Meu Professor Substituto
2 Vida de adolescente
Notas iniciais
E não esqueçam de me mandar Review hem!
Acabei de acordar com meu celular tocando por receber uma mensagem. Era a April, minha melhor amiga
"Bom dia flor do dia, hora de acordar! Se quiser carona, esteja pronta ás 7h30. Não vou ficar te esperando porque você demorou pra levantar, então LEVANTA AGORA! Beijo."
Segunda-feira, pode ter dia pior que esse? E ainda tem escola pra melhorar o péssimo dia. Minha cabeça explodia, no dia anterior tinha encontrado o pessoal no shopping, o que quer dizer, que a gente bebeu pra caramba e que eu voltei tarde para casa e minha mãe ia falar um monte por causa disso. Ô vida boa...
Só de pensar no dia que posso ter hoje, me dava mais preguiça para levantar da cama e ir pra quela merda de escola. Mas fazer o que né, se quero ser uma arquiteta de sucesso, tenho que tirar a bunda da cama.
Tomei coragem e me levantei da cama, no caminho até o banheiro parei em frente ao espelho como sempre faço. Meu Deus, como eu sou estranha antes das 7 da manhã.
Abri meu guarda roupas e dei uma olhada no que iria vestir hoje, tirei uma blusa de manga longa branca e um jeans rasgadinho que tinha e fui para o banheiro tentar ficar apresentável.
*Roupa Megan http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=59561352*
Desci as escadas e fui até a cozinha tomar café, e para minha infelicidade, minha mãe pensou o mesmo.
- Bom dia Megan — cumprimentou minha mãe
- Bom dia — disse deixando o sono transparecer em minha voz
- Com sono? Isso que dá ficar até tarde na rua. — ótimo, minha mãe começou com o sermão — Vou começar a te proibir de sair no domingo. Sua tia veio aqui ontem pra te ver e você não estava. Imagina a cara que eu fiquei...
Em quanto minha mãe me enchia de blá blá blá logo de manhã, fui fazendo meu café. Na verdade eu nem dei muita bola pro que ela estava falando. Se entendi duas frases que ela disse foi muito.
- Tá mãe, chega. Tô indo.
- Mas que milagre é esse? Vai sair no horário?
- Qual é mãe, se eu saio tarde a senhora reclama, se eu saio na hora, reclama também. Que porra! Se decide.
- Olha a boca hem!
Minha mãe disse mais algumas coisas mas, quanto mais perto da porta da frente eu ficava, menos eu a escutava.
Só a voz dela me dava nos nervos. Depois que eu comecei a sair com meus amigos ele ficou assim, chata e faladeira. Qual é, sou jovem, tô aproveitando a vida.
Logo depois que fechei a porta da frente, vi o carro de April dobrando a esquina e logo parando na frente de casa.
- O que deu em você? Não se atrasou, milagre! — disse April enquanto eu entrava no carro.
- Ué, não era você que disse pra não me atrasar? Então...
- Pensei que depois de ontem, iria ficar com dor de cabeça e faltaria de novo.
- Não aconteceu nada demais ontem.
- Aconteceu sim, você ficou tão virada que ficou com o Steve.
- O QUE? COM O STEVE?
Steve Stifler, o garoto mais tarado, mulherengo e idiota de toda a escola. Ele é o capitão do time de futebol, e todas as garotas são loucas pra dá pra ele. Claro que mais da metade já conseguiu isso, o que não é muito difícil mas eu, definitivamente, não faço parte do time das "Stevetes". Eu deveria estar muito louca mesmo pra ter ficado com ele.
O caminho todo pra escola eu e April fomos conversando sobre o que eu tinha feito com o asqueroso, porém gostoso, do Steve. Pelo menos uma coisa é boa, eu não transei com ele. Obrigada Deus!
(...)
Enfim chegamos a escola chata.com. Mais uma semana começava e para minha alegria, uma nova pessoa ia abrilhanta-la com seu charme e simpatia porém, eu ainda não fazia ideia disso.
Minhas três primeiras aulas, química, matemática e física, foram um verdadeiro porre. A pergunta é: " como uma letra pode ser um número?". Ok Tio Lú, você é um péssimo inventor. E depois veio o intervalo e com ele, a presença do tarado do Stifler.
