Notas iniciais
Aqui esta também o quarto capitulo. DEVOREM.

Eu estava de frente com a imensa porta dourada onde uma grande luz era emanada dela.

Respirei fundo, e toquei nela.

Imediatamente fui puxado pra seu interior.

É claro que eu estava um tanto quanto preparado para o que poderia ter que enfrentar aqui dentro.

A final não era a minha primeira vez dentro de uma Dungeon, já havia enfrentado outras com Sin e os outros Generais.

Mas nunca sozinho sempre estávamos juntos, e ainda assim era um grande desafio.

“ Mas Sinbad enfrentou sua primeira Dungeon sozinho, e ele era apenas uma criança naquela época.

Eu também tenho que ser capas.

Eu deslizei no que parecia ser um túnel dourado e quando cheguei ao final era como se estivesse num grande espaço sem fim, onde as estrelas brilhavam numerosamente.

A minha frente uma imensa esfera pendia neste vasto espaço.

Era o planeta onde morávamos.

Uma forte luz irradiava de diferentes pontos do planeta, um deles me atingiu e perdi minha consciência.

—Haaa !_ Reclamei ao despertar com uma irritante dor de cabeça.

Abri meus olhos e quase não acreditei no que vi.

Fiquei sem palavras.

A caverna onde me encontrava era incrivelmente vivida, havia grama fresca e verde sobe meus pés e minhas mão, visto que eu ainda estava ajoelhado no chão, grandes arvores com frutos que nunca tinha visto antes, e que não existiam em Sindria.

Me levantei e segurei minhas laminas, não podia me deixar levar pelo encanto deste lugar.

Certamente ele foi feito para iludir e esconder seus perigos.

Olhei a minha volta a procura de alguma passagem para a próxima câmara.

Vi não muito distante da onde estava uma passagem com uma escadaria feita com pedras translúcidas, nunca vi nada igual.

Passei apressadamente pelas grandes arvores, ignorando seus frutos e o aroma doce que emanavam, meu estomago chegou até a fazer ruídos, pois não havia parado para comer, quanto mais tempo eu perdia mais grave o estado de Sinbad ficava, então não tinha jeito.

Logo cheguei a margem de um grande lago um tanto quanto diferente, suas águas tinham a cor branca como o leite, ou meu cabelo.

Fui em direção a uma ponte em forma de arco, a passagem ficava logo do outro lado, mais antes que pudesse atravessar fui arremessado contra o tronco de uma das arvores por uma enorme calda prateada.

Em um piscar de olhos me pus agachado com minhas laminas apostas, a calda vinha de dentro do lago, eu deveria ter sido mais cuidadoso, mau entrei aqui e já fui pego de guarda baixa.

Apenas metade da calda estava para fora mas não conseguia ver o dono dela, ainda estava dentro do lago.

—Vamos pare de brincadeira e me mostre essa sua cara peia para que eu possa dividi-la em duas !_ Gritei.

—Haaahaaa !_

Uma forte e estrondosa gargalhada ecoou pela caverna.

A cabeça de uma grande serpente sai de dentro do lago e seu corpo rastejou para a margem.

—Me parece que esse tem um forte espírito, pelo menos uma vez acho que irei ter um pouco de diversão por aqui._ A voz estridente e masculina da serpente fez meus ouvidos zumbirem.

Ela tinha grandes olhos avermelhados e seu corpo era coberto por escamas prateadas, pelo comprimento de seu corpo era provável que deveria ter de 24 a 30 metros de comprimento, um monstro.

O que mais me chamou atenção foi o fato de haver varias lanças, flechas e ate espadas cravadas pelo decorrer de seu corpo.

Ao que me parece muitos nem conseguiram passar por ela.

Como se pudesse ouvir meus pensamentos ela me encarou de disse:

—Nenhum humano jamais conseguiu passar por Ragnarok, este que vos fala._Ele se exaltou._Muitos tentaram todos falharam, eu sou insuperável para os tolos indignos de merecer o poder de minha amada EVEA._Ele pronunciou o nome dela com muito respeito em sua voz.

Então era uma Djinn feminina, e deveria ser muito poderosa.

—Mas você ao menos conseguiu resistir a tentação dos frutos, os que comeram deles morreram instantaneamente ao darem sua primeira mordida, olhe para trás e veja._ Ele afirmou.

Me virei e fiquei horrorizado, havia inúmeros esqueletos e até cadáveres em decomposição, a grama que antes era verde e bonita, agora estava preta acinzentada e murcha, as arvores estavam sem suas flores e folhas pareciam arvores mortas, seus frutos eram secos e de uma cor desagradável aos olhos, o aroma que antes era doce, agora era fétido.

