Meu eterno amado
11 Cólera
Notas iniciais
SINBAD
Tudo pareceu se mover devagar.
Apolo estava prestes a dar um beijo em Jafar bem diante dos meus olhos.
" Não na minha presença. "
Avancei como um cão e o agarrei por sua túnica, o virando bruscamente para encará-lo.
—Mas o que acha que esta fazendo ?_Me exaltei, exigi uma boa resposta dele.
Ele parecia confuso com minha ação.
—Eu só ia retirar aquele galho do Keffiyeh dele._Falou ele de um jeito inocente.
O que não condiz com o brilho de seus olhos.
E depois da cena que presenciei no almoço de hoje, o que aquelas mãos sujas fizeram com o pulso de Jafar, eu não cairia nesse joguinho dele assim tão facilmente.
Olhei para Jafar, que estava mais vermelho que um tomate, os generais estavam a sua volta.
—Parece que seu novo visual chama muita atenção caro conselheiro._Cassou Spartos ao olhar para as cervas do palácio que davam dando risadinhas.
Ele conseguiu ficar ainda mais vermelho, mas na parte de trás de sua cabeça tinha um pequeno galho com duas folhas verde oliva, deveria ter ficado preso ali quando formei aquele vendaval todo.
—O engraçado é que você parecia até outra pessoa._Comentou Drakon.
Apolo estendeu seu braço e retirou aquele galho da cabeça de Jafar, este pareceu um tanto receoso.
—Obrigado._Agradesceu por fim.
Suspirei, deveria estar ficando paranóico, mas algo no que Apolo me disse, não batia com a aura e os rukhs ao seu redor.
E ele fez aquilo com Jafar, o que vi hoje mais cedo não foi nenhuma alucinação de minha parte.
Mesmo assim, nada estava justificando a minha atitude para com esse menino, embora ele fosse um tanto quanto atrevido, eu como rei sabia muito bem os problemas que poderia me meter com Morfeu, ou ainda pior, com a rainha Jade do reino de Atlantida, se destratasse seu mimado filho.
—Mas ele fica bem diferente do habitual daquele jeito, Jafar san já tem um rosto muito bonito, mas não da para dizer nada do resto, já que fica escondido._Falou Pisti parecendo intrigada.
Ela o encarou como se quisesse tirar as vestes dele.
O que o fez se afastar dois passos para trás.
—Isso é por que ele esconde sua beleza de olhos indesejados._Afirmou Yamuraiha.
As duas fizeram biquinho ao encararem ele, que parecia um tanto quanto perdido com essa situação.
Logo toda aquela vergonha se transformou em irritação.
O vermelho da vergonha se transformou em vermelho de raiva.
E eu sabia mais do que ninguém que quando encurralado aquele filhote de tigre Mauricio costumava expor suas longas garras e dar patadas em todas as direções, sem se importar em quem fosse atingido por elas.
Isso era nada mais nada menos do que uma reação instintiva dele.
Uma reação que eu sempre achei intrigante.
—O que me leva a perguntar, por que você usa essas vestes tão largas ?_Perguntou Sharrkan._O que você esconde ai debaixo em ?_Ele se aproximou como quem iria tentar algo.
—Oe Sharrkan deixe o em paz._Falou Hinahoho.
—Mas vocês também não estão curiosos para saber ?_Perguntou ele.
—Isso também me intriga._Falou Spartos.
—Mas não é da nossa conta, se ele gosta de se vestir dessa forma qual o problema _O defendeu Pipirika.
—Exatamente._Apoio Ymuraiha.
Eles começaram a discutir.
—JÁ CHEGA !_gritou um irritado conselheiro.
Ele os encarava com raia, e um pouco de magoa em seus olhos.
Todos se afastaram um pouco dele.
Eu tentava esconder o meu riso.
" Como alguém tão pequeno poderia ter um gênio tão grande ? "
Ele fuzilava com seus olhos verdes, que agora estavam um tom de verde muito mais claro que o de costume, sempre ficavam assim quando ele estava com raiva ou muito irritado com algo, ou alguém.
Mas quando ele ficava triste, quando chorava, seus olhos adquiriam um tom prateado.
Um tom que havia muito tempo que ele não via, e esperava que continua-se assim.
—Como se eu devesse alguma explicação a qualquer um de vocês._Esbravejou ele._Se me derem licença eu tenho coisas melhores para fazer, como administrar o futuro deste país._Falou ele ao se virar e ir para seu escritório.
