Meu namorado é uma superestrela
32 Capitulo 7
Não consegui ver para onde era o vôo que pegamos. O Lucas fez de tudo para me esconder o destino da nossa viagem e quando entramos no avião, eu já estava dormindo antes da decolagem.
Acordei algumas horas depois com ele me acordando.
– Chegamos. – ele sorriu.
– Onde? – perguntei meio sonâmbula.
– Fortaleza.
– Por que Fortaleza e não Paris? – perguntei surpresa. Eu realmente acreditei que estávamos indo para a Europa e não para outro estado brasileiro.
– Paris tem praias? – ele me olhou brincalhão, mostrei lhe a língua.
Descemos do avião e pegamos um táxi até o hotel. Assim que nos hospedamos, tomei um banho e dormi um pouco. Eu estava esgotada e acho que não era a única, porque o Lucas estava dormindo antes mesmo de deitar a cabeça por completo no travesseiro.
Acordamos algumas horas depois para almoçar. Era incrível como iríamos passar o natal inteiro dormindo. Voltamos para o quarto e assim que eu me preparava para dormir de novo o Lucas me pegou no colo e me girou.
– O que pensa que vai fazer?
– Dormir. Por favor? – eu implorei.
– Não mesmo. Olha que dia lindo que está!
Pois é, 30 minutos depois eu estava com um vestido leve por cima do biquíni e estávamos indo para a praia.
– Por que um lugar desses? – perguntei.
– Adoro praias. – ele sorriu exibindo seus músculos perfeitos.
– Eu também gosto muito apesar de só ter vindo uma vez. – afirmei envergonhada.
– Ótimo, então é realmente o lugar perfeito! – ele parecia animado.
– Para o que?
– Vem. – ele me puxou para a areia.
Havia vários surfistas na água e então eu percebi que aquela área era mais para o surfe mesmo.
– Sabe surfar? – perguntei erguendo a sobrancelha.
– Você está falando com o rei do surfe. – ele se exibiu.
– Ui, desculpe ai. – bati nele de brincadeira.
– Vai entrar?
– Muitos homens para eu mostrar meu corpo. – eu tinha mesmo muita vergonha.
– Continue pensando assim. – ele riu e pulou na água.
Eu organizei as coisas na areia e sentei o observando na água. Pude perceber que o que ele tinha dito não passava de mentira. Ele era horrível, não conseguia nem parar em pé em cima da prancha. E então eu vi que tinha um homem o ensinando. Ele estava tendo aulas de surfe em vez de estar comigo, legal.
Fiquei quieta na minha lendo ou tentando ler um livro, mas do nada surgiu uma gritaria e várias mulheres – adolescentes na verdade, não muito mais novas que eu – passaram por mim correndo. É claro que ele tem fãs em toda a parte. Eu não podia ficar com ciúmes por causa disso, mas eu não pude evitar. Já estava queimando de ódio quando ele saiu da água e começou a dar atenção de mais para cada uma delas.
Ele abraçava elas e lhes beijava o rosto. Dava autógrafos e tirava centenas de fotos. Elas passavam a mão nele como se fosse a coisa mais normal de se fazer com um desconhecido. Por que ele não impedia elas? Ele simplesmente não podia deixar que elas agissem daquela forma com ele. Não podia! Só eu podia e mais NINGUÉM!!
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