Meu Vizinho Proibido

1 Capítulo 1 – Um novo lugar...


Notas iniciais
Oii gente ^^
Aqui está a minha segunda tentativa da fic (Cool for the Summer), mudei personagens, enredo, cidade e mais algumas coisas, mas espero que gostem.
Por favor, não esqueçam de deixar o seu comentário aqui, até porque vocês não fazem ideia do quanto é muito importante para mim ♥
Caso gostem mesmo e comentem, eu continuo postando, ok? ;)
Beijos e uma ótima leitura :*

Bom, por onde eu posso começar? Hm... Meu nome é Rebecca Louise Oliver, tenho 17 anos e moro com meus pais Sebastian Oliver e Rosana Oliver e meus dois irmãos Samuel Oliver e Rodolpho Oliver, na Flórida, onde vivo desde que me conheço por pessoa. Eu posso dizer que tenho muitos amigos aqui, na verdade, sou um pouco popular, minha melhor amiga Keila Wilson é a mais popular da escola, então isso me torna popular também e namorar um dos garotos do time também é uma bela ajuda, o nome dele é Wallace Peterson.

Ao mesmo tempo em que eu amo ir para a escola por causa dos meus amigos, eu odeio por que tenho que estudar, e isto é um saco, mas fazer o que, não é mesmo...

— Rebecca, desgrude logo desta cama e se arrume logo ou não a deixarei ir dirigindo hoje. Disse minha mãe me fazendo saltar da cama e me arrumar num estalo, já pensaram no mico que seria chegar à escola sendo levada pela minha mãe? Fala sério.

Depois que tomei meu banho, me arrumei e fui até a cozinha beliscar algo para ir.

— Ela acreditou mesmo que vai dirigir? Perguntou Samuel, meu irmão mais velho rindo de mim.

— Como assim? Perguntei querendo entender o motivo da graça.

— Seu pai prometeu que o deixaria dirigir hoje, querida. Disse minha mãe me tirando de vez o pingo de alegria que eu tinha.

— Ah, ela está fazendo biquinho — ele riu — quem sabe amanhã, princesinha.

E eu ergui disfarçadamente meu dedo médio e Rodolpho riu. Papai chegou com o jornal, dizendo:

— Que tanta risada é essa aqui? Posso saber?

— Pergunte ao seu predileto. Respondi emburrada pegando minha bolsa e indo até a porta pisando duro.

Depois de alguns minutos Keila, que morava ao lado da minha casa tirou seu carro e me chamou, dizendo:

— Alguém está precisando de carona?

— Graças aos céus — Murmurei indo até o carro dela e gritando, em seguida — Fui com a Keila, beijos.

Assim que entrei no carro, ela disse:

— Me deixe adivinhar, seu pai não te deixou dirigir de novo.

— Bingo! Respondi e ela maneou a cabeça rindo.

***

Assim que chegamos a escola, Wallace abriu a porta do carro para que eu saísse, pegou em minha mão me conduzindo até ele e me beijou.

— Argh... Estou indo na frente. Disse Keila, sim ela estava com ciúmes.

— E o jogo, amor? Perguntei.

— Tá no papo. Disse ele sorrindo.

— Hm...

— Por que não quer mais torcer pelo time? Perguntou ele.

— Hã? Ah... Eu não levo mais jeito para isso, na verdade, nunca levei. Respondi, e antes que vocês perguntem, eu já fui líder de torcida, mas hoje em dia eu não sou mais.

— Hm... Leva sim, se dançar do jeitinho que dança para mim, eu tenho certeza que leva... Disse ele com um sorriso safado.

Eu fiquei constrangida por ele ter falado um pouco alto, dei um tapa em seu braço e ri de nervoso, ninguém além da gente precisa saber disso.

— Que tal entrarmos? Sugeri.

— Boa ideia. Disse ele me abraçando.

A aula estava no mínimo entediante Keila me mandava mensagens o tempo todo reclamando e dizendo que Bruce, um dos garotos mais gatos da escola não tirava os olhos de ela, nós rimos e eu disse:

“Faça a sua parte garota. Pega ele.”

Nós rimos, ela maneou a cabeça e disse:

“Será que ele é bom mesmo? Se é que você me entende.”

“Você só vai saber se tentar.”

Ela pensou um pouco e riu. Depois da aula, ela ficou na sala, esperando por ele, que era um dos últimos a sair e entregou um papelzinho para ele, que disse:

— O que é isso?

— Meu telefone, se quiser saber um pouco mais de mim, me liga. Disse ela sorrindo.

