Meu Professor Substituto
21 Vida que segue Parte 2 (Sinto sua falta)
Notas iniciais
Alguém acordado ás 3h40 da manhã? rs
Bom, venho pedir desculpas pelo looongo tempo de espera, é que eu fiquei um tempo sem PC, poque ele havia quebrado e quando ele voltou, não satisfeita com o capitulo que tinha acabado de escrever (sim, ele estava prontinho) eu simplesmente deletei tudo e reescrevi tudinho de novo com um desfecho diferendo. Bom, creio que valeu a pena.
Espero que gostem ;)
Sol, mar, suco de laranja e bate papo com as amigas na praia, tudo o que eu precisava para começar a semana.
A praia estava cheia para uma segunda a tarde, mas em Malibu todo dia é dia de praia. Eu estava sentada na minha canga rodeada de minhas amigas, April, Jessica, Jully e Stacy. Nós conversávamos, riamos e levávamos o relacionamento "cão e gato" de April e Stacy na esportiva. Uma não podia falar uma coisa que a outra já descordava, era incrível a insistência delas em querer mostrar para a outra quem é mais minha amiga e quem mais me conhece. Eu já estava ficando nervosa com essa competição toda, será que elas não entendem que eu gosto das duas e as duas são minhas amigas?
– Meg, lembra daquele dia em que nós pulamos o muro do senhor Donald para pegar a bola de vôlei que tinha caído lá? — disse Stacy.
– Lembro. Ele soltou os cachorros para a gente, literalmente. Corremos feito loucas três quarteirões pra despista-los. — respondi sorrindo.
– Meg não joga mais vôlei — disse April querendo alfinetar.
A maioria do tempo, April perdia mostrando que eu havia mudado, talvez esse seria o jeito que ela achou para deixar bem claro que eu e Stacy não temos mais nada em comum, o que era fato, mas a gente ainda se divertia juntas.
O resto da tarde foi basicamente isso: Stacy e April se engalfinhando, mas quando o sol começou a se por, é que a praia lotou. Todos queriam um espaço na areia para ver o por do sol, que era lindo visto da praia.
O sol ia descendo no horizonte fazendo com que o céu ficasse em um tom alaranjado e muito bonito, o vento sobrava gelado e os gritos de felicidades e as palmas tomaram conta do lugar. Eu estava distraída ao ver aquele espetáculo natural que nem reparei quando Stacy se sentou ao meu lado.
– Lindo o pôr-do-sol, né? — disse ela me fazendo despertar de meus pensamentos
– É sim. Lindo.
– Há muito tempo que eu não via o pôr-do-sol na praia.
– Mais é claro, lá em Washington não tem praias.
– É... sinto falta daqui. — lamentou ela.
Eu fitava a areia e as várias pessoas sentadas nas pedras e felizes por ver aquela cena linda do sol indo embora e a lua tomando seu lugar. Olhando mais a minha frente, avistei Tyler sentado na areia rodeado de seus amigos rindo e batendo palmas para o espetáculo.
Um sentimento de saudade tocou meu coração e o apertou de jeito.
Sentia falta dele, das conversas que tínhamos, das brincadeiras e até mesmo das nossas briguinhas bobas.
– Você e Tyler ainda não estão se falando, né? — tornou ela com o mesmo tom de lamento.
– É... Ele acha melhor se afastar do que me apoiar.
– Do que você esta falando?
Eu seguia meu olhar pela areia da praia, e vi mais um rosto conhecido entre tantos outros. Meu coração disparou e uma vontade enorme de ir correndo ao encontro dele surgiu.
– Nada não, Stacy... Nada. — disse ainda encarando aquele rosto.
POV Dean Winchester
– Ok, pessoal! Por hoje é só. Tenha uma ótima semana.
Encerrei minha última aula do dia. Eu estava exausto. Na verdade fazia dias que eu não sabia o que era descansar. Minha vida estava uma verdadeira merda, estressante, triste e sem nenhuma promessa de melhoria.
Eu estava acabado. Imagine chegar todos os dias em casa e dar de cara um uma mulher que você amava e ser pisado por ela. Isso era o resumo de meus dias com Carmem.
Depois que minha esposa chegou de Dallas para morar comigo, eu não havia tido mais paz. Toda vez que eu estava em casa, ela arranjava um pretexto para começar uma discursarão, e normalmente era por coisas bobas. Cansado de tantas brigas, eu passava mais tempo com Jimmy, o que me fazia muito bem. Nós conversávamos sobre tudo, eu dava concelhos a ele, e vice-versa, nossa amizade estava a cada dia mais fortalezada, o que era bom. A única coisa boa em meio a tanta merda. Isso mesmo, merda. Minha vida havia se resumido a três simples palavras: Chatice, guerra e merda. Eu estou caçado disso.
