Meu melhor remédio
17 Completas.
Notas iniciais
Por Quinn
Eu nasci em uma família um pouco desajustada. Toda a minha infância, vi minha mãe correr atrás de um homem estúpido e egoísta. Bom, esse homem era meu pai. Não, ele não morreu. Mas, eu o matei da minha vida depois que ele me expulsou de casa, aos 16 anos. Eu não acreditava no amor nessa época. No entanto, me envolvi com Puck e achei que realmente gostava dele. Eu gosto dele. Infelizmente só percebemos que o amor que existia entre nós era amor de irmãos depois de termos cometido um deslize. Não foi um erro, eu jamais chamaria de erro. Perdi novamente a esperança, perdi muita coisa nesse ano. Eu sei que eu demorei a perceber na morena falante do club glee, a da melhor voz, mas eu percebi. Rachel me puxou de volta. E eu a amei calada, durante todo esse tempo. Agora, aquela pedinte de solos, que namorava meu ex-namorado, aquela que eu desejei todos os dias depois de uma apresentação sua, bem, ela está aqui, deitada em baixo de mim, presa em meus braços.
– Quinn. – Sussurra temorosa, me trazendo de volta.
– Repete. – Digo firme. Ela desvia o olhar e eu seguro seu rosto. – Olhando para mim, Rachel. Repete.
– Eu te amo. – Meu coração bate a mil por segundo. Um sorriso surge na boca dela. – Desculpa demorar a perceber, mas eu estava confusa com tudo isso acontecendo de repente e...
– Mais uma vez, Rachel. – Corto seu monólogo.
– Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. – Sorri. – Eu te...
Dane-se o mundo. A mulher que eu amo está dizendo que me ama também. Invado sua boca com pressa, arranco seu gemido que eu tanto adoro. Rachel morde meu lábio com força, me deixando desarmada. Sorri no beijo. O sorriso logo vira uma risada e eu tenho que me afastar de sua boca. Deito ao lado dela, ainda rindo forte. A pequena me olha um pouco confusa, mas sorrindo também. Sinto meu corpo se acalmar e deito de lado, para encará-la. Rachel repete meu movimento, ficando de frente para mim. Traço seu rosto com meus dedos. Minha linda.
– Estou feliz, Rach. – Respondo sua pergunta silenciosa. – Você me faz a pessoa mais feliz do mundo.
– Você me faz, Lucy. Eu nunca pensei que fosse me sentir assim outra vez, depois tudo... – Sussurra. – Aliás, eu nunca me senti assim... completa.
– Eu vou fazer de tudo pra te ver feliz sempre, meu amor. – Beijo sua testa. – E agora eu sou Lucy?
– Você me chama de tantos nomes. – Ela franze a testa e eu gargalho. – Eu gosto de Lucy, acho seu nome lindo.
– Eu gosto de como ele soa na sua voz.
– Eu te amo, minha Lucy. – Deus! Não faça isso. Meu sorriso aumenta, se isso é possível.
– Eu te amo, meu Frodo.
Por Santana
Sim! Isso está acontecendo. Depois de tanto tempo, eu consigo sentir esse gosto maravilhoso outra vez. Afasto-me um pouco, para olhá-la. Britt retribui o olhar, cheio de desejo, fazendo meu corpo estremecer. Abaixo em seu pescoço, beijando-o levemente. Sinto a pele da loira arrepiar. Começo a deixar pequenas mordidas no local, ouvindo os seus deliciosos suspiros. A dançarina enfia uma de suas mãos por baixo de minha camisa, arranhando minhas costas. Não brinque comigo, Britt. Volto para sua boca, explorando cada canto. Meu coração bate depressa e meu corpo está explodindo de calor. A loira levanta minha camisa, dessa vez para tirá-la. Dou espaço para ela fazer isso. Suas mãos deslizam pela minha barriga, suavemente e eu solto um gemido sonoro. Injusto. Apresso-me para tirar a sua também. Britt sorri, virando por cima de mim, tirando todas suas peças. Paraliso. Essa, sem dúvidas, é a melhor cena que eu já assisti. Ela parece perceber o meu estado e segura minha mão, levando-a para um de seus seios. Deus! Eu posso ter um orgasmo agora mesmo. O ataco com minha boca, fazendo a loira perder a força nos joelhos e deitar novamente. Agora, Brittany Pierce, você não tem escapatória. Coloco uma perna no meio das dela, e pressiono o seu centro. A dançarina arqueia um pouco as costas, sem conseguir controlar os movimentos de sua cintura.
– Santana. – Diz ofegante. – Por favor...
Mordo sua barriga, antes de colocar uma mão dentro de seu short. Britt murmura meu nome. Termino de tirar nossas roupas.
– Você é perfeita. – Sussurro. – Cheirosa. – Vou chegando perto de sua entrada, sentindo a loira ficar tensa. – Linda. – Sem avisar, mordo suave seu clítoris. Suas mãos vão para minha cabeça. – Gostosa.