Ela a analisou da cabeça aos pés e disse:

— Não tenha duvidas de que vou te ligar...

Ela sorriu, pois uma das alças da mochila no ombro e saiu da sala comemorando disfarçadamente, e eu sei disso porque, primeiro ela me contou e segundo, eu fiquei a esperando sair da sala bem na porta.

— E aí? Perguntei curiosa.

— Já é praticamente meu... Disse ela sorrindo.

E saímos.

***

Assim que cheguei a minha casa, ouvi Samuel e meu pai discutindo, coisa que não era nem um pouco comum.

— Eu não posso ir embora assim... Sinto muito, mas ficarei aqui! Disse Samuel decidido.

— Eu já vendi a casa, não tem como, só se for caso de você querer morar na rua. Disse meu pai.

— O que está acontecendo aqui? Perguntei entrando e fechando a porta.

— Semana que vem iremos para o Canadá. Disse minha mãe sorrindo.

— Passar o fim de semana? Que show! Falei sorrindo.

— Que fim de semana, maluca? Vamos, ou melhor, vocês vão morar lá, porque eu não irei a lugar algum. Disse Samuel indo até o quarto dele.

— O quê? Não... Não! Eu não posso ir para o Canadá! Vocês estão loucos? De onde tiraram essa ideia maluca? Perguntei perplexa.

— Seu pai foi promovido e transferido para lá. Disse a minha mãe.

— Mas você aceitou sem ao menos falar com a gente, pai? Perguntei.

— Eu falei com a sua mãe, ela que não quis contar para vocês, porque imaginava que reagiriam assim. Disse ele.

— Eu não vou para droga de Canadá nenhum... Falei indo até o meu quarto, entrando e batendo a porta.

Minha mãe me chamou do lado de fora e disse:

— Eu preciso conversar direito com você, filha. Por favor, abra a porta.

— Se for para tentar me convencer a ir para esse país, está perdendo o seu tempo. Respondi com os braços cruzados.

— Eu não vou tentar te convencer a nada, eu prometo. Disse ela.

Eu respirei fundo e abri a porta, dizendo:

— O que é então?

— Eu só vim deixar bem claro que nossas passagens já foram compradas, vendemos a casa e a nossa nova, em Toronto já está nos esperando prontinha... Eu sei que você tem a sua vida aqui, mas da mesma forma que conseguiu forma-la aqui, você pode muito bem formar uma nova lá, entende? Os seus amigos daqui não deixaram de serem seus amigos, você pode visita-los nas férias e fazer novos lá. Disse ela.

— Mas eu não quero novos amigos, férias não tem o mesmo tempo que o ano todo e outra, o meu namorado está aqui, eu não posso simplesmente abandona-lo aqui dizendo: “ah, estou indo para o Canadá, tchau”, não mesmo. Respondi.

— Eu sei, eu sei... Mas uma coisa que você tem que aprender minha filha, que namoros de colegial nem sempre são para a vida toda, mas se esse for, vocês continuarão juntos até distantes um do outro, sabe por quê? Porque quando é amor de verdade, distância só serve de complemente para fazer dele ainda maior... Pense nisso, querida. Disse ela me dando um beijo na testa e saindo do meu quarto.

Mães e seus poderes de persuasão... Sim ela me fez pensar no caso e pensar muito... Alguns minutos depois, Keila me ligou, dizendo:

— Se arruma que nós temos um encontro de casais hoje, daqui a pouco.

— O quê? Como assim? Eu não estou no clima e não falei com o Wallace ainda, ele deve estar treinando, quem sabe na próxima. Respondi pensando “se é que terei oportunidade de ir da próxima vez”.

— O que aconteceu? Você estava tão animada na hora que chegamos a casa. Disse ela.

— Eu vou para o Canadá... Respondi um pouco baixo.

— Que show! Deve ser um máximo passar um fim de semana lá. Disse ela toda animada.

— Eu também pensei que fosse só isso, mas não, eu vou morar definitivamente lá. Respondi com os olhos carregados de lágrimas.

— Como é que é? Não! Nada disso, a tia Rose está louca? Nem pensar, você vai ficar e morar comigo aqui até nos formarmos, tá decidido. Disse ela me fazendo rir e chorar ao mesmo tempo, só essa louca mesmo.

— Você conhece os meus pais e sabe que eles nunca deixariam, não é mesmo? Falei mais do que certa do que dizia.

