A única coisa que consegui pensar foi “droga, ela tinha que morrer logo nos meus pés?”, não que quando você esta quase inconsciente e sangrando possa escolher, mas cara, justo eu? A polícia começou a fazer um monte de perguntas pra todo mundo e só conseguia responder “não sei, não sei e adivinha NÃO SEI”. Quando o “interrogatório” acabou eles pediram para que eu e o resto da escola ficássemos esperando, quando olhei pro meu sapato favorito “droga, de novo”, estava todo sujo de sangue (lembrando que eu ainda estava com o gesso) não que eu ligue para a moda, mas aquilo não era muito o meu estilo, tirei e joguei no lixo, isso mesmo tive que ficar só de meias naquele chão imundo antes isso do que ficar com aquilo nos pés.

Coloquei o meu fones, encostei em uma árvore e fiquei observando tudo aquilo, era uma “choradeira” que não tinha lágrimas, quanta falsidade as pessoas que diziam ser amigas dela simplesmente BAM, “amigas para sempre” era só mais uma frase jogada no ar. Não para minha surpresa, estavam fingindo fazendo um circo em volta de tudo aquilo, tive mais vontade de vomitar agora do que ter visto alguém morrer de perto. Deixei tudo aquilo de lado me sentei e fechei os olhos, como sempre comecei a viajar.

O que há de errado com o mundo? Pra ser específica o que a de errado com as pessoas? Quero dizer parece que ninguém tem um propósito nessa vida, a morte da Taylor me fez parar e pensar na minha vida, eu sei que parece até meio estranho uma morte acordar outra vida, mas foi exatamente isso o que aconteceu comigo. Todo dia eu ando naquele corredor, quero dizer você e eu andamos nesse corredor e ninguém nos percebe até parece que somos vazios e inúteis, consigo me sentir um lixo e tenho quase certeza que ninguém nunca percebera, eu sei quem são vocês, vocês infelizmente são eu. Somos peças chaves de um jogo que só basta saber quem esta ganhando a vida ou a morte.

– Cara, que teatro! Sério, tô com vontade de vomitar, como elas poder fazer isso? Se diziam tão amigas, e agora?

Abri um olho e vi uma criatura sentada do meu lado falando sem parar, voltei a fecha-los.

– Sabe, eu sempre soube. Até que a Taylor era alguém legal, no meio delas se destacava não como mais uma menina linda, mas por ser um ser humano de verdade, estar com o rosto limpo em um meio de tantas máscaras.

–É, deve ser.

Como sempre faço, só concordei. Pensei, se eu ignorar ele vai perceber e vai embora. Aumentei o volume.

–A propósito, meu nome é Clapton Davis. E o seu?

–É!

De repente senti alguém os puxando, como ele ousa?

– Já conheci muita gente, com muitos nomes diferentes, mas uma chamada “é”, sinceramente é a primeira vez. Mas como dizem existe gente pra tudo – apontou pros meus pés.

Quando eu ia perguntar do que ele estava falando, se levantou e foi embora, simples assim, meu primeiro contado com alguém tirando a minha “amiga” da aula de inglês, foi um desastre, nenhuma surpresa. O diretor Gord estava chamando todos para um anúncio, me juntei a todos; resumindo não terá aula por dois dias, à escola ficara fechada e sobre investigação. Enfim, dois dias lendo, lendo, lendo e quem sabe eu levanto e como alguma coisa.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.