Fico fazendo movimentos circulares com minha língua, enquanto Britt puxa meu cabelo, respirando com dificuldade.
– Santana! – Suplica.
E eu atendo. Coloco um dedo dentro da loira, fazendo-a gritar. Rapidamente, fico por cima dela, para beijá-la e abafar seus gritos. O que eu menos quero no momento é alguém nos atrapalhando. Coloco mais um dedo, aumentando a velocidade e mordo sua clavícula. Quando finalmente parece que Brittany vai chegar lá, ela afasta meu braço, me tirando de dentro dela. A olho confusa, mas que diabos? Ela não estava gostando? Abro a boca para perguntar, mas sinto seus dedos me invadindo sem aviso prévio. Minha vez de gritar. Ela sorri vitoriosa e eu volto minha mão para ela. Nós duas nos completando, sentindo o prazer da outra. O quarto é dominado por suspiros incontroláveis e pelo barulho de nossas respirações falhas. Eu não aguento mais. Chego ao orgasmo, sendo acompanhada pela loira, segundos depois.
Seguro a dançarina em meus braços, fazendo carinho nas suas costas, nua. Acalmamo-nos, devagar, em silêncio. De repente, sinto suas lágrimas escorrendo no meu colo.
– Britt... – Sussurro preocupada.
– Não fala nada, por favor. – Ela me aperta, fechando os olhos.
– Você está bem? – Devolvo o aperto.
– Eu nunca estive melhor. – Um sorriso fraco se forma em meu rosto. – Só me abraça e não me solta.
– Eu não vou te soltar, linda. Nunca. – Beijo sua cabeça.
Por Rachel
Outra vez, acordo sozinha na cama e vejo Quinn com seu lápis, rabiscando uma folha. Eu não acredito que ela está fazendo isso.
– Bom dia, Frodo. – Ela diz animada, fazendo com que eu relaxe.
– Bom dia, Lucy. – Ela sorri. – Quando eu vou poder ver esses desenhos? Eu acho que eu tenho direitos.
– Agora.
Sério? Eu esperava outra resposta negativa da loira, já que ela fez tanto mistério ontem. Não sabia que ela ia ceder tão rápido. Espero Quinn virar o bloco e me mostrar o desenho, mas ela não o faz. Franzo a testa, vendo-a abrir o guarda-roupa e tirar um caixa. Quinn senta ao meu lado, sorrindo, abre a caixa e coloca o desenho que ela estava nas mãos, dentro. Dou um olhar confuso para a loira.
– Pode abrir. – Empurra a caixa para mim.
Abro rapidamente, curiosa, fazendo a loira rir. Oh, meu Deus. Levo uma mão para a boca, surpresa. São... São desenhos meus. Dormindo. Vários deles. O que é isso? Não consigo falar.
– Esses que estão embaixo, foram os primeiros. – Começa a explicar e eu volto o olhar para ela, atenta. – Quando você tinha seus pesadelos, eu não conseguia voltar a dormir. – Abaixo a cabeça, culpada. Mas, ela a levanta com as mãos. – Eu me sentia aliviada quando você dormia. Ficava observando tuas expressões suavizarem. – Ela aponta meu rosto em um desenho. – Veja, com o tempo você parece mais cansada. – Assinto, sem achar minha voz. – A partir daqui, os pesadelos param.
– Quando nós começamos a ficar. – Digo finalmente, arrancando um sorriso adorável da loira. – De que horas você desenhava esses?
– Quando eu acordava antes de você. – Ela pega outros desenhos, apontando novamente. – Seus traços estão mais leves, tranquilos. – Me encara. – Perfeitos, como devem ser.
– Quinn...– Sussurrei. – Eu não sei o que dizer.
– Não precisa, Frodo. Só queria te mostrar.
– Precisa. Claro que precisa. Por Deus, Quinn, você me surpreende a cada dia que passa. – Coloco os desenhos na caixa de novo e me aproximo da loira, segurando seu rosto. – Eu nunca vou conseguir te agradecer tudo isso. Você me salvou. Você me cuida como nem meus pais fazem. Eu te amo, Lucy, era impossível eu não amar. Você é perfeita. Eu não mereço tanto.
– Você merece todo o mundo. E isso é só o início.
Sorri, beijando-a delicadamente, sentindo todas as nossas emoções fluírem. Eu sou a pessoa mais sortuda do mundo por ter essa mulher. Levantamo-nos, com as mãos entrelaçadas e descemos a escada. Puck veio atrás de nós, deixando um beijo em nossas cabeças e se juntando a Marley na cozinha. Britt já está comendo, enquanto Santana faz algo no fogão.
– Bom dia, amores. – Quinn sorri grande e todos repetem seu gesto.
– Alguém acordou feliz. – Marley brinca.
– Muito, muito feliz, Marley. – Confirma. E aí vem a piada da latina. Olhamos para ela, esperando, mas não veio. Quinn franze a testa. – Santana?– Nada. – Santana? – Tenta mais alto e ela vira.
– O que? – Morde o lábio, parecendo prender o riso.