Todos ficaram surpresos ao ver esta reação, menos eu pois eu era quem mais recebia esse tipo de tratamento, mas no seu geral Jafar sempre é calmo e sereno.
—Acham que o magoamos ?_Perguntou Sharrkan depois que ele se foi.
—O que você acha ?_Pipirika acusou.
—Não perca seu tempo com Sharrkan Pipirika._Yamuraiha comentou._Ele é burro de mais para não enxergar o obvio._Acusou ela.
—Como se essa bruxa fosse muito inteligente._Começou ele.
Eles discutiam, mas eu não podia parar de olhar para onde Jafar havia se dirigido.
Uma questão ainda flutuava na minha cabeça.
Jafar havia cortado o cabelo, eu me lembro muito bem de ver seus cabelos brancos como a neve penderem curtos a altura de seu pescoço.
Então como estavam longos novamente, algo me dizia que seu Djinn tinha algo a ver com isso.
Eu precisava falar uma vês mais com EVEA, ela mesma tinha nos dito que precisava nos dizer algo importante sobre Jafar.
—Alguém viu Alibaba Kun? Ficamos de treinar manobras evasivas, e eu ainda tenho que resolver muitos problemas hoje._Comentou Sharrkan.
—Pra falar a verdade eu também não o vi desde a hora do almoço, eu pensei que ele não fosse perder por nada esta disputa._Hinahoho persebeu.
Eu também pensei isso, afinal aquele jovem era havido em aprender a melhorar suas habilidades com seu receptáculo de metal.
—Bem vou procurar por ele._Falou Sharrkan por fim.
—Lamento pelo mau entendido rei Sinbad._Falou Apolo ao me encarar.
Estava mais do que claro que ele não lamentava nada.
—Eu é que peço desculpas por me precipitar._Respondi com um sorriso._Não foi sábio nem justo de minha parte._Admiti.
—Majestade seu braço esta sangrando._Falou Pisti.
De fato havia um pequeno corte nele, mas era um ferimento superficial.
—Não foi um corte profundo não se preocupe._Os tranqüilizei ao ver suas expressões de preocupação.
—Vamos até a enfermaria fazer um curativo nele._Insistiu Yamuraiha.
Concordei com relutância.
—Se encontrarem Aladdin digam para vir ao meu escritório, preciso muito falar com ele._Falei.
—Algo errado ?_Perguntou Hinahoho.
—Não, só preciso lhe perguntar sobre algo._Respondi.
ALIBABA
—Haaamn !_Gemeu meu lindo Magi.
Eu saboreava um de seus mamilos, vendo o se contorcer abaixo de mim.
Era uma visão tão bonita, que estava me colocando no limite de minha sanidade.
—Esta gostoso ?_Lhe perguntei em meio a luxuria que nos cobria.
—Siiimm !_Ofegou ele._Muitooo !_.
Eu ri com o prazer que lhe dava, e que podia ver em seu rosto.
Ele ficava lindo assim.
Meu pequeno e lindo salvador.
O amor entre nós era tão grande, que as vezes tínhamos dificuldade de tentar esconder isso das pessoas.
Não que tivéssemos vergonha de nossos sentimentos, mas sim pelo medo de que alguém pudesse tentar nos separar se descobrisse isso.
Eu não suportaria nem se quer tentar imaginar tal coisa.
Era doloroso para ambos, mas que escolha tinham no momento.
E ainda assim era difícil ficarmos distantes um do outro, ficar sem poder tocar um no outro, mesmo o mais simples toque já nos incendiava de desejo e saudade.
De uns tempos pra cá eu venho ficando um pouco possessivo com ele.
Quando alguém o olhava por mais tempo do que deveria eu praticamente o retirava do local.
Ele era meu.
Meu melhor amigo, que se transformou em meu irmão e com o tempo..no amor da minha vida.
Não posso dizer o quanto ele me salvou.
Me deu forças quando essas se esvaiam.
Me deu coragem quando eu não a encontrava.
Me deu esperança quando eu já havia desistido.
E agora, me dava seu corpo, seu ser.
Seu amor.
Tomei seus pequenos lábios com fogo no qual me encontrava.
Queria amá-lo ali mesmo, mas não era o local mais seguro para se fazer isso, correndo o risco de sermos pegos por alguém.
