Notas iniciais
Hello minha gente! Bem, eu primeiramente peço desculpas pelo atraso. Eu ia postar ontem, mas eu estava comemorando o dia dos pais com minha família e.e Por causa da escola, vou passar a postar só de sábados e domingos, mas como prometido, aqui está o capítulo novo e amanhã eu posto o outro por causa do atraso. Obrigada pela paciência minhas leitoras lindas

Sophia

Eu cheguei em casa ainda pensando no que havia acontecido na escola. Por que Jason havia me beijado e saído correndo? E por que parecia que eu havia gostado? Meus sentimentos estavam cada vez mais confusos.

Então decidi postar algo no blog. O papo de ter algo importante para fazer no blog, não passava de uma desculpa para não ter que ir na casa de Jason. Eu não era o tipo de pessoa sociável que gostava de ir na casa dos amigos e conhecer a família inteira deles e começar a chamar os pais dele de tia e tio. Talvez eu fosse um pouco tímida, ou então não passasse de uma anti-social estúpida, mas eu sabia que ir na casa dele não acabaria nada bem.

– O que devo postar? — Perguntei a mim mesma — Algo sobre... Boatos? ou talvez amigos? Ou zeladores loucos? Não sei...

Eu suspirei e olhei para a minha estante de livros. Vários livros lá, mas só um era muito especial para mim: O Jardim secreto. Minha mãe lia ele pera mim quando eu era mais nova, mas nós nunca terminamos de ler. Algo sempre me impediu de terminá-lo, não era a mesma coisas sem minha mãe.

Foi aí que eu tive uma ótima ideia do que escrever. "Nossos Pais"

Eu escrevi sobre os pais bons e ruins, sobre as ações deles, sobre o porque deles agirem de certo modo, e tambêm sobre como as pessoas que tem pais são sortudas. Apesar de eu não ter experiência alguma com pais, eu não conseguia tirar aquela matéria da cabeça.

Depois que eu terminei, eu fui me deitar. Logo cedo eu tinha aula e não poderia me atrasar de forma alguma. Fechei meus olhos e logo eu estava dormindo.

...

No dia seguinte, eu me levantei como um furacão e me arrumei para a escola. Nunca tive problemas tipo chegar muito atrasada na escola como as outras garotas, eu sempre chegava cedo então eu estava acostumada à acordar essas horas mesmo num sábado.

Depois de tomar o café, eu arrumei meu material e fui para a escola.

Ainda no caminho, eu encontrei com Sally Marianne. Eu não tinha percebido antes, mas só agora que eu havia me tocado que ela não tinha ido à escola a semana inteira.

– Oi Sophia! — Ela disse parando ao meu lado.

– Oi Sally. — Dei um pequeno sorriso.

Continuamos andando em silêncio. Até que eu resolvi perguntar:

– Por que estava faltando tanto?

– Ah, é que eu tinha começado a tomar um remédio pra tirar minhas alergias, mas adivinhe? Eu sou alérgica à esse remédio! — Ela riu — Agora eu estou tomando um remédio que eu tenho 100% de certeza que não me faz mal, e ameniza minhas outras alergias.

– Que bom pra você. — Eu disse.

– Pois é. — Ela sorriu.

Quando enfim chegamos à escola, demos de cara com Dove, Stela e Maria.

– Oi Ice Girl e... Garota Atchim! — Dove gargalhou — Começou a andar com os fracassados mesmo, né Ice Girl? Como se não bastasse o seu namoradinho japonês, agora está andando com a Garota Atchim?

– Cale a boca, Dove. — Eu disse — Eu ando com quem eu quiser e namoro quem eu quiser. Por que se importa tanto com a vida de nós "fracassados"? Por que não vai inventar boatos sobre a vida perfeita de suas colegas ratas? Será que nós somos tão importantes assim pra você, Dove?

O silêncio nos rodeou, junto de algumas pessoas que pararam pra assistir a briga.

– A vida dos fracassados é interessante. Deixar os fracassados ainda mais fracassados é legal. Vocês não são importantes pra ninguém, e isso é muito legal. — Dove sorriu de um jeito maldoso.

– Fazer isso é legal pra pessoas desocupadas como vocês. — Sally disse — Para pessoas que não querem futuro, e nem ter amigos de verdade. Querem só o mais ridículo. Se gosta tanto assim de acabar com o nosso dia, por que não vai trabalhar de atendente no suporte de ajuda ao consumidor?

