Meu namorado é uma superestrela
12 Onze
~ OI Marii Castro, tudo bem? ;D ♥ ~
...
– Sabrina – ouço minha mãe chamando-me.
– Já vou – respondo, gritando também.
Olho pra fora, já está de noite. Caracas, dormi a tarde inteira. Desço a escada correndo.
– O que? – pergunto meio ofegante.
– Tem alguém querendo te ver. – ela aponta para o canto da cozinha.
Eu olho e quem menos eu esperava está lá. Parado encarando-me de forma alegre. Oh, droga! Eu dormi e devo estar horrível. Dane-se, não ligo pra ele mesmo.
– O que quer? – pergunto logo.
– Não foi essa a educação que eu te dei Sabrina – minha mãe chama a atenção.
– Desculpe – digo entre dentes.
– Convide ele para sentar.
– É rápido o que ele tem pra me dizer. – insisto.
Não quero que ele demore e conheça minha família, não mesmo.
– Na verdade não é não. – ele estava segurando o riso. Filho da mãe.
– Ótimo. Pode sentar, fique a vontade. – sorri minha mãe.
Eu a encarei com cara feia, ela apenas sorriu e deu de ombros. Eu bufei. Que saco. Agora ela deu pra me contrariar na frente dele?
– Obrigado. – ele parecia o cara mais gentil do mundo. Aiii, que ódio.
Minha mãe o levou para a sala e eu fiquei para trás. Que legal.
– Quer alguma coisa? Um suco ou um café.
Será que dava pra minha mãe parar de ser tão gentil?! Eu iria parecer a pessoa mais mal educada do mundo assim.
– Um café, por favor – ele sorriu.
– E então, o que você quer? – perguntei quando minha mão foi pra cozinha.
– Como você me enxotou daqui, não terminei de falar tudo sobre o concurso. – acusou.
– Você disse que tinha terminado. – acusei.
– A primeira parte.
– Ah , tudo bem. Explica logo.
– Você é muito diferente da sua mãe. Pelo menos pra ela eu sou bem-vindo aqui – ele jogou na cara.
– Cala a boca.
– SABRINA – minha mãe me deu bronca.
Ele segurou um riso.
– Aqui está Lucas.
Como ela sabia o nome dele?
– Como sabe o nome dele? – perguntei.
– Você demorou um século pra acordar. – deu de ombros.
Nessa hora ele rompeu em gargalhada e minha mãe o seguiu.
– Qual a graça?
– Nada. – minha mãe disse e saiu dali.
Ele continuava rindo. O encarei brava, mas nem mesmo a minha expressão fez ele parar.
– Para.
– Sabe? Você fica uma gracinha dormindo – ele soltou.
O que? Como assim ele... Ai meu Deuszinho, não! Ele não entrou no meu quarto!? Acho que meus olhos iriam saltar para fora de tanto que eu estava com eles arregalados .
– Você não entrou...? – perguntei sem conseguir terminar.
– No seu quarto? Ah sim, devo admitir você fica muito linda dormindo. Parece um anjo. – ele riu ainda mais.
– MÃEEEE!!! – chamei zangada.
– O que foi? – ela apareceu assustada na sala.
– Porque ele entrou no meu quarto? – eu estava soltando fogos pelo nariz.
– Ele disse que era seu amigo. Eu não sabia que você estava dormindo, por isso mandei ele subir.
– Como assim ele é meu amigo? Mãe, você nem conhece ele. – eu estava indignada.
– Não é? Pensei que fosse, porque você não para de falar dele nem um minuto.
Acho que eu estava vermelha igual a um pimentão. Tudo bem, eu admito que falava dele quase todo dia pra minha mãe. Mas era o quanto eu o ODIAVA. E aliás, ele não tinha que saber!
Ele estava me encarando, ao contrário do que eu pensei, ele estava sério e não rindo. Minha mãe saiu dali, rindo.
– O que foi? – murmurei.
– Você fala de mim? Bom saber.
– Sim, eu falo de você. Eu digo o quanto você é um idiota e o quanto eu te odeio. Mas fala logo. O que quer?
– Explicar o que você tem que fazer.
– É mesmo. Amanhã, né? – ele concordou.
– As roupas que você vai ter que usar terão que ser compradas ainda hoje.
– Eu tenho roupas – o interrompi.
– Duvido que tenha as exigidas.
Claro. Eu não tinha dinheiro o suficiente para comprar roupas caras como as outras.
– Ótimo então. Como eu vou comprar? – falei, tentando esconder minha mágoa.
– Eu iria te levar a loja, mas você me expulsou, lembra?
– E que roupas são essas?
– Cada participante tem que escolher uma flor. A partir dessa flor é que escolherão o vestido. – ele explicou.
– Como vou saber se alguma outra garota já escolheu a flor que eu quero?
– Eu acompanhei todas elas na escolha da flor e do vestido.
– Ah. – disse apenas.
Então ele se encontrava com todas elas? Legal, eu sempre sou a última.
– Qual sua flor?
– Rosa branca.
Ele me olhou e sorriu. Não entendi sua expressão.
– O que? Já escolheram essa?
– Não, é uma flor muito comum pra elas.
– Então, por que está com essa cara de bobo?
– É que essa é a minha flor preferida também.
– Legal. Mas eu não disse que era a minha. – menti.
– Tudo bem. Vamos?
– Pra onde?
– Comprar o vestido. – ele me olhou como se eu fosse idiota.
– Eu não vou comprar nada, desculpe, mas não vou usar uma roupa idiota só porque você quer.
Ele suspirou. Um dia eu canso ele por completo e consigo fazer ele desistir de vez.
– Olha, ta bom, já cansei de você. – ele disse, se levantando.
– Ótimo. – me levantei também.
– Só esteja na escola às 7:00 horas que alguém vai te pegar. Use até um saco de batatas se você quiser. Eu não estou mais nem aí pro que vão pensar de você. E é claro, escreva uma dissertação sobre o por que merece estar nessa competição. Boa sorte. Eu espero do fundo do meu coração que você seja eliminada. – ele disse tudo zangado e saiu dali pisando duro.
– Já vai? – ouvi minha mãe perguntando.
– Sim. Foi um prazer senhora. Infelizmente não deu tempo de tomar o café. Fica pra uma outra hora.
– Tudo bem.
Depois eu acho que ele foi embora. Eu subi correndo pro meu quarto e bati a porta com a máxima força que tinha. Como assim ele só avisa isso agora? As meninas tiveram uma semana pra escrever o texto. Eu só tenho algumas horas. Ai que ódio!!!
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“ – O que eu vou usar? – eu perguntava para Clara.
– Você não tem nada?
– Não – respondi triste – ele disse que tinha que ter um tema. O meu é uma rosa branca.
– Você tem aquela blusa branca!
– Mas tem que ser um vestido.
– Eu não sei o que fazer Sá, desculpa. – ela parecia decepcionada.
– Tudo bem. Eu uso a camisa mesmo. Tchau.
– Tchau.”
E eu desligo o celular. Olho as horas na tela e começo a chorar. Já são 23:00 horas e eu não escrevi nada ainda. Eu caio na cama exausta e ignoro essa competição.
Não vou escrever nenhum texto, não vou usar roupa nenhuma. Aliás, acho que nem sequer vou ir nessa droga.
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