Muito menos o local mais adequado, visto que estávamos na varanda do palácio.
Eu enrolava minha língua ao mesmo tempo em que sugava e mordiscava seus lábios.
Se sentia como o céu.
Eu me levantei ficando sentado e o puxei para meu colo, o pressionando contra minha ereção.
Ambos gememos em uníssono.
Se sentia tão certo.
Tão perfeito.
Minhas mãos ganharam vida própria e desceram ate agarrarem sua bunda.
Eu a apertei e o fiz pressionar ainda mais forte contra minha rigidez.
Só quebrávamos o beijo para respirar de momentos em momentos, mas nunca afastando nossos rostos um do outro.
—Alib..baba Kun, eu eu.._Seu orgasmo se aproximava.
—Eu sei o que você precisa Din._Esse era o apelido carinhoso que lhe dei, mas só o usava quando estávamos entre nós, não queria ouvir ele saindo de outra boca a não ser a minha.
Levei minha mão esquerda ate sua boca e coloquei meu dedo indicador em frete a seus lábios.
Ele o lambeu de fora a fora.
O gesto foi tão sensual e sedutor, que precisei conter um gemido alto que ficou preso em minha garganta.
Usei desta mesma mão para adentrar em suas vestes, alcançando aquela incrível maciez arredondada.
Com meu dedo indicador umedecido com seu sabor adocicado o invadi delicadamente.
—Haann !_Ele gritou.
Seu corpo se curvou para trás.
Comecei a move-lo para frente e para trás vagarosamente, me deliciando com os sons que vinham de sua amável boca.
Da qual senti falta e a tomei sem pestanejar em um beijo apaixonante.
Nossos lábios fundidos em um só, assim como as batidas de nossos corações.
Minha mão livre foi em direção a parte da frente de suas vestes, encontrando o volume rígido ali.
Sorri ante nosso beijo, para alguém com a falta de altura como Aladdin, ele fora recompensado com o tamanho de seu dote.
Ele já estava muito molhado naquela região, como eu sabia que estaria.
Comecei a massageá-lo arrancando suspiros de meu querido Din.
Logo nossos corpos pediam mais, o contato que nós tínhamos não era o suficiente.
Eu tinha que estar dentro dele, de amá-lo e fazê-lo gritar meu nome.
De dar a ele o prazer que só eu poderia lhe proporcionar.
—Aladdin..eu._Comecei.
—SIM !_Ele me disse, já sabendo do que se tratava.
Nos beijamos mas uma vês, desta vês com fome.
—Mas o que vocês dois acham que estão fazendo ?_
Ouvi a voz de nosso rei Sinbad atrás de nós se pronunciar.
Interrompemos nossas caricias, e cortamos nosso beijo.
Pude ver como Aladdin corou a ver que nós dois tínhamos sido pegos com a boca na botija.
Eu me apressei em me levantar e ficar na frente de Aladdin, não ia deixar ninguém o constrange-lo por estarmos demonstrando nosso amor.
Mesmo que essa pessoa fosse o rei deste país.
Mesmo que essa pessoa pudesse a vir nos separar.
Mas antes que pudesse fazer isso, ele teria que me enfrentar.
SINBAD
Eu encarava perplexo um garoto loiro que me encarava com olhos desafiadores.
Depois da cena que vi alguns minutos atrás, eu quase tive um enfarte.
Agora em meu escritório Alibaba parecia estar protegendo Aladdin, escondendo o atrás de si como se eu fosse puni-lo de alguma maneira.
Suspirei.
—Alibaba você pode relaxar por um minuto ? Eu só estou tentando entender o que ouve._Tentei tranqüilizar-lo.
Mas ele se manteve firme.
Aladdin pegou sua mão, ganhando nossa atenção.
—Tudo bem Alibaba._Ele falou._Nada vai nos separar._Ele disse com convicção.
Alibaba pareceu ficar mais tranqüilo ao ouvir aquilo, ele então entrelaçou sua mão com a de Aladdin, e abaixou sua guarda.
—Sei o que deve estar pensando Sinbad sama._Começou ele._Mas eu amo Aladdin e não vou desistir dele._Disse com determinação.
Neste exato momento eu o encarava perplexo, ele nem se quer hesitou por um instante se quer quando me disse essa declaração.
