Meu namorado é uma superestrela
20 Dezenove
~Bibs Bibs Bibs Bibs,
Muito obrigada pela linda recomendação,
eu realmente me deliciei com suas lindas palavras.
♥ ♥
Thanks.
:D~
Outra música começou a tocar e depois outra e outra. Eu dancei todas até cansar. O bom foi que Leonardo não parou de dançar e nem questionou nada. Quando eu finalmente me cansei, fui para o bar beber algo.
– Você dança muito bem, sabia? – ele disse no meu ouvido.
– Que bom, pra uma primeira vez. – dei de ombros, bebendo aquele liquido colorido.
– Não pode ter sido a primeira vez que você dançou. Você arrasou. – ele parecia surpreso.
– Você também não dança nada mal. – dei risada.
– Também não é pra menos, eu sou bailarino.
– Nossa, que legal. – realmente isso era legal.
– É, eu trabalho com o Felipe. – ele disse.
– Nossa, ele é muito famoso. Eu curto muito as músicas dele. – disse, bebendo mais um copo de bebida.
– Ele está precisando de bailarinas. Que tal fazer um teste? Você dança tão bem, que duvido ele não te contratar.
– Seria uma boa. Eu estava pensando mesmo em arrumar um trabalho. Mas vocês não têm que sair em turnê?
– Só os bailarinos mais antigos. Como nós somos menores de idade, ele não curte muito levar junto não. Mas esse emprego é só provisório, porque a mulher que dançava com a gente engravidou e está de licença. Mas durante um ano você teria o emprego garantido, com contrato e tudo.
– Legal, me passa seu telefone que eu te ligo e a gente se fala melhor. – pedi.
– Vai ser ótimo trabalhar com você. E o salário não é nada mal. – ele piscou e passou o telefone.
– Estou precisando de dinheiro mesmo. Que mal tem? – dei de ombros e dei meu número também. – vem! – chamei e puxei ele pra pista de novo.
Agora estavam tocando umas músicas mais interativas. Eu achei divertido, era uma nova modinha que tinha pegado. Todo mundo sabia dançar, até eu que só tinha assistido os outros dançar.
Todo mundo dançava com seu par e numa determinada parte da música os pares eram trocados. Era bem divertido. Nós trocávamos umas três vezes de par até voltarmos com o nosso antigo.
O Leonardo e eu já entramos dançando na pista. Houve a primeira troca de pares, eu peguei um garoto que dançava meio estranho, mas como todos os outros, também era bonito. Nessa parte da música a dama tinha que “seduzir” o par. Eu dei o meu melhor, mas no final eu acabei rindo com a cara que o garoto fez. Nessa hora houve a segunda troca.
O Lucas também estava dançando e só agora eu tinha percebido, tentei ficar longe dele, mas parecia que ele estava disposto a ficar perto da onde eu estava. O garoto com que eu dançava parecia disposto a me beijar, eu nem consegui dançar direito só tentava me desviar.
– Deixa que eu assumo daqui. – ouvi Lucas dizer e me puxar pra ele com força.
O garoto ficou bravo, mas pegou outra garota pra dançar. O Lucas enlaçou a minha cintura e me puxou mais para si. Cara, como ele é forte! Que gostoso.
– Você já está abusando da sorte, senhorita Sabrina. – ele disse meio ameaçador no meu ouvido. Eu me arrepiei por inteira.
– Deixa eu curtir minha festa e vê se para de ser chato. – eu acho que já estava falando mole.
– Você está bêbeda e cheirando a álcool. Vamos, eu te levo embora. – ele parou de dançar e começou a me puxar para fora da pista.
– Nem pensar. Você está louco? Eu vou ficar, essa festa é minha. – comecei a bater nele, mas eu nem tinha mais força.
– Você já está sendo ridícula. – ele rosnou.
– Deixa eu ser feliz pelo menos uma vez na minha vida. – disse rindo e me soltei dele.
Ele nem contestou e me deixou ir. Eu fui até o bar e bebi mais algumas bebidas malucas. O barmen já estava rindo da minha cara.
