Notas iniciais
Olá meu povo e minha pova.
Estou radiante pois vi que a história recebeu sua primeira recomendação. Uhhhu!!
Laryssa, muito obrigada mesmo linda pela recomendação, me fez muito feliz =D
Novo capitulo, só para vocês terem uma ideia do que esta passando pela cabecinha do galã dessa história e para ver como anda os sentimentos dele. E lá vamos nós...

*Dean Winchester narrando*


Megan tinha acabado de sair para se encontrar com seu pai, eu me encontrava sozinho na casa de meu tio, foi ai que meus pensamentos se voltaram para uma coisa, ou melhor, alguém: Carmem, minha esposa.

Eu tinha a traído, eu tinha dormido com uma mulher que não era Carmem, e eu me odiava por isso, me sentia um lixo em pessoa. Uma dor terrível de culpa se estalou no meu peito e eu vi que ela não sairia dali tão cedo, tudo isso por causa de uma garota de 17 anos.


Megan, ela pode ser uma garota, uma criança comparado com minha idade, mas tinha um jeito diferente de todas as outras de sua idade. Ela tinha um senso de humor incrível e seu pensamento não entregava sua idade pois ela era muito madura, eu podia ver isso nas diversas conversas que tive com ela naquele restaurante perto da escola.

Mas isso não me salva. Eu traí minha esposa e não satisfeito com isso, foi com uma de minhas alunas, uma garota que tem mais de 15 anos de diferença.

Agrh! Como me odeio por não ter me mantido firme ao me encontrar com Megan naquele clube, melhor, me odeio por ter ido aquele clube.


*Flashback ON*


Era uma quarta-feira e eu tinha ido ao hospital ver meu tio, como fazia todos os dias desde que cheguei na cidade.

Meu tio ainda estava internado porém, para minha alegria e alivio, ele já não estava mais em coma induzido, mas ainda não podia falar muito devido aos remédios tarja preta que ele era obrigado a tomar que causava um leve cansaço. Tudo bem, era melhor vê-lo calado, porém acordado, do que no estado em que o encontrei no primeiro dia que o visitei.


Já era bem tarde, o sol já estava indo embora, quando o horário de visitas tinha terminado e eu tive que sair do quarto onde meu tio estava, assim, encontrei minha prima, Jo.


– Hei. — a cumprimentei me aproximando.

– Hei, Dean! — disse ela com um sorriso fraco, ver seu pai numa maca não era uma das cenas mais legais que Jo havia presenciado.


Eu e Jo crescemos juntos, brincávamos na enorme casa de nossa avô todos os domingos depois do tradicional almoço de domingo. Jo é três anos mais nova que eu, o que a faz um ano mais velha que meu irmão Sammy, cujo ainda não citei aqui. Quem sabe uma outra hora.

Nossa relação quando criança era totalmente inocente, apenas brincadeiras de criança e correria no quintal da casa de nossa vô. Até que nós crescemos, com isso meu interesse pela minha prima loira, branquinha feito neve, boca pequena e rosada e suas curvas, na época ainda sendo feitas, se despertou. Foi comigo que ela deu seu primeiro beijo. A cena me faz rir até hoje, pois ela não fazia a minima ideia do que fazer.


– Veio visitar meu pai? — ela perguntou após me dar um abraço forte

– Sim, mas já estou de saída, o horário de visitas acabou. Ele parece melhor.

– É... a cada dia que passa é uma nova conquista. — comentou ela sorrindo.

– E seu marido... aquele nerd engomadinho... como ele chama mesmo?

– É Ash, e ele não é nerd. Ele só... é um pouco inteligente.


Eu implicava com Ash, tirava sarro pelo jeito estranho dele, mas ele era gente boa, doidinho, mas gente boa.

(...)


Fiquei um pouco mais conversando com Jo, e após me despedir, segui pelo corredor do hospital rumo a saída.


– Dean? — uma voz masculina me chamou e eu me virei para ver de quem era.

– Jimmy? — disse surpreso.


Jimmy Novak*, um amigo do tempo da faculdade de medicina. Nós eramos muito chegados, íamos a festas de fraternidades, nos feriados hora íamos para a minha casa em Dallas, hora para a casa dele em Boston, Massachussets. Minha relação com a família dele era muito boa, os pais deles eram como meus pais e seus irmãos, como meus irmão. Mas, infelizmente, quando tive que trancar a faculdade de medicina para cuidar de minha mãe, perdemos totalmente o contato.


– Ah! Seu bonitão! — disse ele vindo até mim abrindo os braços para um abraço.

– HAHA seu garanhão! — fui de encontro com ele e nos demos um abraço forte. Como era bom abraçar um amigo. — Você conseguiu se formar seu filho da mãe! — disse nos separando.

– Ah, sabe como é né. A gente tem que largar as loucuras da juventude e agarrar com unhas e dentes a primeira mulher que te fazer feliz. — disse ele sorrindo.