Eu tive vontade de dar uma gargalhada. Sally era ótima com palavras e ELA tinha aniquilado Dove na frente de metade da escola.

– A-Anh... — Dove olhava ao seu redor procurando algo.

Eu e Sally saímos da rodinha que se formou em torno de nós e fomos para a classe.

Para a nossa surpresa, a classe estava vazia, a não ser por Jason.

– Onde estão o professor e os alunos? — Perguntei.

– Não sei. Acho teremos aula vaga, mas...

– Mas...? — Sally perguntou

– Eu não faço ideia de onde está o resto da classe. — Jason disse, e depois encarou Sally — O que havia acontecido com você? Nunca mais te vi na escola...

– Uma longa história cheia de alergias e remédios. — Ela riu.

Jason sorriu e depois olhou para mim, fazendo com que uma expressão de vergonha tomasse o seu rosto. Foi quando eu me lembrei do que havia acontecido no dia anterior. Jason parecia envergonhado, e com certeza eu estava vermelha.

Eu decidi deixar isso pra lá. O clima entre nós iria ficar pesado, o que era muito chato.

– Por que não vamos ver o que aconteceu? — Perguntei.

– Boa ideia! — Sally não parecia nem ter notado o que estava acontecendo entre nós.

Fomos até a porta, mas para a nossa surpresa ela estava trancada.

– Eu não consigo abrir — Sally disse, puxando a porta com força.

– O quê? — Jason sacudiu a porta, mas ela continuou fechada.

– Estamos trancados aqui? — Eu tentei abrir a porta, mas só piorei a situação pois a maçaneta se soltou. — Opa...

– Não acredito. Quem será que fez isso? — Sally perguntou.

– Dove... — Eu e Jason dissemos ao mesmo tempo.

Nossos olhares se cruzaram e eu abaixei a cabeça, corada.

– Epa, pera aí... — Sally disse nos encarando — O que tá rolando entre vocês? Vocês estão mesmo namorando? Eu achei que fosse só maldade da Dove mas...

– Não estamos namorando, Sally. — Eu disse — Você deve estar ficando doida. Agora vamos ao que interessa?

Apontei com a cabeça para a porta trancada e os dois logo entenderam. Dirigi um olhar de "conversamos depois" para Jason e ele assentiu.

– Vamos gritar? — Sally perguntou.

– Não vai adiantar, essa é a única sala nesse corredor. E hoje não é dia de limpeza, ninguém vai vir checar se está tudo limpo. — Eu disse.

– Ah, obrigado Sra. Otimismo. — Jason disse, irônico.

– De nada. — Eu forcei um sorriso. — O que vamos fazer? Arrombar a porta?

– Você quer mesmo ter que pagar por uma porta? — Sally arqueou uma sobrancelha.

– Não.

– Então vamos esperar alguém vir pra cá? — Jason perguntou.

– É o certo, né? Foi isso que disseram na cerimônia de entrada. "Se por acaso alguém ficar preso em uma sala, chamem ajuda e esperem até que ela chegue." — Sally disse, imitando a voz da diretora.

– Legal, mas o problema é que nós NÃO CHAMAMOS ajuda. — Eu disse, e suspirei — Alguém tem celular? Eu não tenho porque comprar um. Não converso com ninguém, e nem gosto de jogos de celular

– Eu tenho, mas gastei a bateria toda dele enquanto esperava alguém chegar na sala. — Jason disse.

– Ah, eu tenho! — Sally enfiou a mão dentro de sua mochila rosa e tirou de lá um celular de última geração.

– Sally? — Jason olhou para ela boquiaberto — Esse celular... Você sabe quanto custa um desses?! Acho que tem o preço da minha casa!

Sally se encolheu, como se tivesse acabado de receber uma bronca.

– Eu sei... Mas minha mãe insistiu em comprar, eu realmente não queria ele. — Ela olhou para nós dois.

– Sally, sua mãe é algum tipo de milionária? — Jason perguntou, meio irônico.

– Não. Ela só é um pouco rica. — Ela se encolheu mais ainda. — Seraphine Marianne Kenson.

– Você quer dizer que é filha da dona das indústrias Kenson? — Perguntei.

Sally assentiu, ela parecia envergonhada.

