Notas iniciais
Olá pessoal! Capitulo novo, boa leitura!

*Dean Winchester narrando*


Olá, meu nome é Dean Winchester, tenho 34 anos e moro em Dallas- TX com minha esposa, Carmem, e não tenho filhos.


Filhos... como quero te-los, porém, Carmem acha que ainda não é o momento. Ela trabalha muito e diz que não teria tempo de dar toda a atenção possível a criança. Já disse pra ela que ela poderia parar de trabalhar, pois posso muito bem bancar a minha mulher, a mulher que eu escolhi pra mim, mas ela diz que prefere não ser mãe do que ser uma mulher que o marido banca. Porra! Será que é difícil ela intender que é um sonho pra mim? Não sonho em só ser pai, sonho em ser um BOM pai, pode não parecer, mas tem lá sua diferença.

Ultimamente eu e Carmem temos brigado muito e, por isso, não me lembro da ultima vez que nos amamos em nossa cama. Pois é, como meus alunos falam, estou na seca.


Esqueci de citar uma coisa, sou técnico de um time de futebol americano em Dallas. É um time da faculdade estadual. E não é querendo me gabar, mas desde quando comecei a treina-los, não perdemos um jogo se quer. Mas com essa turbulência toda em meu casamento, achei uma forma de ficar distante um pouco e pensar se quero continuar o relacionamento.


Meu tio, Wilson, é professor de Educação Física em Malibu — CA, e quando ele sofreu um acidente e teve que fazer uma cirurgia bem séria, teve que ficar afastado da escola durante algumas semanas. Ele sempre me convidou para ir para California porque lá tem mais oportunidades na nossa área e, por causa de Carmem e de meus pais, nunca aceitei o convite, mas agora, com o rumo que minha vida está levando, não pensei duas vezes e aceitei substituir meu tio na escola em que ele dá aula. Assim, posso ficar um tempo longe de tudo e pensar melhor. Não dizem que a distancia faz o relacionamento ficar mais forte, então... vamos testar essa teoria.

(...)


Dois dias se passaram desde que aceitei substituir meu tio, e cá estou eu dentro do avião rumo a Califórnia. Carmem odiou essa história de ficar duas semanas, fora, mas é bom pra ela perceber que ele precisa de mim e que se ela quer continuar casada comigo, é bom ela dar o braço a torcer. Vocês devem estar pensando que estou adorando essa viagem, mas eu, definitivamente, não estou nenhum pouco. Na verdade, toda essa história de Carmem não querer ter um filho meu e, por isso, nós vivermos feito cão e gato, eu odeio. Eu amo minha mulher porque, como disse, é ela que eu escolhi pra ficar do meu lado, e esse clima de guerra me estraçalha por dentro.

(...)


Enfim cheguei na Califórnia e estou seguindo para o hospital visitar meu tio, e pelo que fiquei sabendo, ainda está na UTI.


– Hei — disse assim que cheguei na recepção do hospital. — Vim visitar meu tio.

– Qual é o nome dele? — disse a recepcionista sem muita empolgação

– Willian Wilson Winchester.

– Uau! Fizeram de propósito? — comentou ela com um sorriso fraco — OK, UTI adulta. Terceiro andar, leito 26.


Pequei o elevador e segui o enorme corredor. Odeio corredores grandes. Já viram O Iluminado? Pois é, eu vi quando era criança e, desde então, odeio corredores grandes.


Cheguei no leito onde estava meu tio. Vê-lo no estado que ele estava, em coma induzido, é horrível. Sou acostumado em vê-lo de pé, forte, brincalhão e engraçado e olhar para ele assim, me corta o coração. Foi por ele que comecei fazer faculdade de Medicina. Ele sempre me disse que se era aquilo que eu queria, teria que correr atras do meu sonho, custe o que custasse. Meus pais não gostaram muito da ideia de eu querer ser médico.

Meu pai tem uma fazenda no Texas e é dono de milhares de cabeças de gado, e eu, como filho dele, deveria continuar o negócio que ele começou. Quando disse que queria ser médico ele riu de mim, e quando disse que consegui uma bolsa na melhor faculdade de medicina do país, ele simplesmente parou de falar comigo. Infelizmente tive que trancar a faculdade no segundo semestre para ajudar a cuidar da minha mãe, que na época, tinha tido um ataque cardíaco.

E foi assim que desisti de ser medico e resolvi fazer faculdade de Educação Física. Meu pai continuou sem me apoiar, mas com um tempo ele percebeu que vida no campo, cuidando de bois, vacas e cavalos não é a minha praia.


Sai do hospital totalmente arrasado. Fiquei ainda mais triste, quando os médicos me falaram que meu tio ainda não tinha previsão nenhuma de receber alta.

Fui para casa do meu tio me hospedar lá. Ele mora sozinho desde que sua esposa morreu, há uns 2 anos, e sua filha se casou faz um tempinho, ela disse que vai ficar no hospital até seu pai se recuperar. Então, vou ficar naquela casa sozinho até meu tio se recuperar.