Vi em seus olhos um sentimento verdadeiro, e os rukhs ao seu redor não diziam o contrario.
—Não estou pedindo que desista dele Alibaba, muito menos quero separá-los._Lhes assegurei.
Ele pareceu um pouco confuso.
—O que me intriga é o sentimento que vocês dois tem um pelo outro, afinal vocês dois são homens e esse sentimento não me parece.._
—Sinbad ojiisan ?_Me interrompeu Aladdin.
—Sim ?_Perguntei.
—Alguma vês você já se apaixonou por alguém ?_Me perguntou ele.
—Hamm ?_Eu o encarei cético.
—Oe Aladdin.._Repreendeu Alibaba.
—Eu..bem.._Não soube o que dizer, eu não podia lhe dizer que nunca estive apaixonado por alguém em toda a minha vida.
Mas também nem precisava, as mulheres pareciam se atirarem aos meus pés só por eu passar por elas, não era difícil para mim conseguir alguém para aquecer a minha cama antigamente, e nos dias de hoje então, isso era o que não faltava para min.
—Não estou falando de um caso de uma noite._Ele disse.
Como se estivesse lendo meus pensamentos.
—Oe Aladdin._Alibaba o repreendeu novamente.
—Esta não é a questão Aladdin.._Comecei.
—Não, não é mesmo ?_Ele disse me ignorando.
Suspirei.
—Você esta certo, eu nunca nutri nenhum sentimento como esse por uma pessoa em particular, meu país e as pessoas que nele residem são minha família, assim como meus generais, eu amo a todos eles, e eles são tudo o que eu preciso._Falei.
Ele apenas sorriu tristemente para mim.
—Essas coisas não são para mim Aladdin._Falei.
—Talvez você pense isso por que ainda não encontrou a pessoa certa, e se encontrou ainda não a notou._Disse ele.
Eu apenas o encarava.
—Quando conheci Alibaba o primeiro sentimento que tive por ele foi pena, ele tinha uma vida tão dura, tão difícil e de certa forma infeliz, mas nem por isso ele perdia a esperança que tinha de realizar seu sonho, mesmo que as pessoas o contrariassem ele nunca desistiu._Ele disse firmemente.
—O único pensamento que eu tinha naquela época era; “ Eu preciso ajudá-lo, ele é uma pessoa tão boa, a vida esta sendo tão injusta com ele, ele não merece isso, eu tenho que fazer alguma coisa.”_Disse ele.
—Foi a partir daí que eu fiquei ao lado dele, e aos poucos fui percebendo muitas coisas boas sobre quem ele era, as dores que carregava sozinho, tentando esconder todo mundo, em como ele lutou para poder sobreviver da maneira que podia; Quando ele salvou Morgiana e aquela garotinha daquela planta carnívora gigante, eu pensei; “ Ele é meu herói.”_Ele falou com carinho e admiração.
—Aladdin._Disse Alibaba parecendo um pouco surpreso com aquela confição.
Ele então se aproximou e abraçou o pequeno Magi por trás, dando lhe um beijo no topo de sua cabeça.
O gesto foi tão puro e genuíno, que me senti envergonhado por telo presenciado.
—O tempo que estivemos juntos foi curto, mas passamos por tantas coisas, sempre nos apoiando um ao outro, choramos juntos pelas perdas de pessoas queridas, a alegria que sentimos juntos ao obtermos nossas conquistas._Ele sorriu ao dizer isso._ Tudo isso fez com que nosso sentimento se aprofundasse, até que ele se transformou em paixão, quando nos confessamos um para o outro, descobrimos que o sentimento era mutuo, cuidamos para que ele não esfriasse com o tempo._Ele disse.
Era incrível o quanto Aladdin era sábio e inteligente, eu me sentia com 7 anos de idade agora.
—Ao passar do tempo essa paixão se transformou em amor, e ninguém no mundo pode me fazer esquecer o que eu sinto por ele._Disse por fim.
Eles então deram um curto beijo, seus lábios se conectando de maneira suave e natural como se fossem feitos um para o outro.
De repente me senti com inveja deles, mas afastei tal sentimento, não estava sendo razoável, muito menos justo com eles.
Ao cortarem o beijo ambos coraram ao ver que eu estava presente e os assistia, pareciam ter se esquecido de que eu estava na sala junto com eles.