– O que foi? – perguntei irritada.
– Nada. – ele ergueu as mãos para cima e foi atender outra pessoa.
Terminei de beber e fui procurar o Leonardo, mas não consegui encontrar ele. Eu já estava ficando com calor, por isso fui para a parte dos fundos da casa onde ficava a piscina.
Tinha algumas pessoas dentro da mesma e eles me olhavam surpresos. Que idiotas! Eu comecei a gritar feito uma louca comemorando e a dançar com mais algumas pessoas que tinha ali. Todos comemoraram e me acompanharam também.
Fiquei ali um bom tempo até que minha amiga Clara resolveu dar sinal de vida.
– Sabrina, vem aqui agora. – ela parecia estar brava.
– Ai. O que foi? Para de ser chata e estragar o meu prazer. – dei um abraço nela meio desajeitado.
– Ele tinha razão, você está completamente bêbeda! – ela apontou pra mim, decepcionada.
– Não estou não, amiga. – dei mais uma risada.
Cara, eu nunca tinha ficado tão feliz antes. O que são problemas? Sei lá.
– Vai amiga, comemora. – gritei no ouvido dela.
– Comemorar o que, Sabrina? – ela parecia mesmo irritada.
– Ai, para de ser assim. Credo. Comemorar a vida, porque a vida é perfeita. – eu gritei para todo mundo ouvir e todos gritaram e ergueram seus copos. – É isso ai. Cara, eu amo todos vocês.
Todos eles gritaram também e voltaram a dançar.
– Aqui ta todo mundo bêbedo. Ninguém merece. – ela reclamou e foi me puxando pra dentro.
– Onde você está me levando? – perguntei, fazendo bico.
– Pro quarto. Você vai dormir.
– Não estou com sono, mamãe. – dei risada.
Quando chegamos dentro da sala, eu me soltei dela e corri para cima do balcão.
– Musica DJ. – gritei e a música mudou.
Todo mundo virou pra me olhar e eu comecei a dançar. Eu acho que estava conseguindo sensualizar, porque os garotos estavam ficando loucos.
Eu dancei alguns minutos ou segundos, sei lá, até que alguém me puxou pra baixo.
– Oi, gato. Eu estava te procurando, sabia? – abracei o Leonardo.
– Você está muito gostosa, mas não pode ficar dançando assim pra todo mundo ver. – ele sorriu cafajeste.
Ele se aproximou mais de mim para me beijar, mas antes que ele concluísse alguém puxou ele pra trás.
– Agora já chega. Vamos embora, Sabrina. – Lucas praticamente gritou.
– Para de ser chato. – resmunguei.
Ele me agarrou e me arrastou pra fora. Eu nem impedi, porque não tinha mais força nenhuma. Ele chegou até o carro dele e me colocou lá dentro, depois enlaçou o sinto e entrou também, dando partida com o carro.
Eu liguei o som do carro no ultimo volume e comecei a cantar junto com o cantor, mas o chato do Lucas desligou.
– Nossa, que gente mais mal-humorada, credo. – reclamei e cruzei meus braços.
Ele não falava nada.
– O gato comeu sua língua é? – eu comecei a rir.
Ele me olhou zangado e continuou dirigindo como um louco.
Eu ria tanto e eu nem ao menos sabia o motivo de tudo aquilo. Daí simplesmente do nada eu comecei a chorar, chorar sem parar como em um choro desesperador. Acho que era isso mesmo. Eu estava desesperada.
– Por que você está chorando? – Lucas perguntou depois de um tempo.
– Porque minha vida é uma merda completa. – solucei.
Eu abracei os meus joelhos e senti seu olhar sob mim.
– Por favor, sente-se direito. Você está bêbeda e já gastou todo minha paciência hoje. Eu não falo mais por mim daqui pra frente.
Ele falou com tanta firmeza e sinceridade que eu fiquei com medo e fiz o que ele mandou.
– Por que sua vida é ruim? – ele perguntou depois de um tempo.
– Porque minha família tem muitos problemas.
