Meu Sol Loiro
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Annabelle era uma menina nascida trouxa que com os seus 11 anos de idade recebeu uma carta da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. No começo não acreditou naquela história de "Magia e Bruxaria" pra ela essas coisas não existiam. Custou muito para que ela fosse convencida da ideia, mas depois de convencida a opção de não ter que frequentar a escola trouxa barra pesada, ir morar longe do pai, da humilde casa e de todo aquele mundo trouxa por uma boa parte do ano a encantou e ela não pensava em mais nada. Hogwarts foi a maior alegria da sua vida.
Em seus primeiros anos de escola tudo era maravilhoso, tudo a encantava, seus lindos olhos verdes brilhavam pra tudo o que viam, tudo era novidade, mas nunca teve amigas e amigos, sempre preferira ficar sozinha e desconfiava de todo mundo, característica que adquiriu por frequentar uma escola nada amigável do bairro pobre em que marava. Aos 14 anos descobriu o que mais gostava de fazer, nadar, vivia pelas escapadas que dava as tardinhas para poder nadar no lago de Hogwarts. Mesmo tendo qualidades nem um pouco singelas e opacas (seus cabelos eram dourados com longos fios que chegavam até a sua cintura, seus olhos eram verdes e intensos, seu corpo bronzeado era dourado como o Sol) quando ela queria conseguia passar despercebida a quase qualquer pessoa, era uma gatuna, quase nunca a pegavam se esgueirando pelas paredes de Hogwarts na calada da noite voltando de um mergulho gelado no lago.
Agora Annabelle com 15 anos é uma adolescente rebelde, Hogwarts não é mais tão esplendorosa para ela. Mesmo assim prefere mil vezes passar as férias em Hogwarts à voltar para casa.
Ela era uma das alunas mais inteligentes da sua casa comunal, o que não é pouca coisa já que ela pertencia a Corvinal, mas isso não significava que ela se esforçava pra alguma coisa, nunca gostou de estudar e nunca se esforçou para tirar boas notas, ela tinha uma característica que os trouxas conheciam por memoria fotográfica, nada que ela visse ela esqueceria, tudo ficava guardado nela para sempre, tudo que ela via ou ouvia na aula, mesmo que sem prestar a menor atenção era prontamente recordado na hora dos testes, mas se perguntassem a ela o que ela achava daquele “dom” ela responderia que odiava, ela não suportava ser uma aberração, ser diferente, e também odiava ter que lembrar de certas coisas... Só que ninguém o perguntaria por que ela sempre optou por esconder de todo mundo, desde o dia em que leu uma matéria sobre o que era e como funcionava a mente de quem tinha Memória eidética, o nome mais formal, ela sabia que isso a tornava diferente dos outros, e desde os seus 9 anos optou por não mencionar nada a ninguém.
Nenhum aluno da sua casa a aceitava ou gostava dela, ela não combinava com eles, e eles não gostavam de ver que uma aluna que nunca pegava um livro da didático na mão conseguia se sair melhor que eles próprios que passavam horas a fio estudando, ela sempre evitava ao máximo se relacionar com outros alunos. Ficava o máximo de tempo sozinha, sem fazer nada, ou nadando.
Em um dia de friozinho, final de inverno, o Sol ia se pondo e tudo tinha um brilho alaranjado, depois de mais um dia de aulas tediosas Annabelle estava aproveitando o tempo que lhe sobrava nadando, estava se deliciando com as sensações maravilhosas que ela só sentia quando mergulhava, os cabelos soltos, livres, a sensação de estar voando, se sentindo livre como ela só se sentia quando estava sozinha e em baixo d’agua.
De repente ela percebe alguma coisa, percebe não, ela sente, sente alguém observando-a, ela emerge a cabeça e observa ao redor, não consegue ver nada e ninguém, mas sabe que alguém está ali. O mais rápido que consegue ela sai da água coloca a sua roupa, pega a varinha, torce o cabelo ao máximo e vai em direção ao castelo. Ela não percebeu a cabeça loira que a observava.
Notas finais
Bjs amores.
♥
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