—Eu posso ver agora que o que vocês dois sentem um pelo outro é mesmo um sentimento verdadeiro, e não passageiro como eu pensava, mas então por que vocês dois estavam escondendo isso ?_Lhes perguntei.
Isso era o ponto que eu não entendia.
—Estávamos com medo._Disse Alibaba.
—Medo ?_Perguntei.
Eles assentiram.
—Medo do que?_Perguntei._Alguém estava ameaçando vocês ?_Perguntei tomado por uma raiva repentina.
—Não._Responderam em uníssono.
—Não é isso, estávamos com medo de que as pessoas não entendessem nossos sentimentos, e com isso tenta-se nos separar._Alibaba falava de maneira aflita._Eu ainda não sou tão forte quanto quero ser, não poderia proteger Aladdin caso alguém lhe fizesse mau, não poderia se quer tentar impedir que nos separassem._Ele desabafou parecendo um homem derrotado.
E aparentemente pareceu se esquecer de que Aladdin é um poderoso Magi e não precisava de proteção alguma, mas parecia muito importante para Alibaba ser capas de proteger a pessoa que ele amava.
Eu o entendia muito bem, eu faria qualquer coisa para proteger este país e as pessoas que o habitam.
—Aladdin, Alibaba._Pedi a atenção de ambos.
Eles me olharam com atenção.
—Vocês dois tem minha palavra como rei de Sindria que ninguém jamais ira separar vocês dois, enquanto estiverem em meu país estarão sobre minha proteção, e ninguém ira fazer qualquer coisa sobre o que vocês sentem um pelo outro._Lhes garanti._Vocês dois tem meu apoio, meu consentimento e minha palavra como rei._Falei.
—É sério ?_Me perguntou Alibaba.
—Vocês tem a minha palavra._Lhe garanti.
Não pude deixar de notar o brilho de emoção e felicidade que estavam nos olhos de ambos.
Eles se beijaram uma vês mais, mas desta vês foi diferente.
O beijo continha fogo e necessidade.
Chegou a ser um pouco constrangedor para mim, mas não podia deixar de sorrir.
Percebi agora que o amor é cheio de surpresas, e não tem formas definidas de se manifestar.
Não escolhe as pessoas que ele quer unir, sendo elas homem e mulher, ou homem e homem.
Eu pigarreei para que eles percebessem que eu ainda estava na sala, por que parecia que novamente tinham se esquecido de mim ali.
Eles coraram.
—Bem acho que com isso vocês já podem ir, mas usem de discernimento, vocês dois ainda são muito jovens para..bom vocês já sabem._Lhes disse.
—Obrigado Sinbad sama, não irei me esquecer disso._Flou Alibaba ao se curvar.
—Não precisa disso, somos amigos._Lhe informei.
Aladdin ainda sorria para min.
—Um dia você também vai encontrar a pessoa certa para você Sinba ojiisan._Ele disse com convicção._Alguém que vai cuidar de você com carinho, que se importe com você, que estará sempre ao seu lado não importa que aconteça, algum dia alguém vai entrar por aquela porta e você vai saber que aquela pessoa foi destinada a ser sua._Ele falou.
Logo após ele dizer essas palavras a porta irrompeu aberta e Jafar adentrou em meu escritório.
Meu coração falhou por um segundo, ao ver aqueles lindos olhos verdes que ele tanto gostava.
—Sin, temos um problema._Ele começou a dizer.
—Bem estamos indo, eu ainda preciso ir para meu treino com Sharrkan, Aladdin você vem comigo ?_Perguntou Alibaba.
—Claro._Ele disse pegando a mão que Alibaba estendia para ele._Até mais ver Sinbad ojiisan, Jafar san._Disse ao saírem.
Pude ver que Aladdin sorria para mim ao sair de meu escritório, como se tivesse feito uma adivinhação.
Eu não pude deixar de sentir que tudo isso foi premeditado, tanto pelo destino quanto por aquele jovem magi.
JAFAR
Ele estava tão distraído, seus olhos ficavam flitando o nada.
—Você esta me ouvindo Sin ?_Lhe perguntei pela terceira vês.
Ele me encarou e seus olhos apresentavam confusão.
—Você não ouviu nada do que eu disse não é ?_Lhe perguntei, embora eu já sabia da resposta.
Ele suspirou parecendo muito cansado.
—Me desculpe Jafar mas não estou com cabeça para pensar em nada hoje._Disse ele.