— Sim, eu sei... Eu não quero que você vá embora... Quem é que vai me dar broncas quando eu fizer besteiras? Eu não posso contar sobre elas para os meus pais... E outra, onde “vou dormir” nos dias que quiser ir as festas? Quem vai me apoiar nas minhas escolhas, ou melhor, na maior parte delas e me abraçar quando eu não estiver bem? Não é justo eles me tirarem minha melhor amiga. Disse ela com a voz embaraçada, me fazendo chorar ao ouvir tudo o que ela dizia.

— Você dizendo essas coisas só está me fazendo ficar pior do que eu já estou, sem graça... Eu te amo, vaca. Respondi me acabando em lágrimas.

— Eu também te amo, cabrita. Disse ela.

E sim, esses eram um dos nossos apelidos “carinhosos”. Aquela não foi nem de longe uma semana fácil, eu dei certa enrolada para contar para o meu namorado que estava indo embora, mas quando consegui contar ele também me disse que queria dizer algo.

— Bom, já que eu consegui dizer o que queria, agora é a sua vez. Respondi me sentindo aliviada.

— Já faz um tempo que eu estou para te dizer isso, mas eu não sabia como dizer, eu juro que não quero te magoar, mas eu... Eu estou apaixonado por outra garota. Disse ele.

— O quê? Como assim, Wallace? — meus lábios tremiam — Eu fiquei quase a semana toda procurando palavras para te contar que estou indo embora, mas sem te deixar triste por isso e assim que você me retribui? Dizendo que está apaixonado por outra? O que foi, qual será a nova informação, você me traiu com ela?

Depois que eu disse isso ele abaixou a cabeça e disse:

— Eu sinto muito, Becky...

— Não... Não sente. Falei saindo de perto dele me segurando para não chorar.

E foi assim que passei meus últimos dias na Flórida, ao invés de estar me divertindo, eu fiquei chorando em meu quarto, não só de saudades, mas por ter sido tão idiota por tanto tempo ao ponto de me entregar completamente para alguém que não me amava de verdade, eu me odeio por isso...

No dia da viagem, arrumei minhas malas, meus pais empacotaram alguns pertences importantes e colocaram em caixas. Ao mesmo tempo em que eu estava triste por deixar minha melhor amiga, eu queria ir embora o mais rápido o possível para nunca mais ver Wallace na minha frente. Antes de ir embora, eu queria mudar o meu visual, então cortei meus cabelos na altura dos ombros e clareei as pontas, cidade nova, visual novo, vida nova, era isso que eu queria.

— Rebecca, anda logo, vamos perder o voo. Disse meu pai.

— Relaxa pai, eu já estou terminando. Respondi terminando de secar os cabelos e o jogando para o lado.

Assim que terminei, peguei minha bolsa que estava em cima de minha velha cama e saí. Assim que cheguei à porta da minha casa, Keila estava lá e me deu um mega abraço, daqueles de urso mesmo e chorou igual uma criança, me fazendo chorar também.

— Sai da frente. Disse Sebastian passando com suas malas.

— Promete que não vai se esquecer de mim? Perguntou ela com os olhos todo borrados.

— Prometo, mas e você? Perguntei enxugando o rosto.

— Eu prometo, vaca magrela, arrasou no hair. Disse ela sorrindo e chorando ao mesmo tempo.

— Obrigada, cabrita gorda. Respondi sorrindo.

— Vamos logo, Rebecca. Disse a minha mãe terminando de fechar o porta mala.

— Até logo. Falei dando o último abraço nela.

— Não demora para vir me ver. Disse ela.

— Pode deixar. Respondi soltando-a e indo até o carro.

Entrei, meu pai deu partida e eu chorei um pouco mais. Eu sei que não sou só eu que estou triste por ir, Samuel está revoltado por ter deixado Stella, sua namorada aqui. Ele terminou os estudos, mas não quis ir para a faculdade e ficou trabalhando como dançarino. Ele e meu pai se davam muito bem, apesar de ele não querer seguir os passos do meu pai e se formar, meu pai sente orgulho dele por ele ser tão empenhado no que o fazia bem, que era dançar, eu também dancei por um bom tempo da minha vida, cantei e toquei na igreja desde os 5 anos, mas por alguns motivos relacionados aos meus amigos e namorado, eu me afastei da música, abandonei a dança por ter quebrado a perna numa das mais importantes apresentações que fiz no ginásio e agora eu sou só uma garota comum e sem dons especiais. Minha mãe era bailarina também, mas dançava balé clássico desde pequena e dava aulas até nós nos mudarmos. Daqui para frente, eu não sei como será a nossa vida, não faço ideia de como seja esse país, essa nova cidade em que irei morar, mas espero que a minha vida seja melhor do que a que tinha aqui, pelo menos para compensar o fato de eu estar deixando minha melhor amiga de infância.