Meu namorado é uma superestrela
16 Quinze
~Hi Thaisbarb, tudo bem linda? ~
...
Acordei assustada, o que significava esse sonho? Eu devo estar ficando louca.
– Já acordada? – perguntou minha mãe quando eu desci.
– Tive um pesadelo. – dei de ombros.
Bebi um copo com água e fui para o banheiro. Depois de tomar um banho bem demorado, coloquei meu pijama e voltei a dormir. Eram só 4:00 horas da manhã. E sim, minha mãe sempre acorda esse horário, acho que é insônia ou qualquer coisa assim.
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– SABRINA – ouço minha mãe gritando.
– Já levantei. – mentira.
Olhei no relógio e pulei da cama. Já eram 7:00 horas. O portão fecha ás 7:10, estou ferrada. Vamos lá.
Começou a maratona. Veste roupa pulando igual uma macaca. Escova os dentes no mesmo tempo que penteia o cabelo. Calça os sapatos e nem amarra o cadarço e já sai correndo. Opa! Esqueci a mochila, volta correndo, pega e vaza.
Cheguei na frente do portão 7:30. Como eu vou pular? Eu vou para trás do colégio, escalo o muro e caio do outro lado. Ok, não foi tão difícil assim, mas eu ralei a porcaria do meu braço.
Esgueirando-me entre os corredores chego até o armário, jogo minha mochila lá dentro para esconder que eu cheguei agora e vou até a enfermaria.
Nossa, como eu sou inteligente. Agora é só pegar a autorização para voltar pra aula e eu provo que estava aqui o tempo todo. Parabéns Sabrina, você é um gênio!
– Aqui está. – a enfermeira me entrega o papel.
Ela fez um curativo no meu braço. O bom é que ela nem perguntou como eu fiz aquilo. Gosto assim, pessoas que não se metem na nossa vida.
– Licença. – peço na porta para meu professor.
– Onde você estava mocinha? – pergunta a diretora.
O que ela estava fazendo ali? Ferrou tudo, adeus plano perfeito. Eu escondi meu braço e tentei planejar algo.
– Na minha sala agora. – ordena e sai de lá, passando por mim.
Ouço a vaia dentro da sala e sigo ela. Ai que saco! Estava tudo perfeito.
– O que você fazia fora da sala? – perguntou, entrando na sala dela.
– Eu estava na enfermaria. Senti tontura, acabei caindo e ralando o braço. – falei, mostrando o braço com o curativo e entregando a autorização.
– Certo. E você demorou 40 minutos lá? – perguntou desconfiada.
– Eu estava esperando a tontura passar.
– Certo.
– Posso ir pra aula?
– Não te chamei aqui para isso.
– Não? – perguntei surpresa.
– O Lucas e as outras candidatas saíram cedo para um passeio e a senhorita não estava aqui.
– Por que não me procuraram na enfermaria? — me arrisquei.
– Não imaginávamos que você fosse tão desastrada. Mas enfim, a senhorita vai ter que dar um jeito de ir para o passeio.
– Por quê?
– Porque você também é uma candidata.
– Mas foram eles quem não me esperaram.
– Eles esperaram até 7:30, a senhorita que não apareceu. E o Lucas ficou possesso, a senhorita que se cuide.
– Ele não pode fazer nada. – desafiei.
– A senhorita que pensa. Apesar de você já estar na semifinal, o fato de você poder sofrer punições não muda. Você assinou um contrato onde diz ser responsável e cumprir com tudo o que ele peça.
– Eu não assinei nada. – me defendi.
– A senhorita não leu toda a inscrição? – acusou.
– Tudo bem – dei de ombros – mas o que ele pode fazer?
– Qualquer coisa que se relacione a competição.
– Certo. Mas eu não tenho como ir pra sei lá onde eles foram.
– Eles foram para um parque muito conhecido. Foi fechado exclusivamente para vocês.
– Um parque de diversão? É sério? – eu estava perplexa. De quem foi essa ideia idiota?
– Sim. Agora boa sorte para ir pra lá. – ela disse apontando a porta.
– O Lucas não pode vir aqui e me levar?
– De jeito nenhum.
Eu bufei e sai dali. O que eu ia fazer pra chegar até lá? Sem falar que eu estava louca de raiva. Agora quer dizer que eu teria que me submeter a ele?! Isso já era demais. Ele nunca iria mandar em mim, de jeito nenhum!
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– Obrigada por fazer esse favor pra mim. – agradeci o Jonathan quando estacionamos em frente ao parque.
– Boa diversão pra você. — Ele disse meio emburrado.
– Obrigada.
Me aproximei para dar um beijo em sua bochecha, mas ele me agarrou e acabou sendo na boca. Até que ele não beijava tão mal, mas o beijo do Lucas era mais gostoso. E foi pensando nele que eu aprofundei mais o beijo. Puxei seus cabelos e trouxe ele mais pra mim. No final ele deu uma leve mordidinha na minha boca. Ele sorriu e me soltou.
– Dê um olá para o Lucas por mim. – ele disse e deu um tchau para a frente.
O que? Olhei assustada para frente do carro e lá estava ele parado de braços cruzados em uma posição muito sexy. Ele parecia zangado. Olhei para o Jonathan e ele estava com um sorriso satisfeito no rosto. Então é isso mesmo? Ele me beijou para marcar território?
– Eu não sou um cachorro. – grunhi.
– Desculpe, mas ele é um idiota. – ele me olhou.
– Obrigada pela carona. – disse brava e sai do carro.