—Você esta se sentindo bem ?_Lhe perguntei ao me aproximar dele.
Toquei em sua testa com as costas da minha mão para ver sua temperatura.
Ele pareceu estremecer com o toque.
—Você não esta com febre..sente algo ?_Lhe perguntei.
Ele revirou os olhos.
—Não estou doente Jafar, não se preocupe._Me garantiu ele.
Franze o senho.
—Bem já que não esta doente, então esta bom o suficiente para analisar o problema em questão aqui._Não lhe dei escolha nenhuma.
—As vezes você é impossível Jafar._Falou ele.
Eu sacudi minha cabeça em negação, alguém tinha que por este homem na linha.
—Sin a reunião com o império reim foi cancelada._Falei.
Ele apenas ficou me encarando cético.
—É só isso ?_Perguntou ele._Podemos remarcar para outro dia, Jafar você deveria não se preo.._Ele estava prestes a começar.
—Não desmarcaram a reunião por puro capricho Sin, se lembra que o local desta reunião seria no país de Aleython certo ?_Lhe perguntei.
Ele assentiu.
—Aquele país foi tomado pelo império Hartcís._Lhe disse.
Ele se levantou de imediato, seu rosto ficou sério e agora eu tinha toda a sua atenção.
—O que esta dizendo isso é impossível, conhecemos o rei daquele país, eu mesmo tive dificuldade em derrotá-lo._Disse ele.
Quando éramos mais jovens havíamos ido ate o país Aleython, a fim de exercermos um contrato para podermos transitar e vender nossas mercadorias lá.
O rei Nesthonyo foi difícil de dobrar, mas Sinbad resolveu proporcionar um desafio ao rei.
Se Sinbad conseguisse vencê-lo em uma disputa usando seus receptáculos de metal, ele permitiria livre acesso a eles para poderem transitar suas mercadorias.
Se perdesse se daria como escravo a este rei.
Foi uma luta difícil, o rei Nesthonyo era muito forte, e lutava com excelente precisão e usava de uma técnica exemplar.
Sinbad teve que suar, literalmente, para poder vencê-lo, ate hoje ele foi o adversário mais forte que Sinbad enfrentou.
—Ioreck levou apenas um dia para conquistá-lo._Falei sem olhar pra ele, sei que ele estaria arrasado.
Ele sentou-se em sua poltrona, parecia um homem que tinha falhado em sua missão.
—Não posso acreditar nisso._Disse ele parecendo desnorteado._Ouve algum sobrevivente da família do rei ?_Ele me perguntou.
O império Hartcis tinha a fama de assassinar a família real, e qualquer descendente da linhagem do rei, cujo país foi conquistado, e fazia isso de uma maneira publica e cruel.
—Eu não sei, Mu nos enviou esta carta nos avisando._Falei a ele.
—Escreva para eles, diga para que fiquem em alerta._Ele disse._Envie cartas para todos os nossos membros da aliança dos sete mares._Ele disse
—Se Ioreck acha que pode nos intimidar, então ele esta muito enganado._Ele disse decidido.
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O resto da tarde se arrastou de maneira lenta, e a atmosfera era desagradável.
A noticia de que o país de H tinha sido conquistado pelo império Hartcis se espalhou por toda Sindria, e as pessoas estavam com medo.
Sinbad decidiu marcar uma audiência com todos os moradores de Sindria, para que viessem para o palácio.
Ele teria que acalmá-los de alguma forma.
Já estava de noite.
E eu já podia ouvir o alvoroço que se formava lá fora.
Eu teria que esperar toda aquela multidão se dispersar para que pudesse sair.
Embora já estivesse de noite, ainda era cedo, eu tinha muito tempo até a lua chegar a pino.
Terminei de organizar os rolos com os protocolos e fui ate meu quarto.
Mas fui impedido por alguém, indesejado, que no momento estava em frente a porta de meu quarto, bloqueando minha passagem.
—Jafar ?_Disse Apolo._Gostaria de falar com você._Pediu ele.
Eu afrouxei as linhas vermelhas de minhas cordas por precaução.
Eu detestava a presença desse idiota, sabia que tinha que agir com cuidado e demonstrar respeito para com ele, mais no momento eu estava com a minha cabeça cheia, e estava chegando no meu limite.
Forcei um sorriso em meu rosto.
—Não poderia ser em outra hora Apolo sama, todos estão nos esperando para a audiência do rei._Lhe relembrei.