- E ae chuchuca! — disse ele chegando por trás de mim.
- Cara, você não cansa de ser chutado não?
- Olha chutado eu não sei mas, chupado ainda não. — continuou ele se sentando ao meu lado. — Qual é gatinha, ontem você estava mais delicada com o papai.
- Talvez quando eu tomar Vodka de novo, eu volte a ser. — NUNCA vou tomar Vodka de novo.
O sinal tocou — salva pelo gongo — e eu fui direto para a quadra. Quarto tempo, Educação Física, com o Carequinha e desengonçado do professor Wilson. Vou me sentar na arquibancada e vou ficar olhando os idiotas correrem de um lado para o outro da quadra.
(...)
Cheguei até a quadra e, ao contrário do que estou acostumada ver, o Sr. Wilson não estava no centro da quadra com o saco de bolas de vôlei. A coordenadora Laura estava no lugar dele com um papel nas mãos e todos da sala em volta.
- O que aconteceu? — perguntei em meio a sussurros para Jully, minha colega de sala.
- Parece que o professor Wilson tirou licença. Ele sofreu um acidente, e teve que fazer uma cirurgia. Vai ficar 2 semanas fora, ou talvez mais...
Beleza! O Sr. Carequinha vai ficar fora duas semanas. Duas semanas sem ter que olhar pra cara dele.
- Galerinha! — repreendeu a coordenadora — Silencio por favor, eu ainda não terminei. Ao contrario do que vocês estão pensando, vocês continuarão tendo aula de E. Física. O Sr. Wilson indicou seu sobrinho, que também é professor de Educação Física, para vir substitui-lo durante sua ausência. Porém, ele ainda não chegou de Dallas então, ele só vai começar a dar aula amanhã. Por isso, hoje vocês estão dispensados da aula de E. Física, mas você ainda vão ter o quinto e o sexto tempo então, sugiro que continuem na escola.
Que maravilha, um professor do Texas e ainda sobrinho do Sr. Wilson. Na boa, duvido que o gênis dessa família seja boa. No minimo deve ser um caipira, feio e ranzinza, igual o Sr. Carequinha. Amanhã vou ver se é verdade...
(...)
O resto do meu dia na escola foi normal, ri com os meninos, coloquei a conversa em dia com as meninas e na hora da saída, Steve veio falar comigo de novo. Que droga, ele não se tocou que a gente só ficou por que eu estava bêbada? Não vou ficar com ele de novo, eu bebo, não uso drogas.
Fui para casa da Nince, outra amiga minha. Ela não ia a escola fazia umas duas semanas, e eu e April estávamos muito preocupada com ela então, fomos até lá para ver se tava tudo bem. Para meu alivio, não tinha acontecido nada de mais, ela estava ajudando a cuidar do sobrinho que tinha nascido a pouco tempo, e como sua irmã não podia se movimentar muito, Nince teve que dar uma mãozinha para a irmã.
Aproveitamos e contamos das novidades enquanto nos acabávamos na pipoca com manteiga.
- Ahh, não acredito que você pegou o Steve! — disse Nince aos gritos.
- Para! — disse tapando a boca dela com minhas mãos.
- Você não transou com ele não, né?
- Claro que não! Eu tava bêbada não dopada. E para melhorar a coisa toda, ele ta correndo atras de mim e tipo, eu não quero ele, intende?
- Ah, mas você tem que admitir que ele é um GATO! — disse April se jogando no sofá.
- Um gato e um idiota! — completei.
Minha tarde foi formada por fofocas e gargalhadas, se tem uma coisa que eu adoro fazer, é ficar com minhas amigas batendo papo, ou até mesmo sem fazer nada, porque o importante é estar com elas.
(...)
Depois da tarde agitada na casa de Nince, tive que voltar para casa e começar a fazer uns trabalhinhos que estavam pendentes. Logo quando chequei em casa fui correndo para meu quarto, torcendo pra não encontrar minha mãe e começar a sessão sermão de novo.
Já era bem tarde quando terminei de fazer meus trabalhos e eu estava exausta então, tomei um banho e fui me deitar. Eu não sabia, mas no outro dia, minha vida ia começar a se transformar por causa de um desejo louco e arrebatador.
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