Meu mundo é você

15 Interrupção inconveniente


Notas iniciais
Hei! Finalmente eu terminei!! Desculpem o atraso mas vcs nem sabem o que aconteceu, dessa vez não foi culpa minha. Ta um tal de faltar luz aqui que eu ja não to entendendo mais nada. Tava fazendo o cap, de boa e quando penso que não, falta luz. Graças a Deus o Word salvou! Mas me atrasou pq o computador ficou ruim!! Mas em fim espero que gostem do cap, brigada pelo reviews, Éwilla Santana querida, brigada pela recomendação, hei, eu não demoro tanto assim. Ta só um pouquinho mas é que é muita coisa pra fazer!! Brigada, viu? É isso minha gente, boa leitura!

Freddie achava que estaria mais satisfeito durante o seu próprio baile. Alem de ter aguentado todo o drama de Carly durante toda a semana, em função da carta de Vincent, informando sobre o seu casamento com Antoniete, sentiu, ao ver todas aquelas pessoas a no salão, uma súbita repulsa. Que de fato sabiam sobre ele? Quem de fato admiravam? Caminhava de um lado para o outro com um sorriso forçado, ainda assim lindo que fazia as mocinhas rirem a toa.

Ao contrario dele, Carly parecia outra durante a festa. Sua atenção era em especial ao duque, não só ela como outras mocinhas. Freddie regozijava-se ao ver que quando ele se aproximava, todas deixavam o duque de lado. Humbert já estava no poder, devido a morte precoce do pai, mas Freddie ainda era apenas o herdeiro. Pra completar, Freddie era comprometido, enquanto ele estava a procura de uma futura duquesa. Ainda assim, recebia mais atenção.

Em meio ao salão apinhado de damas e senhores distintos, nobres e magistrados, Freddie lançava olhares discretos a criadagem. Odiava-se por isso, mas era inevitável. Ela poderia aparecer a qualquer momento, e ele não a via desde o acontecido no bosque. Por que mesmo com os vestidos mais lindos, as joias mais caras, os penteados mais belos, nenhuma daquelas jovens se comparava a ela. Era difícil pra ele admitir. Se estivesse ali, trajando aquelas roupas, todas as outras tornar-se-iam insignificantes. Certamente iria rir de todos e fazer piadas com os nomes e os penteados exagerados.

Foi quando a viu. Ela estava no fundo do salão, na penumbra. Ela estava parada, junto com outras duas criadas com expressão de profundo tédio. Quando seus olhos se cruzaram ela sorriu . Por que sorriu? Freddie achou que ela estivesse brava. E estava, mas havia sido algo involuntário, ele percebeu quando ela, um pouco desconcertada, retomou o ar sério.

–Vossa alteza parece distante. –Disse o duque polidamente.

–Como se estamos a quatro passos de distancia? Agora se os senhores me dão licença...

Humbert já havia observado o ponto em que Freddie se fixara. Uma bela criada, sem duvidas com quem ele muito devia se divertir. Um escândalo daqueles deixaria a reputação do príncipe bem comprometida. Se pudesse obter a colaboração da moça, tanto melhor. O duque achou que devia ficar de olho em Freddie durante todo o baile.

Daí por diante o príncipe não conseguiu mais fixar sua atenção em mais nada! Nem mesmo na belíssima decoração do salão, ou na orquestra impecável. Havia uma dama em especial com lindos olhos cor de esmeralda, e fios dourados extremamente brilhantes que durante um bom tempo tentava lhe chama a atenção. Era filha de um nobre extremamente importante, um dos mais influentes do reino. Era cobiçada por uma porção de cavalheiros e mesmo alguns nobres de relativa significância, mas a moça era ambiciosa.

–Creio que Vossa Alteza não tenha ido ao último concerto... –Dizia com um lindo sorriso. –Foi dos mais lindos que já vi!

–Estive muito ocupado esses últimos dias. –Seus olhos caminhavam pelo salão. –Há alguns problemas no condado dos Stefans, precisava de minha intervenção.

–Ouvi dizer que as terras estão em baixa e que o filho deles terá de se casar com a prima por causa do dote! Lamentável!

–Isso é mais natural do que pensa. –Freddie riu ironicamente.

–Oh, sem com certeza! –Disse outra moça menos bonita lançando um discreto olhar a loira. O próprio príncipe casaria com a prima por relações diplomáticas. –Acho que a Catarina apenas acha lamentável o fato de terras tão vastas estarem em tão ma situação.