Isso não o pareceu incomodar, na verdade agora que percebi, só havíamos nós dois nesse palácio.
Todos tinham se dirigido para o enorme pátio, onde Sinbad em breve começaria sua Audiência.
Meus instintos estavam gritando para me afastar dele, o mais rápido possível.
Mas não podia fazer nada, a única saída era passando por ele.
E ele sabia disso.
Mantive uma considerável distancia dele.
—Por favor não ira demorar, é importante._Falou ele.
—Muito bem, o que gostaria de falar._Disse a ele.
Ele tirou de trás dele uma caixinha preta.
—Quero que aceite esse presente._Disse ele me estendendo a caixa para que eu a pegasse.
—Eu não posso aceitar._Comecei a recusar seu presente, não queria nada que viesse dele.
—Por favor aceite, quero me desculpar por hoje cedo, acabei por te machucar._Disse ele.
Sim, meu pulso ainda estava dolorido por causa de seu aperto.
Não lhe respondi nada e desviei meu olhar do dele, para que ele vise que eu não havia me esquecido do ocorrido mais cedo.
Ele suspirou.
—Realmente me desculpe, não sei o que deu em mim, nunca me senti assim antes, mas você desperta esse lado em mim, eu..eu estou apaixonado por você Jafar, não consigo tirar você da minha cabeça._Falou ele parecendo desesperado._Quero que você sege meu, mas depois de minha atitude..receio que tenho estragado tudo, mas por favor ao menos aceite esse presente como um pedido de desculpas._Implorou ele.
Eu não soube o que dizer.
Ninguém nunca havia falado aquilo antes para mim, mas é claro que eu nunca me envolveria com alguém como ele, estava mais do que na cara que ele não se arrependia de nada, e que seu pedido de desculpas era falso.
Mas também senti muita dor, pois a pessoa que eu mais ansiava por ouvir essas mesmas palavras, jamais faria isso, pelo menos não para min.
Eu conhecia muito bem os mentirosos, pois em minha curta vida como assassino, eu fui um dos melhores.
Ele queria mentir para um ex mentiroso, me segurei para não rir disso.
Suspirei.
Pelo visto ele não iria me deixar em paz, enquanto eu não pegasse esse tal presente dele.
Peguei a caixa de suas mãos.
Eu a abri e flitei o conteúdo dentro dela.
Era um anel, feito de uma espécie de metal negro, nunca o vi antes.
Havia uma grande esmeralda incrustada nele.
—Não posso aceitar uma coisa dessas, deve ter lhe custado muito.._Comecei a recusar.
Mas ele já estava pegando ele de dentro da caixa.
—Não me custou muito, mas quero que fique com ele, eu o escolhi especialmente para você pois tem a mesma cor de seus lindos olhos._Falou ele.
—Eu.._Insisti em recusar.
Não só por não querer nada dele, mas tive um pressentimento ruim, havia um energia sombria fluindo daquele anel.
Algo que eu não sabia explicar, mas sabia que devia manter aquilo bem longe de min.
—Apenas me deixe ver como ele fica em seu dedo ok, depois disso eu não lhe incomodarei mais, alem disso estamos com pressa, o rei Sinbad em breve começara seu discurso._Me lembrou ele.
É claro que aquilo era chantagem, mas que escolha havia me sobrado.
Nenhuma.
—Tudo bem._Cedi.
Ele então pegou minha mão esquerda, a qual eu me segurava para afastar para longe e evitar seu toque.
Mas forcei um sorriso para ele, para não demonstrar minha repulsa.
Assim que o anel deslizou em meu dedo fui atingido por uma dor esmagadora.
As paredes ficaram pretas e eu tive dificuldade para respirar.
Cai de joelhos no chão com a mão em meu peito, eu me senti muito mau.
Tudo ao meu redor estava girando, e meu coração se acelerou e doía em meu peito.
Mas pude ver muito bem o sorriso sínico de Apolo.
Ele começou a gargalhar como um homem louco.
Eu perdi o resto de forças que tinha, não podia usar de minhas laminas, não conseguia nem gritar por ajuda.
Estava paralisado dos pés a cabeça.
—Haa Jafar, Jafar._Ele riu ao me pegar do chão com um só braço.
Ele chutou a porta de meu quarto e adentrou, me atirou na cama como se eu fosse um saco de batatas.
