Notas iniciais
– É você o moleque que eu tive há vinte anos?! – diz Hugo de maneira um tanto pejorativa
– Eu espero esse tempo todo para ter uma troca de olhares com você para você referir-se a mim como “moleque”?! Pois saiba, meu cara pai, que ganhei uma bolsa de estudos na Universidade de Oxford, na Inglaterra. Irei para lá daqui a dois meses, então, sou muito mais do que um moleque!
– E você irá estudar o que?
– Jornalismo. Essa é a minha paixão. Aliás, eu mesmo escrevi um livro de 90 páginas sobre todas as histórias que minha mãe me contou a seu respeito. Mas. . . Eu deveria ter ouvido minha mãe! Um homem que se refere a mim como moleque, não merece nem a minha consideração. Adeus. . .
Hugo ficou assistindo James andando calmamente, até a praia. Chegando lá, James foi até um quiosque e pediu uma porção de batatas fritas e uma cerveja.
Depois de um tempo bebendo, James estava completamente bêbado. O garçom se aproximou dele e disse:
– Rapaz, não quer que eu lhe ajude?
– Ora, que tal você ir à merda? – gritou James
– Mas moço, você está bêbado!
– Eu, bêbado?! Deixe de dizer lorotas, seu imbecil! Eu estou é com a alma livre, a alma feliz, uma alma que esqueceu que mora num bairrozinho de quinta porque não tem dinheiro para viver aqui na Zona Sul.
James andou pela calçada até que foi até a praia. Chegando lá, tirou a camisa e decidiu dar um mergulho no mar. Ele estava tonto, andando e quase caindo.
Ao entrar no mar, caiu com a cara na água e permaneceu parado. Até que um homem o salvou e bateu contra o peito de James, fazendo com que ele espirrasse a água para fora e voltasse a respirar.
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