– Você não vai tirar nenhuma brincadeira? – Pergunto incrédula.
– Você quer que eu tire, Rach? – Ok. Estranho demais. Nego. – Então, eu não vou tirar. – Sorri.
– Alguém pode me dizer o que está acontecendo? – Puck levanta assustado, fazendo Santana gargalhar.
– Pra onde nós vamos hoje? – Ignora a pergunta do rapaz, abraçando Quinn por trás. Solto a mão dela e caminho em direção a Britt, que está quieta, comendo.
– Tudo bem? – Sussurro. Britt vira com um sorriso no rosto.
– Tudo ótimo. E você?
– Oh, meu Deus. – Olho para Santana outra vez e mudo para Quinn. Ela sustenta o meu olhar, com um sorriso confuso. – Você e Santana...
– Shhhhhhh... – Britt coloca uma mão na minha boca.
– Brittany, você vai me contar o que está acontecendo. Agora.
– Temos dez minutos para nos arrumamos. Sr. João disse que passava aqui daqui a pouco para começarmos a trilha. – Puck interrompe a resposta da dançarina.
– Trilha, Puck? Não é perigoso? – Marley pergunta insegura.
– Super Puck te protege de tudo. – Nós rimos e ele beija a morena de repente, fazendo-a perder o equilíbrio e quase cair.
– Já basta, vão para um quarto. – Santana interrompe.
– A trégua é só para Faberry? Não vale. – Marley murmura.
– Não abusem da minha paciência. – Resmunga, embora não irritada. – Vamos correr, se não perdemos a hora.
– Depois nós conversamos. – Falo para Britt, que assente e sai depressa para seu quarto.
Peguei um dos sanduíches em cima da mesa e segui Quinn para o nosso quarto. Fiquei esperando a loira se trocar no banheiro, enquanto ia olhando os desenhos mais uma vez. Todos os detalhes estavam lá. É nítida a diferença do primeiro desenho para o último. Sorri. Se não fosse por ela, eu acho que estaria piorando. Suspirei. A porta do banheiro abriu e eu levantei para ir me trocar, mas meus pés grudaram no chão e minha boca caiu. Oh, Deus.
– Sua vez, Frodo. – Diz inocente.
A loira vestiu um short curto com uma blusa um pouco folgada e um tênis. Sua mão bagunçava o cabelo, o deixando do jeito lindo que ela gostava de usar. Mordo forte meu lábio, tentando me segurar com a imagem. Mas, ahr... Seguro seu punho, quando ela tenta ir para fora do quarto. Quinn me olha assustada e eu a empurro para a parede, beijando-a. O folego termina e a loira sorri.
– O que foi isso? – Sussurra.
– Você me deixa louca. – Deixo uma mordida na sua boca e vou para o banheiro. Talvez eu precise de um banho frio.
Por Quinn
– Cadê a anã? Nós vamos perder a hora. – Santana anda de um lado para o outro e eu a encaro. – O que é, Fabray?
– Nada. – Franzo a testa. – Ela já está vindo, ca...
Merda. Frodo traiçoeiro e vingativo. Ela desce com um short igualmente curto, deixando suas pernas lindas de fora. Rach dá um olhar vitorioso para mim e eu engulo seco.
– Uh, casal sexy. – Puck brinca, fazendo todos rirem. Eu não. Eu só quero pegar minha morena no colo e beijá-la até perdermos as forças.
Dou um passo em direção a ela, mas Santana aparece no meio e impede minha passagem. Franzo a testa, irritada, para a latina, mas ela vira os olhos.
– Se vocês começarem com isso, não sairemos hoje.
– Vão sem a gente. – Tento passar outra vez, mas ela me segura.
– Cadê o seu bom humor, Santana? – Rach fala frustrada.
– Está aqui, anã. – Santana vira para ela. – Mas, ele pode sumir se nós perdemos a trilha por culpa de vocês. – A morena prende uma risada. Santana olha para mim, sem entender e eu dou os ombros. – O que é engraçado, Berry?
– Esse chupão em seu pescoço. – Rachel solta e todos olham para o pescoço da latina, que logo cobre com a mão, corando forte.
– Não é um chupão. – Murmura, nos fazendo gargalhar. É óbvio que é um chupão. – Foi algum bicho que me pegou, eu só cocei e...
– Parece que esse bicho também passou no quarto da Britt, olha só. – Marley aponta para o pescoço da dançarina, que imita Santana, cobrindo-o com a mão.
– Deve ser só aqui embaixo. – Britt fala, sem evitar o sorriso.
Abro a boca para aproveitar isso, mas alguém bate na porta, fazendo Santana e Brittany suspirarem aliviadas. Dou um olhar malicioso para a latina, que ri, pegando suas coisas e saindo da casa. Rachel vem para o meu lado, envolvendo seu braço em minha cintura. Respiro fundo, sentindo o cheiro do meu amor. E agora eu espero, de coração, que Sant e Britt se resolvam. Quero que elas sintam a felicidade que eu estou sentindo agora, que se sintam... completas.
Fale com o autor