Meu delinquente favorito. Nalu
3 Surpresas.
Notas iniciais
Fechei a porta e sorri, deixando Natsu paralisado sem ter nem o que fazer. Andei cautelosamente até o quarto ao lado e entrei rapidamente.
Primeiro, pisquei os olhos e respirei um ar quente com cheiro de bebida alcoólica, limão e canela. Olhei em volta e percebi que pelo menos a minha turma inteira estava dentro do quarto. As paredes eram investidas em um preto forte e o teto possuía várias linhas brancas, como se tivessem respingado tinta por ele todo.
Levy estava em pé em cima da cama conversando com um cara enorme com vários brincos e um cabelo enorme, eles pareciam discutir, mas estavam quase para se beijar. Ri sozinha e dei uma volta pelo quarto.
Cheguei perto da Levy e sorri para ela.
– Lu-chan. – Ela deu um sorriso largo. – Que bom que veio... Esse é Gajeel. – Ela apontou para o moço.
– Prazer, novata que deu um cacete na Lisanna. – Ele riu, percebi que já estava alterado.
– Oi... Onde estão as bebidas? – Perguntei.
Gajeel me apontou o canto do quarto com o queixo e eu pude ver uma enorme caixa de isopor em cima da escrivaninha dele. Quando cheguei mais perto, vi Lisanna parada ao lado dela com um copo na mão. Ela sorriu.
– Lucy... – Eu virei o rosto. – Não, pera. Eu quero pedir desculpas. — Olhei no fundo dos olhos de Lisanna e percebi que não estava sendo falsa. Sorri. – Olha, eu sei que passei do meu limite. Mas eu sou estressada mesmo, me desculpa Lucy, podemos ser amigas...
Se havia algo que eu não fazia mais ela perdoar, mas lembrei do sonho que eu tive com minha mãe e achei que seria uma boa hor apara começar a dar chance a esse lugar e as pessoas que estavam comigo. Respirei fundo e fechei os olhos.
– Acho que podemos tentar recomeçar. – Falei
– Sim, e podemos fazer isso agora. Vem beber comigo? – Lisanna disse num sorriso contagiante.
– Siiiiiiiiiiiiiiim. – Disse gritando e dançando no ritmo da batida eletrônica que quase nos deixava surda.
Ela pegou uma garrafa de tequila mexicana e despejou em um recipiente que ela tirara de suas costas , me deu e levantou o copo que estava segurando, como se propusesse um brinde.
– Amigas. — Eu disse e levantei meu copo para chocar levemente com o dela fazendo o “tin-tin”.
– Virando o copo no “três”. – Nós rimos. – Um, dois, três!
Viramos os copos de uma só vez. Ela sorriu e eu fiz o mesmo.
Nesse momento a porta se abriu e eu olhei. Do outro lado do quarto encostado na porta totalmente desnorteado, Natsu se encontrava parado sem saber o que fazer. Levantou a cabeça e olhou em todos os cantos até que seus olhos se encontrarem com os meus. Ele veio em minha direção e eu já percebi que não ia dar em boa coisa, seus olhos cintilavam de raiva.
– Com licença... – Disse à Lisanna. Quando desencostei da parede senti meu corpo dar uma pequena fraquejada. Eu não era muito acostumada a beber.
Fui de encontro com ele, que já me fuzilava com os olhos. Encontramos-nos no meio do quarto, Natsu me deu um aperto no braço e foi me arrastando para fora. Meu corpo estava estranho, então eu não liguei muito, ele me arrastava para o quarto dele e era bom. O lugar estava ficando abafado e o cheiro começará a me dar náuseas.
Quando chegamos ao corredor me permiti respirar um ar melhor, que durou pouco quando percebi que estava entrando no quarto dele. Minha cabeça rodou quando ele me jogou na cama e fechou a porta.
– Quem diabos você está pensando que é maldita? – Ele realmente estava com raiva.
– Natsu... – Eu estava com as costas na parede e tudo começou a girar. Natsu agora eram dois. Eu ri, ele se movimentava de um lado para o outro, como meu pai me dando sermão, mas a voz dele estava longe e eu não estava me sentindo muito bem.
Tudo ficou escuro.
