Notas iniciais
Olhem só como eu sou pontual, mais um cap! Finalmente eu consegui um capítulo mais compridinho. O que acharam da nova capa? Espero vários comentários!

Já fazia quatro dias desde o incidente com Draco Malfoy, Annabelle ainda não tinha ido a nenhuma aula, continuava sem sair do dormitório da Corvinal, uma colega de dormitório, com a qual nunca tinha falado antes, que tinha assistido a discussão se compadeceu da situação de Annabelle e tentou varias vezes conversar com ela, aconselhar Annabelle, porém tudo que ela falava só fazia com que Annabelle chorasse mais, então ela simplesmente parou de tentar dialogar com ela, mas não deixou de levar o almoço e o jantar e mais alguns lanchinhos durante a tarde para a colega de dormitório que quase nada comia mas que ficava muito grata, mesmo sem demonstrar com palavras, pelo gesto de solidariedade da nova amiga.

Um dia Annabelle, que muito pensava ultimamente, começou a se preocupar com o seu desempenho escolar, já que estava quase uma semana de aulas atrasada o que ia prejudica-la muito nos teste finais se ela não recuperasse logo todo o tempo perdido, sem falar que ela também percebeu o quão ingrata estava sendo com a colega, nem o nome dela sabia e ela a levava todo dia alimento. Annabelle precisava conversar com ela, pedir desculpas e descobrir o nome dela, no mínimo.

Algumas horas depois, por volta do meio-dia, a menina sem nome veio levar o almoço para Annabelle que queria agradecer, queria pedir desculpas, e numa das primeiras vezes na vida, ela queria desabafar, porém parecia que tinha desaprendido a falar. Quando a colega lhe entregou o prato com um sorriso luminoso no rosto, o máximo que Annabelle conseguiu foi murmurar um "obrigada" o que já era um progresso e fez com que o sorriso da garota aumentasse mais um pouco, se é que era possível.

–Meu nome é Luna, se você quiser saber. Se você precisar conversar com alguém, pode falar comigo, eu sei que as vezes só o que nós queremos é espaço, só que chega um momento que pra seguir em frente precisamos botar tudo pra fora, compartilhar com alguém os nossos pesadelos.

E sem falar mais nada ou esperar a resposta de Annabelle, Luna foi embora, deixando muito para Annabelle pensar. É, estava na hora de Annabelle seguir em frente, o que a lembrou que ela ainda não sabia quem estava vigiando-a, o que a fez estremecer, como ela poderia continuar em frente com o seu pesadelo vigiando-a quase o tempo todo? Mas de qualquer jeito ela sabia como tinha sido infantil em se trancar no quarto por tanto tempo só por uma discussão, mas outro lado ela mesma ficava se lembrando que assim que saísse para o mundo lá fora ela ia ser perseguida de novo, mas ela tinha que enfrentar, que tipo de pessoa ela seria se continuasse no próprio quarto, trancada e escondida dos medos? Com toda certeza não o tipo de pessoa que ela queria ser. Sem falar nos comentários que ela teria que ouvir dos outros alunos, principalmente dos sonserinos.

Ela passou a tarde toda tentando adivinhar qual seria a reação dos colegas quando ela aparecesse na aula no dia seguinte, por que ela já tinha decidido, com toda certeza ela iria. Será que eles iam rir dela? Muito provavelmente, sim. Será que iam ficar com pena dela? Ou será que nem iam a notar? Era o que ela mais queria que acontece-se. Estranhamente Luna não levou nada para ela comer naquela tarde, só levou a noite, mas caprichou, tinha um pouco de tudo, ainda bem, já que Annabelle estava morta de fome, 1 que não tinha comido nada o dia inteiro e 2 que não tinha comido bem a semana inteira. Agora finalmente o apetite voltava. E a vergonha na cara também, como ela podia ter passado todo esses dias sem ter nem agradecido direito a Luna? Ela estava realmente envergonhada consigo mesma.

–Obrigada.