– Toda família tem problemas. – ele sorriu pra mim.
Nessa hora nós chegamos a sua casa e ele me desceu do carro. Eu mal conseguia andar e minhas pálpebras já estavam pesadas de tanto sono.
– Que horas são? – perguntei quando ele começou a me levar para cima.
– 2 da manhã.
– Eu estou com sono. – fiz bico.
– Eu já vou te colocar na cama. – ele disse, rindo.
– Você vai me deixar tomar banho? – perguntei.
– Você quer tomar banho? – ele me olhou, eu concordei. – Então ta, só não se mata de baixo do chuveiro.
Ele ligou o chuveiro e me colocou lá embaixo com roupa e tudo.
– Hei, eu paguei muito caro nesse vestido pra estragar assim. – reclamei.
– Depois eu te compro outro. Agora toma banho direito. – ele ia fechando a porta, mas desistiu de sair, depois que eu cai, tentando tirar os saltos.
Ele suspirou e veio em minha direção de novo.
– Eu consigo. – disse irritada, quando ele começou a tirar os sapatos.
– Estou vendo. – zombou.
Ele tirou toda a minha roupa, até a lingerie, mas eu não consegui ficar com vergonha nenhum minuto. Depois ele me ensaboou e lavou meu cabelo, massageando o coro e desfazendo os nós. Foi tão gostoso.
Depois de um tempo ele desligou a água e eu reclamei, ele deu risada e me enxugou. Eu sai de dentro do banheiro e ele me deu uma camiseta para vestir. Coube direitinho em mim como um vestido curto. Depois ele secou o meu cabelo com a toalha mesmo e penteou, deixando tudo liso como era normalmente.
– Pronto, agora vai pra cama que eu já volto. – ordenou.
– Quero escovar os dentes. – pedi.
Ele revirou os olhos, mas me deu uma escova com pasta de dente. Escovei os dentes e minha língua, conseguindo tirar o gosto ruim que estava na minha boca. Depois eu sai do banheiro e deitei na cama.
– Calma ai, mocinha. Toma o remédio e depois você pode dormir. – ele me deu um copo e um comprimido. Eu engoli, fazendo cara feia e deitei minha cabeça.
Aquela cama era tão gostosa que eu dormi em apenas alguns segundos. Eu nunca dormi tão gostoso. Depois de um tempo, eu não sei se era sonho, mas eu jurava ter sentido braços quentes e fortes me envolverem carinhosamente.
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Abri meus olhos e no mesmo instante me arrependi disso. Tudo em mim doía. Que droga! Eu tentei me levantar e de novo me arrependi do que fiz. Deitei de novo.
– O que foi? – ouvi uma voz perguntando.
Espera. Eu estava dormindo com alguém? Ai meu Deus. O que eu fiz noite passada?
Olhei para o lado e lá estava a imagem da perfeição. O Lucas estava sem camisa e deitado do meu lado, olhando-me com cara de diversão. Eu fiz uma inspeção em mim e notei que só estava com uma camisa, sem roupas intimas. Ai meu Deus! Nós fizemos sexo!
Cai exausta na cama. Como eu pude fazer isso?
– Gata, noite passada você foi um arraso. Eu experimentei posições que nem sabia que eram possíveis. Você é muito gostosa. – ele disse no meu ouvido com uma voz de graça.
Como eu pude fazer isso? Entregar o meu bem mais precioso e nem ao menos me lembrar do que fiz! Eu sou uma irresponsável. Idiota. Ai que ódio de mim mesma.
– Calma, Sabrina, é brincadeira. – senti ele me envolvendo com os braços.
Agora eu entendo o porquê dele fazer isso. Eu estava chorando. Legal, vergonha elevada a um milhão.
– Desculpa, não sabia que você não gostava disso. É só uma brincadeira, nós não fizemos nada, eu juro. – ele tentava me tranqüilizar.
Eu desci do colo dele, pisando duro. Como ELE pode fazer isso comigo?
– Seu IDIOTA. – gritei com ele. – você tem problema?
– Calma! Era só uma brincadeira. – ele se levantou bravo também.
