Meu Vizinho
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Boa Noite Diário!
É o Deidara quem vos fala novamente!... Vish! Que coisa de velho! (fazendo cara de tédio hihihi!) Bom, como você já sabe, moro em um bairro projetado, onde todas as casas são iguais, ou seja, em formato de chalé contemporâneo de dois andares. Aqui todo mundo conhece todo mundo. Todos são amigos!... Alguns nem tanto. Até esta manhã a vida seguia o seu curso rotineiro. Os homens saindo para trabalhar, as mulheres nas calçadas – umas se despedindo dos maridos, outras fofocando – filhos indo à escola e eu regando as flores do canteiro do jardim na entrada de casa. Porém, eis que surge, no começo da rua, um caminhão baú de mudança e acompanhando-o um sedan esportivo na cor preta. Os seres vivos ali presentes pararam pra admirar o acontecimento, menos eu que apenas continuei á regar as plantas usando aquela mangueira amarela horrível. Ambos os automóveis param na casa em frente á minha. Do caminhão saem quatro homens, cujos quais põem-se a descarregar o veículo, acomodando os objetos na entrada da casa. Mas a minha atenção só foi realmente roubada no momento em que vi descer do carro preto o ser humano mais bonito que já vi na vida! Era alto, ombros largos, corpo atlético. Vestia jeans e camiseta preta, com um par de Converse meio gastos. Possuía um belo e delineado rosto adornado pelos olhos verdes e os cabelos curtos e repicados na cor do mais vivo sangue. Ah! Foi amor a primeira vista! Mas não qualquer um, como daquelas colegiais fanáticas (pra que eu falei isso?! Eu também sou), e sim o de deixar as pernas bambas. Sabe Diário, eu parecia um bocó encarando ele sem parar, mas é que não conseguia parar de olhá-lo. E o pior foi o fato dele ter percebido e retribuído o olhar. Quando notei ser fitado por ele senti meu coração disparar, as pernas fraquejarem e cada célula do meu corpo tremer por dentro. Quão patética foi minha reação! Larguei a mangueira ainda ligada e corri pro meu quarto. Depois disso, apenas ouvi minha mãe esbravejar lá fora. Mães... Ruim com elas, pior sem elas (poker face)... O resto do dia passei alternando entre os afazeres domésticos e escolares e vigiar a casa em frente pela janela do meu quarto. E por falar nisso... Á noite, bem na hora em que eu contemplava o cômodo que parecia ser o quarto dele, através da janela, visualizando a silhueta perfeita, a minha irmã gêmea/clone feminino invade o meu querido e sagrado refugio. Olhando-me de um jeito engraçado, ela apenas senta-se a minha cama e começa a tagarelar. (vou tentar reproduzir a conversa, mas não garanto hein!)
–- Que você era meio retardado eu já sabia, mas nunca imaginei que era um pervertido. Você sabe que pode ser preso se for pego vigiando a casa de alguém. – Diz ela, num tom irônico.
–- Ino, porque você não vai ver se eu estou na esquina? – Rebati apenas dando de ombros ao comentário.
–- Curioso sobre o novo vizinho? Tá afim dele? – Indaga ela, com um sorrisinho irônico nos lábios.
–- Ino, vai cuidar do Chouji e aproveita pra pentear macacos! – Respondi chateado.
–- Sabe... Se você fosse mais bonzinho comigo eu até te daria umas informações que consegui. Mas... Não. Vou nessa. – Concluiu saindo da mesma maneira que entrou.
–- É. Vai mesmo. Sua irritante! – Esbravejo já sozinho no quarto.
Olha, sinceramente não sei como é a relação dos outros gêmeos por aí mas essa casa sempre foi pequena demais pra Ino e eu. Enfim, me deixa ir dormir Diário que a minha mãe já está berrando lá em baixo pra eu apagar as luzes. Amanhã te conto mais novidades e vejo se descubro algo mais sobre aquele ruivo. Boa noite.
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