Senti a necessidade de cobrir minha boca e nariz.

Como não pude ver nada disso de inicio, estava tudo diferente agora.

A cobra sorriu.

—Eu lancei um feitiço de ilusão nesta parte da caverna, para que tudo parecesse convidativo e prazeroso aos olhos, mas não passava de uma ilusão, os humanos são tão fáceis de se distrair._Ele falou.

Tsc, se não fosse por meu alto controle eu também estaria agora no meio destes cadáveres.

—Mas ainda a os poucos como você, que não se deixam levar pelas aparências, mas mesmo assim não foram capazes de me vencer._Ele se gabou outra vez.

—Não me compare com outros, você não sabe do que eu sou capaz._Gritei a ele.

Ele me encarou novamente.

—O que faz você pensar que pode ter alguma chance contra min ?_ Perguntou ele.

Seu ego gigantesco deveria ser seu ponto fraco, como todos falharam e foram derrotados por ele, ou pelos frutos, ele estava me subestimando.

Bem, pior para ele, eu não fui nomeado uma lenda, de ser o pior e mais temido assassino de meu país sem nenhum motivo.

Eu não iria responder a ele, eu o faria engolir suas palavras derrotando essa besta nojenta.

Sem avisar eu lancei uma de minhas laminas em direção a sua boca, cortando fora em tão sua língua bifurcada.

—Ruuuhaaaaalll !!!_Rugiu a grande besta.

Aproveitando deste deslize dela lancei minha outra lamina, desta vês mirando nas estalactites que se posicionavam logo acima a sua cabeça.

Eu as acertei, mais levei outra batida de sua calda, desta vez ela me prensou contra a parede da caverna com ela.

As três estalactites que estavam acima dela despencaram e caíram em cima do meio de seu corpo.

—Ruuuuuuuhaaaaaaallllrrr !!!!_

Ela rugiu ainda mais alto com isso.

Consegui escapar de seu aperto, mas logo ele me envolveu com seu imenso corpo.

—Haaaahaaa !_Ele gargalhou.

De sua boca um liquido azul saia e escorria ate cair ao chão.

Ele estava se divertindo com isso tudo.

Tsc.

—Você é realmente diferente dos outros que enfrentei, ninguém jamais conseguiu fazer o que você realizou aqui, pena que esse nosso joguinho de gato e rato termine aqui._ Disse ele escancarando sua enorme boca.

Lutei como pude para me desvencilhar de seu aperto mortal, mais foi inútil.

“ Não posso morrer aqui, se isso acontecer.. se eu falhar Sin vai ...”

Não.

Não vou deixar que isso aconteça, ele precisa de min, no momento sou o único que posso salva-lo EU NÃO POSSO FALHAR.

Usei toda minha força para puxar um dos meus braços por entre aquelas escamas secas e lisas da serpente.

Eu consegui soltar um dos meus braços e lancei minha lamina acertando um de seus olhos.

Não podia me dar ao luxo de perder mais tempo.

—Bararak seei._ Finalizei meu golpe

Uma forte corrente elétrica atravessou a cabeça da cobra grande, que logo oscilou e desabou no chão.

Si de baixo de seu corpo e cruzei a ponte, entrei na gruta em direção as escadas.

Assim que pisei no primeiro degrau da escadaria ela se ilumino com uma luz azulada e fosforescente.

Fui subindo apressadamente, porem com cautela, me certificando de olhar bem onde estava pisando e firmar bem os meus pés.

Passaram o que pareciam ser horas e eu não parecia ter saído do lugar, continuei a subir.

Finalmente achei outra passagem mas esta tinha um problema para ser alcançada.

A escadaria estava quebrada, algo pedado deve ter caído e danificado esta parte, não tinha como um ser sem assas ultrapassa uma distancia de 10 metros até o outro lado.

Fora que se caísse, enfrentaria uma queda de quase 90 metros do chão.

Mas eu não sou um ser qualquer, mesmo não tendo assas posso usar outra coisa a meu favor.

Segurando minhas duas laminas, que agora estavam manchadas com o sangue azul de Ragnarock, eu concentrei-me no poder que Sin compartilhava de sua ferramenta para comigo.

'' Por favor eu peço para que me de um pouco mais de sua força. ''

Pedi mentalmente.

Concentrei-me no meu magoe, desta vez não só minhas cordas foram carregadas com eletricidade, mas também meu corpo inteiro.

Me concentrei um pouco mais, fiquei bem rente a parede.

'' 1..2 e 3. ''

Corri com a maior velocidade que pude, embora não pude arranjar muita por conta do pouco espaço para cobrir e pegar um bom impulso.

