Meu doce irmão

9 Para sempre meu doce irmão.


Escutava o barulho da água caindo sobre o piso, indicando que meu doce irmão tomava banho, sorri, não conseguia evitar. Com muita dedicação e esforço, além do ponta pé inicial da ajuda de meu pai, eu e Amaimon havíamos finalmente nos estabilizados, tudo muito bom e tecnicamente perfeito, entretanto estava cada vez mais difícil ficar perto dele e não fazer nada, ainda mais com os beijos que ficávamos trocando, cada vez mais intensos e necessitados.

Aquilo estava na cara que não era meramente amor de dois irmãos, que havia mais envolvido, havia atração, desejo, um sentimento devastador, mas o amor era amor, independente da maneira ao qual escolhemos demonstrar, por mais errado que fosse visto pela sociedade era isto que ambos queríamos e nada mais importava.

Mordi meu lábio inferior com força me girando por estar em uma cadeira de rodinhas e giratória em meu escritório, olhei para o teto branco concentrando-me na imagem que ficava turvas pelo movimento, fechei meus olhos em seguida para evitar de ficar tonto.

— Amaimon – Sorri pronunciando o seu nome ao sentir a cadeira ser impedida de girar, abri meus olhos olhando-me sobre os ombros o vendo somente de toalha, a água não caia mais o que indicava que havia me distraído em algum momento.

— Está ficando tarde Onii-sama não vem dormir? – Virou a minha cadeira fazendo-me ficar de frente para si, eu já não aguentava mais, eu estava em uma situação realmente critica ao meu ver, necessitado cada vez mais dele.

— Eu estou com um ideia melhor do que dormir hoje – Segurei em sua cintura o puxando para o meu colo vendo-o que o mesmo não resistiu e sentou em uma das pernas.

— Mentes que pensam juntos? – Indagou roçando o seu nariz ao meu – Interessante – Sorriu mordendo o lábio inferior e aquilo deixou-me ainda mais tentando.

— Muito interessante Amaimon – Ri colando nossos lábios movimentando lentamente, invadindo a sua boca com a minha língua vagarosamente sentindo a sua de encontro a minha e nenhum de nós estava com paciência de iniciar calmamente e logo nos beijávamos vorazmente, os lábios se chocando com força e as línguas se entrelaçando sensualmente, eu ficava fora dos meus eixos facilmente quando isso ocorri.

Amaimon abraçou-me, apertando a minha camisa e a invadindo enquanto sentava-se de frente para mim com uma perna de cada lado da cintura, fechei meus olhos apertando suas coxas enquanto sentia seus dedos deslizarem por meu dorso apertando toda a musculatura, deslizando suas unhas cumpridas lentamente apertando-as contra a minha pele arranhando de uma forma excitante, ele se remexeu em meu colo ondulando o quadril, como se já não tivesse o bastante para ficar louco ele me enlouquecia ainda mais.

Minha camisa foi puxada para cima e o mesmo a retirou fazendo-nos quebrar o osculo, logo o tecido estava no chão e seus lábios novamente sobre os meus os movimentando de mesma forma avida , enquanto suas unhas raspavam em meu peitoral e abdômen deixando-me ainda mais extasiado se é que era possível.

Após separar-se de minha boca Amaimon abriu a minha calça rapidamente, desabotoando-a e descendo do meu colo para poder puxá-la e retirá-la deixando-me apenas de cueca. Ele se abaixou olhando-me nos olhos deslizando suas unhas desde meu abdômen até minha virilha enquanto se ajoelhava segurando-se por fim em minhas coxas.

— Vai me matar desse jeito! – Acusei quando o mesmo mordeu o cós da cueca fazendo um gemido ficar preso em minha garganta.

Como resposta ele apenas riu prosseguindo com o que fazia, cada vez mais provocador, ele retirou minha peça com os dentes mesmo e de uma forma inexperiente porém segura segurou em meu pênis levando em sua boca me fazendo suspirar longamente. Sua língua envolvia minha intimidade lentamente sugando-me aos poucos, deixando-me completamente fora de mim.

Suspirei alto notando meus olhos se semicerrar, passei a afagar os fios esverdeados como se fosse uma recompensa pelo seu bom trabalho que diga de passagem era um excelente trabalho e a inexperiência apenas excitava-me ainda mais, por saber que eu seria o único a tocar em si daquela forma e de ser tocado também, estava tudo tão perfeito que eu tinha medo que tudo acabasse e eu visse que tudo não havia passado do melhor sonho de minha vida.

O puxei pelos cabelos fazendo-o se afastar de minha ereção, quebrando aquele contato para que pudéssemos prosseguir mais adiante com o que ambos queríamos, me levantei e o virei de costas se apoiando sobre a mesa fazendo-o ficar praticamente de quatro. Arranquei sua toalha jogando a mesma no chão, beijando a sua nuca vendo-o se arrepiar com os menores toques.

— Acho que quem vai morrer aqui será eu – Riu e ao me olhar sobre os ombros notei o tamanho do seu rubor, suas bochechas estavam completamente vermelhas. Ele estava com vergonha e dizia que iria morrer deste mal. Como poderia ser tão fofo daquela forma?

Sensual, meigo, fofo... Tão perfeito, sem tirar e nem por. Como se tivesse sido feito exclusivamente para mim.

Deixei-me apenas rir de sua frase descendo meus beijos por suas costas, seguindo o caminho da linha de sua coluna, abaixando-me aos poucos junto até estar de joelhos e de frente para suas ancas, as quais eu fiz questão de apertar e separá-las, deslizando minha língua por entre elas lentamente o vendo se contorcer e por mais que fazer tal ação me fosse estranha somente por ser ele era excitante e confortável.