–Oh, sim. –Disse uma moça magra de cabelos negros. –O estranho seria que ele se casasse com uma camponesa, não é?

As jovens riram enquanto Freddie aproveitava para olhar mais uma vez para trás. Estava numa roda cercado por umas seis moças, ou mais e não conseguia dar a devida atenção a elas. Certamente aquele era um excelente momento para demonstrar toda a sua inteligência, mas não se encontrava minimamente disposto a se mostrar. Aparentemente todas tentavam empurrar e bela moça loira a ele, admitindo ser impossível competir com ela. A moça magra e franzina chamou sua atenção perguntando alto:

–Vossa alteza sabia que Catarina fala cinco idiomas?

–É certamente uma proeza. Mande meus cumprimentos a essa respeitável dama.

–Por que se ela esta bem na frente de Vossa Alteza?

O sorriso de Catarina, (a bela moça loira e sorridente que já mencionara seu nome umas quatro vezes), foi se apagando rapidamente. Como era possível que alguém não reparasse nela? Constrangido, Freddie suspirou e maldisse Sam em seus pensamentos. Catarina voltou a sorrir e disse que era normal que alguém que conhecia tantas pessoas esquecesse nomes. Freddie assentiu com um sorriso simpático e pediu licença dizendo que precisava cumprimentar uma pessoas. As moças assentiram desapontadas.

Freddie caminhou ainda a lançar sorrisos e quando percebeu, estava fora do salão. Respirou aliviado, ainda não tinha como descrever o tamanho do seu constrangimento. Claro que agora lembrava, ela era filha do marques, homem que muito contribuía para as vitórias do reino durante as invasões!

–Vossa alteza parece não esta se sentindo muito bem. –Disse uma voz. –Quer um copo d’água?

–Devia estar servindo.

–Não é muito comum abandonar o próprio baile... Vão estranhar.

–Estranho é uma criada se dirigir dessa forma a mim! O que quer Sam?

–Vim me despedir. O baile já esta terminado, e eu estarei livre! Você também creio eu.

–Não vá. –Disse sem olha-la. –Se precisa desse trabalho, não precisa sair.

–É, mas vossa alteza disse que podia me arrumar outro. E então?

–Tarde demais, a proposta não esta mais valendo.

–É sua chance de se ver livre de mim!

–Posso me ver livre de você a hora em que eu bem entender! Até mesmo na guilhotina, é bom que não se esqueça.

–Sabe o que eu não entendo? É como toda essa gente te suporta. Como suportam sua falsidade, arrogância e sua falta de humildade! Quando for coroado, espero já esta bem longe daqui!

–Com sua renda, acredito que não chegará muito longe. –Disse com um sorriso se formando.

–Eu sei trabalhar. Adapto-me bem em qualquer lugar. Não sou como alguns que passam os dias lendo ou cavalgando e julgam-se... Magníficos.

–Esta começando a me irritar.

–Por que falo a verdade? Mas decida-se de uma vez irá me ajudar ou não?

–Vou pensar. E... Sabe por que as pessoas me suportam, Sam? Por que eu sou o príncipe e você o que é?

–E acha isso bom? Admite que se não fosse sua coroa, ninguém lhe suportaria e acha isso bom? Talvez no seu ponto de vista eu não seja ninguém, mas tenho amigos que gostam de mim mesmo eu não tenho nada a oferecer! Gostam do que sou não do que tenho!

–Sorte sua. Eu sou o que tenho!

Havia certa tristeza em sua voz. Por um momento Sam chegou a acreditar que ele sabia o quanto era artificial a afeição daquelas pessoas a ele. Ele não se despregara da parede, observando o baile na penumbra, onde não era visto. De repente, os dois observavam aquilo de longe, como se estivessem em outro lugar, em outro tempo e nãopertencessem a nada daquilo. Sam se aproximava tencionando tocar sua mão num gesto de carinho, mas ele recuou. Freddie deslocou um pé e deu um passo, a frente, como se fosse embora. Depois voltou-se com um sorriso indecifrável (como a maioria dos que lançavam a ela) e estendeu-lhe a mão.