Eu saia do estacionamento da escola dirigindo meu carro, era um fim de tarde como outro qualquer, quando meu celular tocou mostrando a foto da última pessoa que queria falar; Minha mulher.
– Alô – disse assim que atendi.
– Alô, Dean?– uma voz feminina e um tanto rouca do outro lado da linha.
– Sim, sou eu Carmem. O que foi? — perguntei ríspido.
– Preciso que passe no mercado para mim. Tem papel e caneta aí?
– Tenho, só um segundo. — abri o porta luvas e tirei um bloquinho de papel e um lápis. — Pode dizer.
– Preciso de azeite, leite, ovos e cebola. — enumerou ela sem respirar
– Só isso?
– Sim, é só. Ah! Dean, não me quebre os ovos. Da última vez você me apareceu aqui com os ovos todos quebrados, eu tive que ir ao mercado e buscar mais. Então cuidado. E o leita é de caixinha e integral, não pode ser outro. Intendeu?
– Sim.
Ela disse mais algumas coisas antes de eu desligar o celular mas eu não intendi muito bem. De uns tempos para cá, até a sua voz me irritava e era uma voz fina que entrava pela meu ouvido feito agulhas.
O sol já se punha quando sai do supermercado cheio de sacolas, as coloquei no porta malas e entrei no carro dando a partida logo depois.
Era lindo ver o pôr-do-sol na praia. Todas as vezes eu ia até a praia, subia em uma das pedras e ficava durando horas sentado só admirando a paisagem, mas ultimamente, mais precisamente quando Carmem veio morar aqui, era impossível vir até a praia. Eu precisava relaxar um pouco, então resolvi estacionar o carro perto da praia e ir ver o pôr-do-sol junto com a multidão alegre e divertida.
Tirei meus sapatos, para tocar com os pés naquela areia branca, e dobrei minha barra da calça assim que fui me aproximando do mar. Fechei meus olhos ao sentir a briza tocar minha pele, não havia nada tão relaxante quanto, e logo depois, ao ouvir os gritos e as palmas, tive certeza que o sol se punha.
Logo o dia se tornou noite e eu ainda estava parado na beira do mar com os pés tocando a água fria. Mas eu não podia mais ficar ali, teria que ir embora antes que Carmem me ligasse novamente.
Me virei e fui andando em direção ao meu carro, quando olhei no topo de uma das pedras e vi uma pessoa que a muito não tinha noticias, mas que sentia imensa falta.
Megan ficava mais linda a luz da lua, que surgia no céu. A brisa tocava seu cabelos o fazendo ficar para traz e aparecer mais seu rosto.
Tudo o que passei com ela, todos os nossos beijos e tardes que passamos veio á minha mente com lembranças boas de tempos inesquecíveis e que não voltariam nunca mais. Eles não poderiam voltar, por mais que eu sentisse falta de te-la em meus braços, completamente minha, era impossível.
Eu não podia ficar ali, ela não podia me ver. Não conseguiria me conter se nossos olhares se cruzassem então, segui diretamente a passos largos até meu carro, mas ao abrir a porta, ouço a voz de Megan me chamando.
– DEAN! — gritou ela correndo até mim.
Ela estava linda! Bochechas rosadas por causa do sol, cabelos meio enrolados devido ao sal da água do mar, biquíni vermelho e shorts jeans. Meus olhos não conseguiram desgrudar daquela cena maravilhosa.
– Megan. — respondi assim que ela chegou perto de mim.
– Veio ver o pôr-do-sol? — perguntou ela
– Sim, eu vim.
– É lindo, né?
– É sim, é maravilhoso. — respondi correspondendo seu largo sorriso.
Eu não havia a visto desde a festa que ela deu na casa dela, a um pouco mais de uma semana, se não me engane. Ela tinha faltado a todas aulas minhas desde então, talvez para não ter que conviver comigo.
–Você sumiu. — comentei
– Pois é... eu... — ela respirou fundo, de certo para tomar coragem para terminar de falar – Tive algumas complicações.
– Intendi.
Nossos olhares se cruzaram e nenhum de nós ousou desviar. Parecia que um ima estava nos conectando um com o outro. Eu vi nos olhos dela que ele não estava mais com a mesma guarda que estava na última vez que a vi. Parecia que ela me pedia uma aproximação, assim como o meu corpo e mente desejava, mas isso não poderia acontecer ali e nem em nenhum lugar.
