Meu Vício - Jily
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Participando do concurso do dia dos namorados do blog: http://maeandcoments.blogspot.com.br/
Eu estaciono atrás de um jipe. A música está alta e eu vacilo. É tão alto que eu mal posso dizer que música está tocando.
“Eu não deveria estar aqui.” Resmungo sozinha.
Minha melhor amiga Marlene havia tido algum “probleminha” nessa festa e acabou ligando para a única pessoa que poderia ajuda-la sem que ela se ferrasse depois, no caso eu. Ser acordada as duas da manha de um sábado por uma bêbada não é algo agradável e eu quase posso apostar que o resto da noite não vai ser nem um pouco agradável.
Vejam bem, não é que eu seja uma nerd que sempre fica com a cara nos livros e não tem vida social, tudo bem, essa é a verdade. Mas me digam o que tem de errado com isso?
Respiro fundo e tento convencer a mim mesma que tudo o que tenho que fazer é entrar lá, encontrar a Marlene e depois dar o fora daqui. Nada a mais. Nada mesmo!
Eu percorro a grama para a porta da frente que está aberta. Luto contra a vontade de bater, mas a julgar pela quantidade de bêbados, tenho certeza que ninguém notaria.
Que baderna era aquela?
Aquilo conseguia ser pior que filmes americanos sobre adolescentes e suas festas de fraternidades regadas a álcool, não que eu perca tempo assistindo esse tipo de coisa, apenas por acaso quando minha irmã assistia um desses filmes.
Está com cheiro de fumaça e álcool. Têm adolescentes em todos os lugares e eu estou surpresa por que eles não estão pendurados nos lustres. Eu vejo alguns rostos familiares, mas não o de Marlene.
Parece que o zoológico é aqui durante a época do acasalamento. Eu vejo alguns rostos familiares, mas não o de Marlene. A cozinha está cheia de latas de cerveja, bebidas derramadas e adolescentes na cara uns dos outros. Alguém segura o meu ombro e viro-me rápido achando que é Marlene, mas tudo o que encontro é uma garota desconhecida toda bagunçada e com o rosto um pouco verde.
“Você quer ajuda? Você não pa...”Eu não pude terminar já que ela vomitou nos meus sapatos.
Vomitou.
Nos meus sapatos favoritos!
É oficial, quando eu encontrar a Marlene irei mata-la!
Eu examino o ambiente e estreito os meus olhos quando encontro Marlene. Eu vou em direção a ela e ela olha para mim.
“Caramba, você parece assustada querida, quer uma cerveja?” Ela perguntou.
“Qualquer coisa para esquecer o vômito nos meus sapatos.”
E então eu bebi uma cerveja...
Duas cervejas...
Três cervejas...
O que importa é que depois da sétima eu já não me importava se deveria estar ali ou não.
Não me importava com nada, exceto com James Potter. Sim, o cara mais estúpido de todos, mas também o que melhor beija. Não me lembro bem do que aconteceu, uma hora estávamos conversando e na outra eu fiquei agarrei ele e o beijei.
Sim, eu o beijei. Vocês já podem me internar principalmente depois do que vou declarar a seguir: eu gostei do beijo dele. Foi o melhor na minha vida, não que eu tenha saído por ai beijando milhões de caras, mas eu aposto que mesmo se tivesse feito isso, o dele ainda seria o melhor.
Talvez tenham sido as cervejas ou todo aquele clima de acasalamento animal, mas logo depois eu estava sendo prensada em uma parede por ele e eu definitivamente gostei. Só sei que depois daquele dia eu tinha um novo vício: James Potter. Por ele eu seria capaz de até mesmo deixar minhas coleções de gibis e videogames, porque seu beijo valia mais que qualquer uma dessas coisas.
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