Bati a porta com força e ouvi ele gemendo de dor. Idiota.
– Brigou com o seu namorado é? – perguntou Lucas quando me aproximei dele.
Ele basicamente agarrou meu braço e me puxou lá para dentro.
– Estava me esperando é? – perguntei.
– Só avisaram que um carro estava se aproximando e eu vim ver quem era. – ele parou assim que entramos e me encarou – você podia ser responsável pelo menos uma vez?
– O que eu fiz agora? – retribui no mesmo tom.
– Você simplesmente não leva isso a sério. Não liga para o que combinamos. Eu sempre tenho que me responsabilizar e tomar conta de você. Mas que droga! – ele grunhiu e soltou meu braço, colocando a mão na cabeça.
– Olha, eu não sabia que era pra chegar cedo hoje. Ninguém me avisou nada. – me defendi.
– Claro que avisamos depois da aula, mas se a senhorita é afobada pra ir embora a culpa não é nossa.
– Eu tive problemas, ok?
– Olha, tudo bem. Só comece a ser um pouco mais responsável daqui pra frente. Do contrário vou ter que te punir.
– Tente. – desafiei.
– Não brinque comigo Sabrina. Você não sabe do que eu sou capaz. Até agora eu suportei suas manhas, mas não me teste.
– Olha só ele sabe meu nome. Que bom – ironizei, mas o meu nome soou tão mais bonito nos seus lábios – e sabe o que mais? Eu não tenho medo de você.
– Pois é melhor você ter, porque eu poço acabar com você com um estalar de dedos. –ele disse e saiu andando.
Meus olhos estavam cheio de lágrimas. Como eu podia estar gostando de alguém assim? De alguém que não liga pra mim e quer acabar comigo? Que ódio de mim mesma.
Eu fui até um banquinho que tinha ali e comecei a chorar. Esse idiota.
– Senhorita? – ouvi alguém me chamando.
– Sim? – respondi, enxugando minhas lágrimas.
– Você deve acompanhar o senhor Lucas para onde ele for. – instruiu o homem.
– Certo. Obrigada. – eu disse me levantando.
Procurei por ele e o encontrei já longe de onde eu estava. Eu corri um pouco para despistar o homem e depois fui na direção oposta a de Lucas. Não iria agüentar a cara daquelas meninas nojentas e a cara dele de desprezo.
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– Oi. Você pode me dar algo para comer? – perguntei a uma garçonete de um quiosque.
– Sinto muito senhorita, eu sei que você está na competição, mas eu só posso dar com a autorização do Lucas. – ela parecia chateada.
– Tudo bem, você não tem culpa. Obrigada.
Já passava das 14:00 horas. Eu estava naquele lugar á muito tempo e já estava morrendo de fome e já estava fraca. Mas eu prefiro ficar com fome e fraca a ter que pedir algo a ele.
Voltei para onde eu estava desde o inicio. Eu estava sentada em um banco um pouco isolado dos brinquedos. Assim não corria o risco de encontrar ninguém.
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– Sabrina? – ouvi uma voz gritando ao longe.
Eu não acredito que tinha dormido! Abri meus olhos com um pouco de dificuldade. Caramba, já estava de noite.
– Eu to aqui. – tentei gritar, mas saiu em um sussurro.
É, não comer nada durante um dia inteiro realmente não faz bem.
– Senhorita Sabrina? – gritou outra voz.
– Eu a encontrei. – gritou uma terceira.
Logo tinha um bando de homens ao meu redor. Minha visão estava fraca e eu não conseguia distinguir nenhum. Até que senti braços ao meu redor e senti meu corpo levitar.
– Está tudo bem. – ouvi Lucas sussurrando no meu ouvido antes de eu apagar.
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– Vem, não tenha medo. – disse Lucas, estendendo a mão para mim.
– Posso confiar em você? – perguntei, sorrindo.
– Sempre, amor.
Peguei sua mão e pulei do avião.
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Acordei com um leve tremor, mas não me mexi mais que isso e nem abri meus olhos. Por que a gente tem que sonhar que está caindo? É horrível.
– ...olha, me desculpa. Eu não quis nada disso. Você é tão teimosa, mas eu gosto tanto do seu jeito. Eu não sei por que me importo tanto com você...
Eu ainda estava sonhando ou o Lucas estava mesmo dizendo essas coisas e passando a mão no meu cabelo? É melhor eu ficar quieta.
Ouvi ele suspirar e alguém entrar no quarto.
– Ela está bem, pai?
– Sim. Pode ficar despreocupado. O exame de sangue não deu nada demais, apenas uma leve anemia. Acho que a nossa mocinha não se alimenta direito.
– Obrigado pai.
– Olha, só seja mais responsável, ok? O que aconteceu com ela foi culpa sua. Você é responsável por todas essas garotas enquanto está com elas. Se ela passou mal no parque e ficou um tempo desaparecida é porque você não deu devida atenção a ela. Estou certo?
– Ela é muito teimosa, pai. Eu não vou conseguir fazer o que vocês querem. Ela nunca vai querer ganhar esse prêmio, ela me odeia. E o dia inteiro eu não a vi, ela simplesmente desapareceu. Com as outras garotas no meu pé eu não tive tempo de procurar por ela. – Lucas suspirou.
– Você não está desprezando essa garota por ela ser pobre, não é mesmo meu filho?
Eu não consegui ouvir a resposta, porque um liquido gelado entrou na minha veia e eu automaticamente dormi de novo.
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