“Natsu narrando.”
Eu estava realmente dando um puta sermão quando a loirinha caiu pro lado. No começo, achei que tivesse dormindo. Mas depois de ficar chacoalhando ela para que acordasse percebi que ela estava com dificuldades para respirar.
Ela começou a ficar branca. Os lábios carnudos dela estavam frios. Precisava levar ela pra enfermaria imediatamente. Mas como fazer isso? Olhei para Happy deitado na caminha de gato dele, quieto, sem se mexer. Fiquei pensando por alguns minutos.
Depois de tempos tomei coragem. Abri meu guarda-roupa e peguei uma blusa minha, de manga comprida, encarei bem ela e respirei fundo. Comecei pela blusa.
Passei a mão pela cintura dela, deslizando a camisa para cima, sentindo cada curva que ela possuía. Quando terminei, tive de olhar para aqueles seios enormes dela implorando para saírem de dentro do sutiã. Respirei tão fundo e desci para o coturno dela, tirei lentamente e deixei as meias, depois abri os botões da calça dela e desci o zíper.
Quando terminei de retirar a calça percebi que ela usava o mesmo conjunto de renda vermelho, aquilo era extremamente sexy e meu corpo estava querendo devorar tudo. Mas, ela não estava respirando e aquilo era muito preocupante. Vesti minha camiseta nela e abri a porta do quarto. Peguei Lucy pela cintura e levei-a até a enfermaria.
Desci as escadas e ultrapassei todo o campus. A enfermaria ficava no prédio 3, pois sobrará uma sala. Bati na porta e entrei, coloquei Lucy em uma cama e toquei um botão que ficava a cima dela, onde chamava o enfermeiro.
Cinco minutos depois ele estava no quarto de pijamas e com a maior cara de assustado, e eu não podia estar diferente.
– Me ajude. – Sibilei entre o desespero.
~*~
Lucy narrando.
– Acordei totalmente zonza numa sala azul, com uma blusa que cheirava fortemente a Natsu e percebi que era uma espécie de enfermaria. Olhei em volta e vi um bilhete de Natsu.
“Oi lorinha. Acordou? Pois bem, você dormiu por dois dias e meio. Eu sei por que todo dia venho de manhã e escrevo, e se você não acorda, no outro dia venho e escrevo mais um... Enfim, você passou mal na festa, o enfermeiro é muito amigo meu e disse que foi algo que você misturou com álcool, um veneno fraco, mas entupiu suas artérias e você ficou com muitas dificuldades para respirar. Espero que acorde logo.
– Natsu tesão!”
Eu ri com a última frase. Fiquei até mesmo surpresa com o que Natsu fizera. Maldito. Eu falaria com ele depois.Meu estômago tremeu e percebi como estava faminta. Desci da cama e caminhei para fora, o enfermeiro dormia em cima de uma mesa. Eram duas horas da tarde, ou seja, as aulas acabaram a muito tempo. No meio do caminho, sem se preocupar com minhas roupas avistei Lisanna. De começo sorri, lembrei de que estávamos de boa. Fui em direção a ela, falar oi. De repente me veio na cabeça:
“- Virando o copo no três.”–Quando entendi, de ínicio me supreendi.
Ela me envenenará.
Corri na direção dela como se não houvesse amanhã. Parei em frente a ela que de primeira arregalou os olhos de uma tal forma que eu nem consegui imaginar que conseguia. Ela engoliu seco e prendeu a respiração. Eu enfureci mais ainda com a cara de surpresa dela.
Relaxei minha coluna e me curvei para ela, que por hora estava encostada em uma sombra da maor árvore do campus lendo um livro qualquer. Quando ela abriu a boca para dizer algo, eu a interrompi.
– Olha só. – Falei alto para que todos em volta pudessem ouvir. – Eu sei muito bem o que você fez. E só vim te trazer algo de volta. – Cuspi na cara dela e disse. – Toma a merda do seu veneno de volta, vadia.
Eu estava com tanta raiva, Lisanna começou a gritar com nojo, eu virei minhas costas e sai andando, em direção a meu quarto, nossa, é cada merda que eu encontro mesmo. Mas por hora precisava fazer algo.
Agradecer aquele idiota.
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