Ela recuou achando que ele ia lhe dar uma bofetada, e depois de algum tempo entendeu. Antes que ela pudesse se afastar, ele a pôs uma mão em sua cintura e continuou com a outra estendida até que ela finalmente estendeu a sua juntando a dele. Não queria ter permitido que tão facilmente ele a seduzisse, conduzindo-a pelo corredor no ritmo da bela musica que vinha do salão. Num instante discutiam, e agora encontravam-se dançando olhando-se nos olhos e sorrindo. Sam, um pouco sem jeito, descansava a mão sobre o braço do príncipe, vestido com traje que nem mesmo se ela vendesse sua casa com todos os moveis dentro poderia comprar. Freddie se perguntava por que preferia dançar com uma criada. Ela lhe causava uma hipnose inexplicável o modo como sua boca se movia ao falar, como seus olhos fitavam-no de um modo especial. Confiava nele ao ponto de destrata-lo da maneira mais desrespeitável possível, sem medo de se lançar a uma situação de risco. Era a única que enxergava mais o garoto que o príncipe.

Freddie a girava com o corpo já extremamente próximo ao seu, qo que ela não parecia se importar. Até que não dançava tão mal, e os pisões que dava nas lustrosas botas de Freddie o faziam rir mais do qualquer piada que ele já havia ouvido durante o baile. Quando a girava pela terceira vez seguida, Freddie viu um rosto fixado na cena que ali se desenrolava, com um sorriso cômico e espantado. Parou de dançar imediatamente afastando-se de Sam.

–Espero não estar atrapalhando. –Disse o duque.

– Você, volte aos seus serviços. –Disse recuperando a postura.

Sam assentiu retirando-se imediatamente. O duque lançou a moça um olhar insinuante que a fez corar. Freddie cerrou os punhos e os dentes. Teve ímpetos de avançar, mas se conteve já que sua situação não era boa. Mas do que nunca teria de se valer de sua falsa fama de tirano.

–Estão todos a sua procura. Deixou seus convidados para... Para isso?

–E que diabos você pensa que é para me questionar? –Perguntou elevando a voz.

–Me pergunto o que diriam se eu contasse o que acabo de ver... – Perguntou o duque.

–Não dirão nada, por que você não contará nada, a menos que queira perder seu precioso ducado por contar mentiras infames. –Freddie sorriu calmamente ao fim de sua fala.

–Não faria isso.

–Então vá em frente e conte a todos sobre algo que jamais aconteceu. Talvez eu até o prenda...

–A moça poderia confirmar... –O duque começava a demonstrar medo.

–Que moça? Esta vendo alguma moça aqui? Se esta se referindo a moça a quem eu pedi um copo d’água, sinto em informar que ela é de minha interia confiança e jamais se aliaria a ninguém contra mim.

–Só estaria dizendo a verdade e poderia lucrar muito com isso.

–É uma moça simples e justa, que ficaria do lado da verdade. A minha verdade se é que o senhor entende. Mas vá em frente, sou um homem defensor do livre arbítrio.

Freddie sorriu e retirou-se com um ar vitorioso. Mas estava preocupado. Ainda que ele não contasse, havia sido flagrado dançando com uma criada, o que poderia ser pior? Voltou ao baile como se nada tivesse acontecido e vez por outra lançava olhares ao duque que parecia concentrado, sempre com o olhar distante. Freddie se preocupava também com Sam, como ficaria se uma história dessas se espalhasse? Desonrada, obviamente. Ainda que destituísse o duque isso não mudaria o fato de que sua reputação jamais seria a mesma. Precisava ficar de olhos e ouvidos atentos com o duque, ele certamente não havia gostado de ser ameaçado, e Freddie estava certo de que havia ganhado um inimigo perigoso. Ele acabaria arranjando um modo de tirar proveito daquela situação. Mas o que mais perturbava Freddie em meio a tudo aquilo, era o fato de não saber se estava mais aborrecido por ter sido flagrado ou interrompido.


Notas finais
Meus amores não deixem de comentar a cada baixa nos comentarios eu fico super mal, se não gostaram pode dizer, o fato é que se vc leu deve ter alguma coisa a dizer, sempre tem!! Muito obrigada por ler e pelo comentário que eu sei que vc vai deixar. Né? A música do link é de Mozart sobre quem eu nada sei mas achei a música linda D+! Avisem sobre os eros eu digitei rápido demais e revisei muito corrido tbm. kkk Bjos gente, Assim que der eu posto CS!! Bjos!