Meu Sacrifio
3 III - Anel De Chiclete
Ao amanhecer July mal podia esperar, na real July nem havia dormido bem aquela noite, logo saiu da cama, se arrumou e foi para mesa.
—July, pare de brincar com a comida – Dizia sua mãe.
—Acho que estou sem fome – Saindo da mesa
Os pais de July não apoiavam a relação que eles tinham, mas eles eram ocupados demais para ligar para isso.
July foi para o quintal e ficava observando a rua, e por onde Denny chegaria, estava ansiosa, conseguia parar de bater o pé a ansiedade tomava conta dela naquele momento.
Se passaram aproximadamente 2 horas, July já estava cansada, já pensava que o nunca mais veria, que sua pressão teria assustado.
E assim viu uma pessoa vindo do final da rua, era Denny, quando mais se aproximava, mas via que sua aparência não estava muito boa.
—Olá July, como esta? — Segurando em sua mão.
—Com um pouco de sono, podemos entrar?
Denny estava com uma aparência não muito boa, e com uma expressão extremamente desanimada.
Os dois entraram, e subiram ao quarto, July trancou a porta e sentou na cama, enquanto Denny não parava de olhar para janela, estava apreensivo.
Se passaram alguns minutos, e o silêncio dominava aquele lugar.
—Quando vai começar a falar? — July falava olhando para Denny que não demostrava nenhuma reação.
—Já pensou o quanto as palavras têm um poder inacreditável? — Dizia olhando fixamente para janela.
July começava a ficar assustada, nunca havia visto Denny assim.
—Do que você está falando?
—Eu poderia dizer que sou rico, milionário, e te amo demais, você ficaria feliz, poderia dizer, que sou um pobre rapaz, que mora na rua, e que não gosta de você, você ficaria triste.
Denny virava, olhava para ela, e segurava em sua mão, olhando fixamente em seus olhos.
—Ou poderia dizer, a verdade, que sou um cara um tanto qaunto problemático, que mora na cidade vizinha, sim, o subúrbio, e poderia dizer também, que te amo, mas aí qual seria sua reação? Aí já não poderia dizer, o pior das palavras que tem poderes, é saber que as que realmente vamos usar, não saberemos qual o do seu poder.
July já havia ficado sem reação, sem o que falar.
Denny começava a ficar perturbado com tal silencio.
—Já sabia que a sua reação não seria nenhuma boa, mas, mesmo assim, resolvi me arriscar – Dizia levantando em direção a porta – Acho que isso é um adeus.
—Não Denny, espera, você, é, sei lá, me conta direito, ou me diz o porque, só que.. Seus olhos, me olhando, depois de dizer que me ama.. Que se dane!
Ela o segurava com toda força, e o beijava.
Denny sorria, a afastava-se.
—Serio? Você não liga pra isso? Parece ser simples, mas sou bem mais problemático do que imagina.
—Não, claro que não, mas acho que tenho algumas perguntas, é um mal momento pra perguntar?
—Acho que não, mas só tenho uma pergunta, mal momento?
—Não, pergunte.
—Quer namorar comigo? Disse segurando nas mãos de July, olhando fixamente nos olhos dela.
Denny guardava esse pedido a tempos, junto com um anel daqueles que vem com o chiclete.
—Meu deus, você está falando sério? Não acredito, sério mesmo? Sim, claro que sim, mil vezes sim.
Disse pulando nele, e o beijando.
Denny sorria que podia ser visto a distante, nunca se sentira tão feliz em sua vida.
—É tudo o que eu sempre quis, você Denny, você é tudo.
Os dois se jogaram na cama.
Ela deitava com sua cabeça no peito dele, podia escutar seu coração acelerado, a felicidade dos dois era tanta que não podia ser contida, os dois sonhavam que aquele momento fosse eterno, e assim pegaram no sono. Em um tranquilo sono de realização.
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