– Não me diga que você casou com a Victória.

– Casei sim. — Victória* também fazia faculdade de medicina com a gente, ela era totalmente apaixonada por Jimmy e fazia de tudo para estar ao lado dele, quando sai da faculdade, os dois tinham começado a namorar. — Mas a rotina pousou em nossa relação e nós nos separamos depois de 5 anos de casamento.

– Uau!

– Que foi?

– Cinco anos? Antigamente era cinco horas o tempo de duração dos seus relacionamentos.


Jimmy era considerado o galã do campus, ele conseguia ficar com qualquer garota que ele quisesse.


– Você também não era tão certinho... Lembra daquela festa que você bebeu nove hurricane e foi pro banheiro da boate com as gemias asiáticas? — rimos

– É mais eu não sou mais assim...

– Espera aí, você casou? — perguntou ele incrédulo

– Sim. Por que o espanto?

– Bom, você era a ultima pessoa que eu imaginaria que se casasse. — ta, vocês devem estar pensando que eu era um mulherengo de mão cheia, e eu era sim, não vou mentir, mas quando conheci Carmem, eu dei adeus a isso tudo. — Mas você ta fazendo o que aqui? Veio se candidatar a vaga de médico?

– Não, não. Quem dera. Eu não me formei em medicina. Eu vim ver meu tio que esta internado aqui.

– Como não se formou? Era a coisa que você mais queria cara.

– Pois é... eu não pude voltar e continuar.

– Por causa da sua mãe? — assenti — Intendi. Já ta indo?

– Já sim. O horário de visitas já acabou.

– Bom, meu plantão acaba daqui uns 10 minutos. A gente podia beber alguma coisa e bater um papo. Tu me conta o que você fez de um tempo pra cá, eu te conto do meu casamento que não deu certo...

– Seria ótimo!


Aceitei o convite de Jimmy pra sair pra beber alguma coisa, ia ser ótimo ter alguém pra conversar sobre outras coisas que não seja meu tio internado.

(...)


Jimmy saiu depois de 10 minutos do hospital, nos encontramos lá fora e seguimos para um bar qualquer que tinha lá perto. Ficamos horas jogando conversa fora e bebendo algumas doses de cerveja, até que o bem dito convite foi feito.


– Aí cara — começou Jimmy — na sexta vai fazer três anos que me separei, e eu adoro comemorar essa data — sim, Jimmy era louco — mas esse ano meus "amigos" aqui do plantão — fez aspas com os dedos quando disse "amigos" — arregaram, e eu não quero comemorar sozinho. Você topa ir comigo?


Meu amigo era um verdadeiro idiota, mas eu gostava muito dele, não poderia deixa-lo ir sozinho então, aceitei o convite.

(...)


Era sexta-feira a noite e Jimmy tinha acabado de me ligar para confirmar a "comemoração" estranha dele, eu disse que ainda estava de pé e fui me arrumar. Nós iriamos nos encontrar em frente ao Ocean's Bar, que de bar não tem nada.

Quando entrei naquele lugar me vi em um verdadeiro lugar de loucos. Uma música estranha numa altura ensurdecedora, um cheiro de fumaça artificial e muita gente em um único lugar, mal conseguia andar. As únicas coisas legais naquele lugar, era a decoração e a bebida.


Fazia um tempinho que eu tinha chegado, até que me encontrei com Megan. Ela estava incrivelmente linda, nem parecia uma estudante do ensino médio. Ela vestia um short curto deixando suas belas pernas a mostra e um salto alto, a deixando mais sexy.

Jimmy avia me deixado sozinho com ela depois de bastante tempo conversando e rindo, foi aí que eu não pude me segurar. Ela havia me chamado para dançar, mas eu recusei de inicio, eu estava muito bêbado para inventar de dançar, mas Megan não desistiu, eu sabia onde ela queria chegar, mas eu não dei a minima, até que nossos lábios de encontraram.

Ah.. seus lábios. Seus pequenos e macios lábios. Como era bom beija-la, mas me dei conta do que estava fazendo e me afastei indo em direção ao banheiro. Eu precisava ficar longe dela, precisava respirar um pouco, passar uma água no rosto para voltar ao meu consciente mas, eu deveria saber que ela não desistiria. Ela veio atras de mim.

(...)


Eu não estava me aguentando de desejo por aquela garota atrevida e decidida. Sua mão percorria meu corpo me fazendo carinho e seu corpo colado no meu... ah como foi difícil aquentar.

(...)


Eu não podia mais dizer que não estava afim de Megan, ela tinha me seduzido a noite inteira e eu cedi, a levei para o apartamento e lá nos entregamos a esse desejo que me consumia totalmente.

