Meu mundo é você

2 Um reino, dois mundos


Notas iniciais
Oi! Então gente, esse cap ficou pequeno mas logo vcs vão entender o pq. Brigada pelos reviews lindos! eu fiz um prefácio fraco pq achei que iria ter que exclui por falta de leitores, mas parece que não!!!! Eba!! Ah queria agradecer a recomendação lindissima da IMila McCurdian la em Conexão Seattle, vlw eu amei e ri muito rsrsrsEm fim nos vemos la embaixo!!!!!

Era fim de tarde e início de noite na França. Ano de 1682. No castelo real, imperava o mais absoluto silencio em contraste a alegria em um povoado próximo.

O reino era um lugar bonito, mas com muitas disparidades sociais. Dividido basicamente em cinco partes. O castelo real e suas vastas terras pertencentes ao rei, as afastadas vilas e povoados paupérrimos, a área comercial onde vivia nobres e comerciantes endinheirados, as terras para plantio e os bosques.

Enquanto a família real e outros nobres como duques, cônsules e condes desfrutavam de imenso conforto e riquezas, os plebeus viviam do modo mais miserável que era possível. A salvo pelos comerciantes mais abastados, o restante, que morava em povoados, viviam da venda de produtos que cultivavam nas terras dos nobres, assim sendo, o dinheiro que conseguiam, lhes garantia apenas uma alimentação pobre e saldar as dividas com os donos das terras. É. A ascensão social era dificílima no termo mais otimista possível.

No castelo real, estavam jantando na enorme sala de jantar, o rei, a rainha e os seus dois filhos. Apenas um legitimo. Cercados de criados, e em uma mesa anormalmente grande para quatro pessoas, o tilintar dos talheres de prata era o único som que se fazia ouvir na sala grande e iluminada pelos candelabros.

O menino tinha dez anos, uma postura arrogante e tentava imitar os gestos solenes do pai mesmo enquanto comia. Chamava-se Fredward, mas era conhecido como Freddie. Tinha olhos e cabelos castanhos, uma criança linda, que já tinha seu destino previamente traçado e se orgulhava de seus compromissos de adulto.

A menina era filha de uma empregada que morreu após o parto, e estando a rainha amamentando o seu filho recém nascido, tornou-se ama de leite da linda garotinha. Acabou se envolvendo e a tomando como filha. O irmão da garota, Spencer não teve a mesma sorte, já com dez anos, na época tornou-se mero servo do rei e mal tinha permissão de se aproximar da irmã. Mas felicitava-se pela sorte da garota.

Carly tinha olhos e cabelos negros e a pele alva. Era uma garota tímida e delicada, seu irmão, o príncipe sucessor, lhe tinha uma grande admiração. A amava como uma irmã, que de fato era, por se tratar da única pessoa com quem gostava de passar o tempo no castelo. As demais crianças, filhas de outros nobres, ou mesmo de empregados lhe pareciam ou fúteis demais ou molambentas demais. Freddie odiava molambentos. Era esnobe, detestado por todos os criados e sua fama já se espalhava pelo reino a fora.

No castelo, todos eram conhecedores da história de Carly, mas evitavam comentar. No resto do reino, poucos sabiam, mas quem sabia pouco se importava em propagar tão inútil informação. O que importava é que Freddie era legitimo, portador de forte semelhança com os pais, e se uniria, quando completasse vinte e um anos, a jovem Berenice, dois anos mais velha que ele, filha do rei da Itália, dona de uma beleza sem par e igualmente arrogante e convencida como Freddie, por ser a princesa que fortaleceria os reinos contra ataques suíços.

A vida seguia sem maiores percalços, a tradição era mantida a exatos cinquenta anos. Um príncipe Frances casava-se com uma princesa italiana, e ambos os reinos continuavam em paz. O trono italiano era passado apenas aos sucessores homens que podiam casar com uma mulher de qualquer nacionalidade, desde que não esquecesse seus compromissos para com sua irmã. Compromissos esses eram: Dividir qualquer terra conquistada, qualquer tesouro achado e etc. Claro, a irmã em questão era a rainha da França.

Por mais que tentasse seguir os hábeis modos do pai, Freddie não conseguia. Só tinha dez anos, e as vezes se irritava de um modo que sua vontade era pegar aquela comida com as mãos e devorar. Mas era um cavalheiro distinto e sabia que não podia se comportar assim.

O homem era alto, forte e taciturno. Fredward VIII, rei a vinte e quatro anos, quase se separou da esposa devido a demora da mulher em lhe conceber um filho. Mal conversava com a família, e quando o fazia, era para falar de guerras e inimigos. Isso afastava Carly, deslumbrava Freddie e apavorava a rainha Marissa.

Carly o observava com certo ar de deboche em suas frustradas tentativas de parecer um mini rei. De fato o era, mas Freddie sempre fora extremamente atrapalhado e a única coisa para que levava jeito era na confecção de engenhocas. Carrinhos, barcos e outros brinquedos de madeira que funcionavam com incrível precisão. Os barquinhos flutuavam na água, os carrinhos rodavam ao serem puxado. Mas sua maior ambição era governar, mandar e explorar, tinha verdadeiro deslumbramento por sua própria realidade.