Depois de me ajeitar no quarto de hospedes, fui tomar um banho e quando deitei na cama eu simplesmente não aquentei e cai no sono. Com a saída turbulenta de casa, com a viagem de avião e o baque que sofri ao ver meu tio no hospital, eu estava moído, incinerado e amassado. Precisava de descanso e no outro dia já começava as aulas.

(...)


Acordei atrasado, ótima forma de começar o primeiro dia no "novo emprego". Me levantei, tomei banho e sai correndo rumo a escola. Minha prima, filha do meu Tio, Jo, deixou o endereço da escola em cima da mesa, como se fosse me ajudar, não conheço NADA aqui. Ótimo, 15 minutos atrasado. É essa hora que agradeço por existir Taxi.


Cheguei correndo na escola e fui para a sala do diretor me apresentar e saber como seria as coisas por lá.


– Hei, sou Dean Winchester, o professor substituto de E. Física. — disse á moça que estava sentada na mesa em frente a direção.

– Olá... — disse ela viajando com seus olhos no meu corpo.

– Hum, o diretor está? — perguntei sem jeito.

– Esta sim, ele esta a sua espera. É só entrar. — disse ela apontando para a porta ao lado dela.


Quando caminhei até a porta e fui para tocar a maçaneta, a mesma se virou e a porta se abriu e um homem alto e bem elegante apareceu.


– Oi — disse depois de um momento de silencio.

– Oi... — disse ele como se não intendesse.

– Sou Dean Winchester, o professor substituto. — disse estendendo a mão.

– Ah sim, claro. — disse ele com sorriso simpático apertando minha mão. — Sou John Morgan, o diretor.

– Prazer me conhece-lo. — disse com um sorriso.

– Você não acha que está... atrasado? — disse ele olhando para o relógio

– Pois é, eu sou novo na cidade e ainda não a conheço muito bem.

– Dessa vez passa. — disse ele piscando de leve o olho esquerdo — Senhorita Wolfgan — disse ele chamando a secretaria — Acompanhe o Sr. Winchester. Mostre a ele nossa escola, inclusive a quadra coberta, o campo lá de fora, o vestiário masculino e a sala dele.

– Sim senhor. — disse a secretária sorrindo.

– Depois do almoço, dê uma passada na minha sala para regularizar sua situação — disse ele antes de se retirar.

(...)


A escola era mesmo grande, quadra, campo de futebol americano e até piscina. É... estou começando a gostar daqui. Só não me agradou muito a secretaria. Ela me olhava de uma forma estranha, como se visse através de minhas roupas. Ela é até jeitosinha...


Depois de conhecer a escola, a Senhorita Wolfgan me deixou em minha sala, que fica dentro do vestiário masculino, e me passou todos os horários. Que venha os alunos!

(...)


O primeiro tempo foi tranquilo, 1° ano, alunos cheios de energia e bem espontâneos, um pouco bagunceiros, mas também, o que eu esperava? Eles não são o meu time de futebol.

Agora, o terceiro tempo... Por favor, deixem eu contar.


Lá estava eu no centro da quadra com os sacos de bolas na mão e o apito na boca, a sala do primeiro tempo já tinha saído e a do segundo estava chegando. 3° ano do ensino Médio... Bons tempos.

Me apresentei para os alunos e dei a ordem de tirarem os times para jogarem vôlei. Uma aula light, só para saber como os alunos estão fisicamente. Enquanto todos estavam fazendo uma verdadeira bagunça para escolher os times, eu fui até a minha prancheta ver as anotações que me deixaram, até que uma aluna veio me cumprimentar.


– Olá professor. — disse ela com um sorriso enorme no rosto — Me chamo Lisa Rush, sou representante do grupo de debate da escola, líder de torcida e fui duas vezes campeã de natação.


Uau, como ela fala! Não perguntei nada e ela já foi falando. Na verdade, eu nem falei ainda.


– Nossa, você é bem flexível. — disse forçando meu sorriso simpático.

– Você não viu nada... — disse ela fazendo uma trilha com seus olhos em meu corpo.


E eu fiquei ali durante um tempinho conversando, ou melhor, ouvindo ela falar. Oh garota que fala...


– Licença. — graças a Deus alguém veio me salvar. — Mas temos que tirar o time e se você quiser jogar, Liza, tem que ir agora.


Eu morri e fui para o paraíso? OK, cantada barata, mas foi esse meu pensamento quando vi aquela garota de olhos azuis se aproximar.


– Ora, ora. Quem resolveu participar da aula. — disse Liza se virando para a garota — Por que a mudança de ideia?

– Cansei de ser sedentária. E o grupo de dança não ajuda muito. — disse a garota de olhos azuis fuzilando a "tagarela" com os olhos.

– Hum, sei.

– E ae? Vai ou não?

– Tô indo... — disse Lisa e logo depois saiu de perto.


Quando a faladeira da Lisa saiu, pude ver melhor a beleza da garota de olhos azuis. Meu Deus, ela era realmente linda. PARA DEAN! Você é casado, e tem idade para ser pai dela... ou tio.


