Notas iniciais
DESCULPAAAAA A DEMORA MINHAS AMORECAS!!!! MAS eu tava sem internet ¬¬ mas vou compensá-las com 2 capítulos hoje haha.
Boa Leitura

– A gente não tem tempo de preencher FORMULÁRIO NENHUM! – Exaltei-me com a atendente. – A mulher tá tendo um filho aqui! Você espera que a gente sente calmamente e preencha a por...
– Minnie. Se acalma. – Harry se intrometeu. Pela cara dele, achei que estava fazendo força para não rir. – Parece até que é você que tá tendo o filho.
– Posso registrar ambos como os responsáveis pela... – Ela deu uma olhada no computador. – Lisa Smith?
– O primeiro nome dela é Lisa? – Ele perguntou, surpreso.
– Você não achou que fosse “senhora” ou "professora", achou? – Revirei os olhos. – Pode colocar, enquanto eu tento contatar o marido dela.
– Claro. – A mulher voltou a digitar, e alguns minutos depois dois homens levaram a senhora Smith até a sala de parto, enquanto eu aguardava com o Harry na sala de espera.
Que maneira maravilhosa de se passar a formatura.
– Então, já que ela está sob cuidados agora podemos voltar pra nossa festa. – Ele se levantou, mas eu permaneci sentada. – O que foi? Você não vem?
– Você tem algum problema? Não podemos deixá-la sozinha, é melhor esperarmos até o marido dela chegar.
– É bom que você já tenha ligado pra ele.
Bem, eu já tinha ligado sim. O problema era que...
– Como assim ele ainda vai demorar DUAS HORAS? – Harry começou a se exaltar.
– Eu disse, não era pra tudo isso ter acontecido hoje. – Um grupo de enfermeiras passou e deram risinhos na nossa direção.
Droga. Por um momento esqueci completamente que ainda usava aquela bendita fantasia.
– Enfim, só precisamos ficar aqui por um tempo. – Continuei e ele fez uma cara feia. – Se faz você se sentir melhor, eu estou odiando isso tanto quanto você.
– Achei que você e a tal da Lisa... fossem, sei lá, amigas ou algo assim. – Ele deu de ombros.
– Não era disso que eu estava falando. – Olhei calmamente para minhas unhas. Estavam caprichadas, mas não combinavam NADA com a fantasia. Pintadas de verde holográfico... – Eu quis dizer que estou odiando o fato que você, de todo mundo, ser a pessoa que tem que ficar a noite no hospital comigo.
– Ai, doeu. – Ele levantou as sobrancelhas, mas mais nada disse.

Talvez fosse melhor assim. Ficaríamos em silêncio, o tempo ia passar logo e a gente iria embora dali assim que o senhor Smith chegasse. Depois era só fingir que nada tinha acontecido.
Depois de ter matado o pingüim do jogo milhares de vezes, vi que o Styles havia saído do meu lado. A bateria do iPhone apitou e eu, curiosa, olhei as horas.
Não era possível. Parecia que estávamos ali há horas! Não podiam fazer apenas 15 minutos! A noite não ia passar nunca desse jeito.
Que droga. Agora não tinha nada pra me distrair.
– Café? – Perguntou Harry, aparecendo ao meu lado com dois copos.
– Ahn... obrigada. – Sorri e guardei o celular a minha bolsa. Amarela, igual aos meus ankleboots.
– Eles fizeram uma baita enrolação pra me vender esses cafés. Ficaram perguntando se eu preferia agora ou pra viagem, para que eles pudessem enfim usar o transporte real para suas devidas finalidades. – Disse ele depois que eu tomei o primeiro gole. – Ou que o nível desse café não se igualava ao que era preparado no palácio real e todas essas baboseiras.
– Bem, se eu tivesse ido lá eles provavelmente iam ficar me perguntando se eu queria um pedaço de queijo. – Comentei casualmente, fazendo-o rir. A risada dele era daquele tipo, que só ela faz com que você ria junto. Acho que eu sempre tive uma queda por ele (não, uma cataratadas do Niágara mesmo), mas era cabeça dura demais para admitir.
Outro grupo de enfermeiras, dessa vez com alguns médicos, passaram ali na nossa frente e riram. Isso já estava começando a me irritar.
– Talvez eles estejam se perguntando por que eu não estou vestido de Mickey. – Ele me olhou, prendendo outra risada.
– Ou por que eu não estou vestida de princesa. – Rimos novamente.
Então quando paramos de rir eu finalmente pensei: de onde veio essa gentileza?
– Por que isso tudo?
– O quê? – Harry perguntou em resposta.
– Isso. Você veio até o hospital, concordou em esperar o marido da mulher e ainda comprou um café pra mim. Por que está sendo tão legal comigo?
Harry hesitou por um momento, apenas me olhando com aqueles profundos olhos verdes.
– Eu sou legal. – Ele deu uma piscadela e pegou meu copo para jogar no lixo, já que eu já havia acabado. – Você que sempre esteve ocupada demais sendo chata comigo pra perceber.
– Eu? Você que começou a... – Parei de repente. Ele tinha razão. Em certa parte, é claro. Nos conhecíamos há anos. E simplesmente não nos dávamos bem. Acho que nunca parei pra pensar onde foi o começo disso tudo.
Mas isso pode ser verdade. É bem provável que eu simplesmente não tenha ido com a cara dele quando éramos mais novos e tenha sido chata com ele desde o começo. Ou o contrário, eu realmente não me lembro.
Se bem que isso não importa, certo? Afinal, isso já faz o quê, uns sete anos?
– Então, senhor super legal, por que você nunca se deu ao trabalho de ser legal comigo? – Levantei uma sobrancelha.
– Eu tentei, não lembra? – Não, eu não lembrava. – Você vivia esquecendo seu livro de biologia, eu sempre te entregava de volta. Quando precisávamos de patrocínio para a festa de Halloween, eu me ofereci para ir entregar os panfletos com você, mas você recusou. E ainda assim, eu consegui metade de verba que precisávamos. Aquele dia, depois do treino das líderes de torcida, quando você não tinha como voltar pra casa porque o carro de Bia estava na oficina, eu te dei uma carona até em casa.
– Mas por quê? Você mesmo disse que eu sempre fui chata com você. – Ele ficou em silêncio e olhou para o chão, e eu vi que ele provavelmente não iria responder isso.
Então era ele quem sempre colocava o meu livro de biologia de volta no meu armário? Que droga, ele tinha razão. Eu é que era a garota má no fim de tudo.
Não, eu nunca ia admitir isso. Principalmente pra ele.

Notas finais
Esperem que estejam gostando rsrsrs.