–Freddie, tem certeza que tem assistido ás aulas de boas maneiras? –Perguntou a mãe autoritária.

Ele assentiu constrangido. Encontrou apoio nos olhos negros da rima a sua frente sorrindo solidária. Ambos sabiam o quanto a aula era chata, e embora Freddie tentasse negar, Carly não tinha medo de dizer o quanto achava aquilo um fardo. Ninguém gosta de ser “chique” aos dez anos de idade. Não o tempo todo.

A mãe tinha esperança que o filho se casasse por amor, e ansiava com o dia em que ele completaria seus quinze anos e seria enviado a um mosteiro nas proximidades do convento onde estudava sua noiva. Ali poderiam se encontrar aos olhos dos clérigos, e seu filho poderia vir a se apaixonar pela moça, e casar-se não só por obrigação, como ela, que muito sofreu quando jovem por isso. Mas temia pelo filho. E não deixava de sonhar que tanto ele como Carly tivesse um destino diferente do dela.


O povoado antes mencionado situava-se a alguns quilômetros do castelo. A música alta era entoada por flautas, alaúdes, e tambores improvisados em meio a pobreza em que viviam aquelas pessoas. Uma enorme fogueira queimava há alguns metros de distancia das pessoas.

Estava sendo comemorado o casamento de uma jovem com o seu namorado. A felicidade era visível a maior distancia possível. Como a maioria dos casais da aldeia, se conheciam desde criança. Aurélio e Polyana dançavam alegremente em meio a roda, as palmas compassadas dos convidados.

Robie era um garoto de cabelos negros e cacheados. Era filho de um vendedor de maçãs e um dos poucos que não dançava. Tinha a pele alva e grandes olhos cor de oliva. Olhava uma garota assar alguma coisa na fogueira com certo interesse. Três anos mais velho que ela, era apaixonado por sua amiga desde que se entendia por gente.

Mas a garota tinha modos masculinizados e se mostrava avessa a garotos. Batia nos amigos, montava como um cavaleiro desde os sete anos de idade, e manejava uma espada como um verdadeiro samurai desde os cinco. Assustador.

–Sam, você esta descalça? –Perguntava a mãe atônita. –Vai já calçar os pés, sua louca!

A menina voltou-se indignada em direção a seu pequeno casebre e deu de cara com o amigo fitando-a. Arqueou as sobrancelhas desafiadoramente e seguiu seu caminho. Não gostava nem um pouco de ficar calçada, mas de fato já tinha se ferido gravemente por esse desleixo. Ao pisar em uma lagarta de fogo quando passeava pelos bosques onde tanto gostava de passear. Uma semana com febre em cima da cama foi o resultado. O frio não lhe era um problema, como vivia saltitando, sua própria energia infindável a mantinha aquecida. Mas a vigilância da mãe surtia efeito, e ela já considerava o habito um pouco mais aceitável.

A garota era Samantha Puckett ou Sam. Pode-se dizer que a mais selvagem daquela aldeia. Briguenta, perversa e acima de tudo, muito divertida. O tipo de rosto que só de olhar faz qualquer um querer sorrir. Possuía lindos olhos azuis curiosos com os quais era possível afirmar que ela lia a alma das pessoas tamanha era a profundidade com que as encarava. Mas apenas quando possuía algum interesse nelas, raramente material. Seus longos cabelos louros e cacheados faziam qualquer um pensar que era desprovida de tesoura.

Fora sua alegria contagiante e disposição inacabável. De modo geral era querida por todos a sua volta, e os planos que lhe eram guardados para o futuro, embora ainda não houvessem lhe sidos revelados, pareciam ter sido feitos para ela, pois eram altamente compatíveis com suas habilidades e com sua beleza.


Seus pai andavam para la e para ca servindo comida e bebida. Pam, mãe muito cedo, era magra e esguia, se balançava ao som da canção e se permitia um suave beijo nos lábios do marido sempre que se cruzavam.

Ele cultivava maçãs nas terras do Conde Stefan Smith, e a esposa as vendia na feira. Apaixonado pela esposa desde que eram adolescente, casou-se com ela e viviam felizes na medida do possível. O nascimento de Sam representou mais do que ele podia imaginar. Amava a pequena garota com todas as forças e fazia tudo o possível para vê-la feliz.

Apesar de tudo era inegável que Sam possuía um grande coração. E uma vez que alguém o possuísse, certamente teria coseguido um dos mais valiosos tesouros da terra. Mas era algo que até então parecia impossível a qualquer um, talvez pela sua pouca idade. Talvez por ainda não ter conhecido tal pessoa.


Notas finais
Espero não ter decepcionado isso foi só uma introdução por assim dizer né? No prx cap vai ter muito mais coisa, e claro, eles vão falar né??? rsrsrs Deixem coments pfv pra eu saber o q vcs acharam, sim??? Bjo e thau!!!!