Tudo o que eu podia fazer era olhar.
Meus olhos ficaram arregalados quando o vi se despindo de suas vestes.
" Deus por favor não, qualquer coisa menos isso. "
Implorei em minha mente.
Eu fechei meus olhos, não queria ver aquilo.
" Por favor..EVEA."
A chamei, mas ela não me respondeu.
Eu também não era capaz de sentir sua presença.
O que aquele anel fez comigo.
Ainda com meus olhos fechados senti o peso de alguém subindo em minha cama.
Uma mão grande apertou meu rosto.
—Hoo nannaninanão, quero possuir você enquanto seus olhos estiverem abertos, quero que veja quem estará adentrando em você._Ele cuspia as palavras na minha cara._Não se preocupe meu caro Jafar, você pode ter certeza que farei com que sinta a maior DOR possível._Disse ele e voltou a rir.
Minhas roupas foram rasgadas, enquanto ainda estavam em meu corpo.
Eu comecei a chorar, rezando para que alguém viesse por min.
" Sin."
SINBAD
Eu podia ver todos presentes no pátio, estava pior do que eu pensava.
Depois que a noticia de que o país de Aleython havia sido tomado pelo império Hartcis, o mesmo que estava nos ameaçando, se espalhou tudo pareceu fugir do controle.
Os moradores de Sindria entraram em pânico, estavam com muito medo e eu não os culpava.
Mas como rei eu tinha que lhes dar segurança, tinha que os confortá-los nesta época difícil que viria.
Mas por algum motivo não encontrava minha principal vara de apoio.
Onde estava meu conselheiro a uma hora como essas.
Sei muito bem que ele ainda não havia saído para cantar suas melodias mágicas, ainda estava muito cedo para isso.
E quando o fizesse eu o seguiria, conforme o plano que criei.
Foi justamente por isso que estava fazendo esta reunião o mais cedo possível.
—Sin, acho que essas pessoas não vão agüentar ficarem muito tempo sem respostas._falou Hinahoho.
Olhei ao redor e nada, mas pude ver que a luz de seu quarto ainda estava acesa.
—Eu sei me de apenas 5 minutos ok._Disse me dirigindo para a entrada do palácio.
—Oe..Sin aonde vai ?_Gritou ele atrás de min.
—Buscar a pessoa que esta enrolando para descer._Falei.
É claro que eu estava um pouco preocupado afinal, eu poderia esperar o atraso de qualquer um de meus generais, mas não de Jafar, ele sempre foi pontual, bom ao menos era, deve ter ocorrido algo.
Uma sensação estranha me veio quando eu subi a primeira leva de escadas.
Algo estava muito errado aqui, eu sentia uma presença obscura aqui.
Subi ainda mais rápido.
E acabei por trombar com uma das cervas.
—Ou Sinbad sama, mil perdões._Disse ela se curvando para min.
—Não há com o que se preocupar Alizir, por acaso você viu Jafar ?_Lhe perguntei.
_Jafar san esta em seu quarto organizando seus documentos, mas não precisa se preocupar agora a pouco Apolo sama subiu para ir buscá-lo e.._Eu a deixei falando sozinha.
Eu praticamente voei as escadarias até o quarto de Jafar, cuja a porta estava aberta.
Quando entrei lá dentro não podia acreditar no que meus olhos estavam vendo.
Apolo estava nu, em cima de um Jafar imóvel, com as suas vestes todas rasgadas e com manchas de sangue.
Lagrimas escorriam em seu rosto, nossos olhos se encontraram.
Meu coração parou de bater por um instante.
E quando voltou a bater, não era mais o coração de um homem que estava ali, e sim o de um animal.
Um animal feroz e raivoso que estava em busca de sangue, e morte.
—AFASTE-SE DELE !!!_Rugi para ele.
Ele caiu da cama com o susto que levou.
Eu não lhe daria nenhuma chance.
O agarrei pelo pescoço e o joguei contra a estante de livros de Jafar.
Esta se quebrou por inteira.
Ele caiu no chão, e eu voei pra cima dele.
Meus punhos cerrados atingiram sua face e não cessaram, eles gostaram da sensação de estar esmagando sua cara vês após vês.
Não me importei com a quantidade monstruosa de sangue que estava arrancando dele, pois só tinha em mente apenas um objetivo.
MATAR APOLO.
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