Escutava seus resmungos misturados com os seus gemidos e isto me deixava cada vez mais louco e fora de mim, passei a violá-lo primeiramente com a minha língua notando o quanto apertado o mesmo era, o que fazia-me sentir ondas de calor por todo o meu corpo, deixando-me fora de mim com tamanha facilidade que chegava-me a surpreender.

O alarguei o máximo que fui capaz, usando de meus dedos e de minha língua escutando por muitas vezes resmungos de dor que me fizeram temer não estar fazendo um bom trabalho, era complicado, eu me preocupava com o seu bem estar e ao estocá-lo agora com a língua e três de meus digitos em ritmos diferentes sendo capaz de escutar suplicações por mais eu sabia que finalmente teria o que tanto almejava.

— Pronto Amaimon? – Questionei me afastando de si separando suas nádegas e esfregando minha glande em sua cavidade o vendo gemer mais alto manhoso.

— Uhnnn Mephisto apenas o faça logo – Pediu ondulando seu quadril em minha direção.

Não precisei de um segundo pedido para me forçar lentamente em sua direção, sendo capaz de escutar gemidos doloridos, vendo-o apertar a borda da mesa com força e eu não queria que ele sentisse dor, mas era necessário. Continuei o que fazia até estar completamente dentro de si, deitando-me sobre seu corpo beijando a sua nuca e passando a masturbá-lo querendo que o mesmo relaxasse e voltasse a sentir somente prazer.

— Eu te amo muito – Sussurrei em seu ouvido beijando a sua nuca descendo para o seu ombro, o enchendo de beijo querendo o distrair.

— Eu... Eu amo você também, muito... — Me olhou sobre os ombros com os seus olhinhos azuis cheios de lágrimas, com a testa franzida em dor, porém com aquele sorriso que tanto amava.

Sem resistir selei nossos lábios em um selinho demorado, querendo prolongar aquele toque ao máximo que eu podia, simplesmente por ser ele a pessoa que eu mais amava no mundo e ser correspondido era tudo que eu mais poderia querer, era a realização de um sonho, era o encontro com a felicidade.

Movimentei-me contra si quando o mesmo estava mais acostumado, escutando o misto de dor e prazer escapar de sua garganta em forma de gemidos e suspiros que cresciam de volume pouco a pouco, retirei-me de si e o penetrei de uma vez querendo ir mais fundo e por sorte acabei atingindo o seu ponto máximo de prazer o que me fez escutar meu nome ser quase que gritado e toda aquela dor que ele parecia sentir passou a se dissipar para dar o lugar ao prazer.

Os movimentos se tornavam sincronizados com Amaimon rebolando e empurrando seus quadris para trás enquanto eu investia para frente com cada vez mais força, ambos gemendo, ambos querendo tudo que o outro poderia lhe dar, um desejo reprimido, um sentimento tão ocultado sendo expostos e extravasados perante ao sexo. Não era só isso, não era somente o ato.

Havia desejo, havia confiança, havia paixão e acima de tudo, havia amor.

— Ahnn Mephis...Mephisto! – Arquejou as costas acabando por arranhar a mesa com suas unhas, enquanto eu me segurava firmemente em sua cintura sendo capaz de marcar sua pele.

Percebi que Amaimon estava próximo do orgasmo assim como eu quando ele se contorceu e seus gemidos quase eram gritos misturado com chamados por mim, aquilo era tão excitante que eu estava perdendo todo o meu controle, sentia arrepios e espasmos por todo o meu corpo, apertei ainda mais Amaimon contra mim sentindo sua cavidade apertar-me de uma forma enlouquecedora, gemia roucamente sentindo minha pulsação aumentar ainda mais, estava em meu total limite.

Chegamos juntos por mais que isso fosse clichê, ambos estavam a mercê daquele prazer e daquele sentimento tão cheio de rótulos chamado precariamente de amor, e por mais que estivéssemos entregues sem cabimentos não havia nada que realmente quiséssemos reclamar.

Arfante, sem ar, entregue, feliz, amado, em paz, tudo isso e mais um pouco.

Estes eram apenas sinônimos de como eu era ao lado do meu doce irmão e sendo certo ou errado, pecado ou não, céu ou inferno, para mim para onde eu fosse estando ao lado de Amaimon eu já estaria bem, eu já estaria realizado, pois por ele eu enfrentaria o mundo todo, qualquer preconceito e barreira, sempre com um sorriso estampado em meus lábios, afinal sempre estaria junto de Amaimon tanto de corpo como de alma, se fosse possível morrer de amor eu já teria morrido e sequer isso poderia me separar de si, pois meu coração sempre estaria com Amaimon, era dele e de mais ninguém.

Eu apenas soube o que era viver quando você nasceu, minha existência apenas se teve sentido quando a sua foi criada, eu fui feito para você e esperei pacientemente por si e eu só espero que por mais que o mundo tente se opor que você me espere, que me ame como eu te amo, que seja eterno, que seja para sempre somente eu e você.

Para sempre eu e meu doce irmão.

Notas finais
Peço desculpa pela demora mas é sempre dificil quando chega a parte do Lemon, eu particularmente não me dou bem em escrever isso, acabo travando demais, raramente tenho criatividade para isso, mas eu tentei o meu melhor e espero que o resultado tenha agradado. E é isso gente, fim... É pois é eu não sabia bem o que esperar desta fanfic quando comecei o primeiro capitulo, não me imaginei gostando dela e nem que tivesse tantos leitores, mas fico feliz, e espero que tenha gostado. Quem sabe um até
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!