiquei me questionando se essa viagem era mesmo necessário, entretanto a cada metro de distancia percorrido algo dentro de mim se inflava como nunca. Deixei minha moto a poucos metros da casa e continuei andando para ver se clareava melhor minha mente.
Cheguei até a casa e estranhei o fato de ninguém estar ali naquele momento, porém isso não me impediu de entrar na casa -já que a liberdade já estava a muito tempo sendo explorado por mim- e segui o cheiro dos donos da casa-, estranhamente todos se encontravam na sala do segundo andar e foi exatamente para lá que eu segui. Após alguns segundos captei os cheiros de Edward e Bella -estranho! pensei Eles nunca saem de casa– e logo em seguida captei mais dois cheiros entre eles.
Será que são visitas? Amigos ou inimigos? Estão em perigo?, pensei
Qual não foi minha surpresa ao me deparar com uma Renesmee totalmente crescida a minha frente... seus cabelos ruivos, seu corpo esguio e aqueles lábios que pareciam me hipnotizar cada vez mais. Minha linda. Meu anjo! Meu coração parou de bater e eu me sentia nos ares depois de tanto tempo preso ao chão, via a luz depois de tanta escuridão.
Quando nossos olhares se encontraram uma corrente elétrica passava em meu corpo enquanto sentia seus olhos estudando cada parte do meu corpo e como já não aguentava mais essa distância que havia entre nós resolvi ir até ela, entretanto a mão de Edward em meu braço me barrou o caminho.
–Precisamos conversar!- disse.
–Tem mesmo que ser agora?- perguntei já dando outro passo para frente.
–Agora Jacob!- disse autoritário e apertando um pouco mais meu braço.
Relutante o segui até a outra parte da floresta.
–O que você quer sanguessuga?
–Você não pode falar com ela!
–Por que não?
–Ela não se lembra de você.
–O quê? Por que?- gritei.
–Na verdade, ela não se lembra de nenhum de nós e por isso você tem que se afastar.
–E como vamos fazer?
–Dê espaço a ela! Deixe ela se adaptar a situação e depois vamos ver um jeito de contar a ela.
–Tudo bem!
Voltamos para a casa deles e a encontrei encostada na janela -admirando a vista- e fui até ela. Chegando perto da mesma eu pigarreei para chamar a atenção dela mesmo sabendo que ela estava prestando atenção em mim o tempo todo, fazendo-a virar.
–Olá!- sorri. -Meu nome é Jacob e o seu?
–Éééééé... Vee Carter!- quase sorri com o fato de ela gargalhar.
–O prazer é meu!- disse estendendo minha mão e a apertando suavemente -que pele meu Deus!
–Acredite, o prazer é todo meu!
***
Durante todo aquele dia tentei evitar Renesmee já que Edward já me dera uma boa de uma bronca por ter falado com ela anteriormente e eu até que gostei de ser perseguido por ela o dia inteiro.
***
No dia seguinte encontrei Renesmee sentada nos degraus da casa e seu olhar mudou de um modo estranho.
–Olá cachorrinho! Como foi passar a noite na casinha?
Parei instantaneamente no lugar. Ela? Me chamando de cachorrinho? Ela andou passando algum tempo com a loira psicopata?
Resolvi ignorar e seguir meu caminho, mas aquelas palavras não saiam de minha cabeça então fui até ela.
–Ei?! Por que você disse aquilo? Por que me tratou assim?- perguntei a ela.
–Como te tratei querido? Não se preocupe paixão, vou cuidar de você mais tarde- disse passando aos mão em meu peito.
Vai entender as mulheres!
Mal sabia eu que aquela confusão seria minha rotina.
Todos os dias ela me perturbava constantemente, quando eu pensava que ia me tratar bem ela me desprezava e quando eu pensava que ela iria me desprezar ela me tratava como se fosse um rei. O que há com essa mulher? Ela quer me deixar louco por acaso? Porque se for isso ela com certeza está conseguindo!
No mesmo dia mais tarde, ela veio até mim enquanto nós capinávamos a entrada da casa, ela chegou sorrateiramente atrás de mim e meio que me abraçou de lado me assustando.
–O que você quer?- disse arfando.
–Me dá um pouco de água por favor?
Dei uma garrafa de água para ela e a mesma começou a beber normalmente até que gotículas de água começaram a escorrer de sua boca indo em direção ao seu decote. Aos poucos a blusa branca ia ficando cada vez mais transparentes exibindo seu sutiã vermelho de renda e me deixando em um estado crítico na parte de baixo do corpo.
Ó Senhor! Aonde será que essa mulher vai me levar?
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