– Que droga! Eu acordo num lugar onde nem conheço, com alguém do meu lado, eu não me lembro de nada de ontem à noite e você ainda vem com brincadeirinhas idiotas? Para de ser problemático, garoto.
Ele não me respondeu como pensei que faria, ao contrário, só deu de ombros e entrou em um cômodo, que acredito eu, seja o banheiro.
Eu me sentei na cama e coloquei minha cabeça entre as mãos. Depois de algum tempo assim, ouvi um chuveiro sendo ligado. Eu me levantei e abri a porta do quarto, olhei para o corredor, é, eu realmente estava na casa dele de novo. Fechei a porta e voltei para o quarto.
O interior era bem maior que o quarto em que eu dormi da ultima vez. Acho que esse era o quarto dele, até porque esse possui personalidade. Que legal, eu estou no quarto de uma celebridade. Eu imagino quantas garotas gostariam de estar no meu lugar. Dei risada sozinha.
O quarto tinha uma parede preta e as outras eram brancas. Os poucos moveis eram de uma cor marrom bem escura. Tinha uma TV gigante e mais alguns aparelhos. Tinha também um mural de fotos. Eram muitas fotos dele com algumas pessoas, mas a maioria era dele com uma mulher, acho que era a mãe dele, porque eram muito parecidos.
Tinha também alguns livros espalhados por uma mini estante. No centro do quarto tinha um espelho gigante que ia do chão até o teto. Tinha uma mesa de escritório com muitos papeis por cima. Peguei alguns e percebi que eram roteiros, algumas falas dele estavam grifadas.
No canto do quarto tinha um violão sobre um pufe preto. Então ele também sabia tocar? Que legal. Tinha um caderno do lado, parecia um diário. Não contive a curiosidade e comecei a ler, possuía só algumas folhas em branco, as outras estavam preenchidas por lindas poesias ou músicas, depende. Eu li só uma e deixei no mesmo lugar de antes. Olhei para a porta que dava para um jardim e sai pra fora.
Nossa, que vista. Nunca reparei que a casa dele tinha um jardim. Lindo. Voltei pra dentro e fui até o closet dele. Poxa, eu tinha que vestir alguma coisa! Peguei uma cueca e uma bermuda e vesti. Acho que ele não tem nada parecido com sutiã, então só fiquei com a camiseta que eu dormi a noite.
Comecei a olhar o tanto de roupas que tinha ali. Eram tantas que parecia mais uma loja. Que injustiça que é esse mundo, não? E saber que tem tantas pessoas que não possui nem mesmo uma troca de roupas e passam necessidades. Por que o mundo tem que ser tão injusto?
Ouvi a porta do closet se abrindo e tomei um susto. O Lucas estava PELADO na minha frente. Eu gritei e me virei no mesmo instante com as mãos nos olhos. Eu não acredito que vi aquilo.
– Como você é capaz de fazer isso comigo? Seu idiota. – xinguei. Ele não parava de rir.
– Não sabia que você estava aqui. Pensei que já estava atacando minha comida.
– Engraçadinho. — ri falsa com a piada sem graça dele.
– Sabe, você ficou muito linda com a minha roupa, mas eu ainda prefiro você sem elas. – ele riu ainda mais.
Eu virei para xingar ele, mas voltei a posição anterior instantaneamente.
– Será que dá pra vestir uma roupa logo?
– Claro. É só me passar uma cueca, você está do lado da gaveta.
Peguei uma cueca e joguei pra trás, mais uma vez ouvi ele rindo.
– E como você me viu sem roupas? – perguntei por fim.
– Eu tive que te dar banho. – ele respondeu em um tom casual.
– Por que você me daria banho? – perguntei surpresa.
– Olha, deixa eu me vestir e depois eu te conto.
Eu sai dali quase correndo e fui para o banheiro. Fiz minha higiene matinal e quase gritei quando olhei o meu cabelo. O que era aquilo? Ele estava todo armado, tinha quase voltado ao estado natural dele, o encaracolado. Dei uma desamassada na camisa que eu estava usando e achei ela muito bonita. Tinha alguma coisa escrita nela, depois eu leria melhor. Sai do banheiro e dei de cara com o Lucas me encarando.
