~ OI Marii Castro, tudo bem? ;D ♥ ~

...

– Sabrina – ouço minha mãe chamando-me.

– Já vou – respondo, gritando também.

Olho pra fora, já está de noite. Caracas, dormi a tarde inteira. Desço a escada correndo.

– O que? – pergunto meio ofegante.

– Tem alguém querendo te ver. – ela aponta para o canto da cozinha.

Eu olho e quem menos eu esperava está lá. Parado encarando-me de forma alegre. Oh, droga! Eu dormi e devo estar horrível. Dane-se, não ligo pra ele mesmo.

– O que quer? – pergunto logo.

– Não foi essa a educação que eu te dei Sabrina – minha mãe chama a atenção.

– Desculpe – digo entre dentes.

– Convide ele para sentar.

– É rápido o que ele tem pra me dizer. – insisto.

Não quero que ele demore e conheça minha família, não mesmo.

– Na verdade não é não. – ele estava segurando o riso. Filho da mãe.

– Ótimo. Pode sentar, fique a vontade. – sorri minha mãe.

Eu a encarei com cara feia, ela apenas sorriu e deu de ombros. Eu bufei. Que saco. Agora ela deu pra me contrariar na frente dele?

– Obrigado. – ele parecia o cara mais gentil do mundo. Aiii, que ódio.

Minha mãe o levou para a sala e eu fiquei para trás. Que legal.

– Quer alguma coisa? Um suco ou um café.

Será que dava pra minha mãe parar de ser tão gentil?! Eu iria parecer a pessoa mais mal educada do mundo assim.

– Um café, por favor – ele sorriu.

– E então, o que você quer? – perguntei quando minha mão foi pra cozinha.

– Como você me enxotou daqui, não terminei de falar tudo sobre o concurso. – acusou.

– Você disse que tinha terminado. – acusei.

– A primeira parte.

– Ah , tudo bem. Explica logo.

– Você é muito diferente da sua mãe. Pelo menos pra ela eu sou bem-vindo aqui – ele jogou na cara.

– Cala a boca.

– SABRINA – minha mãe me deu bronca.

Ele segurou um riso.

– Aqui está Lucas.

Como ela sabia o nome dele?

– Como sabe o nome dele? – perguntei.

– Você demorou um século pra acordar. – deu de ombros.

Nessa hora ele rompeu em gargalhada e minha mãe o seguiu.

– Qual a graça?

– Nada. – minha mãe disse e saiu dali.

Ele continuava rindo. O encarei brava, mas nem mesmo a minha expressão fez ele parar.

– Para.

– Sabe? Você fica uma gracinha dormindo – ele soltou.

O que? Como assim ele... Ai meu Deuszinho, não! Ele não entrou no meu quarto!? Acho que meus olhos iriam saltar para fora de tanto que eu estava com eles arregalados .

– Você não entrou...? – perguntei sem conseguir terminar.

– No seu quarto? Ah sim, devo admitir você fica muito linda dormindo. Parece um anjo. – ele riu ainda mais.

– MÃEEEE!!! – chamei zangada.

– O que foi? – ela apareceu assustada na sala.

– Porque ele entrou no meu quarto? – eu estava soltando fogos pelo nariz.

– Ele disse que era seu amigo. Eu não sabia que você estava dormindo, por isso mandei ele subir.

– Como assim ele é meu amigo? Mãe, você nem conhece ele. – eu estava indignada.

– Não é? Pensei que fosse, porque você não para de falar dele nem um minuto.

Acho que eu estava vermelha igual a um pimentão. Tudo bem, eu admito que falava dele quase todo dia pra minha mãe. Mas era o quanto eu o ODIAVA. E aliás, ele não tinha que saber!

Ele estava me encarando, ao contrário do que eu pensei, ele estava sério e não rindo. Minha mãe saiu dali, rindo.

– O que foi? – murmurei.

– Você fala de mim? Bom saber.

– Sim, eu falo de você. Eu digo o quanto você é um idiota e o quanto eu te odeio. Mas fala logo. O que quer?

– Explicar o que você tem que fazer.

– É mesmo. Amanhã, né? – ele concordou.

– As roupas que você vai ter que usar terão que ser compradas ainda hoje.

– Eu tenho roupas – o interrompi.

– Duvido que tenha as exigidas.

Claro. Eu não tinha dinheiro o suficiente para comprar roupas caras como as outras.

– Ótimo então. Como eu vou comprar? – falei, tentando esconder minha mágoa.

– Eu iria te levar a loja, mas você me expulsou, lembra?

– E que roupas são essas?

– Cada participante tem que escolher uma flor. A partir dessa flor é que escolherão o vestido. – ele explicou.

– Como vou saber se alguma outra garota já escolheu a flor que eu quero?

– Eu acompanhei todas elas na escolha da flor e do vestido.

– Ah. – disse apenas.

Então ele se encontrava com todas elas? Legal, eu sempre sou a última.

– Qual sua flor?

– Rosa branca.

Ele me olhou e sorriu. Não entendi sua expressão.

– O que? Já escolheram essa?

– Não, é uma flor muito comum pra elas.

– Então, por que está com essa cara de bobo?

– É que essa é a minha flor preferida também.

– Legal. Mas eu não disse que era a minha. – menti.

– Tudo bem. Vamos?

– Pra onde?

– Comprar o vestido. – ele me olhou como se eu fosse idiota.

– Eu não vou comprar nada, desculpe, mas não vou usar uma roupa idiota só porque você quer.

Ele suspirou. Um dia eu canso ele por completo e consigo fazer ele desistir de vez.

– Olha, ta bom, já cansei de você. – ele disse, se levantando.

– Ótimo. – me levantei também.

– Só esteja na escola às 7:00 horas que alguém vai te pegar. Use até um saco de batatas se você quiser. Eu não estou mais nem aí pro que vão pensar de você. E é claro, escreva uma dissertação sobre o por que merece estar nessa competição. Boa sorte. Eu espero do fundo do meu coração que você seja eliminada. – ele disse tudo zangado e saiu dali pisando duro.

– Já vai? – ouvi minha mãe perguntando.

– Sim. Foi um prazer senhora. Infelizmente não deu tempo de tomar o café. Fica pra uma outra hora.

– Tudo bem.

Depois eu acho que ele foi embora. Eu subi correndo pro meu quarto e bati a porta com a máxima força que tinha. Como assim ele só avisa isso agora? As meninas tiveram uma semana pra escrever o texto. Eu só tenho algumas horas. Ai que ódio!!!

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“ – O que eu vou usar? – eu perguntava para Clara.

– Você não tem nada?

– Não – respondi triste – ele disse que tinha que ter um tema. O meu é uma rosa branca.

– Você tem aquela blusa branca!

– Mas tem que ser um vestido.

– Eu não sei o que fazer Sá, desculpa. – ela parecia decepcionada.

– Tudo bem. Eu uso a camisa mesmo. Tchau.

– Tchau.”

E eu desligo o celular. Olho as horas na tela e começo a chorar. Já são 23:00 horas e eu não escrevi nada ainda. Eu caio na cama exausta e ignoro essa competição.

Não vou escrever nenhum texto, não vou usar roupa nenhuma. Aliás, acho que nem sequer vou ir nessa droga.

Notas finais
OI amores. Tudo bem? Desculpe não postar ontem, é que eu sai e não tive tempo. ;D Sim, eu sei que esse é curto. Mas teve que ser assim... O que acharam do Lucas nesse capítulo? E a Sá, será que ela não vai ir mesmo? Beijos, até os comentários.