O jeito seria falar com Lia para irmos embora, ela seria a única que me entenderia.

Ela estava com Dinho. Aquilo estava ficando quente. Mas acho que o meu problema seria mais importante do que eles transarem no meio da festa, não seria?

— Lia..

— O que foi, em? Não está vendo que está atrapalhand... — Ela disse virando-se para trás — Ah, é você, Fatinha. O que houve?

— Vamos embora? Por favor, no caminho eu conto tudo a você.

— Ah... Agora? — Disse ela desapontada.

— Poxa, Lia! Eu estou com problemas aqui.

Ela olhou para Dinho, olhou para mim, revirou os olhos e disse.

— Onde está Bruno?

— Eu não sei, acho que já foi para casa...

— Fatinha, depois conversamos, agora tenho que terminar uma coisa aqui — Disse olhando para Dinhocom um sorriso malicioso.

— O quê? Poxa, Lia, que tipo de amiga é você?

— Não, Fatinha. Que tipo de amiga é você?

— Uma amiga que precisa de outra.

— Ah, faça-me o favor, o mundo não gira ao seu redor!

— Quê? Lia, você está bem? Cadê aquela história de “amigas”? Onde está a menina que eu conheci aquele dia na praia? Agora eu só vejo uma patricinha malvada de Los Angeles.

Ela me olhou de cima a baixo e começou a rir.

— Fatinha, parece que você não entendeu bem as coisas por aqui. Não somos amigas. Eu sou apenas a garota que lhe enturmou na praia e lhe ajudou a se vestir para a sua primeira festa badalada.