– Como você conseguiu não rir do meu cabelo? – perguntei.
– Sei lá. – ele deu de ombros. – eu acho mais sexy assim.
– Você tem uma escova de cabelo?
– Não, só tenho pente mesmo, desculpe.
– Tudo bem. Mas e então, o que eu fiz ontem à noite? – aquilo estava me matando de curiosidade.
– Você se embebedou, dançou igual uma louca e eu fui obrigado a te tirar de lá antes que você me traísse. Depois disse que queria tomar banho, mas não conseguia nem tirar o sapato, então eu tive que te ajudar.
– Te trair? Você está louco? Nós não somos... — esqueci a parte do banho, porque só consegui ouvir o "trair", como assim eu iria trair ele?
– Realmente nós não somos namorados, mas você assinou um contrato onde dizia que não iria entrar em relacionamentos enquanto participasse da competição. – ele concluiu.
– Mas por que tudo isso só pra uma competição?
– Não sou eu quem faço as regras, senhorita. E você já me traiu uma vez, não irei admitir mais uma traição, alias, de você não irei tolerar mais nada. Ouviu bem? Mais um escorregãozinho da sua parte e você está fora, danem-se as regras, no final quem irá decidir serei eu mesmo. – ele voltou ao seu tom frio das ultimas semanas.
– Olha aqui, Lucas...
– Olha aqui você, senhorita Sabrina. EU mando em você enquanto essa competição não acabar, por isso você me deve respeito e também tem que fazer as minhas vontades. Eu cansei de ser gentil e de suportar suas manhas e frescuras, a partir de agora você é como qualquer outra participante. Não vou mais te ajudar em nada, você já abusou de mais da sorte. Boa sorte, senhorita para vencer essa competição. Acho que você já conhece a saída. – ele disse num tom ríspido e apontou a porta.
Com muita raiva eu sai do quarto dele. Idiota! Como ele pode ser assanhado e intimo de mim em um momento e no outro me tratar assim tão mal? Depois as mulheres que são confusas. Argh.
– Bom dia. – me assustei com uma voz já conhecida. Eu estava perto da cozinha e ele estava tomando café.
– Bom dia, senhor Alberto. – disse, ficando completamente vermelha.
– Noite agitada? – ele arqueou as sobrancelhas.
– Não é nada do que o senhor está pensando. – disse Lucas atrás de mim, eu dei um pulo com o susto, mas ninguém riu. O clima estava pesado e eu nem sei porquê.
– E o que eu estou pensando, meu filho?
– Que ela e eu temos um caso, mas pode parar que com ela eu não quero mais nada. Ela só foi capaz de se embebedar em uma festa onde possuía muitas testemunhas, me fez passar vergonha e depois quase me traiu, mas eu consegui impedir esse vexame. Eu trouxe ela pra casa e cuidei dela, porque eu não deixei de ser bom nem mesmo com ela. O que pode ser considerado um milagre. – ele falou ríspido de novo e se sentou na mesa.
– Quer tomar café, Sabrina? – perguntou Alberto meio envergonhado.
Por que ele deixou o Lucas falar naquele tom com ele? Ele é o pai ali, poxa.
– Não, obrigada. Eu já estava indo embora. Se o senhor me permitir uma ligação, eu ligo pra minha amiga e ela vem me buscar. – disse, abaixando a cabeça.
Eu consegui ver ele olhando para o Lucas, como se estivesse pedindo permissão.
– Eu te levo. – Lucas se levantou da cadeira meio rabugento.
– Eu não quero...
– Não perguntei o que você quer. Você vai ir comigo e pronto. – ele me encarou e saiu pra fora.
Olhei para Alberto e ele estava com cara de dó?!
– É melhor você ir com ele antes que ele volte. – ele disse, dando de ombros.
– Só pode ser TPM. Meu Deus. – eu resmunguei e segui o Lucas.
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