Meu namorado é uma superestrela
34 Capítulo 9
Dormimos ali mesmo sem se importar com o desconforto, mas quando eu acordei estava em uma cama macia e cheirosa. Eu abri meus olhos e ainda estava de noite. Levantei-me cambaleando e fui até o banheiro me levar.
Conforme passava o sabonete por meu corpo me lembrava do toque do Lucas e o modo como ele me tocou em cada mínimo pedaço de pele. O quanto ele me preencheu e o quanto foi carinhoso no meu momento de dor. Eu o amava tanto e não conseguia mais negar isso.
Levei mais tempo que o necessário no banho e quando sai encontrei ele sentado na cama. Estava com os cabelos bagunçados e com o rosto ainda grogue de sono. Ele estava lindo.
– Bom dia. – eu disse, sorrindo.
– Bom dia. – ele semicerrou os olhos.
– Obrigada por me colocar na cama. – eu estava envergonhada por saber que agora ele conhecia cada parte do meu corpo.
– Não deixaria minha namorada dormir no chão.
Ele se levantou e foi até o banheiro. Eu deitei na cama em que estava e fiquei olhando para a dele. Estávamos em uma suíte com duas camas de solteiro. Naquele momento eu desejava que só tivesse uma de casal.
Ouvi ele saindo do banheiro e levei um susto quando ele entrou debaixo das minhas cobertas. Ele me puxou para si e encostou a cabeça próxima ao meu pescoço. Sua respiração me fazia cócegas.
– Estou com sono. Só dorme. Tá?! – ele sussurrou com a voz ainda rouca.
– Tá. – eu disse e quase senti seus olhos se fechando e ele pegando no sono de novo.
Eu tentei, realmente tentei dormir, mas não consegui. Para não acordar ele com minha inquietação, levantei e fiquei encarando a janela. Eu adorava ficar olhando o movimento suave das coisas lá em baixo.
Fiquei por um tempo ali até que senti o sono chegando de novo. Voltei para minha cama e me aninhei no peito do Lucas. Era tão gostoso e confortável. Fechei meus olhos e então sonhei com ele.
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– Bom dia. – ouvi alguém sussurrando e brincando com meu cabelo.
Abri meus olhos e vi o Lucas.
– Levanta, a gente está um pouco atrasado.
– A gente sempre vive atrasado é? – achei graça.
– Na verdade, eu estou atrasado para minha aula.
– Por que decidiu fazer aulas de surfe agora?
– É para um evento beneficente.
– Ah, e tinha que ser agora?
– O evento vai acontecer amanhã e eu não consigo nem parar em pé em cima de uma prancha. – ele riu. – mas se quiser que eu não faça, posso só doar o dinheiro em vez de arrecadar.
– Não. Não quero ser daquelas namoradas chatas que proíbem os namorados. O que você quiser fazer para mim está ótimo.
– Obrigado. – ele me deu um selinho e saiu pela porta. – Volto em duas horas. Aproveite o hotel.
Foi o que eu fiz. Tomei outro banho e desci para tomar meu café. Aquilo lá era o paraíso em forma de mesa. Tinham tantas coisas deliciosas, mas não pude pegar nem metade, para minha infelicidade.
Quando eu estava comendo olhei para minha mão direita e sorri ao ver a aliança. Não era chique nem nada, era prata e redonda, normal. Eu sorri ainda mais com isso, eu nunca quis luxo, não iria querer agora.
Tomei meu café e subi para o terraço. Eu queria relembrar os nossos momentos. Quando percorri o mesmo caminho da noite anterior, não achei nada romântico. Na verdade, foi chato sem o Lucas.
As rosas tinham sido levadas pelo vento e a cadeira e o violão levados embora por uma pessoa. Era novamente um terraço normal. Eu olhei aonde tínhamos nos deitado, ao contrário do que pensei, meu sangue não estava ali, provavelmente alguém tinha limpado.
Fui até a beirada do terraço e olhei o mar não tão longe dali. Procurei pelo Lucas e não foi tão difícil encontrá-lo. Ele estava cercado por mulheres. Não me permiti sentir ciúmes, eu tentaria não sentir. Eu me odiaria se me tornasse uma namorada intolerante. Eu daria o meu melhor para aquele relacionamento. Daria o meu melhor para ser feliz o máximo possível. O Lucas merecia isso, eu merecia isso. Ser feliz pelo menos uma vez.
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Assim que cheguei ao quarto ouvi o celular tocar. Corri para atendê-lo.
– Alô?
– Sabrina? – perguntou a voz da minha tia.
– Oi tia, aconteceu alguma coisa? – ela nunca me ligava.
– Desculpe dizer isso assim, mas é que você precisa voltar para casa. – ela tinha uma voz carregada de tristeza.
– Mas eu estou viajando, tia. Não estou em São Paulo. – tentei explicar.
– Sabemos disso, mas é urgente, desculpe.
– O que aconteceu? Você está me deixando nervosa. Fale logo, por favor.
– É melhor você se sentar.
– Já estou sentada – menti. – agora fale.
– Eu realmente sinto muito Sabrina, mas sua mãe se suicidou.
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