Sentir seu corpo embaixo do meu e sua pele colada na minha era uma sensação ótima. Alias, fazia tempo que não tinha um contato mais intimo com uma mulher, sim eu estava sem transar com minha mulher fazia bastante tempo e eu não me segurei quando uma garota se esfregou em mim. FRACO. É isso que eu sou, um fraco. Fraco e um canalha, um idiota. Um perfeito idiota.

(...)


A noite anterior tinha sido incrível e ao acordar e encontrar com aquele corpo pequeno em minha cama foi muito melhor. Mas ela tinha mesmo que ter tocado no nome de Carmen? Eu já estava um pouco melhor depois de tudo que tinha feito mas, ao ouvir o nome de minha esposa eu desabei. E ainda fui rude com Megan. Ela não tem culpa de eu não ter conseguido me segurar, pois ela é uma criança, e não entende o que aquilo significa de fato... ou, talvez, sim.


*Flashback OFF*


Meu telefone tocou me despertando de meu transe, fui até o quarto atendi meu celular, e no visor tinha a ultima pessoa com quem queria falar naquele momento, Carmem, minha esposa.


– Alô. — disse ela logo depois de eu atender. Minha voz não queria sair, eu estava me sentindo culpado demais para me portar como se nada tivesse acontecido — Dean? Alô! — tornou ela

– Sim sou eu. — finalmente o nó em minha garganta desatou porém, ainda tinha vestígio dele

– Hei, querido. Como você esta?


Ela me chamou de querido? Lá vem bomba.


– Estou bem... e você? — disse sem muita emoção, até porque, a ultima vez que ela me ligou, terminamos brigando... de novo

– Bem, na medida do possível. — deu uma leve pausa — E como o Tio Wilson esta?

– Melhor. Ele não conversa muito devido aos medicamentos mas, já saiu da UTI.

– Isso é ótimo!

– É sim.


Um silêncio nos rodeou, ninguém mais falara nada, só podia ouvir a respiração de Carmem do outro lado da linha. Era mais do que na cara de que eu e ela não tinha tanta intimidade como já tivemos antes, nós estávamos frios um com o outro. Embora tinha uma leve vontade de trata-la como antes, cheio de carinho, eu simplesmente não consegui. Olha que ponto eu cheguei, não consigo chamar minha própria mulher de querida ou de amor.


– E como está as coisas aí? — perguntei tentando puxar papo e quebrar o gelo entre nós

– Esta tudo bem. Seus pais estão ótimos, assim como o resto da família.

– Ótimo. E o meu time? Tem vistou eles jogarem?

– Sim, sim. — suspirou — Eles estão jogando muito bem, não perderam nenhum dos dois jogos disputados até agora. Claro que eles estão sentindo muita saudade do seu treinador... assim como eu. — concluiu ela fazendo uma voz manhosa.


Ela disse que estava com saudades minhas? Eu ouvi bem? Preciso limpar meus ouvidos.
Não tive nenhuma reação, metade de mim estava se corroendo por dentro pela falta que ela me fez mas, a outra metade, ela simplesmente esta adorando esse tempo longe dela, sem brigas e clima tenso.


– Eu também estou. — disse baixinho, meio travando e gaguejando, mas eu disse.

– Mesmo?

– Uhum. — disse sem jeito

– Que bom. — ouvi ela respirar fundo, como se fosse um alivio — Bom, tenho que ir, vou ajudar a Jess* com as coisas do casamento.

– Tudo bem.

– Dean. — me chamou

– Oi, ainda estou aqui.

– Te amo.


Uma pontada atingiu meu coração. Me senti ainda mais sujo com essas palavras. Ela me liga, diz que ta com saudades, dá o braço a torcer, diz que me ama eu eu aqui, a traindo.


– A gente se fala depois. OK? — disse tentando disfarçar.

– OK. Até.

– Até.


Desliguei o telefone e me joguei na cama em que estava sentado.


Eu me senti o cara mais nojento de toda a face da terra. Sim, eu trai minha mulher, e me sinto péssimo por isso, mas eu não consigo ter, sentir, a mesma coisa que sentia antes por ela.

Ela disse que me amava, me amava! E a única coisa que disse foi "A gente se fala depois." O que há comigo? O que aconteceu comigo e com minha esposa ao ponto de não conseguir chama-la de amor?

Mas o que fiz na última noite é errado. Mesmo não sentindo a mesma coisa pela minha mulher, é errado traí-la. Não posso continuar com isso, tenho que parar antes que seja tarde.

Notas finais
Jimmy Novak*: Quem é fã de Supernatural, assim como eu, sabe que Jimmy Novak é o nome do homem que é a casca do anjo Castiel. Quem ainda não intendeu sugiro que pesquise, mas não fará muita diferença na história.
Jess*: Jessica Lee More, sim, a namorada de Sam Winchester, irmão de Dean. Agora vocês já devem entender o que vem por aí...
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Bom, é isso. Espero que tenham gostado do capitulo dessa semana.
HORA DO REVIEW!