– Por favor, não contem isso pra ninguém... Eu... Eu não gosto de ser tratada bem só por causa do dinheiro da minha mãe. É difícil ver que as pessoas só se aproximam de mim por interesse.

– Tudo bem, seu segredo está bem guardado com a gente. — Eu disse. — Né Jason?

– Claro. — Ele sorriu. — Agora... Vamos chamar ajuda?

– Tá, eu ligo pra quem? — Sally Perguntou.

– Que tal pra diretoria da escola? — Sugeri.

– Okay. — Ela discou alguns números e colocou o celular no ouvido. — Oi? Coordenadora Rose? Aqui é a Sally Marianne, do 2º C. Sim, a Garota Atchim. Por favor, eu e dois colegas estamos presos na sala 16, a porta parece ter sido trancada por fora e nós não conseguimos sair. Tem como mandar alguém pra abrir a porta para a gente?

Sally parou uns minutos e ficou com uma cara de "Como assim?!"

– Como assim?! Não, podemos esperar e... O quê?

Ela olhou para nós dois e desligou o celular.

– Ela disse que não está com a chave e que vamos ter que esperar porque o zelador Buzanfa saiu e só ele tem a cópia da chave.

– Vamos ficar aqui por quanto tempo mais ou menos? — Jason perguntou.

– Acho que até o final do dia.

Eu suspirei, tentando não demonstrar o quanto eu estava irritada com Dove. Ela definitivamente tinha me irritado ao fazer isso.

– Mas... Outras classes não tem aula aqui? — Perguntei.

– Não, hoje eles tiveram um "passeio especial". A Sra. Goldemore organizou tudo de última hora. — Sally disse.

– Ótimo. Perdemos um passeio pra ficar trancados dentro de uma sala de aula. — Jason murmurou.

Eu me sentei na cadeira da professora e suspirei. Tudo parecia um filme. Nós estávamos trancados numa sala e tudo parecia dar errado para que não saíssemos de lá tão cedo. Eu odiava confiar no destino, mas ele queria me dizer algo naquele momento.

– Ah, já que vamos ficar o resto do dia aqui, eu vou jogar. — Jason disse, pegando o seu psp e sentando ao meu lado.

– Eu vou desenhar. — Sally pegou o seu caderno de desenho e seus lápis e sentou numa mesa qualquer.

Eu encostei minha cabeça na parede e um tempo depois eu estava dormindo.

...

– Sophia, acorda... — Jason me chamou.

Eu abri os olhos e vi Jason me encarando.

– Uh? O quê...?

– Sally sumiu. — Ele disse — Eu devo ter caído no sono enquanto jogava, e quando acordei Sally não estava mais aqui.

– Como assim? — Eu me levantei e esfreguei os olhos.

– Sei lá. Eu se que agora a porta está aberta, provavelmente ela saiu enquanto dormíamos.

– Mas por que ela não nos avisou? — Perguntei.

– Não sei... Mas que tal saírmos daqui? — Ele apontou para a porta.

– Tá.

Nós saímos da sala e quando olhamos para o relógio do corredor, vimos que já eram 17:00.

– Cara, quanto tempo eu dormi? — Perguntei, indignada.

– Sei lá, umas três ou quatro horas? — Ele riu.

Ficamos em silêncio por um tempo, até Jason dizer:

– Me desculpe por ontem...

Eu tinha certeza de que estava corada. Meus rosto estava quente e meu coração batia rápido. Eu não sabia o que era aquela sensação estranha, eu nunca havia sentido algo do tipo.

– Ontem? — Perguntei, tentando disfarçar meu rosto corado — Ah, você está falando da saída?

– É... Eu não devia ter feito aquilo, acho que foi meu impulso ou algo do tipo, mas...

– Tudo bem, sério. Eu... Não me importo. — Eu o interrompi — Não peça mais desculpas. Você sempre é gentil, eu não teria motivos pra ficar brava com você.

Ele olhou pra mim, seu rosto estava corado.

– Você... Vai fazer algo hoje? — Ele perguntou.

– Acho que não... Por quê?

– Por que não vamos lá pra casa?

Eu olhei para os lado procurando qualquer coisa. Não tinha mais como fugir.

– Anh... Ta bom.

Passamos pelos portões da escola e fomos andando até a casa de Jason.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Agora, lá vou eu responder os comentários do capítulo anterior xD Comentem opiniões, críticas, dúvidas e etc. Até mais o/