– Então é o senhor que esta substituindo o Professor Wilson — disse ela me olhando diretamente nos olhos.

– É isso aí. Sou o Técnico Winchester, nas horas vagas, professor substitutoo. — disse estendendo a mão sorrindo.

– Winchester? Como a arma? — perguntou.

– É. — disse surpreso — Você conhece armas?

– Um pouco. Meu pai me levava para as aulas de tiro dele quando eu era menor. — respondeu - Sou Megan Slender. — disse ela me cumprimentando com um aperto de mão. — Então vai nos dar aula até o professor Wilson voltar de licença?

– É, durante duas semana. Ou até mais. — respondi a olhando.

– Então eu vou torcer pro "até mais". — ela disse deixando um sorriso malicioso aparecer em seus lábios. — É melhor eu ir pra lá, se não eu fico no time fraco.


Ela disse e deu as costas para mim. Não pude deixar de olhar, ela era realmente muito bonita. Ah se eu tivesse 17 anos novamente...

(...)


Durante todo o jogo não pude deixar de reparar que Megan jogava vôlei muito bem. Ela tinha uma coordenação motora muito boa e sua pontaria também era incrível.


A aula terminou, e com ela veio as alunas se insinuarem para mim. Qual é, como elas podem ser tão atiradas? Os garotos de hoje em dia gostam disse tipo de menina? No meu tempo de escola, elas eram mais sutis.

Nossa, "no meu tempo de escola". Quem olha assim pensa que eu sou um velho reumático.


Depois de muita conversa, e depois de muito me esquivar das investidas das minhas alunas, elas finalmente saíram da quadra, menos uma, Megan.


– Ainda aqui? — disse atras dela.

– Sr. Winchester! — disse ela se virando de frente para mim. — Eu tive que tomar um banho, eu estava horrível.

– HAHA! Você não faz muito exercício pelo que eu percebi.

– O que me denunciou? Os frangos do jogo ou meu cansaço depois dele?

– Na verdade você joga muito bem. Já pensou em seguir carreira? — disse dando de ombros.

– Eu? Jogando vôlei? Não mesmo. — respondi o fazendo gargalhar. — Quer ajuda para guardar as coisas?

– Você não tem aula agora? — perguntei estranhando

– Não. Agora é aula livre.

– Então ta.


Enquanto ela me ajudava a guardar as coisas nós ficamos conversando e nos conhecendo mais.

Ela parece ser uma garota esperta, decidida e bem humorada, e diferente das outras alunas, era mais sutil.

– Se você tem um emprego em Dallas, por que veio para cá? — perguntou ela.

– Bom, eu precisava de um tempo longe. — respondi sério.

– Longe de que? Ai meu Deus, você é foragido? — disse ela se fazendo de assustada me fazendo rir.

– Não, não. Fique tranquila, não sou um fugitivo. É que quando o relacionamento fica desgastante, é bom um tempo longe. — disse ele num tom baixo.

– Relacionamento? Tem namorada?

– Não, esposa. Sou casado.


Quando terminei de responder ela ficou um tempo em silêncio. Será que ela ficou chateada por eu ser casado? HAHAHA.


– Intendi... Na verdade não intendi não. Não sou casada. — comentou brincalhona.

– Se fosse eu estranharia.

– E você tem filhos com ela? — quem dera eu..

– Não, é por isso que o "relacionamento" esta desgastado. — disse olhando para baixo

– Ela quer filhos e você não?

– Na verdade é ao contrario.

– Nossa! Diferente.

– O que? Por que eu quero um filho? — perguntei com um sorriso pequeno

– Você quer um filho e sua esposa não? É mais fácil encontrar o contrario. — ela disse pegando o resto das bolas e colocando no saco.

– Pois é, acho que escolhi errado.

– Nunca é tarde pra consertar. — disse me olhando nos olhos — Bom, bolas guardadas, rede dobrada. Missão comprida.

– É, acho que sim. — disse olhando em volta

– Espero que eu ganhe ponto extra com essa ajudinha. — disse sussurrando.

– Se você me ajudar todos os dias, quem sabe. — disse no mesmo tom que o dela e depois dando uma piscadinha com o olho direito.


Megan era, definitivamente, diferente das outras garotas dessa escola, parecia mais madura e centrada. Uma ótima pessoa para se conversar.


(...)


– Sua mochila! — disse pegando a mochila dela do chão.

– Ah, que cabeça minha. — disse indo de encontro comigo. — Obrigada.

– De nada. — disse sorrindo.

– Tomara que o professor Wilson não precise mais voltar. — disse ela dando um pequeno sorriso e dando de costas novamente. — Bem vindo a Elite High School, Sr, Winchester.


Tenho que falar, essa garota sabe o que quer e não perde tempo pra conseguir. Linda, esperta e decidida. Megan Slander, você vai dar trabalho...


Notas finais
E aí o que acharam? Hora do Review! ;)