Meu Vizinho, Justin. - Third Season
19 It's fine... fin...fi... f... FUCKED UP!
Todos a olhavam de boca aberta e eu continuava sorrindo, ela tinha fúria nos olhos mas eu não me deixei intimidar.
- Você não devia ter feito isso. — Ela se levantou. — Você vai se arrepender amargamente. — ela sorriu e eu confesso que essa ameaça parecia bem verdadeira. Ela saiu do refeitório e algumas pessoa riam dela, mas ela não ligou, continuou.
- Shawty, você não devia ter feito isso. — Ele disse e eu sentei.
O Math sorria feio um moleque que tinha acabado de aprontar e assentiu que sim com a cabeça. Eu sorri e percebi que ele tinha adorado o que eu fiz.
- Ela é louca, ela me ameaçou. — Eu disse.
- Adorei o que você fez. — A B sorriu.
- Hoje eu acordei e estava de mal humor, então eu não aguentei, ela estava pedindo.
— Você sabe que você vai acabar na diretoria? — O J disse apreensivo.
- Contanto que eu não seja expulsa, estou disposta a aceitar o castigo. — eu sorri.
- Não vá pra sala, será de grande ajuda se você for daqui direto pra diretoria, certo moçinha? — A coordenadora disse.
Eu não tinha visto ela ali, mas com certeza a Isabeka tinha dito alguma coisa pra ela. Eu não tava nem ligando.
- Fudeu pra você. — O Math disse.
- Mas a Isabeka tava implicando, falo a seu favor. — o Ryan disse.
- Não vai ser necessário, eu sou uma boa aluna, esse ano ainda não tinha ido a diretoria, meu castigo não vai ser grande coisa. — Eu sorri.
- Shawty, você é louca. — O J me puxou e me deu outro selinho.
Assim que o intervalo acabou o J me acompanhou até a diretoria.
- Eu vou lá e você vai pra sua sala.
- Qualquer coisa me liga. — Ele disse.
- Você não pode atender celular na sala de aula.
— Não tem problema, promete me ligar se a situação ficar fora de controle? — Me abraçou e não esperou resposta.
Saiu pra sala dele meio preocupado.
Fui até o balcão e moça me mandou entrar na sala, a Isabeka estava lá, super calma, mas a diretora estava com uma cara nada agradável. Ela já tinha molhado o cabelo e tirado qualquer resíduo que aquele iogurte tivesse deixado.
- Sente-se. Então... O que aconteceu? — Ela perguntou.
- Foi um acidente, ela esbarrou em mim. — A Isabeka disse.
Eu me espantei com aquilo, não era ela que queria que tudo aquilo acontecesse comigo, que eu me ferrasse?
- Tem certeza que não foi porque ela quis? Por que o que a coordenadora me passou não foi bem assim. — Ela insistiu.
- Conta pra ela Tamara, explica o acidente. — Ela sorriu pra mim amigavelmente.
- É... Eu estava indo pra minha mesa e ela se virou na minha direção no momento que eu ia sentar. — Eu tentei explicar desse modo, foi a situção mais razoável que veio na minha cabeça.
- Hum... Então Isabeka, você não acha que foi de propósito?
- Não foi diretora.
- Olha, não quero mais nada do tipo rolando entre as duas, por enquanto vocês vão ficar avisadas. Como não foi de propósito. — ela deu ênfase. — Não há porque de castigar. As duas estão liberadas. Não quero nenhuma confusão entre as duas.
- Obrigada por entender diretora. — eu disse.
- Pra sala as duas.
Eu levantei e a Isabeka também, saímos daquela sala e fomos pro corredor que dava nas salas, ela me puxou pelo braço assim que tivemos distância o suficiente da diretoria.
- Não ache que eu levei numa boa. Isso não vai ficar assim, te colocar de castigo na diretoria, seria infantil, vou te atacar onde eu sei que dói. — ela sorriu.
- Suas ameaças não valem merda nenhuma pra mim.
- Aguarde. Shawty... — Ela imitou o Justin.
Fui pra minha sala e a Nick estava mega apreensiva, assim que entrei ela me entregou um bilhetinho.
Após eu explicar toda aquela situação, ela me lembrou que eu tinha o resultado dos exames pra pegar hoje a tarde. E aquilo me deixou mais tensa ainda. Meu futuro estava dependendo daquele resultado.
O sino tocou e as aulas acabaram finalmente, fui direto pra saída e logo vi o Justin vindo. Ele me abraçou e parecia apreensivo.
- Então? — Ele perguntou.
- Não aconteceu nada, nem de castigo eu estou. — Expliquei.
- Ãn? Como isso aconteceu? — ele perguntou surpreso.
- A Isabeka, ela insistiu que foi um acidente.
- Sério? Então vai ver ela deixou pra lá... — Ele sorriu.
- Eu não acho, quando a gente saiu ela me ameaçou e disse que ia me machucar aonde dói e logo depois me chamou de shawty. Então acho que ela vai fazer algo pra separar a gente... — Eu o abraçei apertado.
- Não se preocupa, eu moro na mesma casa que ela e vou viajá-la 24 horas por dia. Mas, hoje eu vou ter que sair... — Ele falou.
- Onde?
- Bom, você tem que pegar seus exames e eu vou com você.
- Ah, nem me lembre disso, eu fico mais tensa ainda.
- Não se preocupa shawty, não importa o que aconteça, vai ficar tudo bem.
- Ah, ótimo, quando você diz "não importa o que aconteça" deixa quase que óbvio que algo ruim vai acontecer. — Eu disse nervosa.