Ao chegar na borda eu juntei todas as minhas forças em minhas pernas e saltei, consegui alcançar a metade da distancia, rapidamente antes de perder altitude eu usei

toda a corrente elétrica que tinha acumulado em meu corpo e disparei um relâmpago com as minhas laminas em direção a parede por onde havia saltado.

Aterrissei no chão duro, mas em segurança, do outro lado.

—Estou quase lá Sin, eu vou conseguir._ Falei pra mim mesmo.

—Jafar !!_Alguém me chamava.

Me levantei abruptamente.

—Jafar !!!_Gritou outra vez.

Era a voz de uma mulher.

Meu corpo todo começou a tremer.

Eu reconhecia muito bem essa voz, a voz de alguém que eu jamais esqueci.

RURUMU.

Corri o mais rápido que pude, atravessei a curta passagem e cheguei a próxima câmara.

O lugar estava cercado por uma nevoa densa de um brilho esverdeado e cintilante.

Comecei a olhar em volta.

Procurando por ela, quando atrás de mim ela apareceu.

—Rurumu..você.._Não consegui terminar a frase.

Com um movimento rápido ela golpeou meu queixo e eu voei para tras.

Aterricei no chão com um baque pesado.

Tentei me levantar, mas ela me chutou bem na boca do meu estomago e o ar fugiu dos meus pulmões.

—Por sua causa eu morri, deixei meu amado Hinahoho e meus dois lindos, E ÚNICOS, filhos, por sua causa.Sua. VOCE ME MATOU JAFAR._ Ela gritou com puro ódio.

Nenhuma dor que já tenha sentido em toda a minha vida, foi comparada a que esta sentindo depois de ouvir estas palavras.

As lagrimas brotaram e escorriam sobre meu rosto cotejando no chão frio no qual eu estava.

Ela começou a chutar minhas costas, eu chorei alto, como um garotinho, que um dia ja havia sido.

Não pela dor de seus golpes, mas pela verdade que foi esfregada na minha cara.

''Eu a matei..eu a matei..foi eu. ''

—Sin..sinto mui..to_ Falei entre soluços.

—Sentir muito não vai me trazer de volta Jafar, você tem que pagar pelo que me fez, com a sua vida._ Ela praticamente cuspiu as palavras.

Meu choro cessou na mesma hora em que ouvi essas palavras.

'' Sentir muito não ira me trazer de volta..''

Esta não é a Rurumu.

Me levantei colocando a mão em minha barriga, eu podia sentir o gosto de sangue na minha boca, e pude sentir ele escorrendo por ela também.

—VOCE NÃO É A RURUMU.._Eu gritava._REVELE-SE AGORA !!!_

Ao dizer isso toda a nevoa se dissipou e a imagem da pessoa que a pouco fora a Rurumu, agora era uma criatura bizarra e aterradora, feita de sombras.

Seus quatro olhos brilhavam num vermelho berrante, sua boca havia inúmeras fileiras com dentes afiados tão longos que não lhe permitiam fechar sua boca corretamente.

O ódio que sentia agora era inigualável, minhas mãos começaram a tremer.

—Como ousa.._Eu me lancei em cima da criatura com minhas duas laminas e cravei elas em seu corpo.

Comecei a perfurar aquele monstro, perdi a razão e minha sanidade nesta hora.

Não pude pensar em mais nada.

A não ser eliminar a existência desta criatura profana da face da terra.

Cravei bem fundo minhas duas laminas no peito do monstro.

—Bararak Seei_ Disparei um enorme relâmpago nela.

Ela se reduziu a meras cinzas que se dispersaram pelo ar.

Neste exato momento o chão começou a brilhar intensamente e se abriu abaixo de meus pés, não deu tempo de reagir a isso.

Eu cai rumo a escuridão.

Que não durou menos do que alguns segundos.

Eu estava tão fraco, minha mente e meu corpo doíam, estava exausto.

E usei mais magoe do que deveria.

Rolei de bruços na direção da luz.

Arregalei meus olhos.

A minha frente estava uma grande porta com o desenho de uma lua azul brilhante e algumas nuvens nela.

A câmara da cidade.

Eu consegui, SIN.

Me levantei rápido, um pouco rápido demais pois me deu uma tontura passageira, mas a ignorei.

Corri em direção a grande porta.

Coloquei minha mão nela.

Ela brilhou.

—ABRA TE SEZAMO._ Falei em alto e bom som.

Ela se abril para mim e eu atravessei para o outro lado.

Notas finais
aguardem a continuação deste fantástico capitulo, o que sera que ira acontecer com Jafar ?