E vendo que Luna esperava que ela continuasse ela continuou:

–Eu sei que eu fui bastante ingrata contigo nesses últimos dias, tudo que tu fez por mim e eu nem sabia o teu nome. Sério mesmo, desculpa. Ainda bem que eu pude contar contido senão eu não sei o que eu teria feito sozinha.

–Olha, pra mim você não precisa pedir desculpas, fiz o mínimo que eu devia, já passei por situações parecidas só que eu lidei de jeitos diferentes, que não foram melhores ou piores, foram só diferentes. E eu acho que tem alguém que precisa desabafar... Dizendo isso ela abriu um lindo e acolhedor sorriso para Annabelle.

–É eu sei que eu preciso, mas é meio difícil já que eu não te conheço direito. Mas então eu vou lhe contar tudo que aconteceu. Um tempo atrás alguém, que eu ainda não sei quem, começou a me seguir, me vigiar, pensando direito, eu não tenho certeza, mas tenho uma intuição que me diz que isso não é loucura, algo me diz que alguém ficou me perseguindo. Sabe, parece loucura, mas eu tenho tanta certeza...

Lágrimas começaram a encher os olhos de Annabelle.

"Depois de alguns dias observando, eu cheguei a conclusão que era um aluno da Sonserina, por que as sensações de perseguição me atormentavam mais ainda quando eu estava perto deles. Depois de ter visto algumas vezes Malfoy me olhando, botei na cabeça que era ele, e resolvi o confrontar, o que é óbvio que foi um erro."

Ao terminar de falar, ela já estava chorando novamente. Luna a abraçou e lhe falou que era para não ficar com medo, que Hogwarts era um lugar seguro, que tudo ia ficar bem. Ouvindo a delicada voz da sua mais nova amiga, adormeceu.

Acordou no outro dia com um peso enorme nas costas, sabia que teria que enfrentar todos os seus colegas, pelo menos não ia ter aula com a Sonserina logo de cara. Luna já tinha se levantado e estava pronta, ela colocou as suas mãos sobre os ombros de Annabelle e a sacudiu delicadamente para que ela se acordasse.

–Vamos chorona, eu te ajudo a se arrumar. Ela falou com uma voz animada e delicada.

Luna ajudou Annabelle a tomar banho, as duas se sentiam bastante intimas depois que Annabelle chorou nos ombros de Luna. Annabelle se trocou e se arrumou da melhor maneira que pode, seus olhos ainda estavam inchados por causa da choradeira, o seu cabelo não estava nada bom e ela estava com a aparência de um cadáver.
Luna, que pelo vista era daquelas que conversavam bastante, perguntou:
–Mas afinal, por que você nunca foi falar com um professor, talvez ele pudesse ajudar..?
–Sabe, eu nunca gostei de me abrir com ninguém, sem falar que eu chegaria e falaria o que? “Ah, tem alguém me perseguindo mas eu não sei quem é, não tenho nenhuma prova e na verdade nunca vi ninguém me olhando mesmo, é só uma intuição de uma adolescente com alguns problemas na cabeça”... Definitivamente não ia colar e eu ia passar de louca e paranoica para algum professor.
Como sempre exagerando na sinceridade Luna respondeu:
–Mas era melhor que passar vergonha na frente da escola inteira...
Annabelle não gostou de ouvir aquilo, mais porque percebeu que estava errada, mas não respondeu nada.
Por alguns segundos ficou olhando para o material em cima da cama em duvida sobre ir ou não pra aula, Luna lhe lançou um olhar encorajador e sem hesitar mais Annabelle pegou o material da primeira aula e junto com Luna, foi. Era a aula de Herbologia. O que foi bom, já que depois da primeira olhada e de alguns cochichos todos voltaram a suas atenções para as plantas que estavam cuidando.

Enquanto o horário do almoço se aproximava ela ia ficando cada vez mais preocupada, suas mão suavam e ela não conseguia se concentrar em nada, estava com medo do que poderia acontecer. Principalmente com medo do que os alunos da Sonserina poderiam fazer.

Notas finais
Então, o que acharam? Comentem, não custa nada! Bjs amores. ♥