- O que pode acontecer de ruim? Você tá esperando um filho meu? — Ele disse sério.
- Isso poderia arruinar o nosso futuro.
- Não, nós somos jovens, mas se a gente ficar junto tudo vai dar certo. Eu não iria te deixar nunca, ia me fazer o homem mais feliz do mundo se tivesse o nosso filho. — ele me encarou.
Eu sorri com o pensamente de um dia ter uma família com ele, de estar na nossa própria casa, tendo a nossa vida, sem mais nenhuma pessoa pra nos dizer o que fazer ou nos impor regras.
- Eu vou ser o homem mais orgulhoso do mundo, eu juro. Não se preocupa com essas coisas, o que tiver que ser, será. O que importa é que eu te amo e nada pode mudar o que eu sinto.
Levei minha mão até seu rosto e acariciei suas bochechas rosadas, o olhei nos olhos e encostei nossos lábios, ele fechou os olhos e pediu passagem pra língua, eu concedi e sua língua acariciava a minha em um movimento suave.
- Vamos, a van chegou. — A Nick tentou me puxar.
Mas o J envolveu suas mãos na minha cintura e não deixou que nossos lábios se desgrudassem por um segundo sequer.
— Eu te amo. — disse assim que consegui separar nossos lábios.
— Eu também me amo. — Ele sorriu sarcástico.
Dei um tapa no seu ombro e ele resmungou.- Para, você sabe que eu te amo, sua boba. — Ele me abraçou. — Vamos.
Fomos pra casa e apesar de tudo tá sendo uma loucura e talvez acontecendo rápido demais, o apoio do J tava sendo muito importante. A tarde passou bem rápido e logo fui me arrumar pra ir novamente ao ginecologista, estava super nervosa e não sabia muito como ia ser, tinha que manter o pensamento positivo de que tudo ia estar bem, tudo tinha que ficar bem!
Me arrumei e a Clarice não questionou pra onde eu ia, apenas perguntou se eu não ia comer algo. O J logo chegou na minha casa e a Clarice não ligava muito pra presença dele, era como se ela achasse que ela era de casa. E isso era bom, assim ela não falava nada pra minha mãe, achava tudo bem natural.
Pegamos um táxi e fomos direto pra clínica, dessa vez chegamos no horário certo e a Andrea já nos esperava na sala, entramos os dois e eu fiquei mais nervosa com o jeito que a doutoura nos olhou. Parece que ela já estava se preparando pra dar uma má notícia. Ai, droga, nada de pensamentos negativos.
- Boa tarde. Como você está Tamara? — Ela perguntou.
- Eu estou bem, esse é meu namorado, Justin. — Eu o apresentei.
- É um prazer conhecê-lo, belo namorado. — Ela sorriu. -Então, aprontando muito os dois?
O Justin me olhou e sorriu, eu fiquei apenas constrangida.
- Não se preocupem é normal, e acho muito gentil o fato de você ter vindo com ela.
- Eu não podia deixar ela vir sozinha, eu também estou envolvido. — Ele disse.
- Ótimo que pense assim, nem todos os namorados são assim. Mas, vocês tem consciência de que isso não pode continuar acontecendo, é perigoso pra saúde de ambos e ninguém aqui quer ficar doente, né?
- É... — eu respondi.
- Então, Justin, já que você está aqui, se importa de me responder umas coisas?
- Sem problemas.
- Você já teve outras parceiras?
- É... — Ele se sentiu constrangido.
- Você usava camisinha ou não?
- Sempre.- Então, só com a sua namorada que você não usou?
- É, foi um descuido, desculpa. — ele disse envergonhado.
- Não, tudo bem. Então já que vocês não tem outros parceiros e estão em uma relação estável, vou lhe passar anti-concepcionais, ok? Tome um comprimido todos os dias, caso haja outro descuido. Mas quero que me prometam que vão fazer o possível e o impossível pra usar a camisinha, certo?
- Pode deixar, não vai se repetir. — ele disse.
- Então, você tá dizendo que está tudo bem? — eu falei alegre.
- Sim, está tudo perfeitamente bem, vocês tem muita sorte. Mas não contem com a sorte sempre.
- J, tá tudo bem. — Eu o abraçei.
— Viu shawty? Eu te disse. — Ele sorriu.
- Aqui os exames, só quero te ver na consulta de rotina, tá? — ela disse.
- Obrigada. — Eu a agradeçi. — Até a próxima consulta.
- Tchau meninos, cuidado. — Ela nos acompanhou até a porta.
Saí da clínica e estava com um sorriso estampado no rosto, o J não parecia mais tão preocupado. E acho que finalmente tudo ia ficar bem, já era quase pôr-do-Sol quando pegamos um táxi. Chegamos no prédio ao anoitecer, cada um se direcionou pro seu apartamento, hoje a mãe do J, saíria lá pelas 19 horas para o restaurante e levaria a Isabeka, a gente poderia ficar junto um pouco.
Abri a porta do apartamento com a minha chave extra. E assim que abri a porta vi a Isabeka e a minha mãe conversando, minha mãe parecia com raiva.
- O que você tá fazendo aqui? — Eu gritei com a Isabeka.
- Isabeka querida, obrigada por vim, foi muito bom você ter me avisado. — Minha mãe se levantou e a cumprimentou me ignorando.
- Só achei que fosse o certo. — Ela sorriu.
Notas finais
Como vocês estão ? Foi tããão bom ler as reviews de vocês de novo! Ameeei todas!
E queria dedicar o capítulo pra fofa da Marian que me deixou uma recomendação liiiinda! Obrigada, sério.
JBeijos :*
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