– O professor Wilson esta bem? — perguntou
– Sim. Ela ainda esta internado, mas esta se recuperando muito bem.
– Que bom, fico feliz. — disse ela sorrindo novamente. O mesmo sorriso aberto e revelador. — Bom, tenho que ir para casa, já esta ficando tarde.
– Se quiser eu te levo.
– Não precisa, minha casa é bem pertinho daqui.
– Pois então... Não me custaria nada. — respondi sorrindo – Não se preocupe, é só uma carona entre amigos.
Ela ficou calada e olhando em volta, de certo para ver se não havia ninguém conhecido nos olhando.
– Tudo bem. Acho que não faria mal. — respondeu ela sorridente
– Então vamos.
Eu sei. Eu não deveria ter oferecido a carona, mas eu não pude me conter. Eu sentia tanta falta dela. E, qual é? É só uma carona entre amigos, certo?
Ela deu a volta no carro e abriu a porta, logo estava já sentada no banco do passageiro esperando para que eu desse a partida.
Enquanto dava a volta no quarteirão para não pegar a contra-mão, um flashback surgiu em minha cabeça, dos tempos em que estávamos juntos indo em direção ao apartamento. Nos ficávamos trocando caricias o caminho todo, conversando, rindo e tudo mais. Era tão bom ter a companhia de Megan. Ela era uma garota incrível, e era impossível não me divertir com ela. Mas nós não estávamos juntos, não íamos até o apartamento e muito menos conversávamos sorridentes como costumávamos fazer. Agora o clima era pesado, sem muita conversa e isso estava me matando por dentro.
Eu dobrava a esquina da rua da casa dela, quando ela me disse para parar o carro, pois se eu a levasse até a porta de sua casa, sua mãe iria estranhar. E foi o que eu fiz, parei o carro e a encarei para ver se ela falasse alguma coisa, e foi o que ela fez.
– Sinto sua falta... — cochichou ela sem me olhar diretamente.
– Eu também. — respondi a encarando sem retorno.
– Nunca daria certo. — comentou ela tirando o cinto.
– Não mesmo – concordei fazendo o mesmo.
– Você é meu professor. — continuou ela se endireitando no banco
– Sou mais velho que você. — disse ma aproximando dela e sentindo o perfume de seus cabelos úmidos
– E você é casado. — ela concluiu me encarando.
– Isso é o problema maior. — concordei tocando seu rosto. Ela fechou seus olhos por um momento e os abriu novamente me proporcionando ver o seu imenso azul.
– Eu não tenho mais desculpas... — sussurrou ela me olhando nos olhos
– E nem eu. — disse encarando seus lábios.
Ela estava tão perto de mim. Podia sentir seu cheiro, sua pele aveludada, sua respiração descompassada e até seus batimentos acelerados. Eu precisava beija-la. Precisava matar a saudade que tinha da maciez e do gosto que tinha seus lábios.
Não me contive ao vê-la fechar os olhos e deixar bem claro que também precisava daquele beijo, e selei seus lábios com um beijo quente e cheio de saudades.
Nossas mãos caminhavam por todo o nosso corpo, nossas línguas se guerreavam pelo tempo que passaram sem se tocarem cheio de saudades e nossa respiração ficou aceleradas. Seus lábios, seu cheiro, seu toque... Como senti falta disso.
Senti a mão espalmada de Megan tocar meu peito me afastando e cessando o nosso beijo. Por um longo momento ficamos perto um do outro, de testas coladas, sem dizer uma palavra e sem ter reação alguma. Era tão bom te-la perto de mim novamente.
– Meg, eu... comecei mas fui impedido de continuar quando o dedo indicador de Megan tocou meus lábios.
– Shh! — disse ela – Não estrague tudo com seus comentários – tornou ela séria. — Tenho que ir.
Ela tocou meus cabelos fazendo um carinho gostoso em minha nuca e depois selou nossos lábios com um selinho longo e estalado.
– Boa noite – disse ela com um sorriso tímido.
– Boa noite – me despedi vendo ela abrir a porta do carro.
Ela segui a rua quando eu dei partida com meu carro com um sorriso de orelha a orelha. Eu sei que um dia eu vou me arrepender do que fiz, mas eu espero que esse dia demore, pois não vejo a hora de beijar aqueles lábios novamente.
Notas finais
Bom, para quem é Time Dean, os próximos capítulos vão ser incríveis! E para quem é Time Tyler também!
ACALMEM-SE! Não, Megan não vai ficar com os dois, mas algo ira acontecer e tal... Bom CHEEGAA! Já contei demais rs.
HORA DO REVIEW!
Bjen! :*
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